segunda-feira, 2 de junho de 2014

Oneshot: Porotto Koboreta

Bem rapidinho, só porque eu reli essa oneshot agora pouco e fiquei com vontade de elogiar a arte da Kanda Neko de novo. Afinal, faz mais de um ano que eu comentei um mangá dela aqui! Porotto Koboreta é um spin-off desse mangá que eu já comentei. 

Rui, amigo do Ashitaka do outro mangá, não tem um relacionamento muito bom com Saeki, que também é um constante frequentador do mesmo bar que Rui, Ashitaka e Noshiro. Desde a primeira impressão os dois nunca se deram bem. Porém, Saeki está se sentindo triste e acaba bebendo demais. Rui o leva para casa e acaba confortando-o da única forma que sabe: com seu corpo. Aí ele fica sabendo que Saeki era apaixonado por um amigo seu, heterossexual e que está prestes a se casar. Rui diz que Saeki é um idiota por se apaixonar por alguém hetero, mas que ele, ao mesmo tempo, é uma boa pessoa. 

Fofo. História divertida. Gostei dos personagens. Saeki é um amor quando chora. E... bem, é isso. Não tem muito o que dizer sobre essa oneshot, porque ela é bem curta e não tem taaanta coisa assim acontecendo. Gostaria de ver uma continuação dessa história, porque eu realmente gostei do Rui. Como eu disse, só queria comentar o quanto eu gosto da arte da Kanda Neko. O jeito que ela desenha cada personagem é bem único, como os olhos profundos e caídos do Rui, por exemplo. Também gostei de vê-la desenhando as expressões faciais do Saeki.

  

Ern... Não tem muito o que dizer, sério. É uma oneshot divertidinha, com uma arte muito bonita. Imagino que quem gostou de Puchitto Hajiketa, e ficou curioso para saber mais sobre o Rui vai curtir. Eu gostei e... É isso. Vamos de nota "7", porque não é como se essa história fosse tão especial ou boa assim para deixar uma impressão muito grande e merecer uma nota maior do que isso.

A tradução para o inglês foi feita pelo September Scanlations.

domingo, 1 de junho de 2014

Doujinshi de Shingeki no Kyojin: "Hegira" e "Please Jaeger-kun"

Como recebi a sugestão, vou falar sobre doujinshi. No caso, eu escolhi a série que todo mundo fica falando sobre: Shingeki no Kyojin. Espero que gostem desse tipo de postagem. A próxima será sobre outra série (e eu sempre estou aberto à sugestões!). 

Título: Hegira
Autor: Little ones/Asam
Série: Shingeki no Kyojin      
Par: Reiner x Bertolt
Rating: 18+                
Tradução: Silver Lining (em inglês).

Resumo rápido: Bertolt está tendo pesadelos sobre o passado, mas Reiner está disposto a confortá-lo. Os dois têm uma conversa séria sobre seus objetivos e possível futuro. Contém vários spoilers de Shingeki no Kyojin. 

Comentário: A capa talvez não faça justiça à bela arte que há dentro. Os dois personagens são belamente desenhados e muito fiéis a sua representação na série original (a autora não tentou embelezá-los demais e manteve suas principais características). A história é legal por se relacionar a eventos do mangá, sobre as motivações e ações dos personagens. Ainda assim, lida com essas questões de uma forma vaga, uma vez que não há ainda muitos detalhes sobre o Reiner e o Bertolt no mangá na época que o doujin foi publicado ou mesmo agora. Achei muito delicado e extremamente verossímil o modo que a autora descreveu os sentimentos do Reiner e do Bertolt pelos outros recrutas e um pelo outro. É um doujin explícito, mas não é dos mais detalhados que há por aí. Ainda assim, o smut que há é muito sexy. 


Título: Please Jaeger-kun
Autor: Nemunoki
Série: Shingeki no Kyojin
Par: Mikasa (homem) x Eren, Levi x Eren x Hanji (homem)
Rating: 18+
Tradução: Silver Lining (em inglês)

Resumo rápido: Duas histórias curtas. 1) Mikasa (um homem nessa história) se preocupa por Eren abandoná-lo por não ser uma garota. 2) Hanji tenta uma poção em Levi e Eren acaba pagando o pato.

Comentário: Esse doujin é extremamente explícito e pervertido. Não existe história nenhuma acontecendo, na verdade. Da primeira página até a última é apenas smut. Por exemplo, a tal "poção" que a Hanji faz na segunda história é mencionada super-rápido e de um modo vago (parece ser uma droga viagra-like...). Apesar de contar com a Mikasa e a Hanji, é um doujin yaoi mesmo. As duas são homens nessas histórias. 

Eu acho que não vou dar notas para os doujinshi. É difícil comparar coisas feitas para propósitos tão diferentes... Vamos deixar só assim por ora. 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Love Share

Para mim, os mangás da Kujou Aoi são ou um acerto ou um erro. A maior parte dos mangás dela me deixa "meh". Só que tem alguns que são muito, muito interessantes. Nesse caso, Love Share é um dos mangás dela que eu considero um acerto. Se eu fosse descrever esse mangá em poucas palavras, eu diria "uma história de amor intensa e instável", mas eu sou prolixo. Então vamos lá!

Kazushi sempre foi apaixonado por Izumi, um amigo seu de vários anos. Os capítulos são, na maior parte, curtos e mostram cenas em que Kazushi e Izumi desenvolvem um relacionamento de idas e vindas. Enquanto Kazushi reafirma constantemente seu amor por Izumi, esse outro é ambivalente e acaba confundindo a cabeça de Kazushi (e a do leitor também). Essa "fluidez" e "levianidade" no jeito de Izumi agir é um pouco irritante. Não gostei desse mangá na primeira leitura por causa disso. Aí li de novo. E de novo. As ações do Izumi acabam sendo interessantes, pois, apesar de todos os mistérios que envolvem esse personagem, ele acaba sendo aceito exatamente do jeito que é por Kazushi, e isso é o que importa.

Em certo momento na história, é revelado que Izumi tem algumas questões que são traumáticas e, provavelmente, trágicas. O problema é que Kujou Aoi decidiu que os leitores (e Kazushi) não precisam saber muito mais do que isso. Então, ela jogou essa bomba na história e fugiu sem explicar nada. Izumi diz ser responsável pela morte de um artista. Mas o que isso significa? Quem sabe! Porque não foi explicado.

A dinâmica do relacionamento de Kazushi e Izumi é o ponto forte da história. O relacionamento apaixonado e ambivalente dos dois é interessante. Além disso, esse é um daqueles mangás em que não há um personagem que aja como "seme" e outro que seja o "uke". Não. Nem em termos sexuais, nem na forma de agir. Esses dois não caem nesses modelos clássicos.

  

A arte é inconsistente. Há uma melhora progressiva ao longo dos capítulos (imagino que a Kujou Aoi tenha escrito essa história com um longo período de tempo entre cada capítulo), sim, mas ela é oscilante em sua qualidade. A parte que eu mais gostei desse mangá foi o penúltimo capítulo, onde ficamos sabendo como Kazushi e Izumi se conheceram. Acho que é o momento em que a arte está mais bonita e que os personagens estão mais desenvolvidos, o que também serve para explicar as atitudes e ações que eles tomam mais de dez anos depois, durante a história principal. Nota "8"!

Foi completamente traduzido para o inglês pelo Bliss. Também foi licenciado e publicado pela Juné. Aliás, eu nunca pensei que fosse reclamar disso, mas... E essa capa, gente? Nunca vi uma capa que fosse tão nada a ver com o mangá como essa. Das cores até o jeito que os personagens estão posicionados. Nada a ver!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Ningen no Ichiban Muboubi na Bubun

Só depois de um tempão que eu fui entender que as coisinhas na capa de  Ningen no Ichiban Muboubi na Bubun com esses dois personagens são formiguinhas de pelúcia... Fiquei um tempão tentando decifrar o que eram essas coisinhas. Eu sou meio lerdo às vezes! Esse foi o primeiro (e único) mangá da Shuusai Fumiko que eu li.

É uma coleção de oneshots. Como é comum ocorrer, há oneshots que são legais e outras que são fraquinhas. A que está ilustrando a capa é sobre Yamashita Rikuo, que tem fobia de formigas por causa de um trauma de infância. Quando a casa dele é infestada por formigas, ele conta com ajuda de seu vizinho, Shimabara Satoya para lidar com o problema. Ao invés de exterminar as formigas, Shimabara promete "cuidar" das formigas para Yamashita, porque ele adora insetos. Em função disso, os dois se aproximam. Não dá pra dizer que a ideia não foi original...

Na segunda, Tamaki e Yatsume são amigos da época do colégio. Yatsume é um gigolô e vem ficar na casa de Tamaki sempre que termina um relacionamento. Tamaki está achando cada vez mais difícil aceitar o comportamento de Yatsume, pois é apaixonado por ele. Nada de mais, já histórias como essa antes. Na próxima, Kobari derrama tinta no casaco super-chique de seu vizinho, Kichijou. Como ele é um estudante pobre, decide fazer tarefas domésticas para Kichijou como forma de se desculpar. Os dois acabam desenvolvendo um relacionamento sexual a partir disso. Achei os dois personagens simpáticos e interessantes, sobretudo o Kichijou, que é um comprador compulsivo de roupas. A autora podia ter desenvolvido melhor esses personagens...

Aí vem uma que eu achei que era para ser engraçada, mas acabou não sendo lá grande coisa. Niizaki acorda de manhã para descobrir que passou a noite com Yuzuhara, seu amigo. Yuzuhara explica que os dois transaram e que Niizaki estava curtindo tudo e tal. Niizaki não acredita e os dois decidem lutar para decidir essa questão. Yuzuhara diz: "se você perder, você vai ser meu prêmio!". Aí vem a história mais desenvolvida: Sumiyoshi Junya já está acostumado a tomar conta de seu amigo de infância, Kurokawa Akihiko, que não consegue nem acordar sozinho sem a ajuda de Junya. Por isso, é uma grande surpresa e preocupação quando Akihiko, sem nem avisar, vai passar umas férias sozinho no Peru. Quando ele volta, Junya fica surpreso ao ver que ele consegue se virar sozinho (e muito bem) e passa a se sentir inútil. Tem uma história extremamente parecida em outro mangá que eu comentei, mas eu gostei dessa também.

  

O grande ponto forte desse mangá é a arte, que é muito bonita. Gostei especialmente como a autora desenhou a última oneshot, cheia de detalhes e com personagens bem bonitos. Também achei tenso o jeito que ela desenhou as formigas. Dá pra entender a fobia do Yamashita! Mas, em geral, é um mangá bem básico. É bom, mas não é lá grande coisa. Não é muito original, exceto uma ou duas idéias dela que foram legais, mas pouco desenvolvidas. Vou deixar uma nota "7".

Esse mangá foi licenciado e publicado pelo falecido JManga. Por isso, é possível encontrá-lo por aí em alguns sites. 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Stranger

Howdy! Permitam-me comentar aqui um mangá que eu adorei, li de novo, aí li mais uma vez, li outra... Enfim, eu realmente gostei de Stranger. Talvez seja porque eu gosto de filmes de faroeste. E talvez porque eu adoro situações tipicamente masculinas serem subvertidas pelo yaoi em histórias de amor e luxúria. Enfim, essa história de Kuku Hayate é uma das minhas favoritas dos últimos tempos!

Fran é o xerife de uma pequena cidade no oeste americano. Na jornada pelo deserto de volta para casa, o cavalo que usava acaba morrendo. Ele se vê perdido no meio de um deserto, sofrendo pelo calor escaldante dos dias e pelo frio congelante das noites, sem água e sozinho. Fran vaga por vários dias, até ficar fraco demais e já imaginar que sua morte é certa. Questiona se isso é uma punição pelo seu passado pouco antes de ficar inconsciente. Ele é salvo por um nativo americano, que diz que foi o espírito do cavalo de Fran que o chamou. Ele lhe dá água, ajuda a se manter quente nas noites frias e o guia de volta à cidade. O nome desse indígena é Toto, que deixa claro para Fran que os dois "não são amigos", apesar de o estar ajudando.

Fran fica atraído pelo seu salvador, mesmo depois de retornar a sua cidade. Passa até a sonhar com as noites que passaram juntos no deserto. Ele decide que isso é porque ele não agradeceu direito ao outro e decide ir procurá-lo. A comunicação entre Fran e Toto é difícil, pois eles não falam a mesma língua, e causa várias situações engraçados. Por exemplo, quando o Toto entendeu que "obrigado" era a garrafa de uísque. Engraçado e adorável ao mesmo tempo! Conforme os dois vão passando tempo juntos, eles vão se entendendo melhor e se aproximando mais. Eventualmente, também, os fantasmas do passado de Fran (eu sempre quis escrever isso!) voltam para perturbá-lo e temos um duelo clássico dos filmes de faroeste! 

A arte é fantástica. Combina muito bem com o cenário que a autora queria e tudo é muito bem detalhado. Adoro como ela desenhou as vestimentas e a cidade, sendo que as cenas de ação no final são maravilhosas. É incrível também como dois personagens tão musculosos e masculinos conseguem ser absolutamente adoráveis, ao mesmo tempo que são grandes badasses! A Kuku Hayate conseguiu milagres nessa história. 

  

Cenários de faroeste já foram feitos e refeitos milhões de vezes no cinema e até nos quadrinhos (Tex, alguém?), mas foi a primeira vez que eu vi um mangá sobre o assunto! E um mangá yaoi ainda por cima. Achei fascinante e original. Acho que a Kuku Hayate fez um bom trabalho, tanto em retratar esse cenário como em criar personagens interessantes e desenvolver um belo relacionamento entre eles. Vou atribuir nota "9" a esse mangá e recomendo fortemente a leitura. A atenção aos detalhes é incrível. Desde o resumo na capa escrito em inglês, até o design do sumário.

A tradução em inglês é do Echochi e em português é do BL Scanlations.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Haikyuu!!

Eu estou há um tempo para ler Haikyuu!! e, apesar de estar assistindo ao anime e gostando, o que me fez criar motivação foi os doujinshis da Junko. O autor da história se chama Furudate Haruichi e parece ser um autor bem novo e desconhecido.

O protagonista da história é Hinata Shouyou. Ele assiste a uma partida de vôlei, na qual um jogador baixinho, conhecido por "O Pequeno Gigante", arrasava os adversários, por sua agilidade e capacidade de pular incrivelmente alto, e fica muito interessado pelo esporte. Infelizmente, ele não encontra  muitos colegas no ginasial que estejam igualmente interessados e acaba sendo, por muito tempo, o único membro do clube de vôlei. Ainda assim, ele consegue, com um time improvisado, se inscrever para um torneio e tem o azar de enfrentar logo de cara a escola mais forte, com o jogador mais forte (e mais arrogante), Kageyama Tobio. Ainda que Hinata perca, ele deixa uma impressão forte no adversário e segue determinado a chegar ao topo, para derrotar Kageyama.

No ensino médio, entrando na escola Karasuno, ele dá de cara com Kageyama, que também está lá. Ele acabou não conseguindo uma recomendação para entrar numa escola boa com um time de vôlei forte e acabou ficando nessa escola, que já foi muito forte no passado e acabou perdendo espaço para outras. Lá, os dois são obrigados a trabalharem juntos e formam uma dupla improvável, mas muito forte. Os outros colegas e os rivais também não ficam atrás, sendo que Haikyuu!! é mais um daqueles shounen de esporte envolventes, cheio de cenas dramáticas, com partidas incríveis e jogadas impossíveis. 

Só um desabafo: eu não queria gostar de Haikyuu!!, porque eu li um outro mangá sobre vôlei há alguns anos que eu gostei muito e Haikyuu!! tem uma premissa básica muito parecida com esse outro mangá. Vou ver se comento aqui uma hora desses esse outro, mas acho que o que fez Haikyuu!! ter mais sucesso, apesar de apresentar um cenário similar, é o elenco de personagens. Eles são o ponto forte desse mangá, como em geral acontece com shounen de esportes. O Hinata, por si só, já é um personagem legal, apesar de ser o típico protagonista esforçado, mas atrapalhado, dos shounen. Mesmo os rivais e personagens mais secundários são legais. Se eu for escolher favoritos, eu diria que o Nishinoya e o Kenma foram os que mais me interessaram. O Tanaka me faz rir horrores também, especialmente quando ele tem alguma cena com o Nishinoya ou com o Yamamoto. 

  

Acho que qualquer um que aprecie um bom shounen de esporte (como Kuroko no Basuke ou Tennis no Ouji-sama) vai se interessar também por Haikyuu!!. A arte é bonitinha na maior parte do tempo, sem ser lá tão especial assim, mas as partidas de vôlei são super-bem desenhadas e dinâmicas. Minha birra com esse mangá me impede de dar uma nota mais alta que "8" para ele. Mas é um ótimo mangá! 

Eu estou lendo em inglês, com tradução do U-Prod Scanlations para os capítulos iniciais e do scanlator Casanova para os mais recentes. O anime também está bem legal e eu recomendo!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Renai Sousa

Esse é outro desses mangás que eu vi outra pessoa resenhando comentando (na comunidade Anti-Girly Uke Yaoi), me interessei e fui ler. No caso, a resenha era super-ultra-mega detalhada e exaltava muito as qualidades de Renai Sousa. O que posso dizer...? Às vezes, ter expectativas altas demais pode ser um problema. Eu gostei desse trabalho de Hasukawa Ai, mas achei que fosse gostar mais.

Yamashiro Kei é um designer de interiores que trabalha com escritórios e restaurantes de alto padrão. Ele é contratado, então, para redecorar um dos vários restaurantes de Okumura Takashi. Apesar de Okumura ter se interessado instantaneamente por Yamashiro, esse sentimento não é recíproco. Na verdade, Okumura é o tipo de gente que Yamashiro mais odeia: arrogante e insistente. Justo por isso, Yamashiro não quer ceder a ele, por considerar isso uma fraqueza e decide inverter a situação, ou seja, fazer Okumura se apaixonar por ele primeiro. 

Ambos os personagens são determinados, inteligentes e muuuito teimosos, por isso a relação deles é um constante embate. Eu admito que achei muito legal ver momentos em que o Okumura tenta flertar com o Yamashiro, que dá uma resposta que deixa o outro completamente sem jeito. Isso deixa claro o porquê desse mangá ter sido tão louvado na comunidade AGUY: Yamashiro não é o uke típico que se encontra por aí. O mangá não chega a ser uma "batalha de semes" (como Docchi mo Docchi, 50x50, Mazu wa Ubaiai ou até mesmo Harenchi no Susume), mas apresenta um uke forte e assertivo, o que sempre é um ponto positivo para mim. Mesmo quando é beijado de surpresa, ele não perde o jeito: "achei que você beijasse melhor do que isso, Okumura". Muito bom!

Eu achei que a história poderia ter acabado no primeiro volume, mas a autora resolveu continuar. Ela apresenta o bartender Sasatani Nagi, que vem para disputar as atenções de Yamashiro com Okumura. Não que ele tivesse uma chance, mas ele consegue perturbar os dois bastante. Esse volume foi cansativo, arrastado e clichê. Não acrescentou nada para os dois, na minha opinião. Eventualmente, Sasatani desiste e resolve se dedicar a infernizar a vida de Ichinose Kei, um novo cliente do bar que é xará de Yamashiro, mas tem uma personalidade bem diferente da dele. Em suma, esse segundo volume foi desnecessário. 

  

Um ponto positivo desse mangá é o crescimento pessoal do Yamashiro e o desenvolvimento do relacionamento dele com o Okumura. A ideia de disputa pelo controle/poder no relacionamento é interessante e a autora a trabalhou bem. A arte é bonita e agradável, mas não é das minhas favoritas, digamos assim. Como eu mencionei, teria gostado bem mais do mangá se o segundo volume não existisse ou tivesse sido escrito de uma forma bem diferente. Nota "8", portanto. Muito bom, mas não é excelente. 

A Juné licenciou e publicou os dois primeiros volumes, sob o título Love Control. Há scans deles na internet, super-fácil de achar por aí. Diz a lenda que essa série ainda está em publicação, mas eu nunca vi imagens ou comentários sobre esse misterioso terceiro volume.