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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Kowarekake no Omocha

Não curto muito a CJ Michalski, apesar de a arte dela ser bonitinha. Na verdade, a arte dela é bonitinha demais, então fica parecendo que os personagens todos têm 8 anos de idade, e eu sinto como se estivesse lendo shotacon. Mas, de qualquer forma, Kowarekake no Omocha é um trabalho dela que, surpreendentemente, estava na categoria "seme x seme" do MangaUpdates e, por isso, me deixou curioso.

Shinobu é o filho mais velho de uma família enorme e cheia de problemas financeiros. Assim, ele vai trabalhar em uma mansão para o garoto rico que mora lá, Kengo. Seu trabalho era para ser de companheiro para brindeiras, mas Kengo logo de cara deixa claro para Shinobu que ele é um de seus brinquedos e que seu trabalho é entretê-lo. Com o passar dos anos, as  brincadeiras se tornam sexuais. Shinobu teme que Kengo o jogue fora quando enjoar dele, como ele faz com tudo que tem, e deseja se afastar de Kengo. Essa é a história principal e é a mais esquisita das três. Honestamente? Não gostei. Não gosto das histórias que vendem essa mensagem de que "não importa os abusos e as maldades se foram por amor". Não acho que seja amor. Eu fiquei feliz quando o Shinobu tomou coragem de fugir do Kengo... Que se mostrou MAIS cruel ainda, forçando-o a voltar. 

Na próxima história, a primeira de três oneshots, temos o professor Wakana que sempre desejou se casar com uma esposa maravilhosa e ser feliz para sempre. Entretanto, ele sempre teve azar: sua primeira esposa se divorciou dele e a segunda era uma golpista. Uma noite, depois de se embebedar em função de suas desilusões amorosas, ele esbarra em Shimada, um cara que era aluno da escola em que ele trabalha, e os dois acabam passando a noite juntos. Essa história, ao contrário da anterior, foi bem bonitinha, com um final feliz e tudo mais. Uma daquelas histórias com a mensagem "felicidade é encontrada quando menos se espera". Depois, vem outra oneshot se passando em uma praia. Mana tem uma queda por um surfista e professor de natação, You. Por isso, ele vai à praia todos os dias para assisti-lhe no mar. Um dia, Mana decide tomar um banho de mar, mas You lhe diz que é perigoso se ele não souber nadar. Mana, apesar de ser um ótimo nadador, finge que não sabe nadar e pede aulas de natação para You, que logo revela que só ficará na cidade até o final do verão. Também bonitinha. Teria gostado mais se o Mana não parecesse ter 8 anos, mas isso é uma questão minha. Essa história foi bem agradável, ainda que clichê. 

Por fim, a história que destoa das demais (especialmente na arte): Soma Suguru e Ozaki Daisuke costumavam ser amigos de infância, até o dia em que brigaram com Ozaki chamando Soma de feio e Soma chamando Ozaki de pobretão. Agora, os dois são presidentes de suas respectivas companhias e continuam rivais. Entretanto, Soma e Ozaki são sequestrados por um grupo de criminosos e acabam tendo tempo, enquanto estão em cativeiro, para discutirem sua relação. Finalmente uma história que não parece nem ser shotacon e nem um trabalho da Minami Haruka! Gostei dessa. Achei engraçada e fiquei feliz por ver que a CJ Michalski consegue desenhar adultos que realmente parecem adultos. Com essa história, a tag "seme x seme" fez sentido para mim.

  

Eu não odiei esse mangá, mas também não gostei dele. Estava há um tempão para ler e acho que a leitura não me acrescentou em nada, mas também não senti que perdi meu tempo lendo. Acho que recomendo para quem quiser um mangá com uma arte bonitinha, muitas cenas pervertidas e histórias sem muita profundidade. A primeira história é revoltante, diga-se de passagem, mas eu tentei não reclamar demais aqui. Vou dar nota "6", porque estou generoso hoje e a última história me fez rir.

Tradução em inglês foi feita pelo Liquid Passion.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Machi no Denkiya-san

Esse mangá foi traduzido e publicado como uma oneshot. Na verdade, Machi no Denkiya-san é uma das várias oneshots que compõem esse volume publicado por CJ Michalski. Vou comentar mais detalhadamente as três que estão disponíveis em inglês. 

Tetsuya trabalha como um reparador (mais como um eletricista, na verdade) em uma loja em sua cidade pequena. Um dia, duas crianças entram na loja pedindo que ele ajude, porque um dos cômodos da casa está sem luz. Ele estava prestes a negar, pois a loja estava fechada, mas conhece o irmão mais velho dessas crianças, Ryoji, e resolve ajudar. Ryoji é o responsável por cuidar de seus irmãozinhos, enquanto sua mãe trabalha para pagar algumas dívidas do divórcio, e também trabalha em outra loja. Tetsuya, se sentindo atraído por Ryoji, oferece de presente vários eletrodomésticos que ele conserta por hobby. No início, Ryoji se mostra incomodado, não querendo ser alvo de pena, mas logo acaba se afeiçoando mais a Tetsuya. Os gêmeos são uns amores e o Tetsuya é um personagem divertido, mas o Ryoji tem a personalidade de uma porta fechada. Sério, ele é querido, dedicado aos irmãos, etc. Mas não tem nenhum apelo enquanto personagem. Senti falta de uma "química" entre os protagonistas dessa história.

Depois, vem uma oneshot que eu gostei ainda menos. É o clássico cenário "enfermeiro da escola" e "aluno". Ao descobrir que vai ter de se mudar para outro país, Tomoki decide reafirmar seus sentimentos por Ryouji, já que foi rejeitado antes. Ele sempre gostou do sensei, eram vizinhos, se conhecem há séculos, o relacionamento mudou, etc. Ryouji vai lá, após aceitar os sentimentos, e pede que o pai de Tomoki o deixe com ele. E a outra oneshot é sobre Miyamoto, que costumava jogar basquete, mas nunca foi grande coisa, e o kouhai que ficou melhor que ele, Mikata. Um pouco de inveja aqui, "eu sempre te amei" ali, umas cenas quentes intercaladas... É. 

Sabe aquele mangá que você esquece no momento que termina de ler? Incrível como não tem nada memorável nessa história. Absolutamente, nada. A arte da CJ Michalski é bonitinha, claro, mas as histórias são cheias de clichê e nem um pouco interessantes.

  

Duas das histórias que não foram traduzidas ainda (e tudo indica que nunca serão) parecem interessantes, então é uma pena que eu não possa ler... Bem, essas três que foram apresentadas trazem cenários super-rotineiros, não acrescentam nada de novo... O melhor termo para descrever esse mangá é "meia-boca". Nota "5", portanto.

Quem traduziu para o inglês foi o Liquid Passion. Traduziram a história do título como "Our Town's Electrician" e lançaram como uma oneshot. Os dois capítulos seguintes são o quarto e quinto capítulos do volume, lançados com o título de Machi no Denkiya-san.