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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Datte Maou-sama wa Kare ga Kirai

Não sei porque, mas apesar de eu ter achado a história de Datte Maou-sama wa Kare ga Kirai interessante, eu realmente não gostei muito desse mangá, o que é estranho, pois, em geral, eu gosto bastante dos trabalhos da Yamada Nichoume.

Mesmo hoje em dia, no mundo moderno, sempre há uma reencarnação do Maou (rei demoníaco) e do Yuusha (herói). O herói deve derrotar o Maou tanto em corpo como em alma antes do Maou tentar dominar o mundo, mas, atualmente, poucos acreditam nessa história. Entretanto, Mao é a reencarnação do rei demoníaco no mundo moderno. Ele tenta evitar pensar nisso e viver como uma pessoa normal, apesar de ter poderes estranhos, que fazem com que as pessoas o obedeçam. Assim, Mao não tem intenção alguma de dominar o mundo e segue sua vida na pequena empresa que administra. Entretanto, um dia, o herói Kamiko aparece na sua porta e o beija para provar que ele é o rei demoníaco. 

Kamiko diz que o jeito de derrotar o rei demoníaco é transar com ele, porque assim o derrotará em seu corpo e alma. Apesar de Mao não querer ter esses poderes e não estar interessado em dominar o mundo, ele também não quer se submeter a Kamiko. Assim, os dois começam a morar juntos para tentar diminuir os poderes de Mao (??) e para que Kamiko eventualmente consiga derrotá-lo (???). 

Essa história me deixou com uma sensação gigante de "o que diabos está acontecendo aqui???" que eu não consegui mais me divertir com a leitura. Eu passei o mangá inteiro confuso com as ações dos personagens e com pena do Mao. A ideia básica desse mangá é legal e também é interessante ver como o rei demoníaco, na verdade, é uma boa pessoa (afinal, ele é só uma reencarnação) e o herói é bem sacana e trapaceiro. Mas, sei lá, a execução me deixou mais com cara de abobado me perguntando o que estava acontecendo do que curtindo a leitura. Não se enganem, eu curto um mangá bem WTF de vez em quando (em breve, vou comentar Mossore da Nangoku Banana), mas esse foi estranho e nada engraçado.

  

Eu gosto a arte dessa autora, apesar do estilo dela ser um pouco cru e rabiscado por vezes. A comédia, pra mim, não funcionou, mesmo que a história seja interessante. Quanto aos personagens, como eu disse, eles até podiam ser interessantes, mas acabou que eu não consegui gostar do Kamiko e o Mao só me fez ter pena. Talvez as coisas melhorem no futuro (pois esse mangá tem um segundo volume), mas eu acho que não vou parar para ver. Vou dar nota "6" e não vou insistir na leitura.

A tradução em inglês é feita pelo grupo Crownprince Translations.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Primeiro capítulo: Hoshii Mono Zenbu

Fazia algum tempo que eu queria ler um mangá da Yamada Nichoume. As resenhas sobre ela costumam ser positivas, sobretudo elogiando a arte, então estava na minha lista de desejos há um bom tempo. Um grupo decidiu traduzir Hoshii Mono Zenbu, que é uma coleção de oneshots dela. Por isso, resolvi comentar sobre o primeiro capítulo que pude ler e expressar uma opinião inicial, muito sujeita a mudar conforme eu puder ler as outras histórias.

Nesse primeiro capítulo, temos um contexto de restaurantes, que é um ambiente que eu costumo curtir em mangás, mas a história me pegou de surpresa. O que menos importa aqui é o contexto, mas sim os personagens e seus segredos. Murata está em uma situação complicada: não conseguiu renovar o contrato de aluguel do seu apartamento e seu carro ficou estragado depois de um acidente. Ele decidiu morar em um hotel, enquanto procura um novo local, mas seus colegas de trabalho sugerem que ele vá morar com Isozaki, outro colega, nesse tempo. Isozaki, que nunca pareceu ir com a cara de Murata, topa recebê-lo.

Murata fica preocupado que seu "segredo" possa ser revelado, ao morar com alguém, e nem precisa dizer que é exatamente isso que acontece logo de cara. Murata depila seus pelos pubianos. Uma namorada dele fazia isso e ele adquiriu o hábito, pois, quando os pelos voltam a nascer, a região "comicha" e ele fica excitado. Bem, ninguém pode dizer que a Yamada Nichoume não é criativa, não é? Bem, Isozaki fica mais do que um pouco interessado nessa descoberta e se oferece para depilar Murata. É. É isso.

Apesar da história ser simples e despretensiosa, achei a idéia dessa autora muito boa. Ela adicionou um ponto de interesse, que compensa a simplicidade da história e dos relacionamentos, mas que, com certeza, irá atrair os leitores nem que seja por ser muito inusitado. E, sim, é verdade: a arte da Yamada Nichoume é ótima. Os personagens que ela desenha são sensuais. Não tenho outra palavra para descrevê-los.

  

Aguardo ansiosamente os próximos capítulos desse mangá. Acho que uma nota "8" é adequada, pois, a partir desse primeiro capítulo, acho que esse mangá é promissor. Fico na expectativa que os próximos capítulos sejam tão interessantes quanto esse primeiro.

Em inglês, essa história está sendo traduzida pela Kokiden em conjunto com Weiberregiment. Não creio que esteja disponível em outro idioma.