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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Sekaiichi Hatsukoi

Eu vi que o Boys Love Scanlations está fazendo uma enquete de Sekaiichi Hatsukoi versus Junjou Romantica, já que ambos são séries famosas pela mesma autora, Nakamura Shungiku, e volta e meia os fãs debatem qual é a melhor das duas. Eu sempre achei que gostava mais de Junjou Romantica, mas resolvi ler Sekaiichi Hatsukoi (eu só tinha assistido ao anime) para me ajudar a decidir minha resposta para enquete!

Sekaiichi Hatsukoi, assim como Junjou Romantica, se divide em diferentes casais que estão todos mais ou menos relacionados por algum motivo. Onodera Ritsu no Baai é a história principal. Nela, Onodera Ritsu inicia a trabalhar como editor numa companhia. Apesar de ele adorar literatura e ter experiência prévia trabalhando com literatura, ele é colocado na divisão de mangá shoujo da companhia, a revista Emerald. Lá seu chefe é Takano Masamune, um cara excêntrico, mas muito competente. Não demora muito para Ritsu descobrir que Takano antes tinha como sobrenome Saga e que foi seu primeiro amor nos tempos de escola. Takano está determinado a fazer Ritsu se apaixonar por ele de novo, pois o relacionamento dos dois acabou em função de um mal entendido.

Apesar da história deles ser mais interessante e um pouco mais movimentada, os dois são realmente o equivalente do Misaki e do Akihito: super-ultra-mega enrolados. Ritsu é um grande tsundere, então ele, apesar de desde o primeiro capítulo demonstrar estar apaixonado pelo Takano, demora para caramba para começar a entender seus sentimentos. Aceitar seus próprios sentimentos e agir como um adulto e colocá-los para fora, entretanto, são outros quinhentos. E a história segue se enrolando! Eu gosto muito de quando a autora inclui flashbacks dos tempos de escola, porque ajudam a entender melhor o Takano e os seus sentimentos pelo Ritsu, porque o Ritsu tem uma memória extremamente seletiva e pouco confiável no que se refere ao Takano...

  

Também há outro casal na história Kisa Shouta no Baai. Kisa Shouta é colega de Takano e Ritsu na mesma companhia. Ele nunca teve um relacionamento sério na vida, especialmente porque ele só se interessa pela aparência dos caras e fica satisfeito em só ficar com eles uma só noite. Kisa admira o funcionário de uma livraria, Yukina Kou, por causa de seu rosto bonito e personalidade gentil. Por não ter experiência no amor e ter uma auto-estima baixíssima, ele nem consegue acreditar quando Yukina o chama para tomar café e inclusive o beija. A história dos dois é bonitinha, mas acaba sendo atrapalhada pela própria personalidade insegura de Kisa e pela dificuldade que os dois têm em ficar juntos, devido às longas horas de trabalho de Kisa. Muitas resenhas comparam os dois ao casal Junjou Terrorist de Junjou Romantica (Miyagi e Shinobu, ou seja) em função da significativa diferença de idade, mas eu acho que os dois são similares ao estado atual do relacionamento do Nowaki com o Kamijou: estar juntos é um grande desafio para eles, com suas agendas corridas.

De um modo geral, Kisa e Yukina são o meu segundo casal favorito nesse mangá. Ambos são personagens simpáticos e a história deles segue progredindo de um jeito natural, ainda que tenha suas recaídas (por culpa do Kisa e de sua baixa auto-estima...). Porém, na minha cabeça, eles são a versão equivalente de Egoist... e eu prefiro infinitamente o Nowaki e o Kamijou, até porque o relacionamento deles já teve tempo para amadurecer. Por isso, eu acho que Kisa e Yukina, com o tempo, vão ficar ainda mais legais.

  

Eu fiquei confusa em relação ao terceiro casal que eu lembrava vagamente de ter visto no anime... No fim, é apenas que eles são um casal mais prevalente nas novels, como o Yokozawa, com o título Yoshino Chiaki no Baai e que alguns scanlators decidiram não traduzir a história deles em função de algumas temáticas dubcon e noncon (ou seja, sexo não consensual. O que também é uma trope bem prevalente na história do Takano e do Ritsu, diga-se de passagem). Resolvi dar uma olhada para formar minha própria opinião sobre o assunto, mas... No caso, como essa história é contada primariamente na novel, os capítulos em mangá sobre esse casal não têm nada demais: Hatori Yoshiyuki, um editor, é apaixonado desde os tempos de escola por seu amigo Yoshino Chiaki, que trabalha como mangaka. Esses capítulos são curtinhos e falam vagamente da relação dos dois. Pelo que eu vi, as questões mais complicadas desse relacionamento são tratadas na novel e no anime, sendo que eu não li (nem vou ler) a novel e não lembro direito do anime (vou dar uma olhada). Por isso, não tenho uma opinião formada sobre eles, mas, de qualquer forma, a história não me interessou muito.

  

Yokozawa Takafumi no Baai é a melhor história de todas que fazem parte do universo de Sekaiichi Hatsukoi. Eu li as novels e vi o filme. Simplesmente amo o relacionamento do Yokozawa Takafumi com o Kirishima Zen e sua filha fofíssima, a Hiyori. Yokozawa aparece bastante na história do Ritsu, já que ele é amigo do Takano desde a faculdade e acompanhou o quanto ele ficou arrasado por ter terminado com o Ritsu. Além disso, os dois tiveram um relacionamento breve durante a faculdade e Yokozawa segue apaixonado por ele desde então. Ele acaba se relacionando, meio por acaso (e meio por chantagem, com Kirishima Zen, o editor de uma revista na mesma companhia que ele (e os outros personagens) trabalha. O que eu mais gosto na novel é que ela é contada pelo ponto de vista do Yokozawa que, sem dúvida, é o personagem mais interessante de todos. Eu já gostava dele na história do Ritsu (pelo simples fato de ele ser mais interessante que o Ritsu) e com certeza a visão dele fez com que eu me apaixonasse por ele!

Claro, isso não significa que o Kirishima seja menos interessante. Ele é muito legal também, sobretudo pelo papel que ele e sua filhinha têm em ajudar o Yokozawa a seguir em frente e começar a investir em um novo relacionamento. A relação do Yokozawa com a Hiyori também é algo muito legal nessa história. Eu acho engraçado que o Chiaki e o Hatori sejam o casal apelidado de "Domestica", porque, definitivamente, o Yokozawa e o Kirishima têm um ar mais doméstico e caseiro em sua história. Eu confesso que não sou muito fã da Nakamura Shungiku em geral, porque os personagens dela nunca se desenvolvem tanto quanto poderiam e acabam sendo estereótipos... Com exceções. Yokozawa e Kirishima são as exceções aqui.

  

Nossa, esse post ficou gigantesco! Tenho medo de como vai ser se eu resolver escrever sobre Junjou Romantica (o que é improvável, porque eu reli há pouco tempo e vai demorar até eu querer reler). Desculpa pela prolixidade, mas como esse mangá tem histórias diferentes, eu resolvi comentá-las em separado. A nota geral que eu sinto por esse mangá é "8", porque acabou que Yokozawa tem um peso grande pra mim, apesar dos meus problemas com Onodera Ritsu e minha indiferença em relação a Yoshino Chiaki.

A tradução em inglês foi feita pelo September Scanlations, Dangerous Pleasure, It's Daletos e Tears and Rainbow.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Six Half


Me decepcionei tanto com Mainichi Seiten que não estou com ânimo pra ler os outros títulos da série por enquanto... Por isso, aproveitei para dar uma olhada em Six Half, já que os outros mangás que eu tinha baixado não me interessaram muito. 

Nessa história, Kikukawa Shiori acorda no hospital e descobre que perdeu sua memória. Ela, aparentemente, sofreu um acidente, enquanto dirigia a moto de seu namorado, Kai. Seu irmão, Akio, mostra-se extremamente preocupado com ela e está determinado a cuidar dela no que precisar. Já sua irmã mais nova, Macchan, a ignora e é muito rude com Shiori toda vez que ela tenta falar com ela. Ela também descobre que tinha um grupo de amigas - Chika e outras duas cujos nomes são irrelevantes - e, por isso, decide voltar à escola. Entretanto, na escola, ela escuta boatos sobre a pessoa horrível que ela era antes de se acidentar: trocando de namorado que nem troca de roupa, namorando caras mais velhos por dinheiro, roubando o namorado das amigas, maltratando a irmã mais nova, não visitando o pai doente no hospital... Shiori por um lado deseja suas memórias de volta, por outro, ela teme voltar a ser essa pessoa que ela não lembra de ter sido.

Na verdade, essa ambivalência entre querer ou não que Shiori recupere suas memórias é algo que permeia todos os personagens, além de ser motivo de sofrimento para a própria Shiori. Além disso, como ela não lembra de seus irmãos e não tem lembranças sobre crescer com eles, ela vai se encontrado progressivamente mais apaixonada por Akio, seu irmão mais velho, cuja namorada, Mizuki, parece ser a causa de vários dos problemas da antiga Shiori.

Ok, o enredo é meio clichêzinho, né? Tenho certeza que deve ter algum filminho americano bem ruim com a mesma história... Deve ter! Mas, ao mesmo tempo, Six Half me deixou muito envolvida com a história. Eu me identifico muito com várias das questões que a Shiori reflete sobre quem ela é e quem ela gostaria de ser, e também com vários dos comportamentos dela. Especialmente porque a Shiori é uma personagem que nos momentos que ela mais precisa de apoio, mais ela tenta afastar as pessoas que querem dar carinho pra ela. Quem nunca, né? De qualquer forma, eu adoro essa história - e a Shiori acima de tudo - porque é uma história sobre redenção, segundas chances e descobrir quem você é e o que fazer com a sua vida.

  

Pode não ser a história mais original do mundo, mas com certeza é um mangá bem decente com um elenco razoavelmente carismático que te faz ter curiosidade para saber o que será o final! E faz também querer torcer pela Shiori, pois essa é a jornada dela para ser uma pessoa melhor do que ela era. Ajuda muito que as ilustrações são bonitinhas (adoro as capas!!). Vou dar nota "8" e fico aqui roendo as unhas enquanto espero o próximo capítulo~

A tradução em inglês é do JShoujo Manga... Que está inativo, então seria muito lindo se algum grupo decidisse terminar esse mangá. 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Himekoi

Uma coisa que acontece muito comigo em shoujo, mas não em yaoi, é querer que o protagonista faça casal com outro personagem e não com o que o autor escolheu pra ele. Himekoi é um dos poucos mangás yaoi com o qual eu fico insatisfeita com o final, apesar de ser um ótimo mangá e de o final fazer bastante sentido e ser bem real. Afinal, nem sempre o romance que você sonhou é o que acontece, né? Tá, eu estou antecipando as coisas! Deixa eu falar a história básica primeiro.

Okada lembra vagamente que um colega seu de aula veio puxar assunto com ele e ficou decepcionado quando Okada falou que iria estudar em outra escola no ano seguinte. Anos depois, agora no colegial, os dois se reencontram. Okada não reconhece seu ex-colega, Yoshikuni, mas percebe que ele o trata de forma estranha. Interessado por Yoshikuni, Okada começa a observá-lo e a tentar se aproximar dele, especialmente depois de descobrir que Yoshikuni é gay. Os dois eventualmente conseguem declarar seus sentimentos um pelo outro e começar um relacionamento.

Vários anos se passam e a história agora mostra os dois como um casal estável, dividindo um apartamento e cuidado de suas vidas. Aqui que ela fica interessante, porque é mostrado ao leitor que Seita, o melhor amigo de Okada desde o colegial, é apaixonado por ele e Yoshikuni sabe disso. Enquanto Seita tenta seguir em diante e aceitar que Okada nunca irá retribuir seus sentimentos, ele, ao mesmo tempo, sente alguma esperança de que algum dia seus sentimentos possam ser aceitos. Yoshikuni, por sua vez, se sente ameaçado por Seita e se preocupa que Okada - que não está sabendo de nada disso - possa acabar descobrindo e aceitando os sentimentos de Seita.

Viram? As coisas ficam interessantíssimas!! Mas aí... Acaba. De uma forma extremamente vaga e sem graça. Eu li no My Reading Manga e pelo que eu vi nos comentários, o pessoal teve a mesma impressão que eu: tá, cadê o resto? O que torna essa história especialmente triste é que parece que o Seita não tem a resolução que ele merecia para seus sentimentos... Normalmente, num mangá yaoi, a autora faz uma continuação para o personagem que sobra num triângulo amoros (como, por exemplo, esses dois mangás da Yamamoto Kotetsuko) para dar um "encerramento" para ele.

  

Mas... Como eu disse no começo, nem sempre a vida é assim, né? Talvez o final de Himekoi, apesar de não satisfazer muito, faça sentido e seja muito real. Eu acho as ilustrações de Kujou Aoi muito bonitas, mas a arte desse autor é meio estática demais e pouco expressiva, não sei...  Ou, melhor, talvez os personagens dessa história não tenham sido personagens muito expressivos. Bem, vou dar nota "8", porque esse mangá, independente de qualquer coisa, consegue ser inusitado.

A tradução em inglês foi feita pelo Attractive Fascinante e aparece uma versão em espanhol na primeira página quando se procura pelo título no google.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Maria Boy

Que mangá... difícil. Os primeiros momentos de Maria Boy me fizeram acreditar que a história estava indo pra um rumo... Mas, em seguida, mudou totalmente de atmosfera. A própria autora, Kimura Hidesato, escreveu na contracapa do mangá: "enquanto eu escrevia essa história, escutei muito [...] 'a história mudou de novo, huh?' do meu editor".

Eu acho que parte da confusão de "o que esperar desse mangá" começa porque o sumário do mangá se refere aos capítulos centralizados no Yoshiki, um dos personagens, enquanto, na verdade, o início da história tem mais a ver com outros dois personagens. Mas vamos falar desses primeiros capítulos, que foram tanto fofos como perturbadores.

Okamoto Shuu é apaixonado por seu colega e amigo Machida Naoto. Ele, inclusive, permite que Naoto, que deseja se tornar um cabeleireiro no futuro, o use de cobaia. Um dia, ele decide tingir seu cabelo de preto (porque Naoto disse que iria ficar bem nele, claro) e acaba recebendo uma proposta de Yoshiki, o cabeleireiro, para sair com ele. Os dois começam um breve caso, pois Shuu é virgem e vê seu relacionamento com Naoto fadado ao fracasso. Entretanto, ele acaba descobrindo mais do que imaginava: Yoshiki é, na verdade, irmão mais velho de Naoto. Assim, Shuu começa a conhecer mais sobre esses dois: Yoshiki, com um longo histórico de relacionamentos com parceiros abusivos, tem uma obsessão doentia por Naoto e diz que ele é seu. As coisas complicam e o comportamento de Yoshiki fica progressivamente mais bizarro e autodestrutivo quando ele descobre que Naoto corresponde os sentimentos de Shuu por ele. 

Essa história estava trágica, bizarra e assustadora, sendo que há poucas páginas era um mar de fofura. Mesmo assim, com a mesma facilidade a história volta a ser fofa. Esses primeiros capítulos, como eu mencionei, são sobre o Yoshiki, mas acabam enfocando mais no Shuu e no Naoto. Os últimos capítulos, entretanto, são a respeito do Yoshiki e os scanlators oferecem o seguinte resumo para a história dele: "enquanto carrega uma profunda solidão em seu coração que ele se recusa a reconhecer, Yoshiki zela por seu irmão com uma tenacidade feroz. Ao mesmo tempo, ele vende seu corpo para outros homens e, apesar de ser ridicularizado, depende deles. No meio desse estilo de vida, ele acaba conhecendo um cara mais jovem e bonito chamado Kaoru e começa a depender dele, enquanto é manipulado também". Eu estou curiosa para ver a história do Yoshiki ser traduzida... Esse resumo me preocupa, mas ao mesmo tempo me faz torcer para que ele possa ser feliz.

  

Esse mangá... É difícil mesmo de definir. Há vários momentos bonitinhos, mas outros foram bizarros e perturbadores. Reconheço que é um talento da autora conseguir mudar a atmosfera de sua história tão drasticamente sem ficar sem sentido... Eu gostei e quero ler mais a respeito do Yoshiki (como disse, estou torcendo por ele!). Vou dar nota "8".

A tradução em inglês foi feita pelo grupo Must Be Endless. Eu li no My Reading Manga.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Yamete Kudasai, Mabushii Desu

Yamete Kudasai, Mabushii Desu é muito bonitinho! Eu li o primeiro capítulo há umas semanas e estava aguardando sair mais para ler. Fazia tempo que eu não lia um mangá que me desse essa sensação de fofura. A autora se chama Himwatari Haruki e, pelo que eu vi, esse é o primeiro mangá dela!

Sasano foi criado por sua mãe e suas irmãs rodeado de coisas femininas. Assim, ele adora coisas bonitinhas e fofinhas... E isso inclui Koga, um colega de escola por quem ele se apaixonou a primeira vista um dia. Ele se contenta em observar Koga à distância e a colecionar informações sobre ele, com o apoio de seus dois melhores amigos. Entretanto, um dia, ele acaba sendo obrigado a falar com Koga, pois ele, rodeado por seus amigos, surge como cliente do restaurante que Sasano trabalha. O que acontece é que Koga também fica interessado por Sasano, mais precisamente pelo sorriso dele, e decide querer ser amigo dele.

Assim, Koga e Hibiya, seu amigo de infância, passam a integrar o grupo de amigos de Sasano, do qual Sugiyama e Kurata já fazem parte. Os cinco estudam juntos, almoçam juntos... Mas mesmo assim Koga sente dificuldades de se aproximar de Sasano, que sempre fica muito ansioso e tímido ao redor dele. Koga também fica muito enciumado ao descobrir que Shimizu, uma menina bonita do clube de fotografia, já declarou seus sentimentos por Sasano há algum tempo. 

Gente, que história bonitinha. Se dependesse dos dois protagonistas, Koga e Sasano, essa história não iria a lugar algum. Então, sorte que Sugiyama, Hibiya e Shimizu estavam por perto para darem uns empurrões (uns mais delicados que outros) nesses dois... Na verdade, eu diria que esse grupo de amigos é o que deixou a história mais divertida de se ler. Muito agradável ler um mangá que não fica o tempo todo focado apenas no casal... 

  

Eu achei o estilo da autora muito bonitinho... Me lembrou um pouco a Arii Memeko. Como eu disse, os personagens (sobretudo os secundários) são quem fazem essa história andar. Também achei tanto o Sasano como o Koga personagens divertidos e atrapalhados. Vou dar nota "8" e aguardo a conclusão dessa história... Também torço para que a autora decida escrever algo sobre o Sugiyama e o Hibiya. Me pareceram fazer um casal bem legal também!!

A tradução em inglês foi feita por kitteninspaghetti e eu li no My Reading Manga.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Primeiro capítulo: Koi ga Odoru New Town

Eu acho que seria mais legal o Faust escrever sobre esse mangá, porque ele sabe mais de teoria de gênero que eu. Maaas eu tenho um fetiche por crossdressing, como toda boa fujoshi, então vou me meter de pato a ganso e vou falar de Koi ga Odoru New Town. Ou melhor, do primeiro capítulo desse mangá, da autora Ogeretsu Tanaka, que a recém começou a ser traduzido.

Ishima Yuuki tem como hobby se vestir com roupas femininas. Ele começou a fazer isso no colegial. Após receber elogios quando se vestiu com as roupas de sua irmã, ele criou a identidade "Mayu" para si. Ele diz que "Mayu" pode fazer tudo que ele não consegue fazer, pois Ishima é tímido e tem dificuldades de ser assertivo com seus colegas, permitindo que seus "amigos" tirem vantagens sobre ele. Ele começa a trabalhar num bar de crossdressing, com o nome de Mayu, e lá ele conhece Rina, sua veterana no local que o ajuda a aprender o trabalho. Rina o faz lembrar de Amekawa, um menino popular da escola que Ishima frequentava e por quem ele era apaixonado...

Não precisa ser um gênio para saber onde isso está indo: Rina É Amekawa, conforme Ishima descobre no final do primeiro capítulo. E, para completar, Rina/Amekawa está frequentando a mesma faculdade que Ishima. Eu tenho várias apostas de onde essa história está indo, mas esse mangá a recém está sendo publicado e já está abordando uma temática diferente... Então quem sabe a autora vai conseguir inovar?

  

Eu achei o máximo o comentário do scanlator que traduziu esse mangá pro inglês: "eu me pergunto quem vai ser o seme e quem vai ser o uke nesse". Isso é uma das coisas que eu quero ver... Pode parecer bobo, mas eu estou curiosa em relação a isso. Algo que eu gostei muito nesse capítulo foi a arte da autora. Apesar de tanto Rina como Mayu serem "meninas" muito bonitas, ao mesmo tempo nunca se perde a noção que este é um mangá BL com dois meninos fazendo crossdressing. Vou dar nota "8" para essa minha primeira impressão e estou ansiosíssima para o próximo capítulo!!!

Quem fez a tradução para o inglês foi  lmaonadelol. Li online no My Reading Manga.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Aisaresugi Confusion

Uau, pessoal! O blog já teve muitas visualizações nesses últimos dias... Estou louca para contar isso para o Faust, tenho certeza que ele vai adorar saber disso!!! Bem, antes que eu fuja demais do assunto e fique me emocionando aqui... Deixa eu falar pra vocês de Aisaresugi Confusion, que é de uma autora relativamente nova, pelo menos no conteúdo disponível em línguas ocidentais: Hidaka Haru.

Eu li o resumo da história, fiquei interessada, comecei a ler o primeiro capítulo e aí fiquei confusa, porque o primeiro capítulo não tem NADA a ver com o resumo! Bem, sorte que eu segui lendo: a autora começou a história com um capítulo sobre dois personagens que são coadjuvantes na história principal, que começa no segundo capítulo. Então não se assustem se forem ler! Na primeira história, há três amigos de infância que sempre andam juntos: o sério Sawada Yuuki, o tsundere com TOC por limpeza Mochida Kousuke, e o chorão Yoshikawa Eita. Os três seguem felizes na sua amizade, com Michida e Sawada sempre tomando conta de Yoshikawa. Isso é, até um dia Yoshikawa ver seus amigos se beijando, o que o deixa extremamente confuso. Não é spoiler nenhum dizer isso (até porque, c'mon, é o primeiro capítulo!), mas tudo não passa de um grande mal entendido e Yoshikawa descobre que Sawada tem sentimentos por ele e os dois vivem felizes para sempre.

Quando eu li isso eu pensei: "nossa, que história clichê e sem graça (é tipo Calorie, Paradise Baby, e vários outros que eu podia ficar aqui citando!)", especialmente porque o melhor personagem entre os três amigos era o Mochida e ele mal aparece. Pois é, o segundo capítulo conta a história dele! Em suma, Mochida tem um amigo na faculdade que está sempre lhe pedindo coisas emprestadas, só para devolvê-las sempre destruídas. Como eu mencionei acima, Mochida tem um TOC por limpeza e organização, então Mutou Nozomi, apesar de ser amigo, acaba incomodando-o e muito. Como agradecimento, inclusive, Mutou presenteia Mochida com um DVD pornô. Esses dois são um casal muito divertido. Um daqueles amores entre tapas e beijos, e o Mochida é o meu tipo favorito de personagem (adoro um tsundere!). 

Eu sei que o volume continua, enfocando mais no Mochida e no Mutou, e também com capítulos sobre outros casais, mas eu precisei comentar. É um mangá bem divertido, apesar da primeira história não ser nem um pouco inovadora.

  

Eu adorei o estilo de desenho dessa autora. Não dá uma certa sensação de déjà vu? Eu tenho a impressão que ela deve ter feito doujins de alguma série que eu acompanho ou algo assim, mas eu não encontrei nenhuma informação pela internet. Alguém sabe de alguma coisa? Bem, de qualquer forma, por enquanto vou dar nota "8" para o mangá e estarei stalkeando a página dos tradutores para ver quando tiver lançamentos novos!

A tradução em inglês é uma parceria dos grupos Hoshikuzuu Scans & Yaoi Toshokan, sendo que o Yaoi Toshokan também está trazendo essa história para o português. Fácil de achar lá no site deles! Eu, no caso, li no MyReadingManga.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Makai Ouji: Devils and Realist

Minha meta para esse mês era, assim como o Faust fez ano passado, só postar mangás yaoi em agosto... Só que eu realmente quero falar sobre Makai Ouji: Devils and Realist, um josei com uma boa quantidade de subtext BL... Então, close enough? As autoras desse mangá são Takadono Madoka e Yukihiro Utako.

O protagonista dessa história é William Twining, um aluno numa escola de prestígio na Inglaterra vitoriana, que é muito inteligente e rico. Quando ele volta para casa nas férias, descobre que sua família foi a falência, em função dos negócios de seu tio, seu único parente, terem fracassado. Além disso, seu tio sumiu e o único dos criados que aceitou ficar com a família, apesar de não ganhar nada para isso, foi o mordomo Kevin Cecil. William precisa juntar dinheiro para pagar seus estudos e, assim, ele decide vender o que sobrou na sua mansão. Enquanto procura por coisas pra vender, ele encontra uma sala secreta que tem um símbolo mágico no chão e acaba acidentalmente invocando um demônio. Esse demônio, Dantalion, revela que William é descendente de um humano poderoso, Solomon, e como tal tem a autoridade de selecionar o novo rei para o mundo dos demônios. Assim, os candidatos ao trono começam a atormentar a vida de William enquanto tentam ganhar o seu favor e, consequentemente, seu voto para se tornarem o monarca do inferno. Ufa! Até fiquei sem fôlego de escrever tudo isso! E, acreditem, resumi bastante. Mesmo nos primeiros capítulos, Makai Ouji joga um monte de informações em cima do leitor.

Conforme a história vai se desenvolvendo, vão surgindo novos personagens. Um que eu acho bem legal é Sytry Cartwright, um dos demônios que, assim como Dantalion, deseja ser apontado por William para reinar no inferno. Outro que é menos interessante é Isaac Morton, um colega de William que é apaixonado por ocultismo. Um dos meus problemas com esse mangá é que os capítulos variam muito: uns são interessantíssimos, outros são mais tipo "meh, ok". Os mistérios que ficam a serem resolvidos durante a história (por exemplo, onde está o tio do William? Ou quem é o Kevin e por que o Dantalion é desconfiado dele?) são instigantes o suficiente para me fazer insistir a leitura, ainda que alguns capítulos sejam maçantes. 

O título do mangá, numa tradução porca minha, significa "Príncipe do Inferno: Demônios e Realista", o que me chamou bastante a atenção, porque achei o título bem esquisito. Logo ele fez sentido: William é um "realista", um homem da ciência que procura explicações lógicas para tudo, e acaba sendo jogado no meio de uma disputa por poder sobrenatural. Algumas vezes, é bem engraçado quando ele tenta explicar e compreender as coisas através da ciências... Outras é simplesmente... Bobo. Lá pela décima vez que ele diz que ele é um "realista, cientista, racional, blablabla" me deu vontade de revirar os olhos. Parece mais que o William está em negação do que realmente interpretando as coisas de forma "realista". Talvez seja só implicância minha, mas esse é o tipo de coisa que vai incomodando numa serialização longa.

  

Um dos pontos fortes desse mangá, definitivamente, é a arte (mesma ilustradora de Shounen Oujo). Ela me lembra um pouco o estilo de Pandora Hearts, apesar de o enredo não ser similar. Falando em enredo, existe uma variedade de mangás que mexem com essa mesma temáticas de conflitos no inferno/céu influenciando no mundo dos humanos (tipo Angel Sanctuary ou Beelzebub, ou até mesmo séries americanas tipo Supernatural e comics como Constantine), então esse tipo de cenário já é bem batido. E um pouco cansativo. O que salva Makai Ouji e o torna mais interessante são seus personagens. Apesar de ser um chato às vezes, o William é um protagonista bem legal na maior parte do tempo e os demônios que vão surgindo também são personagens legais e eu diria que um dos pontos mais divertidos do mangá é saber mais sobre a história deles. Vou dar nota "8" por enquanto.

Credo, eu escrevi demais! Sem mais delongas: muitos grupos trabalharam na tradução desse mangá para o inglês, então eu acabei lendo no MangaFox. Eu linkei para uma publicação do Blyme no início dessa postagem, no qual comentam o anime, caso alguém tenha interesse em ver.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Ronald no Yabou

Urgh, vocês não têm idéia de quanto tempo eu levei para formular uma resenha sobre Ronald no Yabou. Não tem nada a ver com a qualidade do mangá, mas mais com a minha incapacidade de formular um comentário objetivo a respeito desse mangá. Gostei? Sim, sim, gostei bastante. Mas, meh, não me senti inspirado a falar sobre esse mangá da Takarai Saki.

Ronald Smith é um soldado que está em treinamento em uma base militar sob o comando do mais severo instrutor possível, Capitão Liber Ashford. Ronald, que vai sozinho um dia ao escritório de seu capitão, acaba vendo uma fotografia do capitão sorrindo com sua família e fica excitado... E é pego de flagrante pelo próprio Ashford, que decide discipliná-lo e puní-lo por sua transgressão. Assim, Ronald acaba descobrindo que o sadismo de seu capitão nos treinamentos militares é ainda pior entre quatro paredes. Ashford, entretanto, considera sadomasoquismo uma grande expressão de amor e felicidade, mas promete que se Ronald conseguir derrubá-lo irá se entregar a ele. Assim, Ronald se torna ainda mais dedicado nos treinamentos...

Sim, não é exatamente a história mais profunda do mundo, mas Ronald no Yabou é muito engraçado e sexy. Nunca imaginei que um mangá que abordasse uma temática de guerra fosse ser tão divertido (eu estava acostumado com a Inariya Fusanosuke e seus mangás perturbadores). Também gostei bastante desses dois personagens que, ainda que bastante rasos, funcionaram bem na história. O Ashford devia ganhar um prêmio tipo "o uke mais seme" do mundo ou algo assim.

Bem, os dois últimos capítulos constituem outra história: Hatano Minami bebe demais numa comemoração e acaba indo pra cama com seu colega de trabalho, Nishikawa Shun, que decide chantageá-lo com fotos e filmagem da noite dos dois juntos. Assim, Minami é coagido a ir morar com Shun... que, apesar de tê-lo chantageado inicialmente, o trata super bem, fazendo todas as tarefas da casa e agindo de modo carinhoso. Essa história também vai para o lado da comédia e não parece ter pretensão alguma em ser real ou fazer sentido. Foi divertida e também deve ganhar o prêmio de "proposta de casamento mais bizarra" do mundo.

  

Acho que esse é o tipo de mangá que foi feito para não ser levado a sério. É uma questão de ler, se divertir e só. Tem várias coisas nesse mangá que eu não gosto (relacionamento começando com coerção? Desigualdade de poder? Violência?), mas eu consigo aceitá-las pela coisa ridícula que é. Acho que vale a pena a leitura, se estiver procurando algo que seja divertido e sexy, sem precisar pensar muito a respeito. Vou dar nota "8", porque eu me diverti lendo.

A tradução em inglês foi feita pelo Nakama.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Ano Kado wo Magatta Tokoro

Outra autora que fico surpreso por não ter comentado nada dela ainda: Kawai Touko. Foi uma das primeiras autoras de yaoi que eu li, há muito tempo, e sempre gostei bastante dos trabalhos dela. Começo hoje com Ano Kado wo Magatta Tokoro, que é um bom exemplo de uma autora utilizando-se de clichês de forma eficiente e interessante.

Kishimoto Yuuya é um estudante do colegial que está se recuperando de um acidente que lhe deixou sequelas na mão. Enquanto essas dificuldades não o atrapalham no dia-a-dia, ele não pode mais tocar piano. Um dia, ele esbarra em Kiriya Kazuaki na rua e acaba salvando a vida desse outro cara. Kiriya está muito triste por ter sido abandonado pelo homem por quem era apaixonado. Assim, Kiriya e Yuuya começam a se encontrar para compartilharem seus problemas, darem apoio um ao outro, e também, obviamente, já que esse é um mangá yaoi, terem momentos românticos juntos. Inicialmente, o relacionamento deles é mais uma "amizade estranha" do que qualquer outra coisa. Mas tudo muda quando Kiriya se torna professor substituto da escola em que Yuuya estuda. Assim, Kiriya descobre que Yuuya é bem mais novo do que ele disse inicialmente e decide terminar o relacionamento dos dois, já que agora são professor e aluno.

Uma coisa que eu gosto muito nesse mangá é que o Kiriya realmente se comporta como um adulto. É engraçado dizer isso, já que o personagem é um adulto, mas, se tratando de mangá, muitos adultos agem como se fossem crianças. Ele se mostrou um personagem cujas atitudes fazem muito sentido e parecem razoáveis. Em contrapartida, isso também se aplica ao Yuuya - as atitudes dele fazem sentindo -, mas numa lógica oposta. Fazem sentido porque ele é um adolescente apaixonado e age como tal. Até mais para o final do mangá, quando ele justifica seu relacionamento com Kiriya como "mas nós nos amamos" e fica surpreso e triste por isso não ser suficiente nos olhos dos outros adultos da história, isso mostra a imaturidade dele. 

Ambos os personagens dessa história são bem construídos e interessantes. Acho legal como o Kiriya muda sua atitude, por saber que ele está, agora, em outro papel e precisa de uma determinada postura para agir de forma adequada. Minha única crítica quanto aos personagens é que alguns momentos foram muito repetitivos (trocentas cenas com o Yuuya com ciúmes do Kiriya) e que não foi dado ao leitor acesso aos pensamentos do Kiriya, o que eu acho que tornaria a história ainda mais rica e interessante do que é.

  

Muita gente gosta da arte da autora, muita gente não gosta. Pessoalmente, eu gosto, ou, devo dizer, a arte não me incomoda e de forma nenhuma denigre a qualidade da história. Gostei da construção dos dois personagens e da forma que o relacionamento deles evoluiu. Esse mangá serve bem para demonstrar o quanto uma história clichê nas mãos de uma boa autora pode se transformar. Eu já comentei outro mangá parecido, mas a forma que suas autoras os trabalharam os tornaram diferentes. Isso faz sentido? De qualquer forma, nota "8" para esse mangá.

A tradução em inglês foi feita pelo pessoal da Toko Kawai's Community no Livejournal.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Primeiro capítulo: Rules - 2nd Season

Ok, eu até podia ter comentado sobre isso no post anterior, mas achei melhor fazer uma postagem separada, pois Rules - 2nd Season está sendo publicado não faz muito tempo e a recém começou a ser traduzido para o inglês. Fico curioso para saber onde que Miyamoto Kano pretende ir com essa história...

Bem, a história se passa depois dos doujinshi comentados e especificamente a partir do doujinshi Overload (que não está disponível na internet). Konoe Yukio, ou simplesmente Yuki, segue em um relacionamento com Taira Hikaru, tendo se passado cinco anos. Yuki se graduou da universidade e está começando a trabalhar como professor do ensino médio. Lá, apontam para ele que um de seus alunos, Shiga Yuuya, esteve afastado da escola por um ano, em função de um "problema mental". Yuki se encontra com Suzuki Atori no final de semana e é visto por esse seu aluno. Yuuya pergunta se Yuki é gay e se quer ouvir o que aconteceu durante esse ano que ele esteve afastado. Ele conta para Yuki que perdeu suas memórias de forma repentina, lembrando vagamente de estar no banheiro de um bar gay e de ter trabalhado nesse lugar. Ele suspeita que isso tenha algo a ver com as memórias que perdeu. Yuki se mostra intrigado e preocupado com Yuuya conforme esse capítulo termina. 

Apesar de ter sido um capítulo curtinho (para os padrões da autora), a história está muito interessante até aqui, e estou curioso para ver que tipo de explicação a autora vai dar para Yuuya e seu passado. Ou pode ser que ela não dê nenhuma também. Vindo da Miyamoto Kano, qualquer coisa é possível (e isso é um elogio). Fico feliz de ver que Yuki e Hikaru seguem juntos mesmo depois desses anos. Em contrapartida, fiquei preocupado em ver que Atori e Shinomiya Tooru seguem brigando. Espero que eles apareçam mais na história!

  

Definitivamente, continuarei acompanhando esse mangá. Não tenho nem idéia do que pode acontecer e isso é sempre bom. Gosto quando os mangás me surpreendem e fogem do esperado. A arte da autora parece ter se tornado um pouco mais clean desde Hydra ou Rules, mas segue muito bonita e realista. Vou atribuir nota "8" por enquanto e ver o que acontece!

A tradução em inglês é do Ichinko Scanlations.