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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Happiness

Apesar do título significar "felicidade", Happiness não é nem um pouco alegre. É um mangá sobre vampiros que usa de elementos clássicos para retratá-los: brutais e sedentos por sangue. Está apenas no comecinho, mas já tem muito, muito potencial de ser uma excelente leitura.

Okazaki Makoto é um aluno do colegial tímido e retraído. Ele tem apenas um amigo próximo e acaba sofrendo bullying de seus colegas, especialmente Yuki e sua namorada Nao que o forçam a fazer tarefas para eles. Uma noite, ele decide sair para devolver um DVD à locadora e vê uma pessoa no topo de um prédio. A pessoa, do nada, o ataca, mordendo-o no pescoço, e pergunta para ele se ele quer morrer agora ou se quer ser um monstro como ela. Okazaki, antes de desmaiar, diz que não quer morrer ainda...

Assim, ele acorda no hospital. Mesmo estando tudo bem com ele, apesar de ferimentos leves, e de receber alta, Okazaki não se sente nem um pouco bem. Constantemente com sede, ele também sente um cheiro delicioso vindo de algumas pessoas. Ele só se dá conta do que é quando, irritado com os colegas que fazem bullying com ele, dá um soco na cara de Yuki. Okazaki sente o impulso de lamber o sangue e aí percebe que há algo muito, muito errado com ele. Procurando um local calmo para se esconder dos colegas, ele conhece Gohou, uma menina tímida e excêntrica que diz que Okazaki é parecido com o irmãozinho dela. Os dois acabam fazendo amizade, sendo um momento de paz em que Okazaki pode se distrair da sede de sangue e vontade de matar que sente constantemente.

Okazaki deseja reencontrar a pessoa que o atacou, uma menina que ele conhece apenas como Nora. Surpreendentemente, ele também faz mais alguns amigos na escola, Yuki e Nao, que até pouco tempo o maltratavam. Eu achei que esse mangá fosse ficar por aí, com Okazaki tentando esconder dos amigos e de sua família que é um vampiro e tentando descobrir mais sobre os vampiros. Entretanto, esse momento de calmaria dura pouco e logo a história avança rapidamente, ficando progressivamente mais brutal e tensa.

  

Geralmente, histórias de vampiro modernas me decepcionam, sobretudo mangás. Happiness é a exceção a regra. Até o momento está muito boa a história. Okazaki precisando aprender como viver com um vampiro e tendo de decidir se deve ficar com sua família e amigos ou ir para um lugar longe, já que agora ele se alimenta de sangue. Também aparece uma agência aparentemente do governo que caça vampiros. São elementos clichê, mas que foram muito bem empregados nessa história. Os personagens são interessantes e parecem realistas, mas o grande ponto é o estilo de desenho do autor. A forma que captura momentos dramáticos e o jeito que ele decidiu ilustrar como é a visão de um vampiro, com branco cegante durante o dia e formas pitorescas a noite. Nota "9" e estou muito interessada em ver como as coisas irão se desenvolver. Quem gosta desse tipo de história, como Tokyo Ghoul também, irá gostar de Happiness.

Tradução do MangaStream em inglês.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Fukushuu Kyoushitsu

Ahhhhn, eu não sei se eu gostei de Fukushuu Kyoushitsu ou não. Pelo menos, é um mangá interessante e eu fico curiosa para ver o que vai acontecer.

Fujisawa Ayana foi vítima de bullying de seus colegas de escola. No início, ela tentava se defender e reagir às agressões, mas com o tempo ela desistiu e passou a simplesmente suportar o sofrimento que seus colegas lhe causavam. As coisas ficaram tão ruins que, além de ser agredida fisicamente, verbalmente, psicologicamente e sexualmente, Ayana foi empurrada por algum de seus colegas na frente de um carro. No hospital, enquanto se recuperava, ela chegou à conclusão que se as coisas continuassem do mesmo jeito, seus colegas acabariam matando ela.

Por isso, ela decide se vingar deles. Não apenas dos que a agrediram diretamente, mas também dos que riram dela e não fizeram nada para ajudá-la. Ela faz anotações sobre cada um de seus colegas, planejando o que irá fazer com cada um deles para destruir suas vidas. Entretanto, algumas das pessoas que ela planeja destruir eram seus amigos. Cada capítulo da história tem como foco um dos colegas de Ayana e o plano que ela desenvolveu para acabar com a vida deles. Claro, como todos foram brutais com ela, Ayana é igualmente cruel ao punir os colegas. Mesmo assim, as coisas evoluem de forma exponencial e o mangá vai ficando progressivamente mais brutal. Aos poucos, Ayana, também, acaba conseguindo alguns colegas para ajudá-la em seus planos, mesmo que tenha como objetivo, eventualmente, destruí-los também.

"Insana? Louca? Foram vocês que me forçaram a ser assim". É isso que Ayana diz sobre ela mesma. Esse mangá é, algumas vezes, difícil de ler. Por exemplo, há personagens como a Yuuko e a Emi que se arrependem de não terem feito mais pela Ayana e estão dispostas a se redimirem, mas Ayana está tão decidida por conseguir vingança que nem leva isso em consideração. É um mangá interessante, porque, enquanto todo mundo nessa história é horrível e cruel, a própria protagonista, de tanto sofrer, acabou se tornando cruel ela mesma. Não é uma história sobre uma heroína em busca de justiça. É só uma história de alguém que sofreu demais e quer que seus agressores sofram tanto quanto ela.

  

Eu sigo lendo a história, pois parece que há algo por trás, alguém ou algo que causou toda a situação com a Ayana. E também porque tenho curiosidade de ver a que ponto a Ayana irá chegar nessa história. E se completar seu objetivo, o que será que irá mudar? Será que ela finalmente terá um pouco de paz de espírito? Não sei. Apesar de não ser um mangá excepcional, é suficientemente interessante para prender o leitor. Fica o alerta que alguns momentos são super violentos e até tem cenas de gore. Aliás, eu vi várias críticas ao estilo de desenhar do mangaka. Eu diria que, pode não ser um estilo bonito, mas é eficiente e funciona bem para contar essa história. Nota "7"? Eu acho? Talvez? Urrrgh, não sei avaliar se gosto desse mangá ou se ele realmente é bom. Vou ficar com 7, porque, pelo menos, é interessante.

Quem traduz em inglês é o Easy Going Scans. Também vi que está disponível em português em sites de leitura online.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Gintama

Eu estava tentando me decidir se valia a pena falar de Gintama ou não. Quer dizer, é um mangá tão famoso... Eu acho que todo mundo, praticamente, conhece já. Tem até o anime no Netflix! Mas, além de eu ter decidido ler desde o início de novo e estar com vontade de falar sobre, acho que, às vezes, um post aleatório desses pode ser o empurrãozinho que alguém precisa para ir lá e ler um mangá famoso.

O problema de Gintama é que, apesar desse mangá ser demais, o enredo é muito louco, então acho que isso acaba assustando as pessoas às vezes... Bem, o enredo se passa no período Edo. A humanidade foi atacada por aliens chamados "amanto" e os samurai do Japão lutam uma guerra contra os aliens, mas o shogun acaba se rendendo aos aliens e faz um acordo com eles, que se integram ao país e destituem o poder que os samurai previamente tinham. Se torna proibido carregar espadas e poucos grupos rebeldes ainda resistem à invasão.

Mas o protagonista da história é Sakata Gintoki. Ele, quando era mais jovem, foi parte desses grupos rebeldes, mas agora ele mora em Kabukichou e tem uma negócio de ser um "faz tudo" no lugar. Ele acaba ajudando o adolescente Shimura Shinpachi a salvar sua irmã Tae e o dojo de sua família. Shinpachi se torna, então, o aprendiz de Gintoki na sua loja. Logo, eles também acabam tendo mais um membro: Kagura, uma alien com força sobre-humana. Os três fazem trabalhos variados e enfrentam o constante desafio de pagar o aluguel no prazo.

Os amigos de Gintoki na época que ele fazia parte do movimento rebelde, Katsura Kotarou e Sakamoto Ryouma, ocasionalmente aparecem para envolver o Gintoki em problemas, sendo que a maior parte desses envolvem o Shinsengumi, uma força policial especial a serviço do shogun e contra terroristas como os amigos de Gintoki. Deles, se destaca o lider Kondo Isao, que é apaixonado pela irmã de Shinpachi; o super-sádico Okita, que adora lutar com a Kagura; o ninja/jogador de tênis Yamazaki Sagaru; e o vice-comandante demoníaco Hijikata Toushirou que é um dos principais rivais de Gintoki. Eu podia ficar para sempre citando personagens legais de Gintama (porque há muitos!), já que eles são, além da comédia e das cenas de ação surpreendentemente boas, o principal motivo de eu ler esse mangá. 

  

Gintama consegue tanto ter momentos de chorar de rir, quanto momentos dramáticos. Além disso, a história geralmente é episódica, com o "trabalho" ou "problema" do dia, mas ocasionalmente Gintama tem histórias mais sérias e profundas, sendo que a maior parte delas é sobre Takasugi Shinsuke, um antigo amigo de Gintoki que agora é um dos principais vilões de Gintama, por ser extremamente violento. A arte de Gintama melhorou muito ao longo dos capítulos e é muito, muito legal como o autor consegue tanto desenhar coisas bonitinhas como criaturas simplesmente grotescas. Pra mim, Gintama é um favorito absoluto e é um dos mangás mais divertidos de ler que existe, apesar de os 500+ capítulos serem intimidadores. Nota "10", é óbvio!

Milhões de grupos traduzem esse mangá pela internet, então é facílimo de baixar. Eu acho muito estranho ainda não terem licenciado... Será que por ser um mangá de paródia com um humor muito peculiar e ser tão longo as editoras brasileiras têm medo?

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Barakamon

Owwwn, eu gostei tanto desse mangá! Eu assisti ao anime e amei, agora peguei o mangá de Barakamon para ler e amei mais ainda. Pena que foi licenciado, então só tem os três primeiros volumes na internet... A autora se chama Yoshino Satsuki e logo eu vou falar de outro mangá dela aqui também!

Handa Seishuu é um calígrafo que já ganhou alguns prêmios e que conquistou um certo renome para si. Entretanto, o curador de uma exposição de arte critica a técnica de Handa em caligrafia, insultando-o e fazendo com que Handa, por impulso, lhe dê um soco na cara. Isso faz com que o pai de Handa o mande para uma ilha remota, Goutou, para adquirir experiências e poder repensar sobre sua arte (e sobre si mesmo!). Lá ele começa a experienciar a vida rural junto dos habitantes do local,  no início a contragosto, mas gradualmente se afeiçoando mais e mais ao local. A vida dele na ilha é surpreendentemente movimentada, especialmente porque as crianças do lugar decidiram que a casa de Handa, ou "sensei", como elas o chamam, é sua "base".

A grande estrela desse mangá é a pequenininha Kotoishi Naru. Ela tem apenas sete anos e é uma menina alegre e muito esperta, que acaba gostando muito de Handa logo de cara. Ela sempre o acaba envolvendo em suas brincadeiras e criando caos. E é a personagem mais fofa! Ever! Também tem as duas meninas do ginasial, a atlética Miwa e a fujoshi Tama, que participam das brincadeiras e gostam de atormentar Handa. Aliás, Tama, inclusive, shippa Handa com um vizinho deles, Hiroshi, que, meio a contragosto, também ajuda muito Handa, por vê-lo como uma pessoa incapaz de se cuidar sozinha.

Quem iria imaginar que um mangá sobre caligrafia seria tão bom e chegaria a ser um dos mais vendidos no Japão, heim? O melhor de Barakamon são seus personagens. Handa por si só já é muito engraçado e caótico, mas os nativos do lugar também divertem muito!!! A história é simples e justo por isso é uma leitura tão relaxante e tranquila, cheia de momentos engraçados. 

  

Outro aspecto que eu gosto muito em Barakamon é o crescimento dos personagens, sobretudo do Handa. Claro, é gradual e cheio de idas e vindas (como os outros personagens dizem, Handa é um cara sensível), mas ele aos poucos vai aprendendo mais e mais enquanto vive na ilha e crescendo como pessoa e como artista. Eu também gosto muito do estilo de desenho da autora (o anime conseguiu replicar muito bem, vale a pena dizer!). Barakamon é uma definitiva nota "10" pra mim.

Eu li em inglês no mangafox a tradução dos grupos Bliss e Village Idiot. A editora VIZ está publicando o mangá em inglês e eu queria poder comprar os ebooks, mas na Amazon é muito caro e na Cultura só tem os três primeiros volumes...

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Oneshot: Harem Manga no Shujinkou daga Gay nano de Mainichi ga Tsurai

Essa oneshot é tããão curtinha!! Devia ser um mangá completo, isso sim. O título é Harem Manga no Shujinkou daga Gay nano de Mainichi ga Tsurai e é do autor Kataoka Ryousuke. Eu vi sendo reblogada umas quantas vezes no tumblr, então acho que o povo curtiu!

O título pode ser traduzido como "Eu sou o protagonista de um mangá harem, mas eu sou gay, então todo dia é um inferno pra mim". Isso resume bem a vida de Touge Yuugiri, que tem de enfrentar os clichês de um mangá harem todo dia. As irmãs (sem relação consanguínea) que moram com ele ficam disputando a atenção dele e se esfregando nele. Toda hora uma menina cai com os peitos ou com a calcinha na cara dele. Tsunderes vem dizer pra ele o quanto não gostam dele, na verdade se derretendo de amor... 

E ele tenta de tudo para fazer as garotas perderem interesse por ele. Ele mente que seu hobby é procurar lagartas no cemitério. Diz que a família dele é amaldiçoada. Mente que tem alergia a tudo que as meninas o convidam pra fazer... E mesmo assim elas continuam se jogando nele - afinal, ele é protagonista de um mangá harem. O pior: ele gosta de Ren Harui, um de seus únicos amigos homens e um dos caras mais bonitos da escola, mas as meninas que fazem parte do harem dele atrapalham suas chances com Ren.

Essa oneshot é HILÁRIA. Tanto pelo cenário inusitado, tanto por parodiar todos os clichês dos mangás ecchi/harem colocando um protagonista que não podia estar menos interessado no lugar do protagonista atrapalhado e pervertido. Não que eu não goste de mangás harem tradicionais... Ou melhor, na verdade, eu em geral não gosto. Mas alguns até que se salvam (Love Hina, por exemplo?). Só que ultimamente parece ter uma enxurrada de animes/mangá harem, então é legal ver uma oneshot que tira sarro dessa tendência.

  

Não tenho mais muito a acrescentar, apenas que lamento que essa oneshot não seja um mangá serializado de verdade... Bem, não vamos perder as esperanças. Talvez um dia seja. Achei super divertida e vou dar nota "9".

A tradução em inglês foi do Psylocke Scans e eu li no Batoto.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Baymax

Vocês já assistiram a esse filme? Eu fui assistir ao filme despretensiosamente e gostei muito. No Japão, ele é conhecido pelo nome de um de seus personagens e ganhou essa adaptação em mangá: Baymax. As ilustrações de Ueno Haruki são uma graça e complementam bem essa história que nada mais é do que uma adaptação mangá da adaptação Disney de um time de super-heróis da Marvel que foi inspirado pelos mangás!

Hiro Hamada é um gênio da robótica de 14 anos que já frequenta a universidade, junto de seu irmão mais velho Tadashi Hamada, na cidade de San Fransokyo. Ele, relutantemente, também se relaciona com os amigos de Tadashi: Gogo Tomago, Wasabi, Honey Lemon e Fred, todos (bem, o Fred eu não sei!) estudantes da mesma universidade e extremamente talentosos cada um a seu modo. Numa feira em que os trabalhos dos alunos serão expostos, Tadashi apresenta o robô Baymax que construiu, projetado para ser um agente pessoal de saúde e ajudar muitas pessoas pelo mundo, realizando diagnósticos e administrando tratamentos rapidamente... Tudo isso em seu design fofinho de vinil, que lembra um marshmallow gigante. Hiro, na mesma feira, apresenta seus "micro robôs", que são capazes de se unir uns aos outros e de formar qualquer coisa que a pessoa que os estiver controlando imaginar. Esse dia tão feliz acaba de forma trágica, quando Tadashi é pego num incêndio que acontece repentinamente. Hiro fica muito deprimido e se exclui de seu grupo de amigos e de sua mãe (no filme da Disney, ela é a tia dele), mas Baymax está determinado a torná-lo saudável e satisfeito com sua vida novamente. Quando Hiro descobre que seus robôs foram roubados por um vilão usando uma máscara de kabuki, ele reúne seus amigos para fazerem um time de super-heróis e vingarem a morte de Tadashi.

Na verdade, eu comprei esse mangá para a minha afilhada de seis anos (hoje é o aniversário dela!), que agora decidiu que quer ser a Honey Lemon quando crescer e quer estudar química, apesar de ela não saber o que é química. Uma fofura! Estou dizendo isso (além de para me exibir do quão fofa minha afilhada é) para explicar que esse mangá é infantil e foi feito com o público infantil em mente. Por isso, ele é bonitinho, meiguinho e cheio de "inhos"... Até o Tadashi ser pego por aquela explosão, e nós levarmos uma bofetada na cara. Ao contrário do filme, em que é bem óbvio que o Tadashi morre, o mangá pareceu, pelo menos em seu primeiro volume, deixar isso mais ambíguo... Ou talvez seja só eu desejando que um personagem tão legal e simpático não tenha morrido, pois os trailers japoneses de Operação Big Hero 6 deixam bem clara a morte do Tadashi. Ah, é importante salientar que esse mangá começou a ser publicado vários meses antes do filme estrear nos cinemas, então divergências quanto ao enredo são bem possíveis (e algumas cenas diferentes já aconteceram nesse primeiro volume). 

Discussões quanto ao futuro do enredo a parte, gostaria de dizer que eu fiquei maravilhado pela arte. Realmente, é muito bonita. Me lembra um pouco a de Shokugeki no Souma, talvez um pouco mais fofinha, e combina bem com o desenho da Disney. Talvez devido ao que se espera da estética de um mangá, alguns personagens ficaram menos caricatos do que no desenho animado (tipo a Honey Lemon e a Gogo). 

  

Baymax é um mangá bem bonitinho e agradável, com doses de comédia e ação... Mas, com certeza, não foi feito com alguém como eu em mente, então talvez por isso eu não tenha achado lá grande coisa. Isso não quer dizer que eu não tenha gostado, porque eu gostei bastante da adaptação e, definitivamente, vou comprar o próximo volume para a minha afilhada (e vou ler antes). Vou dar nota "7".

Esse mangá está sendo publicado no Brasil com o título Operação Big Hero 6 pela editora Abril. Interessante como no Japão o mangá e o filme dão tanto enfoque ao Baymax, enquanto no resto do mundo (que eu saiba) ele segue com o título que os americanos lhe deram, que se refere ao time de super-heróis. Nos trailers japoneses que eu assisti, Gogo, Honey Lemon e cia mal aparecem! 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Revendo Resenhas / Atualizações

Gente, uma coisa que eu nem percebi! O blog fez dois anos no dia 25 de janeiro! Nunca imaginei que conseguiria manter um blog por tanto tempo... Bem, tive alguns tropeços pelo caminho e alguns meses sem atualização, mas cá estamos! Meta para esse ano? Ahn, atualizar com a frequência que estou tentando manter e, se eu tiver saco e descobrir como, mudar o template do blog para algo mais relacionado a quadrinhos. Vamos ver como vai ser!

Watashi ga Motete Dousu n da: Wooooow! Agora que o circo vai pegar fogo!! Infelizmente, acho que esse mangá deve estar se encaminhando para o fim, em função de desenvolvimentos recentes. Mas espero que não termine, pois é uma história muito divertida.

Ten Count: E aqui as coisas também estão se encaminhando para uma resolução. Ou, pelo menos, para uma explicação. Nesse último capítulo, Takarai Rihito começa a nos mostrar uma situação traumática no passado que pode estar relacionada a misofobia de Shirotani. Sigo impressionado pelo quanto a autora deve ter pesquisado para escrever esse mangá, pois a explicação que ela está insinuando (apesar de talvez ser meio simplista) faz muito sentido. Fun fact: eu estava fazendo propaganda desse mangá para minha ex-R2 (i.e residente veterana) e depois lembrei que tinha cenas de sexo bem explícitas... E que o grupo gringo está descensurando... Faz algum tempo que eu não falo com ela e estou com medo de saber se ela chegou a procurar esse mangá ou não... 

Blue Sky Complex e Colorful Line: ambos chegaram ao fim. Por um lado, fico feliz de saber a conclusão dessas histórias. Ao mesmo tempo, entretanto, um pouco triste. Especialmente em relação a Blue Sky Complex, que eu achei que iria estender, por pelo menos mais um volume, sua história. Mas não estou reclamando. O final de ambos os mangás foi satisfatório, especialmente o de Blue Sky Complex.

Magi - Sinbad no Bouken tem beirado o absurdo ultimamente, mas eu estou gostando muito da leitura, pois está sendo explicado não somente como Sinbad conheceu seus generais, mas também sobre os países e culturas diferentes que ele visitou e que lhe ajudaram a formar seu próprio país, Sindria. Confesso que estou realmente gostando mais da leitura desse mangá aqui do que do próprio Magi. 

Uma notícia excelente que eu nem imaginava: Yu Yu Hakusho está sendo publicado no Brasil novamente!!! Dessa vez, numa edição bonitinha e nada de meio-tanko. Fico feliz por isso, pois eu colecionei a edição antiga e as páginas de várias edições estavam caindo. Além disso, nunca consegui comprar as edições 3, 4, 10 e 27, porque a distribuição de mangás era horrível naquela época e não existiam lojas especializadas em Porto Alegre. Minha única crítica quanto ao relançamento é que eles optaram por escrever "Raygun" ao invés de "Leigan". Sim, eu sei que "raygun" é o certo e que "leigan" deriva da pronúncia japonesa de "raygun". Mas eu cresci escutando e lendo "leigan", então a nova versão me incomoda. Mas enfim! Junto com Sakura Card Captors e Rurouni Kenshin, outros dois sucessos clássicos que estão sendo republicados, Yu Yu Hakusho pode ser adquirido nas bancas e tal.


Bem... É isso. Eu estava na dúvida se valia a pena fazer esse post ou não, por achá-lo meio irrelevante, mas... Meh, o blog é meu e eu tenho de aprender a ser menos obsessivo e restritivo com o que posto nele ou não.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Shokugeki no Souma

O que faz um mangá ser shounen? Uma aventura épica? Lutas? Um grupo de heróis? Não. Simplesmente a revista em que o mangá em questão é publicado. Por isso que Shokugeki no Souma é shounen, porque ele é publicado numa revista classificada como shounen e direcionada ao público masculino. Entretanto, esse trabalho de Tsukuda Yuuto e Saeki Shun fala sobre culinária, o que é um tema inusitado para um shounen... 

Yukihira Souma sonha em se tornar um grande cozinheiro, melhor que seu pai, para suceder o restaurante da família, um restaurante simples do bairro com um prato especial a cada dia. Para isso, ele treina e auxilia seu pai no restaurante. Entretanto, um dia, o pai de Souma decide ir trabalhar no exterior, a pedido de um amigo, e fecha temporariamente o restaurante. Souma é enviado para estudar em uma escola muito famosa de culinária, sendo que muitos chefs de prestígio e herdeiros de famosos restaurantes se graduaram lá. Sua primeira missão, entretanto, é ser admitido na escola, tendo um prato seu julgado por Nakiri Erina, que, apesar de ser uma estudante da escola, é renomada por ter o paladar mais apurado do mundo, bem como grandiosas habilidades como chef. 

Apesar de alguns tumultos iniciais, Souma entra na escola e é enviado para o dormitório Polar, onde todos os esquisitos e excluídos da escola estão concentrados. Lá, ele faz amizade com sua colega de aula, Tadokoro Megumi, que o auxilia em alguns desafios, bem como conhece o veterano Isshiki Satoshi, que faz parte da Elite Dez, os dez melhores alunos da escola. Souma, assim, tem como objetivo se tornar parte desse seleto grupo e se tornar um grande chef, para derrotar seu pai. Para isso, ele precisa desafiar colegas e passar por verdadeiras batalhas culinárias, chamadas de Shokugeki. Ele, logo de cara, acaba conseguindo vários rivais, como os gêmeos italianos Isami e Takumi Aldini; a especialista em carnes, Mito Ikumi; e Nakiri Alice, prima da tsundere que ele enfrentou logo de cara na escola. Nakiri Erina é uma principal antagonista da história, desejando que Souma seja expulso por acreditar que ele, por ser arrogante e um chef de um pequeno restaurante, não tem um lugar lá.

Um battle shounen de culinária! Quem podia imaginar que essa combinação daria certo, heim? Quando eu ouvi falar sobre Shokugeki no Souma, logo lembrei daquela prova de culinária do exame Hunter, de Hunter x Hunter, e pensei que não tinha como esse mangá ser melhor... Mas ele é! Ele carrega todos os elementos característicos associados aos mangás shounen: um protagonista com um objetivo, várias batalhas durante a jornada, um elenco de personagens carismáticos, antagonista(s) atrapalhando os planos... Tudo funciona muito bem em Shokugeki no Souma... E o melhor é que isso é feito sendo fiel ao universo da culinária. Os mangás contém as receitas que foram feitas em seus capítulos e há explicações a respeito de técnicas e conceitos da gastronomia. É tudo muito bem feito e planejado!

  

Eu só tenho uma reclamação a respeito... Que nem é uma reclamação per se. Quando os personagens comem uma comida deliciosa, eles têm uma visão ou memória evocada pelo prato. Muitas dessas cenas, mostram os personagens tendo um orgasmo culinário e suas roupas somem... Tipo, em muitos desses momentos, é hilário. Achei muito engraçado e divertido. Só que... Às vezes, essas cenas são exageradas, tanto em sua quantidade como intensidade, e acaba ficando meio bobo. Mas, tirando isso, só tenho elogios para Shokugeki no Souma. A arte é uma gracinha (espero que o autor dê uma pausa em seus trabalhos hentai e invista em mangás com enredo, pois a arte dele é muito agradável!), todos os personagens são divertidos ao seu modo, e as "batalhas culinárias" são interessantes. Estou bem curioso para ver como a história vai se desenvolver, por isso vou dar nota "9", por enquanto.

A tradução desse mangá é feita pelo grupo Casanova Scanlations em inglês. Foi licenciado pela VIZ em inglês, parece.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Hitorimi Haduki-san to.

Eu me sinto um pouco mal por não ter gostado tanto de Hitorimi Haduki-san to.... Na verdade, lá pela metade da história, me deu vontade de pular direto pro final, porque eu não aguentava mais ler. Isso sou só eu, porque Kazama Ayami escreveu um mangá perfeitamente bonitinho.

Masaka Haduki tem 25 anos e trabalha num empresa, mas não tem um pingo de interesse em romance. Seus passatempos são ler mangá e jogar videogame, ela não se importa com a sua aparência e não podia ser mais bagunceira. Sua irmã, Miya, decide que Haduki precisa arranjar um namorado e começa a procurar um namorado para ela. Assim, Haduki acaba saindo num encontro com um colega de escola de Miya, chamado Iwai Yukimaru, de 17 anos. 

Nem Haduki e muito menos Yukimaru têm experiência no que se trata de relacionamentos românticos. Inicialmente, Haduki tenta fazer de conta de que é uma adulta responsável e experiente, fingindo saber do que está falando, mas logo ela não consegue manter mais o fingimento e mostra sua verdadeira personalidade para Yukimaru. Os dois começam a namorar e é mais fácil contar os quadrinhos em que eles não estão com o rosto vermelho, porque, céus, como esses dois são tímidos e envergonhados! A irmã de Haduki começa um mangá chamado Hatsukiai (que é uma referência a um trabalho anterior da autora) para incentivar sua irmã, no qual ela fala sobre a experiência do primeiro amor. Haduki também faz amizade com outras mulheres, que, apesar de também serem adultas, estão em seu primeiro relacionamento amoroso.

De um modo geral, esse mangá é bonitinho, fofo e meigo. Eu comecei a ficar cansado da história porque era sempre a mesma coisa. Haduki e Yukimaru saem juntos, ficam vermelhos o tempo todo por qualquer motivo, Haduki acaba fazendo alguma trapalhada, etc. Sempre a mesma coisa. Cheguei a ficar interessado quando, no penúltimo capítulo, temos mais sobre o Yukimaru, falando sobre as dificuldades familiares dele (algo que era mencionado só de passagem nos capítulos anteriores) e o real motivo para que ele tivesse tricotilomania (i.e a compulsão de arrancar os cabelos quando fica ansioso). Ao mesmo tempo, isso me frustrou, porque os capítulos anteriores foram sempre mais do mesmo, e a história acaba assim que aparecem novas questões interessantes. Pra mim, até pareceu que ficou faltando um capítulo na história!

  

Recomendo para os que gostam desses mangás bonitinhos que fazem vomitar arco íris. Para os que são diabéticos metafóricos como eu e não toleram tanto açúcar, talvez seja melhor ler esse mangá em doses homeopáticas, ao invés de ler tudo de uma vez. Acho que é mais fácil de apreciá-lo lendo aos poucos. A arte é bonitinha, mas não é muito do meu gosto. Nota '7" pra esse mangá.

A tradução em inglês foi feita pelo Ciel Scans.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Magi

Acho que eu já disso isso aqui, mas, de qualquer forma, reitero: Magi é um dos melhores (senão o melhor) mangás shounen da atualidade. A autora é Ootaka Shinobu, que eu já mencionei quando comentei Sinbad no Bouken, um mangá que é derivado de Magi.

Num mundo inspirado pela história das 1001 noites, o protagonista Aladdin viaja pelo mundo com seu gênio Ugo, que mora dentro de uma flauta dourada. Ele acaba conhecendo o mercador Alibaba, que deseja se aventurar numa dungeon. Conforme eu expliquei da outra vez,  são construções misteriosas que abrigam gênios que dão poderes ilimitados à pessoa que suportar os testes. Milhares de pessoas já morreram ao tentar conquistar esses labirintos. Alibaba e Aladdin, entretanto, decidem se aventurar numa dungeon, após serem perseguidos por guardas da cidade. Os dois também acabam libertando e fazendo amizade com Morgiana, uma escrava originária do misterioso Continente Negro com uma força sobrenatural.  

Essa história que eu descrevi compreende apenas os primeiros capítulos. Magi possui diversas sagas, como todo bom shounen, e sua história vai se tornando cada vez mais complexa. Uma história que começa apenas como dois (e, em seguida, três) amigos querendo viver uma aventura, se torna algo muito maior. Existe uma organização misteriosa chamada Al-Tharmen, que se dedica a criar caos pelo mundo, influenciando as pessoas e fomentando guerras nos países. Aladdin também descobre que é um magi, a pessoa capaz de escolher candidatos a ser rei nesse mundo. Outros magi também existem no mundo e acabam tendo papéis importantes na história, como Judal, o magi aliado ao Império Kou, uma nação violenta e expansionista, ou Yunan, o magi andarilho que escolheu Sinbad, o rei dos sete mares, como seu candidato.

Apesar de não poder ser classificado como um mangá "psicológico" (ou seja, esses que se aprofundam no psiquismo e na natureza humana), Magi é um mangá muito inteligente e que versa sobre questões sociais e políticas com maestria. Temas como discriminação, escravidão, preconceito, desigualdade social, pobreza, democracia e muitos, muitos outros são abordados. Apesar de tratar de assuntos sérios, Magi é uma leitura muito gostosa. É engraçado, cheio de personagens divertidos e com um visual muito bonito e detalhado. Além disso, as nações e povos retratados em Magi tomam inspirações do mundo real, o que é muito legal de ver. Outro ponto interessante em Magi é que até os menores dos detalhes acabam tendo importância na trama, então é legal ver um personagem que você achou que tinha cumprido com seu papel na trama reaparecer dezenas de capítulos depois com outra atuação. Essa autora, apesar de ter um elenco gigante e complexo, realmente sabe como fazer bom uso dos personagens que criou.

  

A história de Magi é fantástica e complexa, como tentei explicar acima, e seus personagens são muito bem escritos. O design dos personagens também é muito legal, especialmente de personagens como o Sharkan e o Lo'lo'. Acho que super-vale a pena a leitura, apesar de ser um mangá longo. Boa parte das coisas que me deixavam curioso (da onde vem os gênios? O que/quem são os magi? Da onde o Aladdin vem?) já foram ou já estão sendo resolvidas, então isso é um plus. Nota "10"!

A tradução em inglês é feita principalmente pelo Sense-Scans. Descobri ontem quando fui na banca de revista que Magi está sendo publicado em português com o título Magi: O Labirinto da Magia pela editora JBC.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Magi - Sinbad no Bouken

E mais uma vez eu estou quase sem postagens! Bem possível que eu não poste nada nas próximas semanas, em função da combinação fatal de excesso de trabalho e problemas pessoais. Eu ando mais lendo os capítulos novos de séries que eu acompanho há bastante tempo, como Magi - Sinbad no Bouken, do que lendo coisas novas... Magi, um trabalho de Ootaka Shinobu, é, na minha opnião, um dos melhores shounen na atualidade. Nessa prequel, contamos também com a arte de Ootera Yoshifumi.

É uma falha minha ainda não ter comentado Magi (parei no capítulo 100 e preciso reler antes de falar sobre), até porque é difícil falar de Sinbad sem falar de Magi. Apesar de Sinbad no Bouken ser um mangá bem legal por si só, ele só se sustenta para os leitores que já tenham lido/assistido Magi e estejam familiarizados com seu setting, até porque não há muitas explicações na história. 

Nesse mangá, temos a história de Sinbad, o grande rei dos setes mares que conquistou sete dungeons e fundou um país por conta própria, antes de ele ter conseguido tais façanhas e durante suas aventuras para se tornar a primeira pessoa a capturar uma dungeon. As dungeons são construções misteriosas que abrigam gênios que dão poderes ilimitados à pessoa que suportar os testes. Na oneshot e nos primeiros capítulos, Sinbad é forçado pelo exército de seu país, Parthevia, a acompanhar o capitão que Sinbad apelida de Drakon na captura da primeira dungeon, Baal. Temos explicações a respeito de convicções suas que surgem mais tarde em Magi, cerca de 14 anos depois e que o fizeram fundar o país de Sindria.

Vemos também como Sinbad conseguiu seus aliados: sua relação difícil com Drakon, que se mostra como rival em boa parte dos capítulos disponíveis; a amizade que fez com Hinahoho e seu povo gigante; e a forma como conseguiu tocar Ja'far, um assassino enviado para acabar com Sinbad, que se torna seu mais fiel aliado em Magi. Isso é legal para alguém que já leu Magi: ver explicações sobre alguns personagens que ficam meio apagados na história principal, pois não teria como abordar tudo isso (e com tantos detalhes) no meio da história de Aladdin, Alibaba e Morgiana. Estou curiosíssimo para ver explicações sobre a aparência futura de Drakon. Acho que logo, logo isso será mostrado!

   

Eu gosto de Sinbad no Bouken porque gosto de Magi, de sua ambientação, sua magia e seus personagens expressivos. Mas é difícil apreciar esse mangá por si só. Recomendo a leitura de Magi primeiro. Se não fosse pelo MangaUpdates, eu jamais imaginaria que o artista é diferente do de Magi... Ootera Yoshifumi realmente consegue emular bem a arte de Ootaka Shinobu, de uma forma que é imperceptível que mudou a arte. As lutas são muito detalhadas e os cenários são muito bonitos. Vou dar nota "8".

A tradução em inglês foi feita pelo Sense-Scans.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Saint Seiya: The Lost Canvas Gaiden

Eu estava delirando ontem na casa de um amigo, enquanto assistíamos a Saint Seiya Lost Canvas dublado. Finalmente! Eu ainda estou esperando que façam anime do restante do mangá, porque é excelente. Ao contrário da série clássica, em que o Kurumada Masami pouco aprofundou seus personagens, dando todo espaço do mundo para os fãs criarem, a Teshirogi Shiori escreve mais e mais sobre seus Cavaleiros de Ouro, que são a grande atração da série principal e dessa prequel, Saint Seiya: The Lost Canvas Gaiden.

Apesar de eu gostar muito da série clássica, eu acho que Lost Canvas é mais acessível e talvez tenha mais apelo a um leitor que nunca teve contato com a série clássica. Por isso, super-recomendo Lost Canvas. E também super-recomendo o Gaiden. Já quanto ao anime Saint Seiya Omega, eu super-recomendo... Que passem longe dele e nunca, nunca, nunca o assistam. Bem, voltando ao Gaiden, pelo visto, a autora fará um volume para cada Cavaleiro de Ouro (dois para Gêmeos, porque, né, é o melhor signo sempre tem dois gêmeos mesmo dividindo o posto). 

Começando por Peixes, temos uma história em que acontece antes da Guerra Santa que o mangá principal detalha. É uma aventura do Cavaleiro de Ouro que dá título ao volume (junto com algum sidekick geralmente) contra diversos vilões. Temos o Albafica enfrentando um curandeiro que estava, na verdade, fazendo um exército de espectros e também lidando com o seu passado e com seu sangue venenoso. No volume seguinte, o Kardia de Escorpião resolve levar Sasha (ou Athena) para dar um passeio por aí e acaba tendo de enfrentar os Guerreiros Jaguares. No volume três, o Degel de Aquário é enviado para investigar um reino cuja governante nunca envelhece, a pedido de seu antigo mestre que desapareceu misteriosamente. Depois, o Manigold de Câncer, junto com o Albafica, vai investigar um mafioso que também está envolvido com forças das trevas. Aí tem o El Cid de Capricórnio que é enviado para participar como gladiador em um Coliseu, encontrando lá antigos companheiros de batalha. O mesmo acontece com o Dohko de Libra, com a diferença importante que a história do Dohko se passa no pós-Guerra Santa, em que precisa enfrentar antigos companheiros. Eu estou lendo atualmente a história do Regulus de Leão, que foi enviado para investigar uns druidas e proteger uma menina. Estou ansiosíssimo para ver a história do Asmita de Virgem (é a próxima, se não me engano) e do Shion de Áries (até o presente momento, não foi publicada)!

A arte é absolutamente linda e as histórias são legais, se bem que são um tanto repetitivas. Cavaleiro vai até lugar X para investigar alguma coisa. Encontra uma criança/mulher/rapaz que lhe acompanhará/atrapalhará na aventura. Enfrenta espectro ou um inimigo espectro-like. Leva uma surra, mas vence (porque, né, todos eles estão vivos na série principal, que ocorre uns anos depois). Volta para o Santuário, tendo recebido uma lição de humildade/amor/amizade/algum outro clichê dos shounen.

  

Maldade ter falado desse jeito. Até porque, eu me sinto de novo uma criança de oito anos quando falo de Cavaleiros do Zodíaco. É que é tão, tão épico! A arte da autora também é maravilhosa. Não só os personagens são bem ilustrados, mas as cenas de luta são muito legais, os cenários fantásticos e os inimigos têm designs interessantes. Vou dar nota "9".

O mangá está sendo publicado no Brasil pela editora JBC, que também está reeditando a série clássica. 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Gekkan Shoujo Nozaki-kun

Outro que eu comecei a assistir ao anime primeiro. Gekkan Shoujo Nozaki-kun é um mangá de 4-Koma cujo tradutor já colocou um aviso: "cuidado: pode induzir riso histérico". Isso é a mais pura verdade! É de rir até ficar sem fôlego! E, como bônus, a arte de Tsubaki Izumi é uma graça.

Sakura Chiyo resolve declarar seus sentimentos por Nozaki Umetarou. Infelizmente, ele acaba entendendo mal o que ela quis dizer, lhe entrega um autógrafo e a leva para sua casa para ajudá-lo a finalizar um mangá. Assim, Sakura descobre que Nozaki-kun é Yumeno Sakiko, uma famosa autora de mangás shoujo. Apesar de seu pseudônimo feminino ser conhecido pela sutileza e sensibilidade, Nozaki-kun nem percebe os sentimentos de Sakura e parece não ter nem um pouco de senso comum.

O elenco de personagens é grande, sendo composto tanto pelos colegas de escola que auxiliam Nozaki em seu mangá como ajudantes quanto pelos colegas que lhe inspiram a criação de personagens. Além disso, há explicações - engraçadas, mas ainda assim - de como funciona a vida de um autor, como são os editores, as técnicas, etc. Além, é claro, da vida desses personagens na escola, em seus respectivos clubes e os relacionamentos deles.

Não dá para comentar esse mangá sem citar os outros personagens: temos o Mikorin, que tenta ser um galã, mas na verdade é um otaku tímido (e ele que inspirou a personagem principal do mangá de Nozaki!); a Seo Yuzuki, uma menina violenta e completamente alheia dos sentimentos alheios; a Kashima-kun, que é o ídolo do clube de teatro e das meninas da escola; o Hori-senpai, o capitão do clube de teatro e um dos ajudantes de Nozaki; e o Wakamatsu, o kouhai de Nozaki, que também o auxilia e mantem uma relação de amor e ódio com a Yuzuki. Também há os editores, que são opostos um do outro, Maeno e Ken. E, é claro, a também autora de mangás Miyako Yukari, conhecida por sempre ter milhares de guaxinins nas páginas de seu mangá, sufocando os demais personagens!

  

Com um elenco de personagens tão variados e cada qual esquisito a sua maneira, esse mangá consegue fazer o leitor rir, rir e rir! Adorei quando o Mikorin e o Nozaki jogam videogames juntos! Ou quando o Nozaki vai junto com a Sakura no clube de artes! Ou todas as idéias bizarras que o Nozaki tem para o seu mangá, satirizando os vários clichês dos mangás shoujo! Claro, esse é um mangá cômico e, como tal, é uma leitura muito leve, mas eu recomendo. É surpreendentemente bom e nota "10"!

Os grupos principais que traduzem esse mangá para o inglês são o Panda Scans e o Roselia Scanlations. O anime também vale muito a pena de ser assistido!