Mostrando postagens com marcador shoujo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador shoujo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Orange

Eu sempre quis ler esse mangá, porque todo mundo dizia que era super bom! Agora, o anime foi o empurrãozinho que eu precisava para ler Orange. E realmente, as pessoas têm razão, esse mangá é excelente. Estou terminando de ler o terceiro volume e já quis vir aqui falar o que achei dele para não dar spoilers demais! Acho que consegui, pois tudo aqui é dos primeiros capítulos (que já acontece muita coisas neles!). 

Em Orange, Naho recebe uma carta, endereçada a ela e cujo remetente é ela mesma! Ao ler a carta, vê que quem a escreveu foi ela mesma no futuro, precisamente dez anos no futuro. Na carta, é dito que Naho tem vários arrependimentos no futuro e pede a seu eu de 16 anos para fazer as coisas de uma forma diferente e, dessa forma, não se arrepender. Seus arrependimentos são focados no aluno transferido Kakeru, que entra em cena enquanto Naho está lendo a carta. Como a carta realmente prediz o que irá acontecer e se mostra verdadeira, Naho promete a seu eu futuro que irá dar seu melhor para cumprir a promessa de mudar o futuro.

Assim, Naho e seus amigos se aproximam de Kakeru. O grupo é composto por Suwa (um menino atlético e gentil), Hagita (um menino aparentemente sério que gosta de não ser popular), Chino (uma menina super alta e intimidadora, que na verdade é super legal com seus amigos), Azusa (uma menina alegre, cujos pais são donos de uma padaria e é através da padaria que Kakeru é convidado para fazer parte do grupo), Kakeru e Naho, é claro. Os relacionamentos de amizade nesse mangá são tão legais quanto o romance que está se desenrolando. Ao mesmo tempo, temos "flashfowards" para o futuro, mostrando como o grupo está agora. Quer dizer, sem Kakeru.

     

A missão de Naho é, além de não ter arrependimentos menores (como deixar de jogar softball com as amigas), também é salvar Kakeru, pois, no futuro, ele já é falecido, vítima de um acidente que todos desconfiam ter sido um suicídio. Naho também logo descobre que a mãe de Kakeru se suicidou no primeiro dia de aulas, no primeiro dia que Kakeru saiu junto ao grupo. Ao mesmo tempo que tem sentimentos amorosos por Kakeru, Naho também se esforça muito para salvá-lo de si mesmo, de sua própria tristeza e arrependimentos. E, apesar de gostar de Naho, Suwa também está lá para ajudar Kakeru, como todos os outros amigos. Eu gostei muito do papel e das atitudes do Suwa, pois, apesar de ser o "rival" na história, ele também é amigo de Kakeru e se esforça para ser um bom amigo.

Em fóruns de recomendação de mangás, um pedido muito frequente é a protagonista ficar com "o segundo cara" num mangá shoujo. Ou seja, ela não ficar com o cara que ela inicialmente gostava (que costuma ser aquele cara malvado típico dos shoujo) e sim ficar de um cara que apareça depois ou que gostava dela em segredo (geralmente o cara bonzinho e legal, apesar de talvez ser meio frio com a protagonista). Em Orange, eu fico encantada de ver que o pessoal está super dividido nas discussões. É bem igual a divisão do pessoal que torce pelo Suwa e pelo pessoal que é time Kakeru. Nenhum dos dois é o "segundo cara". Ambos os personagens são escritos com tanta maestria que é impossível de decidir qual o leitor quer que fique com a Naho! O Kakeru precisa muito dela, pois a Naho pode ser realmente o que irá salvá-lo. Mas o Suwa ama a Naho há tanto tempo e é altruísta o suficiente para priorizar a felicidade do Kakeru. Eu realmente não sei o que quero que aconteça!

A única coisa que eu quero é que a autora siga escrevendo esse mangá com tanta delicadeza e profundidade. Quero ver essa história se desenrolar. Quero que a Takano Ichigo parta meu coração mais vezes e me faça chorar que nem um bebê. Quero que todos eles, todos os seis personagens, sejam felizes, apesar de se arrependerem de algumas coisas (pois uma vida sem arrependimentos não existe). 

  

Talvez seja trivial comentar isso, mas achei muito legal a autora tirar um tempo para fazer seus personagens discutirem as teorias de viagens no tempo, dessa forma ambientando e explicando sua história, dando veridicidade a ela. Ok, talvez seja só a fã de Doctor Who em mim falando (adoro viagem no tempo). Não sei mais o que dizer, além de que esse mangá é incrível! Nota 10!!!

Eu li em inglês no MangaFox, mas parece que esse mangá foi licenciado no Brasil e pode ser comprado na banca! Vou procurar pra comprar assim que for no shopping, porque um mangá bom desses vale  a pena de se ter em casa!

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Ame Nochi Hare

Esse mangá foi um que eu estava postergando a leitura, porque eu sabia que ia ser muito bom e que eu ia sofrer esperando capítulos novos... Bem, fiquei dois dias sem internet, então acabei lendo tudo que eu tinha baixado... Inclusive os seis volumes de Ame Nochi Hare que foram traduzidos pro inglês.

A escola Amagai Gakuen é muito prestigiosa e famosa. Ela é uma escola só para meninos, mas ao seu lado há uma escola-irmã só para meninas. No dia da recepção aos novos alunos, cinco meninos do primeiro ano são afetados por um fenômeno estranho durante uma tempestade: todos eles são transformados em meninas. Não demora muito a eles descobrirem que a transformação vai e volta dependendo do clima. Sempre que chove, algumas horas depois eles se transformam em meninas. Quando para de chover, eles voltam a ser meninos. Felizmente, um funcionário da escola que gerencia os dormitórios acredita neles quando eles falam o que ocorreu e os ajuda a esconderem esse segredo. Então, fica organizado que, sempre que chover e eles se transformarem em meninas, eles irão estudar na escola feminina. Essa situação, naturalmente, faz com que os personagens mudem sua forma de pensar e sentir.


Então vamos aos personagens! Yamanoi Hazuki é o protagonista e, de fato, a situação dele é a mais interessante. Ele sempre sofreu por ser a sombra de seu irmão gêmeo, Natsuki, que é mais extrovertido que ele, por isso optou por estudar nessa escola. Ele se apaixona por uma menina da escola feminina, Asumi, e faz amizade com ela, quando está na sua forma feminina. O mais interessante é que o irmão dela, Houjou, que o trata super-mal quando ele é um menino, se apaixona pela forma feminina de Hazuki. Então essa situação é a mais legal e a que eu fico mais curiosa de ver como irá se desenrolar! Como a fujoshi que sou, fico torcendo para que Hazuki fique com o irmão da Asumi, mas estou duvidando que a Bikke fará isso. Kisaragi Touma, outro dos cinco meninos afetados por esse fenômeno, se torna muito amigo de Hazuki, ao ponto que ele começa a se apaixonar por ele também. Então ainda tem mais o Touma para deixar essa história com o Hazuki interessante!

Os outros três meninos estão envolvidos demais em seus próprios problemas, digamos assim, para se envolverem no polígono amoroso. Goromaru Junta é um menino baixinho e afeminado, mas ele é apaixonado por karate e é muito bom nisso! Ele tem uma queda por Sakurako, mas ela é apaixonada por sua melhor amiga, Asumi. Também tem o Maki Yuusuke, que, acho, foi o que mais demorou a se abrir e mostrar o que estava lhe incomodando: ele é apaixonado por uma menina, Ryouko, que todo mundo sempre disse que devia casar com o irmão dele. Apesar de Ryouko gostar de Maki também, ele se sente culpado, porque, além de ficar feliz com o amor dela, ele também sente prazer em "triunfar" sobre seu irmão. Por fim, Sakonji Madoka é o filho de uma calígrafa famosa e é de uma família tradicional, então sua esposa já foi decidida: Azusa, uma menina de 11-12 anos. A maior dificuldade dele é vê-la como algo mais que sua irmãzinha. Apesar de os momentos do Madoka com a Azusa serem um amor, ele, infelizmente, pra mim é a parte menos interessante da história (não que ele não seja legal, porque ele é, mas é que tem várias coisas mais interessantes com os outros personagens, então eu sinto que ele acaba "sobrando").

  

Sério, eu vou chorar porque a tradução ainda não foi concluída... Esse mangá é envolvente demais! Eu fui, inclusive, procurar para baixar em japonês para dar uma espiada, mas o pessoal só disponibiliza o último volume e não o penúltimo! Aí complica!! Ame Nochi Hare é um mangá gender bender feito do jeito certo. Atrocidades como Boku to Kanojo no XXX tentaram fazer algo similar ao que a Bikke faz aqui, mas sem a mesma maestria e sensibilidade. Vou dar nota "10", porque esse é um mangá verdadeiramente excelente.

A tradução é do Girls Generation Scanlations em inglês.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Nijiiro Days

Está para sair em breve um anime de Nijiiro Days, como eu achei as imagens bonitinhas (quatro bishounen! Como não amar?), eu resolvi ir dar uma olhada no mangá e ver se valia a pena... E vale! Muito!! Muito mais que eu imaginei!!!

Esse mangá acompanha as vidas de quatro meninos que são amigos. O primeiro deles é o protagonista, Hashiba Natsuki. Ele levou um fora de sua namorada na noite de Natal e nesse mesmo dia ele encontrou seu novo amor: uma menina vestida de Papai Noel que estava distribuindo panfletos e foi gentil com ele. Natsuki entregou o cachecol, que originalmente era um presente para sua ex, para ela e achou que sua história tinha acabado aí... Mas a menina é uma estudante da mesma escola: Kobayakawa Anna. Então, Natsuki está determinado a conquistá-la... Os seus amigos frequentemente tiram sarro dele e o consideram um menino com um coração de menina, porque ele se empolga muito com romance!

O segundo personagem, por ordem de aparecimento no mangá, é Matsunaga Tomoya. Ele é um menino super popular na escola e que acha muito trabalhoso namorar, então ele se diverte com várias meninas diferentes. Ele tem uma irmã mais nova que ele adora e, recentemente, ele tem se visto interessado pela melhor amiga de Anna, Tsutsui Mari, que é uma grande tsundere, violenta, odeia homens, cospe na cara do Matsun sempre que pode, e diz ser apaixonada pela Anna. Então ele tem uma jornada bem trabalhosa pela frente!

Depois, temos o Katakura Keiichi que é um cara super gentil, doce e amigável... À primeira vista, na verdade, ele é um super-sádico que sempre traz um chicote portátil para a escola. Ele gosta de mulheres mais velhas, que o deixem puní-las e dominá-las. Ele também é irmão de um dos professores e é o alvo do amor da irmãzinha do Matsun, a Nozomi. As histórias do Keiichi são as que mais me fazem rir, porque ele é o personagem mais absurdo dentre todos esses personagens absurdos.

Por fim, o quarto menino é o Naoe Tsuyoshi, um otaku que raramente mostra expressões faciais. Ele já tem uma namorada, Asai Yukiko, que é uma cosplayer. Os dois são um casal muuuito fofo e eu adoro as interações deles entre si e com os outros personagens. O Tsuyopon é o mais sério e menos absurdo dos meninos (apesar de ser o cara que esculpe Gundams de chocolate!), então é muito divertido vê-lo interagindo e zoando com os outros.

  

Eu não sei nem como explicar o quanto eu estou apaixonada por esse mangá!! Além da arte ser linda (as páginas coloridas me fazem babar), os personagens são todos hilários e interessantes, inclusive os personagens secundários (adoro os colegas dele de aula, os meninos do clube de basquete, até o rival do Natsuki é um amor!). Um mérito da autora foi pegar vários clichês que são mandatórios nos mangás escolares (dia dos namorados! Natal! Viagem da escola! Verão na praia!) e sempre conseguir dar um toquezinho inesperado ou diferente. Estou apaixonada, nota "10" e quero maaaais.

A tradução em inglês é feita pelos grupos Chibi Manga e Freewheeling Scanlations.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Beauty Bunny

Eu tinha deixado uma notinha me lembrando de falar desse mangá (e de uns outros shoujo que eu li), mas eu fico um pouco desanimada de escrever sobre Beauty Bunny. Não tenho uma opinião muito formada ainda sobre esse mangá... Ou melhor, a que eu tenho até o momento não é muito boa, então eu tenho esperanças que ainda possa melhorar... Apesar de ser improvável.

Yuzuhara Kohane é uma colegial sem muito interesse por beleza e maquiagem, apesar de (ou, talvez, por causa disso) sua mãe ser uma mulher muito bonita e que compra compulsivamente cosméticos. Quando ela se transfere para uma nova escola, ela fica apreensiva de não conseguir fazer amigos, mas ela logo conhece Maruyama An, que se torna sua nova melhor amiga, e Yuge Otohiko, um colega muito gentil e bonito. Porém, nem tudo é tão maravilhoso assim: outro colega bonito e popular, Yashima Iori, chama Kohane de feia sempre que pode.

Um dia, sua mãe é demitida do emprego e Kohane decide implorar ao empregador dela para aceitá-la de novo na empresa. Lá, o ex-chefe de sua mãe diz que ela é feia e nem dá bola pra ela. Mas nesse lugar ela também conhece Himiko, uma modelo famosa, que é irmã de Iori. Himiko chama Iori, que faz um make-over em Kohane e a deixa muito bonita. Isso faz com que o chefe da mãe dela se derreta e a admita de volta no trabalho... Porque, vocês sabem, né, ser bonita resolve todos os problemas que uma mulher possa ter (/sarcasmo). E é basicamente isso que esse mangá nos diz em seu primeiro capítulo. Bem, Kohane logo escuta um boado perturbador: Iori tem suas "coelhinhas" que são meninas que trocam favores sexuais para que ele as deixe bonitas. Kohane fica morrendo de medo de quando Iori virá cobrar a dívida que ela tem com ele... Aí que fica confuso: no início, parece que isso é só um boato e que o Iori está tirando com a cara da Kohane, mas em seguida vemos ele beijando uma mulher desconhecida e discutindo sobre suas coelhinhas com Otohiko. Não sei o que a autora pretende com isso...

Também logo descobrimos que Himiko, a irmã de Iori, na verdade é o próprio Iori travestido. Como sua irmã sofreu um acidente, ele assume a identidade dela e segue seu trabalho de modelo. O que ainda não foi muito explicado. Eu achei que a grande questão da história ia ser aí: Kohane adora Himiko e faz amizade com ela, mas ela morre de medo de Iori, então Iori usaria Himiko para se aproximar de Kohane... Só que... Não... Na verdade, a Kohane descobre que Himiko = Iori super-rápido.

  

O ponto mais legal desse mangá é a relação de amizade/competição/triângulo amoroso entre Otohiko, Iori e Kohane. É bonitinho. Os três têm vários momentos fofos juntos, mas também super clichês. E, na verdade, esse triângulo se resolve (aparentemente) super-rápido. Eu não sei o que a autora pretende com esse mangá... E isso, nesse caso, não é algo muito bom. Ela pega vários clichês dos mangás shoujo (menino se veste de menina! Menina faz amizade com identidade secreta do menino! Menina nova na escola faz amizade com bonitões! Menino ajuda a menina e demanda favores sexuais como pagamento! Triângulos amorosos! Etc!!) e parece que não sabe o que fazer com eles, ou não quer fazer algo óbvio com eles, mas acaba não fazendo absolutamente nada com nada. Esse mangá me deixou mais confusa do que qualquer outra coisa! Ainda não sei se vou continuar lendo pra ver se melhora ou não. Vou dar nota "6", pelo simples fato de, pelo menos, a autora estar tentando fazer coisas diferentes e inesperadas.

Os dois primeiros capítulos estão disponíveis em inglês pelo Paperdolls Project, mas há mais capítulos disponíveis em espanhol, com tradução do grupo Soul Craft Fansub.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Oneshot: Tosaku no Honey

Essa oneshot, Tosako no Honey, na verdade, é a continuação de uma oneshot previamente lançada pela autora, mas como ninguém traduziu a primeira e não parece haver planos pra isso, resolvi comentar rapidinho a história! Dá pra ler essa oneshot tranquilamente sem ter lido a primeira.

Yukimura sempre foi um imã de pervertidos e usa essa sua habilidade (?!) para derrotar pervertidos e mandá-los para a polícia. Entretanto, seu parceiro nessas atividades é Mido-kun, seu colega de aula, que é um SUPER pervertido masoquista! Quando surge um ladrão de roupas de calcinhas na escola, o primeiro suspeito de todos é Mido-kun, mas Yukimura desconfia que estejam armando para ele e deseja provar a inocência (?!) de seu pervertido parceiro.

Essa oneshot foi tão engraçada! Sério, ri muito com essa história. O enredo é estranho, mas foi uma oneshot curtinha e divertida. Gostaria de ler o primeiro capítulo, porque acho que algumas coisas que são referidas na história ficariam mais claras.

  

As ilustrações são tão bonitas... Gostei muito do jeito super bishounen que a autora desenhou o Mido-kun... para depois complementar com ilustrações engraçadas. Acho que é uma oneshot bem divertida e com uma história, pelo menos, diferente do que há por aí! Nota "6".

Tradução em inglês pelo grupo Paperdolls Project. Eles colocam os trabalhos deles no Batoto, então é fácil de achar!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Oneshot - Otokonoko ni Toriko

Eu achei perfeito que um comentário sobre essa oneshot disse que "o que um uke tá fazendo num shoujo?". Basicamente resume tudo sobre Otokonoko ni Toriko!!

Yuri é uma menina muito bonita e madura, que sabe lidar com os meninos de forma assertiva e charmosa, chamando à atenção de todos os seus colegas. Especialmente de Taniya, um menino que ela adora provocar, porque ele fica vermelho sempre que ela fala com ele. Ele é um grande tsundere que gostaria muito de monopolizar Yuri, mas não sabe como lidar com seus sentimentos, especialmente porque ele, ao contrário dela, é inexperiente e um pouco infantil.

Que oneshot divertida!! Esse menino até parecia o Mikorin de Gekkan Shoujo Nozaki-kun, de tanto que ele ficava com vergonha por tudo... Parecia mesmo um uke num mangá yaoi. E a Yuri foi uma protagonista muito divertida de acompanhar, especialmente por ela achar graça das reações do Taniya e adorar provocá-lo. Gostaria muito de ler mais mangás com meninas assim, pena que é meio difícil de achar nesse mar de shoujo clichês que tem por aí!

  

Eu reconheço que essa história teve suas falhas... Uma das que as pessoas mais apontam é que não fica muito claro se a Yuri gosto do Taniya ou se simplesmente curte provocar ele... E até é verdade, mas, bem, é uma oneshot. Acho que mesmo que tenha seus problemas, pelo menos a autora ganha pontos por tentar fazer algo diferente e ter um traçado tão bonitinho! Mais pontos ainda por fazer uma protagonista segura de si pra variar! Nota "7".

A tradução em inglês foi feita pelo Chibi Manga.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Six Half


Me decepcionei tanto com Mainichi Seiten que não estou com ânimo pra ler os outros títulos da série por enquanto... Por isso, aproveitei para dar uma olhada em Six Half, já que os outros mangás que eu tinha baixado não me interessaram muito. 

Nessa história, Kikukawa Shiori acorda no hospital e descobre que perdeu sua memória. Ela, aparentemente, sofreu um acidente, enquanto dirigia a moto de seu namorado, Kai. Seu irmão, Akio, mostra-se extremamente preocupado com ela e está determinado a cuidar dela no que precisar. Já sua irmã mais nova, Macchan, a ignora e é muito rude com Shiori toda vez que ela tenta falar com ela. Ela também descobre que tinha um grupo de amigas - Chika e outras duas cujos nomes são irrelevantes - e, por isso, decide voltar à escola. Entretanto, na escola, ela escuta boatos sobre a pessoa horrível que ela era antes de se acidentar: trocando de namorado que nem troca de roupa, namorando caras mais velhos por dinheiro, roubando o namorado das amigas, maltratando a irmã mais nova, não visitando o pai doente no hospital... Shiori por um lado deseja suas memórias de volta, por outro, ela teme voltar a ser essa pessoa que ela não lembra de ter sido.

Na verdade, essa ambivalência entre querer ou não que Shiori recupere suas memórias é algo que permeia todos os personagens, além de ser motivo de sofrimento para a própria Shiori. Além disso, como ela não lembra de seus irmãos e não tem lembranças sobre crescer com eles, ela vai se encontrado progressivamente mais apaixonada por Akio, seu irmão mais velho, cuja namorada, Mizuki, parece ser a causa de vários dos problemas da antiga Shiori.

Ok, o enredo é meio clichêzinho, né? Tenho certeza que deve ter algum filminho americano bem ruim com a mesma história... Deve ter! Mas, ao mesmo tempo, Six Half me deixou muito envolvida com a história. Eu me identifico muito com várias das questões que a Shiori reflete sobre quem ela é e quem ela gostaria de ser, e também com vários dos comportamentos dela. Especialmente porque a Shiori é uma personagem que nos momentos que ela mais precisa de apoio, mais ela tenta afastar as pessoas que querem dar carinho pra ela. Quem nunca, né? De qualquer forma, eu adoro essa história - e a Shiori acima de tudo - porque é uma história sobre redenção, segundas chances e descobrir quem você é e o que fazer com a sua vida.

  

Pode não ser a história mais original do mundo, mas com certeza é um mangá bem decente com um elenco razoavelmente carismático que te faz ter curiosidade para saber o que será o final! E faz também querer torcer pela Shiori, pois essa é a jornada dela para ser uma pessoa melhor do que ela era. Ajuda muito que as ilustrações são bonitinhas (adoro as capas!!). Vou dar nota "8" e fico aqui roendo as unhas enquanto espero o próximo capítulo~

A tradução em inglês é do JShoujo Manga... Que está inativo, então seria muito lindo se algum grupo decidisse terminar esse mangá. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Cherry Boy, That Girl

Acho que corro o risco de parecer racista com esse comentário, mas o que me fez durante muito tempo evitar manhwas é que os nomes dos personagens são muito parecidos para mim. Felizmente, Cherry Boy, That Girl facilitou minha vida com nomes bem fáceis de lembrar como vou comentar abaixo. O nome do (a) autor (a) é South Ant.

Strawberry Shin é uma das poucas estudantes mulheres de uma escola que costumava ser só para meninos. Como ela é a mais bonita, ela acaba sendo idolatrada pelos colegas e tratada como uma celebridade. Mesmo curtindo a admiração dos meninos, ela já tem um namorado desde o ginasial, Mandarin Kim, que é, inclusive, mais bonito que ela. Os dois acabam brigando, por Mandarin gostar de tirar sarro de sua namorada e por Strawberry gostar de flertar com outros meninos. Strawberry decide, então, sair com Pear Kang, um menino rico e popular. Mandarin, por sua vez, se veste como mulher e começa a frequentar a escola com a identidade de Cherry Kim, se tornando a menina mais popular da escola, sobretudo após os colegas descobrirem a personalidade narcisista, arrogante e egoísta de Strawberry. 

Inicialmente, esse mangá foi muito cômico e seus personagens até pareciam ser meio maníacos, pelo jeito que agiam. Mas, aos poucos, a história foi tomando um rumo mais profundo e sério. Várias coisas que a maioria dos mangás shoujo que há por aí tratariam como provas de amor, esse mangá problematizou, sobretudo a forma que Mandarin passou a tratar Strawberry e a fazer com que ela fosse excluída e odiada na escola. Isso não é legal e não é nem um pouco saudável para um relacionamento, e é assim que esse manhwa lida com a história. Eu gostei muito da Strawberry, ainda que no início ela tenha sido uma personagem difícil de aturar, por causa desse comportamento extremamente egoísta e arrogante dela. Conforme ela sofre, sendo traída inclusive por sua amiga Lime Moon, e conhece outras pessoas, como o Walnut Kang (melhor personagem do manhwa. Ponto), ela muda e se torna cada vez mais legal.

Eu gostei muito do final da história... Não me aguentei e fui procurar na internet como terminava. Pra não esmiuçar muito e estragar a surpresa, só digo que as questões problemáticas foram tratadas como tal e não houve nenhum amor milagroso. Pelo contrário, os romances desse manhwa foram construídos progressivamente conforme a história se desenvolvia. Eu amei o final, o que posso dizer mais?

   

Em suma, recomendo a leitura, porque esse é um manhwa que surpreende. Nenhum personagem é tão simples como aparenta à primeira vista. Apesar de toda comédia e da arte bonitinha, essa história pode ser muito séria. Nota 9.

Eu li a versão em inglês do Easy Going Scans no leitor online deles.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Mairunovich

O capítulo traduzido mais recente de Mairunovich acabou num cliffhanger tããããão frustrante que resolvi falar desse mangá pra me ajudar a lidar com o que eu estou sentindo em relação a esse mangá. Eu fui ler esse shoujo, cuja autora se chama Sato Zakuri, com algumas expectativas, que foram imediatamente desmanchadas, mas mesmo assim acabou sendo um mangá bom!

Kinoshita Mairu tem um nome bonitinho e ela sempre pede desculpas por isso, porque ela, na verdade, é feia. Os colegas a chamam de cogumelo venenoso e debocham dela, seu irmão a trata com desdém, e ela não tem nenhuma amiga na escola. Um dia, ela enche o saco desse tratamento e resolve mudar para a melhor. Para isso, ela pede a ajuda de Fuwari-chan, sua vizinha (que é uma transsexual), e do menino mais popular da escola, Kumada Tenyuu, sendo que, na verdade, é ele mesmo quem dá um empurrão para que Mairu mude e aprenda a gostar mais de si mesma.

Mairu quer ser uma menina que os meninos admirem e deseja muito ter um namorado. Nesse mangá, acompanhamos o percurso dela e seus relacionamentos, enquanto ela tenta se tornar feliz e uma pessoa melhor. Por um lado, isso é muito legal. Por outro, a Mairu pode se tornar bastante irritante e fútil em alguns momentos, mas dá pra relevar isso, na minha opinião, quando se considera que ela é uma menina com baixíssima auto-estima e que está aprendendo a lidar com outras pessoas, já que ela mal consegue lidar consigo mesma. Um ponto que eu gosto muito nesse mangá é que, assim como Cat Street ou Cherry Boy, That Girl, a protagonista não fica fixada em um único menino a história toda. Mairu sai com caras diferentes e tenta "seguir em frente", ao invés de ficar sofrendo. Isso nem sempre dá certo, mas ela tenta, pelo menos! Quando eu disse que o que eu esperava desse mangá não foi bem o que aconteceu, foi exatamente em relação a personalidade da Mairu: eu achei que ela ia ser má com os meninos que a maltrataram, mas ela é uma heroína com um bom coração. 

Um aspecto do mangá que eu adorei foi o relacionamento dela com o Tenyuu. Inicialmente, Mairu olha para ele como se ele fosse seu anjo da guarda ou um deus, inclusive o chamando de "mestre", e Tenyuu a trata com pena e tem um certo senso de obrigação com ela, pois foi ele que deu aquele empurrão inicial para que Mairu mudasse. Mas, aos poucos, eles firmam uma verdadeira amizade. Ao contrário de Koukou Debut, em que o relacionamento de Haruna com You começa de forma similar ao de Tenyuu e Mairu e logo desenvolve um romance entre os dois que vai durar os próximos, sei lá, doze volumes do mangá, em Mairunovich, Mairu e Tenyuu, até onde eu li, pelo menos, não têm sentimentos românticos um pelo outro. Os dois são amigos mesmo, o que é legal de ver. Mesmo que por acaso essa história acabe evoluindo para um romance entre os dois, acho que já foi legal esse mangá ter mostrado um menino e uma menina que conseguem ser grandes amigos sem que um tenha um amor não correspondido pelo outro. Aliás, parece que as coisas estão se encaminhando para que Tenyuu tenha um relacionamento com Ayano, uma amiga/rival de Mairu, que é uma das personagens que eu mais gosto nessa história! Apesar de malvada, ela sempre faz rir e volta e meia diz algumas verdades que Mairu precisa ouvir (como sobre como o namorado dela não tem direito de se meter nas amizades dela, que eu acho que foi um grande conselho de amiga... Ai contrario da Fuwari-chan, que disse para a Mairu que o namorado estava certíssimo em exigir isso dela...).

  

Pra mim, esse mangá é nota "9" por enquanto e vamos ver como os próximos volumes vão se desenvolver! Já está finalizado no Japão e as scanlations têm um ritmo constante, então estou ansiosa para ver como vai acabar. Só pelas ilustrações, que são uma gracinha, já vale a pena ler. Eu adoro as capas desse mangá! Apesar de ser um shoujo e ter vários exageros/clichês desse gênero de mangás, Mairunovich é um mangá com uma sensação bastante real e personagens bastante humanos e complexos. Por isso, acho que vale muito à pena ler!

Os grupos HaruHime e Matteiru Scans trabalham nesse projeto em inglês.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

One Thousand and One Nights

Esse manhwa é conhecido por outros nomes além desse que eu coloquei no título: 1001 Nights, Cheon-il-Yahwa, e A Night of a Thousand Dreams. Acho que, independente de qual seja o título correto, é fácil ver de onde esse manhwa tira sua inspiração: a história das mil e uma noites em que Sherazade entreteve o sultão para adiar sua própria morte. Esse manhwa foi escrito por Jun Jun Suk e ilustrado por Han Seung Hee.

O jovem sultão, Shahryar, chama uma jovem mulher virgem de seu harem a cada noite para dividir a cama com ele. Após passar a noite com ela, o sultão a executa na manhã seguinte. Todos que habitam aquele lugar temem pela vida de suas filhas e irmãs. Dunya, a irmã de Sehara, um comerciante e tradutor de diferentes idiomas, é chamada para ser a acompanhante do sultão naquela noite, mas Sehara resolve assumir seu lugar para evitar que sua irmã seja morta. Assim, ele conta uma história para o sultão, tentando convencê-lo a poupar a vida de sua irmã. Por mais que Shahryar resista, a história o faz refletir e ele não só poupa a vida de Sehara como o transforma em seu bardo real, para seguir lhe contando histórias.

As histórias que Sehara conta são interessantíssimas. A primeira, por exemplo, é sobre uma princesa chinesa que desafia seus pretendentes com enigmas, para evitar de se casar, e sobre um príncipe que, desesperado para salvar seu reino, decide desafiar a princesa. Algumas das histórias de Sehara são baseadas em fatos históricos, como quando ele conta a história de Cleópatra ou de Sócrates e Alcibíades. Outras se baseiam em lendas, como a do lenhador e do "anjo" que ele aprisionou ou a dos deuses hindu Shiva e Kama, com algumas modificações e reimaginações.

Apesar de as lendas e histórias tomarem boa parte do mangá e, na minha opinião, serem uma das partes mais interessantes, a história do sultão e de seu bardo real também são muito legais de ler. É bonito como o relacionamento deles progride lentamente, e como a relação que os dois estabelecem se baseia em confiança. Sehara consegue explorar e compreender os traumas de Shehryar que causaram seu comportamento violento, através da figura de sua mãe e de seu grande amor, Fatima. 

  

Esse manhwa é um pacote completo: histórico, dramático, cômico, romântico... Há tanto relacionamentos "yaoi" como heterossexuais na história, o que é sempre interessante de se ver. Além disso, as ilustrações são muuuito lindas. Para mim, a arte estava especialmente bonita na história de Cleópatra. Vou dar nota "9". É engraçado que na primeira vez que eu li esse manhwa há alguns anos o meu inglês era muito pior que hoje em dia e eu não entendi o final, sendo que, por isso, não gostei do fim. Mas agora que eu reli, acho que consegui entender e interpretar melhor o final e posso dizer que gostei bastante!

A editora Yen Press publicou os 11 volumes em inglês há vários anos, por isso é fácil de achar as scans por aí.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Revendo Resenhas / Atualizações

Gente, uma coisa que eu nem percebi! O blog fez dois anos no dia 25 de janeiro! Nunca imaginei que conseguiria manter um blog por tanto tempo... Bem, tive alguns tropeços pelo caminho e alguns meses sem atualização, mas cá estamos! Meta para esse ano? Ahn, atualizar com a frequência que estou tentando manter e, se eu tiver saco e descobrir como, mudar o template do blog para algo mais relacionado a quadrinhos. Vamos ver como vai ser!

Watashi ga Motete Dousu n da: Wooooow! Agora que o circo vai pegar fogo!! Infelizmente, acho que esse mangá deve estar se encaminhando para o fim, em função de desenvolvimentos recentes. Mas espero que não termine, pois é uma história muito divertida.

Ten Count: E aqui as coisas também estão se encaminhando para uma resolução. Ou, pelo menos, para uma explicação. Nesse último capítulo, Takarai Rihito começa a nos mostrar uma situação traumática no passado que pode estar relacionada a misofobia de Shirotani. Sigo impressionado pelo quanto a autora deve ter pesquisado para escrever esse mangá, pois a explicação que ela está insinuando (apesar de talvez ser meio simplista) faz muito sentido. Fun fact: eu estava fazendo propaganda desse mangá para minha ex-R2 (i.e residente veterana) e depois lembrei que tinha cenas de sexo bem explícitas... E que o grupo gringo está descensurando... Faz algum tempo que eu não falo com ela e estou com medo de saber se ela chegou a procurar esse mangá ou não... 

Blue Sky Complex e Colorful Line: ambos chegaram ao fim. Por um lado, fico feliz de saber a conclusão dessas histórias. Ao mesmo tempo, entretanto, um pouco triste. Especialmente em relação a Blue Sky Complex, que eu achei que iria estender, por pelo menos mais um volume, sua história. Mas não estou reclamando. O final de ambos os mangás foi satisfatório, especialmente o de Blue Sky Complex.

Magi - Sinbad no Bouken tem beirado o absurdo ultimamente, mas eu estou gostando muito da leitura, pois está sendo explicado não somente como Sinbad conheceu seus generais, mas também sobre os países e culturas diferentes que ele visitou e que lhe ajudaram a formar seu próprio país, Sindria. Confesso que estou realmente gostando mais da leitura desse mangá aqui do que do próprio Magi. 

Uma notícia excelente que eu nem imaginava: Yu Yu Hakusho está sendo publicado no Brasil novamente!!! Dessa vez, numa edição bonitinha e nada de meio-tanko. Fico feliz por isso, pois eu colecionei a edição antiga e as páginas de várias edições estavam caindo. Além disso, nunca consegui comprar as edições 3, 4, 10 e 27, porque a distribuição de mangás era horrível naquela época e não existiam lojas especializadas em Porto Alegre. Minha única crítica quanto ao relançamento é que eles optaram por escrever "Raygun" ao invés de "Leigan". Sim, eu sei que "raygun" é o certo e que "leigan" deriva da pronúncia japonesa de "raygun". Mas eu cresci escutando e lendo "leigan", então a nova versão me incomoda. Mas enfim! Junto com Sakura Card Captors e Rurouni Kenshin, outros dois sucessos clássicos que estão sendo republicados, Yu Yu Hakusho pode ser adquirido nas bancas e tal.


Bem... É isso. Eu estava na dúvida se valia a pena fazer esse post ou não, por achá-lo meio irrelevante, mas... Meh, o blog é meu e eu tenho de aprender a ser menos obsessivo e restritivo com o que posto nele ou não.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

The Conductor

Esse mangá tem The Conductor como seu título original, mas acho que é mais conhecido por O Maestro aqui no Brasil. Foi uma recomendação da Naelyan, e recentemente eu comprei o quarto volume e terminei de ler. Originalmente é uma novel escrita por Kaminaga Manabu, mas irei falar sobre a versão em mangá ilustrada por Nokiya.

Kuchiki Naomi é uma flautista que está tendo pesadelos todas as noites e que busca um psicólogo, Matsuzaki, em função disso. Ela sempre sonha o mesmo cenário e também acaba percebendo inconsistências em sua memória e fenômenos estranhos em sua casa. Ishikura Tsuyoshi é um inspetor da polícia e descobre um corpo mumificado sem cabeça num apartamento vazio segurando uma fotografia com seis pessoas. Uma delas é Kuchiki, que possui a mesma fotografia, com um detalhe importante: ela reconhece quatro das pessoas, mas a quinta está com seu rosto riscado. Ao tentar descobrir quem é essa pessoa, os motivos de seu sonho e as memórias que esqueceu, ela acaba tendo de enfrentar seus próprios amigos e lembranças trágicas do passado.

As outras pessoas na fotografia são Yuuki Yasufumi, o maestro da orquestra; Tamaki Kazuo, o pianista; e Maya Akiho, a violinista. Os três foram colegas de Kuchiki na faculdade de música e mostram que há um grande conflito entre eles. Maya foi namorada de Yuuki na faculdade, mas agora está prestes a se casar com Tamaki. O retorno de Yuuki para o Japão acaba tumultuando a relação desses três e praticamente enlouquece Tamaki em função de ciúmes. Tamaki é contatado por Kojima Keisuke, um jornalista, que diz que Yuuki está envolvido em um assassinato na Alemanha e que Maya pode ser seu próximo alvo. Com isso, a história começa a se movimentar e uma rede de mentiras que perdurou cinco anos começa a ser desvendada.

Gente! Que! Mangá! Foda! A trama foi muito bem elaborada pelo autor. Quando eu cheguei ao final, e à grande revelação, fiquei de queixo caído. Depois, escolhendo as imagens para esse post, acabei vendo várias pistas que eu nem percebi na primeira vez que li. Muito bom! Acho que essas histórias em que há várias pessoas envolvidas com um mistério e que aos poucos as mentiras começam a se tornar aparentes são muito interessantes. Eu lembrei de How to get away with murder, porque nesse mangá, assim como na série, todo mundo é um mentiroso horrível. Fascinante!

  

Eu não fui dos maiores fãs da arte, mas acho que é eficiente, sobretudo em relação à expressão emocional dos personagens e às cenas mais macabras. Acho que o mistério funciona muito bem e a história é instigante, sendo que o final é agradável. Não acho que é dos mais previsíveis, porque alguns pontos me pegaram de surpresa. Até o título só foi fazer sentido para mim no último capítulo. Vou dar nota "9" e recomendo que adquiram esse mangá se puderem, já que é uma leitura agradável e curtinha.

Esse mangá foi publicado no Brasil pela editora Panini, sob o título O Maestro.