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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Oneshot: Boku wa Anata ni Koi wo Suru

Outra oneshot, dessa vez por uma das minhas autoras favoritas, Ichikawa Kei. Essa aqui faz parte de uma antologia temática (o tema é ser uma história pervertida, diga-se de passagem), mas como as outras histórias ainda não estão disponíveis por aí, vou falar só de Boku wa Anata ni Koi wo Suru.

Masaki está começando um novo emprego numa companhia que desenvolve softwares, depois de deixar seu emprego anterior em que trabalhava com vendas. Kurokawa é o responsável pelo treinamento dele na nova companhia e é uma pessoa muito exigente. Apesar disso, os dois se dão bem, mesmo que Kurokawa viva gritando com Masaki e exija mil coisas dele. Kurokawa inclusive escolhe Masaki para vir junto com ele e outros funcionários numa reunião importante em outra empresa. Masaki se mostra hesitante em relação a ir a essa empresa e revela para Kurokawa que era lá que ele trabalhava antes, bem como acaba revelando mais coisas ainda sobre si mesmo.

Acho que é outra daquelas histórias que eu só gostei tanto em função da autora que a escreveu. Foi interessante ver a Ichikawa Kei desenhando uma história mais pervertida, porque as outras histórias dela (excetuando doujinshi) são bem light. Achei que os dois personagens dessa história foram agradáveis, sendo que o Kurokawa foi especialmente interessante.

  

Creio que esse tempo sem escrever nada e sem ler mangá me deixou fora de prática. O que mais eu posso dizer de uma história tão curtinha? É bonitinha, mas não é particularmente original ou interessante. Como um fã de carteirinha da Ichikawa Kei, eu gostei e vou dar "7", mas só porque eu estou mais enviesado que o normal hoje.

A tradução em inglês foi feita pelo MoixRyu Scanlations em parceria com o Must Be Endless. Essa história fez parte do primeiro volume da antologia Erotoro.

Obs.: O Faust escreveu essa postagem em maio/junho.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Revendo Resenhas / Atualizações

Gente, uma coisa que eu nem percebi! O blog fez dois anos no dia 25 de janeiro! Nunca imaginei que conseguiria manter um blog por tanto tempo... Bem, tive alguns tropeços pelo caminho e alguns meses sem atualização, mas cá estamos! Meta para esse ano? Ahn, atualizar com a frequência que estou tentando manter e, se eu tiver saco e descobrir como, mudar o template do blog para algo mais relacionado a quadrinhos. Vamos ver como vai ser!

Watashi ga Motete Dousu n da: Wooooow! Agora que o circo vai pegar fogo!! Infelizmente, acho que esse mangá deve estar se encaminhando para o fim, em função de desenvolvimentos recentes. Mas espero que não termine, pois é uma história muito divertida.

Ten Count: E aqui as coisas também estão se encaminhando para uma resolução. Ou, pelo menos, para uma explicação. Nesse último capítulo, Takarai Rihito começa a nos mostrar uma situação traumática no passado que pode estar relacionada a misofobia de Shirotani. Sigo impressionado pelo quanto a autora deve ter pesquisado para escrever esse mangá, pois a explicação que ela está insinuando (apesar de talvez ser meio simplista) faz muito sentido. Fun fact: eu estava fazendo propaganda desse mangá para minha ex-R2 (i.e residente veterana) e depois lembrei que tinha cenas de sexo bem explícitas... E que o grupo gringo está descensurando... Faz algum tempo que eu não falo com ela e estou com medo de saber se ela chegou a procurar esse mangá ou não... 

Blue Sky Complex e Colorful Line: ambos chegaram ao fim. Por um lado, fico feliz de saber a conclusão dessas histórias. Ao mesmo tempo, entretanto, um pouco triste. Especialmente em relação a Blue Sky Complex, que eu achei que iria estender, por pelo menos mais um volume, sua história. Mas não estou reclamando. O final de ambos os mangás foi satisfatório, especialmente o de Blue Sky Complex.

Magi - Sinbad no Bouken tem beirado o absurdo ultimamente, mas eu estou gostando muito da leitura, pois está sendo explicado não somente como Sinbad conheceu seus generais, mas também sobre os países e culturas diferentes que ele visitou e que lhe ajudaram a formar seu próprio país, Sindria. Confesso que estou realmente gostando mais da leitura desse mangá aqui do que do próprio Magi. 

Uma notícia excelente que eu nem imaginava: Yu Yu Hakusho está sendo publicado no Brasil novamente!!! Dessa vez, numa edição bonitinha e nada de meio-tanko. Fico feliz por isso, pois eu colecionei a edição antiga e as páginas de várias edições estavam caindo. Além disso, nunca consegui comprar as edições 3, 4, 10 e 27, porque a distribuição de mangás era horrível naquela época e não existiam lojas especializadas em Porto Alegre. Minha única crítica quanto ao relançamento é que eles optaram por escrever "Raygun" ao invés de "Leigan". Sim, eu sei que "raygun" é o certo e que "leigan" deriva da pronúncia japonesa de "raygun". Mas eu cresci escutando e lendo "leigan", então a nova versão me incomoda. Mas enfim! Junto com Sakura Card Captors e Rurouni Kenshin, outros dois sucessos clássicos que estão sendo republicados, Yu Yu Hakusho pode ser adquirido nas bancas e tal.


Bem... É isso. Eu estava na dúvida se valia a pena fazer esse post ou não, por achá-lo meio irrelevante, mas... Meh, o blog é meu e eu tenho de aprender a ser menos obsessivo e restritivo com o que posto nele ou não.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Colorful Line

Como assim eu não falei ainda de Colorful Line?! Eu podia jurar que tinha feito um post de "primeiro capítulo" lá em agosto sobre esse mangá! Que estranho! Bem, não é novidade nem segredo o quanto eu adoro a Ichikawa Kei. Ela se supera mais a cada mangá que publica, e esse é outro excelente trabalho dela.

Nesse mangá, Shousuke sempre acaba consolando seu melhor amigo, Tomoki, quando ele termina um relacionamento, o que acontece com frequência. Tomoki se apaixona rápido e intensamente pelas garotas com que sai, mas sempre acaba sendo deixado por elas. Num dia em que essa situação está se repetindo (ou seja, Tomoki choramingando e Shousuke lhe oferecendo um ombro amigo), Shousuke, não aguentando mais guardar seus sentimentos só para si, acaba perguntando "quem você ama mais: eu ou a sua ex?" e beijando Tomoki.

A partir da confissão, Tomoki começa a dizer que está apaixonado por Shousuke, que tem dificuldades em acreditar nesses sentimentos, pois, afinal, ele viu seu amigo se apaixonar instantaneamente por quem se declara para ele e ser rejeitado por várias namoradas desde que o conhece. Assim, Tomoki decide que fará de tudo para provar para Shousuke, uma pessoa negativa e desesperançosa em relação ao amor, o quanto seus sentimentos por ele são verdadeiros.

Gostei muito da caracterização dos personagens, sendo que o Tomoki me lembra o Ino de Slow Starter e o Shousuke lembra um dos personagens de Kocchimuite Waratte. Não que isso seja um problema. Aliás, é interessante ver como a arte da autora evoluiu desde Slow Starter! Está cada vez mais bonita e refinada.

   

A premissa básica do mangá é interessante e os personagens são carismáticos. Conhecendo o histórico dessa autora em fazer coisas boas, tenho certeza que o desenvolvimento da história será muito interessante. Até o momento, estou me divertindo muito com a leitura, que é leve, engraçada e divertida, apesar de possuir alguns momentos mais sérios. Vou dar nota "9" e aguardo ansiosamente os próximos capítulos!

Eu traduzi o primeiro capítulo para o português e está em vias de ser lançado pelo BL Scanlations. Já em inglês, a tradução é dos grupos Canis Major Scanlations e Moi-xRyu Scanlations.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Blue Sky Complex

A Ichikawa Kei está se tornando uma das minhas autoras favoritas atualmente! É que os trabalhos dela são tão, tão bons! Acho que Blue Sky Complex é a série mais recente dela, com poucos capítulos publicados, e é muito boa!

A primeira impressão de Narasaki Motochika, um excelente aluno, em relação a Terashima Natsuki, um notório delinquente da escola, foi "eu acho que não me daria bem com esse cara". Um professor, entretanto, convence Narasaki a ficar de recepcionista na biblioteca até as férias começarem e sua principal função é supervisionar Terashima que também estará lá. Para a surpresa dele, os dias são quietos, com Terashima lendo em silêncio o tempo todo. Isso faz com que Narasaki se interesse mais pelo outro e os livros que ele lê. Poucas conversas acabam se tornando mais longas e os dois até estudam juntos. 

Com a chegada das férias, Narasaki sente falta dos dias quietos na biblioteca. Casualmente, ele se encontra com Terashima e fica surpreso por ser repentinamente beijado por ele. O leitor tem acesso, então, a capítulos na perspectiva de Natsuki, em que ficamos sabendo que já há algum tempo ele percebeu que é homossexual e que está interessado por Narasaki. 

Ela é uma dessas autoras que é difícil apontar para um aspecto específico da história e dizer que gostei. Eu gostei do conjunto da história, da atmosfera que ela criou, dos dois personagens e o modo que eles interagem. Com poucas palavras e ações, ela compõe cenas bonitas e sensíveis.

  

Eu cada vez gosto mais da arte dessa autora. É muito legal ver o quanto ela evoluiu desde os doujins de Gintama! A arte dela é muito agradável e expressiva, conseguindo ilustrar dois personagens tão diferentes um do outro. Eu estou muito curioso para ver como essa história vai se desenvolver, porque a cada capítulo a história fica melhor (e esse último que traduziram acabou com um cliff-hanger que está me matando!!!). Vou dar nota "9" e recomendo aos que gostaram de trabalhos como Seven Days e Slow Starter. 

A tradução em inglês é feita pelo Moi-xRyu.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Primeiro capítulo: Kocchi Muite Waratte

Lentamente, a Ichikawa Kei está se tornando uma das minhas autoras favoritas... Os mangás e doujinshis dela são simplesmente ótimos! Kocchi Muite Waratte me lembrou muito de Samejima-kun to Sasahara-kun em seu primeiro capítulo, apesar de as duas séries terem atmosferas diferentes.

Assim como no meu mangá favorito, Kocchi Muite Waratte começa com uma declaração de amor entre dois colegas de trabalho: Kakei confessa seus sentimentos por Asano. Asano é pego de surpresa, pois Kakei é um cara anti-social, que não fala muito e raramente interage com Asano. Por isso, Asano fica cheio de questões: "por que eu? Por que ele gosta de mim? Por que ele só disse aquilo e não tentou mais nada? Será que ele está tirando com a minha cara?".

Ainda assim, ele tenta se aproximar de Kakei e conhecê-lo melhor, para entender de onde esses sentimentos vêm, sendo que o primeiro capítulo encerra com Asano achando graça e se divertindo com o quanto Kakei pode ficar sem jeito (afinal, ele também foi pego de surpresa, pela forma despreocupada e casual que Asano agiu mesmo após a declaração). 

Similar a Samejima-kun to Sasahara-kun, mas suficientemente diferente. Gostei muito dos dois personagens e aguardo ansiosamente para ver como a história deles irá se desenrolar. É incrível como a arte da Ichikawa Kei melhora de mangá a mangá dela. 

  

Não há dúvidas de que eu vou continuar acompanhando esse mangá (espero que os scanlators não desistam dele, pois, como ele é uma publicação da Libre, sempre ficam receosos). Também foi interessante ler um mangá em que a Ichikawa Kei não está contando a história de dois estudantes, já que essa costuma ser a ambientação dos trabalhos dela. Vou dar nota "9" por enquanto e ver como as coisas continuam!

Tradução em inglês feita pelo Indigo Scans. 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Slow Starter

Sempre quando pego um mangá cujo título original é em outra língua que não japonês, fico me perguntando por que diabos a autora o escolheu. No caso de Slow Starter, o título é perfeito e combina perfeitamente com a história. Se foi premeditado ou não (as autoras costumam escolher títulos tão aleatórios para seus mangás), mas Ichikawa Kei acertou em cheio com essa.

Então, como o título indica, esse é um romance de progressão lenta e que tem um início tardio. Achei fantástica a atmosfera tranquila que a autora conseguiu criar nessa história, que se passa, na maior parte, dentro de um trem. Kiyo e Ino são dois rapazes que pegam o mesmo trem para ir para a escola, mas estudam em escolas diferentes. Conforme o tempo passa, todos os dias se vendo dentro do trem, eles começam a perceber mais a presença um do outro, sem nunca se falarem. Certo dia Kiyo adormece no trem e quem o acorda, para avisar que perdeu sua estação, é Ino. Desse momento em diante, começam a se falar sempre e se tornam bons amigos, ambos começando a apreciarem mais e mais esses momentos juntos no trem.

Como se conheceram em um trem e não são colegas, durante vários momentos os dois rapazes se perguntam que liberdades podem tomar e o que é cabível dizer ao outro. Os sentimentos afloram lentamente, fazendo com que fiquem mais ansiosos por se verem e mais decepcionados quando não se encontram no trem. Essa história é muito singela e delicada, sendo que o capítulo extra, que os mostra algum tempo após o colegial, encerra com chave de ouro a história. A minha parte favorita nessa história é quando há a declaração de amor. Em mangás, as declarações de amor podem ser desesperadas, fofas, românicas, tristes... Essa é simplesmente desajeitada! É tão desajeitada que se torna adorável. Os diálogos desse mangá, de um modo geral, são excelentes. 

  

Não que seja parecida em enredo, mas essa história lembra um pouco a atmosfera criada por Takarai Rihito e Tachibana Venio em "Seven Days". Essa sensação sutil, lenta e real. É interessante como os dois protagonistas passam a maior parte da história sem interagir diretamente um com o outro, apenas trocando olhares, e, mesmo quando interagem, não entendem a dimensão de seus sentimentos um pelo outro até o tempo ir passando. Nota "9" para Ichikawa Kei, que conseguiu dar um tom melancólico a esse mangá sem deixá-lo exageradamente dramático. 

Quem o traduziu para o inglês recentemente foi o grupo Moi-xRyu Scanlations. Esse mangá também está na lista de projetos futuros do BL Scanlations.