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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Rules (e seus doujinshi)

Finalizando esse universo de histórias, hoje vou falar sobre Rules, que é a "história principal" por assim dizer. Naturalmente, é mais um trabalho da Miyamoto Kano, e, felizmente, dessa vez, ela escreveu poucos doujinshi!

No primeiro volume, Konoe Yukio, logo apelidado de Yuki, é um estudante do colegial que está apaixonado por seu melhor amigo, Suzuki Atori. Os dois se conheceram e se tornaram amigos através de seu passatempo em comum: escrever histórias. Yuki sabe que Atori não tem interesse por homens e, por isso, não tenta confessar seus sentimentos a ele. Um dia, Yuki vai até o distrito famoso por seus bares gays e conhece Taira Hikaru, passando a noite com ele. Na escola, ele acaba admitindo para Atori e seus amigos que é gay e mente estar namorando Hikaru. Atori aceita bem a revelação de Yuki e oferece apoio. Entretanto, Yuki, em outro momento, acaba admitindo para Atori que, na verdade, é apaixonado por ele e que está com Hikaru em um relacionamento puramente sexual. Achei interessante como o Atori achou mais problemático o fato de Yuki estar num relacionamento casual do que estar apaixonado por ele...

De qualquer forma, essa confissão nos encaminha para o próximo volume, que tem Atori em mais destaque. Ele, a partir da confissão de Yuki e de comentários de Hikaru, fica confuso a respeito de sua sexualidade. Assim, ele entra em contato com Shinomiya Tooru, que Hikaru lhe apresenta, para conversar sobre isso. A conversa acaba levando a uma noite juntos, e essa noite acaba se estendendo em um relacionamento estranho. O doujinshi If Winter Comes, Can Spring Be Far Behind? acontece simultaneamente ao segundo volume de Rules, falando sobre os sentimentos atuais e passados de Hikaru em relação a Hitomi (de Hydra) e a Yuki.

No terceiro volume, conforme o relacionamento dos dois se torna mais profundo, Atori tem dificuldades em lidar com o fato de Tooru trabalhar como um prostituto, mas, na verdade, o que mais lhe preocupa é que Tooru foi apaixonado por um senpai seu que faleceu (conforme é detalhado em Lovers and Souls). As dificuldades de relacionamento dos dois também são abordadas em Song Birds, um doujinshi que se passa imediatamente antes do final do terceiro volume. No doujinshi Another Day on the Planet, que é bem maluco, se toca num assunto interessante: o fato da primeira e única experiência amorosa e sexual do Yuki ser com o Hikaru, então nesse doujinshi ele, por estar se sentindo abandonado por Hikaru, acaba se envolvendo com um colega, Akino. Já em Double Trouble, Yuki suspeita que tenha sido traído por Hikaru e busca a ajuda de Atori para descobrir se Hikaru realmente gosta dele. Por fim, há uma novel curtinha sobre Atori e Tooru chamada Rules - Another Story. 

  

Quanto ao doujinshi Dreamers High, ouvi dizer que ele é considerado parte de Rules, mas algumas pessoas que o leram dizem que ele aborda uma história totalmente diferente. De qualquer forma, não está disponível na internet. O doujinshi Overload também não está, mas porque a autora o publicou originalmente em inglês, então nenhum grupo quis traduzí-lo. Por isso, não pude ler essas duas histórias. Overload se passa entre os doujinshi comentados acima e a nova história Rules - 2nd Season, que começou a ser traduzida muito recentemente. 

Rules, assim como outros trabalhos dessa autora, é uma leitura muito interessante por não abusar dos clichês dos mangás yaoi. Sim, menino apaixonado pelo amigo procurar relacionamento com outro cara é comum. Ou personagem sofrendo em função do passado de seu amado também é bem comum. A questão aqui é a execução. A forma que a autora narra a história, bem como os personagens que ela estabelece, se diferenciam do que se vê por aí, tornando essa leitura muito refrescante. Como a autora já estabeleceu e desenvolveu muito bem os personagens do Hikaru e do Tooru, as ações e atitudes de ambos faziam muito sentido na história. Nós, os leitores, sabíamos de acontecimentos nas trajetórias deles (Hikaru e seu romance fracassado com Hitomi, que, assim como Yuki, estava apaixonado por outro cara e só ficou com Hikaru para esquecê-lo, por exemplo) que os demais personagens não imaginavam, então é uma experiência interessante ler Rules na ordem certa, para conhecer bem as personagens que habitam a história.

Entretanto, isso não significa que os personagens Yuki e Atori sejam fracos. Pessoalmente, não curti muito o Yuki, mas acho que as ações dele fazem sentido dentro da caracterização que recebeu e acho que ele é mais complexo do que aparenta a primeira vista. O Atori foi interessante, porque, apesar de ser considerado "não muito inteligente", ele é o tipo de personagem que pensa demais. Por causa disso, ele, às vezes, surpreendia com as coisas que dizia e ações que tomava. Com certeza, um personagem interessante. 

  

Ok, já escrevi demais. Rules é uma leitura interessante. Até acho que é possível ler essa história sem ter lido Hydra ou Lovers and Souls, mas a história e seus personagens se tornam mais ricos se o leitor já os tiver conhecido nesses trabalhos anteriores. A arte, como eu já disse, é bonita, realista e expressiva. Algo que eu não lembro se apontei em Hydra, mas como a história se passa ao longo de meses (e, em Hydra, de anos), as aparências dos personagens mudam. Os cabelos crescem, são cortados, são tingidos, piercings e tatuagens são feitos, etc. Vou atribuir nota "10" a Rules, porque acho que é, de forma geral, um trabalho excelente e diferente do que se encontra no geral. Vale a pena ler só para conhecer uma história que destoa dos clichês que se espera.

A tradução em inglês de Rules e seus doujinshi foi feita pelo Liquid Passion.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Lovers and Souls

Esqueci que antes de chegar em Rules propriamente dito temos de passar por Lovers and Souls! Apesar de ter sido o primeiro trabalho de Miyamoto Kano, com certeza é um dos meus favoritos. A história que dá nome ao título é incrivelmente bem construída e de partir o coração.

Assim, Lovers and Souls é o título da primeira história desse volume. Nela, Shinomiya Tooru é um estudante de artes muito conhecido por ser bonito e indiferente. Ele concorda em ser um modelo para Matsuoka Satoshi, um estudante de fotografia, em troca de dinheiro. Satoshi lhe oferece dinheiro extra se ele concordar em transar com ele, o que Tooru, que é indiferente também em relação a como seu corpo seja usado, aceita. Isso faz com que ele acabe também trabalhando em um bordel masculino, onde conhece Taira Hikaru (que, novamente, é o melhor amigo que se pode ter). Gradualmente, entretanto, Tooru começa a se interessar mais por Satoshi e a perguntar mais sobre ele, ao ponto que não precisa mais ser pago para encontrá-lo. Tooru é um personagem que diz não entender o que é amor e nunca ter se apaixonado antes. Infelizmente, nessa história, ele acaba aprendendo o que é amar alguém de uma forma bastante triste e comovente. Fazia tempo que uma história não me comovia tanto. Esse capítulo é muito bonito e bem escrito e só isso já vale a leitura.

Fragile (doujinshi de Rules)
Interrompemos nosso comentário habitual sobre o mangá para falar sobre Fragile, que é um doujinshi de Rules que se passa entre o primeiro e o segundo capítulo desse mangá. Nele, vemos que Tooru está num relacionamento sexual com Shige e que ainda está lidando com seus sentimentos em relação a Satoshi.

De volta ao mangá: o próximo capítulo, Vanity, dá continuidade à história de Tooru, que segue sofrendo por Satoshi não estar mais com ele. Assim, ele dá em cima de Hikaru por achá-lo parecido com Satoshi. Mais uma vez: o Hikaru é o personagem mais legal (no sentido de "boa pessoa") dessa série, pois ele ajuda Tooru a expressar melhor seus sentimentos pelo Satoshi e o encoraja a tentar ser feliz de novo. Acho que o que Tooru diz sobre si mesmo explica bem a sensação desse capítulo, bem como do doujin que o antecede: "eu pareço ser o único que foi deixado para trás, imóvel, enquanto o mundo continua a girar para todos os outros". O capítulo Sleeping Beauty demonstra os sentimentos de Satoshi por Tooru em acontecimentos antes da história contada em Lovers and Souls.

Agora, que eu saiba, esses dois próximos capítulos não tem nada a ver com Rules, mas já que estamos aqui, vamos falar sobre eles. No último ano de escola, Nozaki Akihiko admite para seu melhor amigo, Kai Masami, que ele é gay e que está num relacionamento com um cara mais velho. Os dois seguem sua amizade como sempre, mas Kai fica muito curioso em relação a Nozaki e começa a vê-lo de forma diferente. Os dois iniciam um relacionamento após Nozaki terminar com seu namorado e, apesar de estarem felizes juntos, isso acaba causando preocupações para ambos. Nozaki não tem certeza se pode, realmente, confiar nos sentimentos de Kai e se entregar ao relacionamento. Em contrapartida, Kai tem ciúmes do ex-namorado de Nozaki. Apesar de bem menos profundos ou dramáticos que a história principal, esses dois capítulos contam de forma eficiente uma história que, mesmo clichê, foi bem conduzida pela autora. Ambos os personagens são verossímeis e interessantes. Acho que o segundo capítulo, em que temos acesso aos pensamentos de Nozaki sobre a situação, torna a história ainda mais legal, porque da forma que o primeiro capítulo encerrou poderia dar a impressão que os personagens estavam justo apenas por "pena" ou "solidão".

  

Acho que mesmo para quem não quiser mergulhar nos universos (seja Hydra, Rules ou Calling) da Miyamoto Kano, Lovers and Souls é uma boa leitura, pois funciona bem independente das demais histórias da série. Em Rules, teremos continuidade à história de Tooru, o que eu acho muito positivo, pois quero que "o mundo volte a girar" e que ele consiga seguir em frente. A outra história que faz parte desse volume é menos complexa, mas ainda assim é uma leitura divertida e agradável. Não preciso elogiar a arte da Miyamoto Kano, porque é evidente que é muito bonita e real. Vou dar nota "10" para Lovers and Souls.

Tradução em inglês foi feita pelo Liquid Passion, é claro.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Hydra (e seus doujinshi)

Eu acabei demorando mais que gostaria para ler esse mangá... É que é tão chato ir catando os doujinshi... Vou fazer esse post numa estrutura diferente da que eu normalmente uso nesse blog (minha personalidade obsessiva me faz sofrer por isso, mas é que não tem outro jeito), para poder comentar e listar todos os doujinshi que fazem parte da linha do tempo de Hydra. Obviamente, todos esses doujinshi são de autoria da Miyamoto Kano.

Kiss (doujinshi de Hydra)
Cronologicamente, essa história dá continuidade ao que já foi apresentando em Please. Temos Utsumi Ryuu alguns anos mais tarde e em outra escola, prestes a ser transferido novamente. Seu colega, Sakai, acaba declarando seus sentimentos para Ryuu, quando fica sabendo da transferência, e recebe um beijo como despedida.

Kiss After (doujinshi de Hydra)
Obviamente, segue o que foi começado em Kiss: Sakai, não satisfeito com como as coisas terminaram com Ryuu, o procura em sua casa para conversar melhor sobre isso. Nessa história que Ryuu menciona ter acabado de fazer a tatuagem que tem uma importância em Hydra.

Skies (doujinshi de Hydra)
Aqui, um conflito que permeia os primeiros capítulos de Hydra começa a ser explicado: Itou Yuuji, o líder de um grupo, pega uma implicância por Ryuu e resolve ensinar uma lição a ele. Taira Hikaru é um amigo de infância de Itou e, apesar de não estar interessado em brigar com Ryuu, é quem escuta sobre ele ter um segredo (lembram? Ele é o responsável pela morte de outra pessoa, conforme é abordado em Please).

  

Hydra volumes 1 até 8
Finalmente, vamos começar a falar de Hydra per se. Hitomi Naoyuki volta para a escola depois de ter passado algum tempo afastado, em função de um acidente de motocicleta. Nesse meio tempo, Utsumi se transferiu para a escola (conforme é mostrado em Skies) e, por isso, Hitomi não o conhecia. Ele fica curioso por Ryuu ter essa "aura" estranha a seu redor, bem como boatos de que ele derrotou a gangue do Itou sozinho e que tem uma tatuagem de yakuza nas costas. Com a motivação inicial de querer ver e desenhar a tatuagem que Ryuu tem nas costas, Hitomi começa a se aproximar de Ryuu e a fazer amizade com ele. Tudo vai muito bem, até que na escola começam os boatos sobre Ryuu ter matado uma pessoa. Apesar de Ryuu ser estigmatizado e excluído na escola, Hitomi e Satou Sumika, uma menina que ele conheceu ainda em Skies, seguem sendo seus amigos e Taira também começa a sair com eles. Isso só serve pra irritar mais Itou, que está determinado a infernizar Ryuu e até seus amigos para atingí-lo. Ele acaba machucando Satou, que deixa o grupo para ir morar com sua família nos Estados Unidos. Os outros três rapazes seguem suas vidas e começam um estranho triangulo amoroso: Ryuu gosta de Hitomi, mas já decidiu, em função da culpa que sente, que jamais irá amar alguém; Hitomi também gosta de Ryuu, mas acaba se envolvendo com Taira por ter seus sentimentos rejeitados; e Taira acaba gostando mais e mais de Hitomi, apesar de saber dos sentimentos dele por Ryuu. Taira e Hitomi iniciam um relacionamento sexual, e Ryuu se distancia cada vez mais deles.

Blue Film First (doujinshi de Hydra)
Um doujin bem curtinho... Serve - além de ser bem pervertido para os padrões da autora - para ilustrar a confusão nos sentimentos do Hitomi, que gosta do Ryuu, mas o vê como alguém inalcançável e se culpa por estar num relacionamento sexual com Taira.

Hydra volume 9
Não tem como explicar esse volume além de dizer que é onde os personagens resolvem, finalmente, encarar seus próprios sentimentos e falar. 

Heavenly (doujinshi de Hydra)
E essa história se passa nos tempos de colégio, sendo que o Taira percebe que seus sentimentos por Hitomi são mais duradouros que ele inicialmente imaginou.

  

Hydra volumes 10 e 11
E aqui as coisas ficam tensas pra caramba! Interessante como a autora construiu a história de um jeito que um personagem que eu já tinha esquecido que existia aparece e se torna relevante novamente. De certa forma, era esperado, mas a forma que a história se desenvolveu me pegou de surpresa. Esses dois últimos volumes foram muito comoventes. Lá pela metade do volume 11, eu achei que a história estava se encaminhando para um final melancólico e triste, mas esse não foi o caso. Felizmente, a história do Taira (que agora passará a ser chamado de Hikaru) terá continuidade nos próximos volumes da série.

The Days Before (doujinshi de Hydra)
Nesse epílogo, temos a visão do Ryuu sobre os momentos que antecedem o final de Hydra. Ele também conversa com Tomo, um estudante do ginasial, sobre ser gay e sobre encarar seus sentimentos. 

Real Thing (doujinshi de Rules)
Nessa história, Taira começa um relacionamento com um veterano da universidade, Kagami. E é mais uma história da série "Taira só tem azar no romance"! Estou muito curioso pra ver como as coisas vão se desenrolar em Rules, porque eu estou com muita pena dele. Cronologicamente, na real, eu acho que essa história se passa na metade do volume 11...

Hello Again (doujinshi de Rules)
...E essa também, com certeza se passa antes do final de Hydra, durante o volume 11. E também faz parte da série "Taira só tem azar no romance". Não tem muito enredo acontecendo, apenas serve pra reiterar os sentimentos de Taira e Hitomi. E propiciar um pouco de eye candy, é claro.

Ufa! Acho que esse post só não é mais longo do que os meus mimimis falando de um mangá da Takanga Hinako e de outro da Takarai Rihito. Entretanto, não tinha como falar de Hydra sem fazer uma postagem longa. Espero que eu tenha conseguido expressar o quanto essa série é complexa. Todos os personagens são humanos. Nenhum deles soa como uma caricatura ou como uma personagem plana. Justo o oposto: todos tem múltiplas nuances. O Taira que era um personagem tão desinteressante nos primeiros capítulos que ele apareceu acabou progressivamente se tornando meu personagem favorito dessa história. Estou curioso para vê-lo em Rules.

  

Acho que por ter lido uma quantidade significativa de mangá, e especificamente de mangá BL, eu posso afirmar com certeza: Hydra é um trabalho muito especial nesse universo de zilhões de mangás clichês. Poucas histórias são tão complexas como essa e não por uma questão de ter trama complicada. Na verdade, a história de Hydra é muito simples: é uma história de amor. Era para ser simples, mas as questões mais humanas e profundas acabam complicando um enredo que, nas mãos de outra autora, poderia ser simplório. Acho que não é fácil ler Hydra, porque, em primeiro lugar, é um saco ler em ordem. E, em segundo, porque não é uma história simples. Muita gente dá nota baixa pra esse mangá e vi muitos comentários dizendo o quanto o Hitomi e o Ryuu são pessoas horríveis. Apesar de eu ter pena do Taira (sério, ele é o melhor amigo que se pode ter), não concordo com esses comentários endemonizando os outros dois protagonistas. Novamente, acho que o que incomoda o leitor ao lidar com esses personagens é o quanto eles soam reais, justo por serem cheios de falhas e defeitos. E eu acho isso mais interessante do que os perfeitos bishounen que se acha aos baldes por aí. Vou dar nota "9" e recomendo a leitura... Mas aviso o leitor que se interessar para se preparar para ler, porque uma série de coisas podem incomodar. Na verdade, as únicas coisas que eu não curti muito na história foram: 1) Satou ter sumido durante boa parte da trama, apesar de ser uma personagem super legal e ter uma importância na história; 2) não termos visto o que aconteceu e como ficou o Itou, que também é outro personagem merecedor de pena; 3) faltou romance no final e nos epílogos, o que é uma pena. A arte, aliás, dispensa comentários: bonita, real, expressiva e eficiente.

A tradução em inglês de Hydra e de seus vários doujinshi foi feita há muitos anos pelo Liquid Passion. 

domingo, 15 de junho de 2014

Doujinshi de Kuroko no Basket: Coitado do Kise...

Eu sempre digo o quanto eu não gosto de personagens abusivos. Paradoxalmente, hoje vou falar sobre três doujins em que o Kise, de Kuroko no Basket, é feito de gato e sapato pelos "Mob", que são esses personagens sem rosto e sem identidade que abusam de um protagonista num material pornográfico. 

Título: Reckless Mob Rape
Autor: sigmaster & PureSlider.
Par: Mob x Kise.
Rating: 18+       
Tradução: Saka (em inglês).

Resumo rápido: Kise é capturado por dois aleatórios que passam a abusá-lo, sob ameaça de divulgarem fotos dele se ele reagir. Eles dizem adorar "sujar" garotos como o Kise.




Título: Gamushara Mob Rape 2 Chikan Jigoku Hen
Autor: sigmaster & PureSlider.
Par: Mob x Kise.
Rating: 18+       
Tradução: Dettsu e Saka (em inglês).

Resumo rápido: Kise reecontra um dos seus abusadores do primeiro volume. Dessa vez, num trem lotado, o que, definitivamente, não impede o cara de torturar o Kise mais um pouco. 

Comentário: Esses dois são trabalhos da mesmas autoras e, obviamente, estão relacionados. A arte é muito, muito bonita. Adoro o modo que elas desenham o rosto e o corpo do Kise. É um doujinshi repleto de fetiches: sadomasoquismo, algemas, brinquedos sexuais, vibradores... E, é claro, como diz no título, estupro. Eu curto mais um outro trabalho dessa dupla em que temos o Kise no modo "cachorrinho" pedindo carinho e atenção do Kuroko. Acho que quem gosta desses tópicos que eu mencionei vai gostar desse doujin, que é extremamente explícito. Tipo, muito. Não tem uma página que não seja explícita.

Título: ?
Autor: Ryoko.
Par: Mob x Kise.
Rating: 18+       
Tradução: Rainyumbrellas (em inglês).

Resumo rápido: Um fotógrafo obcecado pelo Kise decide sequestrá-lo, após Kise anunciar que vai estar ocupado demais com o basquete e vai diminuir seu trabalho como modelo. Ele fantasia sobre ter um relacionamento com Kise e decide abusá-lo.

Comentário: Olha, essa aqui continua sendo farinha do mesmo saco que as outras duas. A arte é menos refinada, mas igualmente bonita... E extremamente pervertida. Esse doujin também é bastante explícito. Apenas acho que a caracterização do "mob" obcecado pelo Kise foi interessante. As ações dele com o Kise são intercaladas com postagens dele num fórum anônimo tipo o 4chan, em que os leitores duvidam dele, que diz ter raptado o Kise, e o mandam buscar tratamento. Achei esse artifício utilizado pela autora muito interessante e original. Achei que em termos de "criar um setting" esse doujinshi foi mais bem sucedido que os outros dois, que são meio que o padrão desse tipo de doujinshi. 

domingo, 1 de junho de 2014

Doujinshi de Shingeki no Kyojin: "Hegira" e "Please Jaeger-kun"

Como recebi a sugestão, vou falar sobre doujinshi. No caso, eu escolhi a série que todo mundo fica falando sobre: Shingeki no Kyojin. Espero que gostem desse tipo de postagem. A próxima será sobre outra série (e eu sempre estou aberto à sugestões!). 

Título: Hegira
Autor: Little ones/Asam
Série: Shingeki no Kyojin      
Par: Reiner x Bertolt
Rating: 18+                
Tradução: Silver Lining (em inglês).

Resumo rápido: Bertolt está tendo pesadelos sobre o passado, mas Reiner está disposto a confortá-lo. Os dois têm uma conversa séria sobre seus objetivos e possível futuro. Contém vários spoilers de Shingeki no Kyojin. 

Comentário: A capa talvez não faça justiça à bela arte que há dentro. Os dois personagens são belamente desenhados e muito fiéis a sua representação na série original (a autora não tentou embelezá-los demais e manteve suas principais características). A história é legal por se relacionar a eventos do mangá, sobre as motivações e ações dos personagens. Ainda assim, lida com essas questões de uma forma vaga, uma vez que não há ainda muitos detalhes sobre o Reiner e o Bertolt no mangá na época que o doujin foi publicado ou mesmo agora. Achei muito delicado e extremamente verossímil o modo que a autora descreveu os sentimentos do Reiner e do Bertolt pelos outros recrutas e um pelo outro. É um doujin explícito, mas não é dos mais detalhados que há por aí. Ainda assim, o smut que há é muito sexy. 


Título: Please Jaeger-kun
Autor: Nemunoki
Série: Shingeki no Kyojin
Par: Mikasa (homem) x Eren, Levi x Eren x Hanji (homem)
Rating: 18+
Tradução: Silver Lining (em inglês)

Resumo rápido: Duas histórias curtas. 1) Mikasa (um homem nessa história) se preocupa por Eren abandoná-lo por não ser uma garota. 2) Hanji tenta uma poção em Levi e Eren acaba pagando o pato.

Comentário: Esse doujin é extremamente explícito e pervertido. Não existe história nenhuma acontecendo, na verdade. Da primeira página até a última é apenas smut. Por exemplo, a tal "poção" que a Hanji faz na segunda história é mencionada super-rápido e de um modo vago (parece ser uma droga viagra-like...). Apesar de contar com a Mikasa e a Hanji, é um doujin yaoi mesmo. As duas são homens nessas histórias. 

Eu acho que não vou dar notas para os doujinshi. É difícil comparar coisas feitas para propósitos tão diferentes... Vamos deixar só assim por ora. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Behind the Mask

Essa vai ser uma postagem inusitada para mim. É sobre uma antologia de artistas ocidentais sobre super-heróis de histórias em quadrinhos norte-americanas (comics). Foi organizada pelo grupo Déjà-Blue Circle e reuniu vários artistas, conhecidos tanto no DeviantART quanto no tumblr por seus trabalhos de fanart com personagens da Marvel, da DC Comics e outras menos votadas. A lista de artistas, com seus respectivos sites, está logo aqui. Na verdade, quem comprou foi a minha irmã. Ela gostou tanto que me forçou a ler e eu curti também. Tirei umas fotos com o meu celular da antologia Behind the Mask e quis compartilhar minha humilde opinião.

Essa antologia é composta por quatorze ilustrações coloridas. Cara, preciso dizer: o papel é de uma qualidade ridiculamente boa. Isso permite que consigamos apreciar melhor as lindas ilustrações. Como é uma "antologia", temos muitas ilustradoras diferentes, casais diferentes e níveis de "eye-candy" diferentes. Todas as ilustrações enchem os olhos, de tão bonitas. A primeira delas, com o Batman e o Robin, é muito bonitinha e colorida, seguida por outra igualmente fofa com o Magneto e o Xavier. Depois temos duas ilustrações com o Superboy e o Robin (Tim Drake) e uma com o Robin (Dick Grayson) e o Kid Flash (Wally West). Tudo fofo e meigo, até vir uma ilustração linda, mas macabra do Nightwing (Dick Grayson). Sério, ela é estranhamente linda. Voltamos à programação normal, com mais Superboy e Robin, para depois termos uma pitada de Marvel com Thor e Loki. Batman e Superman (lindo!) são os próximos, com uma ilustração dos Jovens Vingadores logo depois (Wiccan e Hulkling) e com uma da Justiça Jovem em seguida (Superboy e Robin). Mais uma Thor e Loki, para termos um threesome com personagens de X-Men: First Class. A ilustração final, que é ridiculamente bonitinha, tem o Nightwing e o Robin (Damian Wayne) num momento adorável. 

Começam, então, as seis histórias. A primeira dela, sobre o Capitão América e o Homem de Ferro, é escrita por Pho3nix e ilustrada por Ariyasha. Ela trata sobre um tema muito popular entre as fangirls: a virgindade do capitão que acabou congelado. E tem o Tony Stark... Sendo o Tony Stark, ora. Em seguida, vem uma história curta e séria sobre o primeiro (Dick Grayson) e o segundo Robin (Jason Todd). A arte de Chyldea é bonita e dramática, combinando com a história que ela conta. Então, uma história de Minetonia, se passando, pelo visto, no cenário da Justiça Jovem, com o Robin (Dick Grayson) e o Kid Flash (Wally West). Gostei muito do estilo dessa autora, trazendo um cenário plausível e um momento bem interessante entre esses dois. Depois, há uma história sobre o Thor e o Loki, contada por Soltian. A arte é inusitada, mas muito bonita. O contraste na forma que ela desenhou os dois personagens é bem interessante. Vem aí, então, a autora favorita da minha irmã, o motivo pelo qual ela comprou essa antologia: Cris. Cris ilustrou uma história de Tsu, que se passa logo depois a saga da Cruzada das Crianças e, como tal, tem o Hulkling e o Wiccan. Adorei a participação do Speed no final. A penúltima história, por Rolic, é sobre os três primeiros Robins, Dick, Jason e Tim, e tem um final inesperadamente engraçado. E, por fim, uma história sobre o Batman e o primeiro Robin (Dick Grayson). Foi um ótimo encerramento para essa antologia, dando um gosto de "quero mais" no leitor.

  

O que posso dizer? Já combinei com a minha irmã de comprarmos o próximo lançamento desse círculo juntos. Será sobre séries de fantasia e estamos empolgados. Dessa forma, dou nota "10" para essa linda antologia.

É possível adquirir essa antologia com o Déjà Blue Circle, entrando em contato com eles através dessas instruções. Se quiserem ter uma amostra, visitem as artistas e autoras que estão em um link que coloquei no início desse post. Já digo: vale muito a pena!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Doujinshi: Risou no Koibito e Taiyou to Tsuki no Ingaritsu

Dessa vez, queria apresentar um doujinshi original, publicado em dois volumes, escrito por Tennouji Mio. Cada volume é ridiculamente curto, com menos de vinte páginas. O primeiro deles se chama Risou no Koibito (chamado nos sites gringos de "An Ideal Lover") e é seguido por Taiyou to Tsuki no Ingaritsu. 

Basicamente, nessa história temos Tsukishiro, que quer descobrir se, na verdade, é gay. Ele há algum tempo vem pensando que não tem um interesse especial por mulheres, apesar de achá-las bonitas, e mal consegue lembrar as vezes que transou com uma mulher. Dessa forma, ele vai a um bar gay e lá encontra seu subordinado, Asahina. Quem já leu mangá yaoi já imagina onde isso vai acabar: Tsukishiro conta para Asahina sobre seus pensamentos e os dois acabam juntos na cama. Porque sim. Aliás, por que não? Isso é um mangá yaoi, ora bolas.

No segundo volume, Tsukishiro começa a ficar preocupado sobre o que, afinal, seu relacionamento com Asahina é e sobre seus hábitos sexuais. Por isso, ele volta ao bar gay para coletar informações dos outros frequentadores. Em seguida ele confronta Asahina sobre isso e tudo fica feliz. Fim.

Esse vai ser um mangá que não vai incomodar muito, mas também não vai mudar a vida de ninguém. A autora comentou que estava pensando em escrever uma sequência, sobre outros personagens. Acho que talvez seja mais interessante, porque muito da falta de sal (ou seria de pimenta?) dessa história se deve às personalidades dos protagonistas, que são rasas e ordinárias.

  

Essa história pode ser definida da seguinte forma: clichê em cima de clichê com uma arte bonita. E é isso. Não é ruim, mas também não é grande coisa. É um mangá yaoi genérico. Nota "5", talvez, então. 

Os dois volumes desse doujinshi foram traduzidos pelo Attractive Fascinante, para o inglês, há alguns anos. Não sei se é possível de encontrar em outros idiomas.