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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Fukushuu Kyoushitsu

Ahhhhn, eu não sei se eu gostei de Fukushuu Kyoushitsu ou não. Pelo menos, é um mangá interessante e eu fico curiosa para ver o que vai acontecer.

Fujisawa Ayana foi vítima de bullying de seus colegas de escola. No início, ela tentava se defender e reagir às agressões, mas com o tempo ela desistiu e passou a simplesmente suportar o sofrimento que seus colegas lhe causavam. As coisas ficaram tão ruins que, além de ser agredida fisicamente, verbalmente, psicologicamente e sexualmente, Ayana foi empurrada por algum de seus colegas na frente de um carro. No hospital, enquanto se recuperava, ela chegou à conclusão que se as coisas continuassem do mesmo jeito, seus colegas acabariam matando ela.

Por isso, ela decide se vingar deles. Não apenas dos que a agrediram diretamente, mas também dos que riram dela e não fizeram nada para ajudá-la. Ela faz anotações sobre cada um de seus colegas, planejando o que irá fazer com cada um deles para destruir suas vidas. Entretanto, algumas das pessoas que ela planeja destruir eram seus amigos. Cada capítulo da história tem como foco um dos colegas de Ayana e o plano que ela desenvolveu para acabar com a vida deles. Claro, como todos foram brutais com ela, Ayana é igualmente cruel ao punir os colegas. Mesmo assim, as coisas evoluem de forma exponencial e o mangá vai ficando progressivamente mais brutal. Aos poucos, Ayana, também, acaba conseguindo alguns colegas para ajudá-la em seus planos, mesmo que tenha como objetivo, eventualmente, destruí-los também.

"Insana? Louca? Foram vocês que me forçaram a ser assim". É isso que Ayana diz sobre ela mesma. Esse mangá é, algumas vezes, difícil de ler. Por exemplo, há personagens como a Yuuko e a Emi que se arrependem de não terem feito mais pela Ayana e estão dispostas a se redimirem, mas Ayana está tão decidida por conseguir vingança que nem leva isso em consideração. É um mangá interessante, porque, enquanto todo mundo nessa história é horrível e cruel, a própria protagonista, de tanto sofrer, acabou se tornando cruel ela mesma. Não é uma história sobre uma heroína em busca de justiça. É só uma história de alguém que sofreu demais e quer que seus agressores sofram tanto quanto ela.

  

Eu sigo lendo a história, pois parece que há algo por trás, alguém ou algo que causou toda a situação com a Ayana. E também porque tenho curiosidade de ver a que ponto a Ayana irá chegar nessa história. E se completar seu objetivo, o que será que irá mudar? Será que ela finalmente terá um pouco de paz de espírito? Não sei. Apesar de não ser um mangá excepcional, é suficientemente interessante para prender o leitor. Fica o alerta que alguns momentos são super violentos e até tem cenas de gore. Aliás, eu vi várias críticas ao estilo de desenhar do mangaka. Eu diria que, pode não ser um estilo bonito, mas é eficiente e funciona bem para contar essa história. Nota "7"? Eu acho? Talvez? Urrrgh, não sei avaliar se gosto desse mangá ou se ele realmente é bom. Vou ficar com 7, porque, pelo menos, é interessante.

Quem traduz em inglês é o Easy Going Scans. Também vi que está disponível em português em sites de leitura online.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Koori ga Tokeru no wo Matteru

Koori ga Tokeru no wo Matteru é uma coleção de oneshots. Geralmente, coleções de oneshot têm algumas histórias boas e outras ruins. Nessa, achei todas as três histórias bem divertidas e interessantes, apesar de que, com certeza, Koori ga Tokeru no wo Matteru não é o melhor mangá que eu já li.

1) Após perder uma aposta para seus colegas, Mitsuya é obrigado a ficar em um conhecido ponto de encontro para gays. Lá, ele conhece Saitou, cerca de dez anos mais velho que ele. Mitsuya fica interessado por Saitou e decide que será interessante se aproximar dele. Os dois começam a desenvolver sentimentos um pelo outro, mas Saitou está hesitante por ser muito mais velho que Mitsuya.

2) A vida de Tadano Wataru foi pro fundo do poço: descobriu que sua noiva estava o traindo e ainda levou uma surra do amante dela, para em seguida ser demitido do seu emprego. Sem saber o que fazer, ele acaba indo a uma vidente que diz para ele ficar longe de mulheres, pois elas lhe trarão azar. Assim, Wataru começa a pensar em cometer suicídio, porque tudo na sua vida deu errado e ele parece estar condenado a ser solitário e infeliz. Entretanto, bem quando ele está pensando nisso, conhece Kitami Junichi, um cara que fica feliz em escutá-lo reclamar de seus problemas e que acabou de terminar um relacionamento também.

3) Kuboki Nao, universitário, sonha em encontrar um homem para ser sua alma gêmea. Voltando para casa, um dia, ele encontra um menininho chamado Shouta que diz ser um fantasma e não lembrar onde está/de onde veio. Por isso, Nao pede a ajuda de um colega, Kageshima, que diz conseguir ver fantasmas para ajudá-lo a descobrir mais sobre Shouta.

Ok, acho que a mais original das três é a última, mas as duas primeiras também são bem legais. São histórias curtas, simples e fáceis de ler, mas bastante agradáveis. A terceira, ainda que eu tenha achado a melhor, é bem previsível. Desde que o Shouta anunciou que era um fantasma, eu previ exatamente o que ia acontecer. Mesmo assim, não me decepcionei e gostei da história.

  

A questão é que nenhuma delas é muito profunda ou desenvolve os personagens. Até mesmo as cenas de sexo são super-leves e curtas. Então não é um mangá para ser lido por ter boas histórias ou por ser safadinho. É apenas um mangá bonitinho e agradável. Bom para matar o tempo e não pensar demais nas coisas. Nota "8".

Tradução em inglês do Hoshikuzuu Scans.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Gentei Kareshi

Ai, ai... Ultimamente eu só tenho lido coisas que nem tem muito o que comentar, por isso, desculpa por ter sumido. Gentei Kareshi foi um mangá que eu li o primeiro capítulo há muito tempo, quando o grupo lançou, e achei bem legal. Mas ontem, quando eu li o mangá completo, já não fiquei com a mesma impressão.

Daiki é um estudante universitário. Ele acaba esbarrando num colega muito quieto chamado Mitsui e fica interessado por ele, por achá-lo atraente. Porém, Mitsui é antisocial e não parece estar interessado por Daiki. Um dia, ao sair de um goukon, Daiki encontra uma pessoa que parece muito ser Mitsui. Ao falar com ele, descobre que Mitsui trabalha como "namorado de aluguel" e que estava esperando uma cliente. Entretanto, a presença de Daiki ali atrapalha o encontro que Mitsui tinha, então Mitsui propõe que Daiki o contrate.

Com o tempo, Daiki vai gostando cada vez mais de Mitsui, porém Mitsui, por ter passado por uma má experiência romântica, tem dificuldades de se abrir e de acreditar nos sentimentos de Daiki, inclusive se recusando a beijá-lo. Daiki segue contratando os serviços de Mitsui como namorado de aluguel, com a incerteza de aonde o relacionamento deles irá chegar.

Ai, gente. Eu gostei muito do primeiro capítulo. As personalidades do Daiki (extrovertido, alegre, humilde) e do Mitsui (sério, desconfiado) faziam um contraste legal. E foi interessante como o Mitsui, tão quieto na escola, era autoconfiante em relação ao seu trabalho, apesar de ao mesmo tempo se mostrar tímido com questões de sentimentos. Mas não sei, depois de terminar de ler eu achei bonitinho, mas não gostei mais tanto desse mangá. Acho que tinha potencial pra ser mais do que foi.

  

Mas não é uma história ruim. Várias cenas de sexo, ilustrações bonitas, personagens agradáveis... É uma leitura pra quem só está procurando um mangá simples e rapidinho para passar o tempo, mas não é muito além disso. Vou dar nota "7", acho. Eu me sentiria mal dando uma nota menor a um mangá que cumpre o que promete, mas ainda assim acho que é uma nota alta demais.

Tradução pelo Canis Major Scanlations em inglês.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Oneshot - Otokonoko ni Toriko

Eu achei perfeito que um comentário sobre essa oneshot disse que "o que um uke tá fazendo num shoujo?". Basicamente resume tudo sobre Otokonoko ni Toriko!!

Yuri é uma menina muito bonita e madura, que sabe lidar com os meninos de forma assertiva e charmosa, chamando à atenção de todos os seus colegas. Especialmente de Taniya, um menino que ela adora provocar, porque ele fica vermelho sempre que ela fala com ele. Ele é um grande tsundere que gostaria muito de monopolizar Yuri, mas não sabe como lidar com seus sentimentos, especialmente porque ele, ao contrário dela, é inexperiente e um pouco infantil.

Que oneshot divertida!! Esse menino até parecia o Mikorin de Gekkan Shoujo Nozaki-kun, de tanto que ele ficava com vergonha por tudo... Parecia mesmo um uke num mangá yaoi. E a Yuri foi uma protagonista muito divertida de acompanhar, especialmente por ela achar graça das reações do Taniya e adorar provocá-lo. Gostaria muito de ler mais mangás com meninas assim, pena que é meio difícil de achar nesse mar de shoujo clichês que tem por aí!

  

Eu reconheço que essa história teve suas falhas... Uma das que as pessoas mais apontam é que não fica muito claro se a Yuri gosto do Taniya ou se simplesmente curte provocar ele... E até é verdade, mas, bem, é uma oneshot. Acho que mesmo que tenha seus problemas, pelo menos a autora ganha pontos por tentar fazer algo diferente e ter um traçado tão bonitinho! Mais pontos ainda por fazer uma protagonista segura de si pra variar! Nota "7".

A tradução em inglês foi feita pelo Chibi Manga.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Shounen Hakaryuudo

Confissão: às vezes eu gosto mais de ler mangás que tenham subtexto BL (ou seja, que pareçam ser shounen ai, sem serem classificados como tal) do que ler yaoi mesmo. Acho que sou meio masoquista! O enredo doido, mas fofinho, de Shounen Hakaryuudo me interessou quando ele foi postado num tópico chamado "shoujo/shounen que pareçam ser yaoi".

No mundo em que se passa a história, existem duas facções com objetivos contrastantes. A primeira delas é um grupo que busca proteger as ninfas dos caçadores, que, por sua vez, constituem o segundo grupo. As ninfas são perseguidas por caçadores porque, reza a lenda, suas asas darão felicidade eterna a quem as possuir. Ren é um caçador de ninfas com aparência feminina que, além de ser bom em combate, não se importa em vender seu corpo por dinheiro. Ciel, por sua vez, é membro do grupo que tenta proteger as ninfas e é um cara simpático, ficando interessado por Ren logo que o conhece, apesar de descobrir que ele é um caçador. Assim, os dois acabam cooperando para achar uma pessoa, a pedido de um médico que os ajudou, e formam uma aliança. 

Não é spoiler dizer isso, porque é revelado no segundo capítulo, mas Ren, na verdade, é uma ninfa e se disfarça como um caçador para procurar Ia, outra ninfa, que traiu a comunidade em que eles viviam e a levou à destruição. Ele esconde esse segredo de todos - especialmente de Ciel - por não conseguir confiar em mais ninguém. Ren e Ciel também encontram uma ninfa criança, Hina, e decidem tomar conta dela e protegê-la. 

Esse mangá pode ser dito como tendo subtexto BL, sobretudo entre Ren e Ciel, e entre outros personagens também, especialmente porque as ninfas têm uma noção diferente de gênero (todas são biologicamente masculinas até atingirem a maturidade, quando passam por metamorfose e se tornam biologicamente femininas. As ninfas também são poligâmicas e chegam a ter quatro parceiros). Na verdade, o ponto mais interessante desse mangá, pra mim, é sobre quem são as ninfas e seus costumes. A aventura dos dois protagonistas, enredo de vigança, momentos bonitinhos... Me fizeram bocejar. Infelizmente, quando a história estava ficando interessante novamente - as motivações de Ia e seu passado começaram a ser explicados - acabaram os capítulos disponíveis traduzidos, pois o grupo que traduzia esse mangá desistiu dele em 2011...

  

Esse mangá é bonitinho, especialmente devido às ilustrações da autora, que são detalhadas e muito bonitas. Mas não é particularmente inovador ou interessante. Eu diria que as coisas são demasiadamente enroladas e sem graça, mas os últimos capítulos disponíveis foram mais interessantes, então tenho expectativas de que esse mangá fique melhor! Vou dar nota "7" por enquanto.

A tradução em inglês foi feita pelo grupo Kawaii Corner. Parece que outro grupo dará continuidade à tradução, então sigo aguardando.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Suki to Iu no ni Naze Kashira

A capa de Suki to Iu no ni Naze Kashira é tão melhor que a da prequel que eu tinha muita esperança de que esse fosse um mangá melhor. E é, mas não tão melhor quanto eu imaginava.

Takehisa é o dono de um restaurante e Yuuichi é o chef de lá, bem como namorado de Takehisa. Os dois se conheceram quando Takehisa experimentou a comida de Yuuichi e decidiu que o queria como cozinheiro de seu restaurante. Takehisa é um cara muito legal, que adora tomar conta de todo mundo... Algo que irrita muito Yuuichi, que gostaria de monopolizar os carinhos de seu namorado. E, em contrapartida, Takehisa gosta muito de Yuuichi, mas se sente frustrado por Yuuichi nunca expressar verbalmente seus sentimentos por ele. Em outras palavras, os dois são um casal que se ama muito, mas que tem seus problemas!

As coisas ficam mais complicadas quando o ex-namorado de Yuuichi, Kiyohito, aparece, por coincidência, no restaurante e começa a insistir para que Yuuichi volte para ele. Takehisa não demonstra se importar muito com isso e trata a questão com desdém, praticamente empurrando Yuuichi para cima de Kiyohito, numa tentativa de testar os sentimentos dele por si... Eu gostei mais dessa história, porque parece que a arte da autora está mais bonita aqui e porque eu estava realmente interessada nos dois como um casal. Mas não posso deixar de comentar... Cruzes, a Abe Akane gosta de fazer casais com semes manipuladores e sádicos, heim? E de ainda por cima culpabilizar o uke pelo comportamento quase (?) abusivo de seus semes, heim?

Isso fica mais evidente ainda nos dois capítulos finais, que enfocam em Takao e Yoshinaga do mangá anterior. Essa história gira em torno de uma crise de ciúmes de Yoshinaga porque Takao trouxe um amigo da faculdade para visitá-lo na casa que os dois dividem. Yoshinaga estava "no limite" de aguentar todas as coisas que lhe incomodavam em Takao, então ele enche o saco de aturar tudo isso e pede que Takao suma por um tempo. Isso também faz Takao refletir no quanto ele gosta de Yoshinaga e decidir que o quer de volta. Eu não sei... O comportamento do Yoshinaga nessa história me incomodou ainda mais do que tinha incomodado na história anterior. Pode-se entender que ele estava cansado de aturar tudo que lhe incomodava em Takao, mas isso não justifica as atitudes agressivas e emocionalmente abusivas que ele tomou nessa história.

  

A arte é muito bonita. Adorei o design dos personagens. A primeira história foi ok, apesar das ressalvas que eu fiz... Mas não consigo gostar desse mangá, porque ele trata o comportamento abusivo dos dois semes - Takehisa e Yoshinaga - como se fosse muito ok. Vou dar nota "7", porque a primeira história é marginalmente melhor que a de Yoshinaga e Takao no volume anterior.

A tradução também foi feita pelo Attractive Fascinante em inglês.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Oneshot: Nakenai Usotsuki

Não sei se dá pra dizer que eu estou de volta, porque a minha vida anda bem complicada ultimamente. Eu podia ficar aqui explicando, mas esse não é o propósito do blog, então que tal falarmos de Ogeretsu Tanaka? Foi dela a primeira oneshot que eu li em muito tempo. A história se chama Nakenai Usotsuki e é parte de uma coletânea.

Manaka Satoru é um estudante que não acreditava que conseguiria encontrar seu verdadeiro amor no colegial, mas ele encontrou. Um amor a primeira vista, ainda por cima. Segawa é exatamente o tipo de Manaka e ele, ainda por cima, é gentil, inocente e meigo. Tudo parece ótimo, até que Manaka se depara com um lado de Segawa que não imaginava e acaba ouvindo histórias sobre como seu namorado era no ginasial. Isso faz com que Manaka, que odeia mentirosos, acredite que o relacionamento dos dois não tem mais salvação... 

Ok, história simplinha, mas é bonitinha, né? Acho que tem várias histórias assim, sobre um personagem projetando suas próprias expectativas no outro e não vendo quem ele realmente é. E, em contrapartida, o outro personagem tentando atingir as expectativas mudando sua personalidade e/ou aparência. Pode não ser muito inovador, mas é um enrendo que funciona.

  

Claro, sempre ajuda quando a autora tem uma arte bonita como essa. Na verdade, eu vi a capa do volume de que essa oneshot faz parte e achei que devia valer a pena dar uma olhada só pela arte. Devo dizer que não me enganei. Não sei se o déjà vu que me dá quando eu olho a arte dela é só porque essa autora tem vários doujinshi de Kuroko no Basket publicados ou porque ela me lembra alguma outra autora... Bem, vou dar nota "7", porque não é lá tão elaborada assim, as a arte bonita torna a história mais interessante!

A tradução em inglês foi feita pelo grupo Must Be Endless. Essa oneshot faz parte da coleção de oneshots chamada Koi to wa Baka de Aru Koto da.

Obs.: O Faust escreveu essa postagem em maio/junho.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Oneshot: Boku wa Anata ni Koi wo Suru

Outra oneshot, dessa vez por uma das minhas autoras favoritas, Ichikawa Kei. Essa aqui faz parte de uma antologia temática (o tema é ser uma história pervertida, diga-se de passagem), mas como as outras histórias ainda não estão disponíveis por aí, vou falar só de Boku wa Anata ni Koi wo Suru.

Masaki está começando um novo emprego numa companhia que desenvolve softwares, depois de deixar seu emprego anterior em que trabalhava com vendas. Kurokawa é o responsável pelo treinamento dele na nova companhia e é uma pessoa muito exigente. Apesar disso, os dois se dão bem, mesmo que Kurokawa viva gritando com Masaki e exija mil coisas dele. Kurokawa inclusive escolhe Masaki para vir junto com ele e outros funcionários numa reunião importante em outra empresa. Masaki se mostra hesitante em relação a ir a essa empresa e revela para Kurokawa que era lá que ele trabalhava antes, bem como acaba revelando mais coisas ainda sobre si mesmo.

Acho que é outra daquelas histórias que eu só gostei tanto em função da autora que a escreveu. Foi interessante ver a Ichikawa Kei desenhando uma história mais pervertida, porque as outras histórias dela (excetuando doujinshi) são bem light. Achei que os dois personagens dessa história foram agradáveis, sendo que o Kurokawa foi especialmente interessante.

  

Creio que esse tempo sem escrever nada e sem ler mangá me deixou fora de prática. O que mais eu posso dizer de uma história tão curtinha? É bonitinha, mas não é particularmente original ou interessante. Como um fã de carteirinha da Ichikawa Kei, eu gostei e vou dar "7", mas só porque eu estou mais enviesado que o normal hoje.

A tradução em inglês foi feita pelo MoixRyu Scanlations em parceria com o Must Be Endless. Essa história fez parte do primeiro volume da antologia Erotoro.

Obs.: O Faust escreveu essa postagem em maio/junho.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Dolce

Para mim, a Kitazawa Kyou é outra autora que é sinônimo de arte bonita, mas histórias que não são grande coisa. Dolce foi um dos primeiros trabalhos dela que eu li e contribuiu para deixar essa impressão, apesar de que eu não achar que seja ruim.

Usami Norihito é o chef de um restaurante italiano chamado MIYA. Ele segue trabalhando ali em função de seu avô, que era originalmente o chef do restaurante e que fez Usami prometer que trabalharia ali. Entretanto, a dona do restaurante tem a idéia de transformar o MIYA num "restaurante de bishies", com todos os funcionários sendo meninos bonitos. Usami não gosta da idéia e pede para sair do restaurante, mas, em função da promessa que fez, ele precisa antes treinar o filho da dona do restaurante, Komiya Daiichi, para ser alguém mais sério e tomar conta dos negócios. Assim, os dois acabam morando juntos (porque esse é um mangá yaoi!) para que Usami fique de olho em Komiya e possa treiná-lo.

Entretanto, Usami jamais imaginaria que Komiya se declararia para ele e, para conquistá-lo, se tornaria logo alguém sério e dedicado... Isso é, até Komiya descobrir que Usami quer sair do restaurante. Ele fica tão enlouquecido ao descobrir isso que estupra o Usami (de novo, porque esse é um mangá yaoi!). Inicialmente, apesar de eu não gostar de mangás que retratem estupro, eu até achei interessante a abordagem que a autora estava dando. O Usami fica realmente furioso (e tem toda razão de ficar) com o Komiya, diz que nunca irá perdoá-lo e decide sair do restaurante logo, conseguindo até contratar um novo chef, Morinaka Susumu, para substituí-lo. Komiya se arrepende do que fez e está determinado a fazer de tudo para conseguir que Usami o desculpe. Em contrapartida, na primeira oportunidade que tem, Usami dá uma surra no Komiya. Até aqui, as coisas estavam indo muito bem e eu estava cheio de expectativas com esse mangá. Tudo estava fazendo sentido: Usami com raiva e Komiya com remorso. O problema é que a autora resolveu tudo rápido demais. Depois de bater um pouco no Komiya, Usami decide que ele está arrependido e o perdoa. DO NADA. Toda a raiva e hostilidade de dez páginas atrás evaporam e os dois se tornam um casal feliz pelo resto do mangá.

Eu fiquei muito decepcionado com esse desenvolvimento. Gostei muito dos personagens e achei que, finalmente, uma autora conseguiria tratar uma temática sensível como a do estupro com delicadeza e seriedade... Affe, uma decepção. Mas, enfim, os dois últimos capítulos são destinados ao segundo chefe do restaurante, Morinaka, e o aprendiz do Usami, Hanano Hijiri. Morinaka é visto como alguém sacana e cruel, mas acaba que não é bem assim. Meh, esses capítulos foram bem inofensivos, quando comparados aos primeiros. Bem menos interessantes, mas foram bonitinhos e engraçados. Se quiserem que eu seja chato, eu tenho uma série de reclamações em relação a quando o Morinaka diz "durante o sexo, 'não' significa 'sim'", mas eu não vou me aprofundar (mais) nesse mangá.

  

Apesar de tudo, eu gostei bastante dos personagens desse mangá e gostei de onde a autora estava indo com a história... Até que pareceu que ela ficou com medo de complicar mais e acabar fazendo algo a la Sono Kuchibiru ni Yoru no Tsuyu, então resolveu terminar as coisas logo para fazer mais um yaoi típico. A arte da Kitazawa Kyou, como eu comentei, é super-bonita e, nesse mangá, surpreendentemente expressiva. Vou dar nota "7", porque o meu nível de decepção com esse mangá não me permite avaliá-lo melhor.

A tradução em inglês foi feita pelo Fantasyshrine. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Baymax

Vocês já assistiram a esse filme? Eu fui assistir ao filme despretensiosamente e gostei muito. No Japão, ele é conhecido pelo nome de um de seus personagens e ganhou essa adaptação em mangá: Baymax. As ilustrações de Ueno Haruki são uma graça e complementam bem essa história que nada mais é do que uma adaptação mangá da adaptação Disney de um time de super-heróis da Marvel que foi inspirado pelos mangás!

Hiro Hamada é um gênio da robótica de 14 anos que já frequenta a universidade, junto de seu irmão mais velho Tadashi Hamada, na cidade de San Fransokyo. Ele, relutantemente, também se relaciona com os amigos de Tadashi: Gogo Tomago, Wasabi, Honey Lemon e Fred, todos (bem, o Fred eu não sei!) estudantes da mesma universidade e extremamente talentosos cada um a seu modo. Numa feira em que os trabalhos dos alunos serão expostos, Tadashi apresenta o robô Baymax que construiu, projetado para ser um agente pessoal de saúde e ajudar muitas pessoas pelo mundo, realizando diagnósticos e administrando tratamentos rapidamente... Tudo isso em seu design fofinho de vinil, que lembra um marshmallow gigante. Hiro, na mesma feira, apresenta seus "micro robôs", que são capazes de se unir uns aos outros e de formar qualquer coisa que a pessoa que os estiver controlando imaginar. Esse dia tão feliz acaba de forma trágica, quando Tadashi é pego num incêndio que acontece repentinamente. Hiro fica muito deprimido e se exclui de seu grupo de amigos e de sua mãe (no filme da Disney, ela é a tia dele), mas Baymax está determinado a torná-lo saudável e satisfeito com sua vida novamente. Quando Hiro descobre que seus robôs foram roubados por um vilão usando uma máscara de kabuki, ele reúne seus amigos para fazerem um time de super-heróis e vingarem a morte de Tadashi.

Na verdade, eu comprei esse mangá para a minha afilhada de seis anos (hoje é o aniversário dela!), que agora decidiu que quer ser a Honey Lemon quando crescer e quer estudar química, apesar de ela não saber o que é química. Uma fofura! Estou dizendo isso (além de para me exibir do quão fofa minha afilhada é) para explicar que esse mangá é infantil e foi feito com o público infantil em mente. Por isso, ele é bonitinho, meiguinho e cheio de "inhos"... Até o Tadashi ser pego por aquela explosão, e nós levarmos uma bofetada na cara. Ao contrário do filme, em que é bem óbvio que o Tadashi morre, o mangá pareceu, pelo menos em seu primeiro volume, deixar isso mais ambíguo... Ou talvez seja só eu desejando que um personagem tão legal e simpático não tenha morrido, pois os trailers japoneses de Operação Big Hero 6 deixam bem clara a morte do Tadashi. Ah, é importante salientar que esse mangá começou a ser publicado vários meses antes do filme estrear nos cinemas, então divergências quanto ao enredo são bem possíveis (e algumas cenas diferentes já aconteceram nesse primeiro volume). 

Discussões quanto ao futuro do enredo a parte, gostaria de dizer que eu fiquei maravilhado pela arte. Realmente, é muito bonita. Me lembra um pouco a de Shokugeki no Souma, talvez um pouco mais fofinha, e combina bem com o desenho da Disney. Talvez devido ao que se espera da estética de um mangá, alguns personagens ficaram menos caricatos do que no desenho animado (tipo a Honey Lemon e a Gogo). 

  

Baymax é um mangá bem bonitinho e agradável, com doses de comédia e ação... Mas, com certeza, não foi feito com alguém como eu em mente, então talvez por isso eu não tenha achado lá grande coisa. Isso não quer dizer que eu não tenha gostado, porque eu gostei bastante da adaptação e, definitivamente, vou comprar o próximo volume para a minha afilhada (e vou ler antes). Vou dar nota "7".

Esse mangá está sendo publicado no Brasil com o título Operação Big Hero 6 pela editora Abril. Interessante como no Japão o mangá e o filme dão tanto enfoque ao Baymax, enquanto no resto do mundo (que eu saiba) ele segue com o título que os americanos lhe deram, que se refere ao time de super-heróis. Nos trailers japoneses que eu assisti, Gogo, Honey Lemon e cia mal aparecem! 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Mousouka, Koi o Suru.

Antes parecia que não tinha nenhum mangá com personagem fudanshi, mas ultimamente parece que houve uma enxurrada de mangás com esse tipo de temática! Mousouka, Koi o Suru. é só um deles. Mas ajuda que é um dois mais fofos que eu li, até porque a arte da Ayumi Saki é uma gracinha.

Então, na história principal, Yuma acaba vendo o que outro cara está lendo em seu celular no trem. Ele fica chocado de ver que era uma história de amor entre dois homens... e que o cara que estava lendo a história é um aluno da mesma universidade que ele. Apesar de surpreso com os hábitos de leitura do colega, Yuma acaba ficando curioso em relação a Satou e acaba formando uma estranha amizade com ele.... E o próprio Yuma acaba lendo mangás yaoi a partir disso. Acho que essa história serve bem para mostrar o tipo de rumo que Fujoshi Kanojo podia ter tomado se tivesse sido feito de forma que sua protagonista fosse mais simpática. O Satou, nesse mangá, fica feliz de ter alguém com quem compartilhar seu hobby por mangás BL, mas é bem mais educado e menos insistente em relação a isso. O Yuma também é um personagem bem legal, empatizando com Satou e dizendo todas as coisas certas! Foi uma daquelas histórias bonitinhas, que aquece o coração.

Mas aí a autora fez uma história que eu achei mais interessante na teoria do que na prática. O enfermeiro de uma certa escola se considera um sádico, por sentir prazer enquanto trata seus alunos - ou vítimas, como ele os chama - e causa dor a eles. O único aluno que ele ainda não tratou é Kunichika Kouhei, e, quando surge a oportunidade de tratá-lo, o sensei descobre que Kouhei que é o verdadeiro sádico da história e que ele próprio não passa de um masoquista. Ok, foi uma reviravolta legal, mas achei risível que o sensei tenha se achado um sádico em primeiro lugar. Mas também foi uma história bonitinha e diferente do que se vê por aí.

A penúltima história ainda não foi traduzida pelo grupo que traduz esse mangá, mas a última história já foi. Foi mais melancólica e triste, mas acabou sendo a que eu mais gostei nesse mangá (lembram? Eu sou o cara das opiniões pouco populares). Naoya declarou seus sentimentos por Daiki só para tê-los rejeitados no dia da formatura. Como Naoya parte de uma atitude de "tudo ou nada", ele diz para Daiki que os dois não terão mais contato um com o outro então e que esse é o fim de sua amizade. Os dois trocam um abraço de despedida. Cara, que história triste! Confesso que fiquei mais interessado por esses dois do que pelos demais personagens do mangá, mas também acho que essa oneshot está bem com o final que teve. 

  

Acho que cada uma das histórias foi legal ao seu próprio jeito e deixaram clara a versatilidade da autora (a primeira é bonitinha, a segunda é pervertida, e a última é melancólica). A arte é uma graça, no estilo Kojima Lalako de fofura (caso não tenham percebido, a Kojima Lalako é o meu parâmetro para mensurar fofura... E agora fiquei imaginando como seria a escala de fofura. Acho que iria de est em - zero fofura - até Kojima Lalako, sendo que o ponto médio seria alguém como a Zaou Taishi, que faz coisas fofas, mas não fofas demais... Ok, chega de fugir do assunto). E acho que é uma excelente estréia para essa autora. Vou dar nota "7" e quero ver mais trabalhos dela por aí.

A tradução em inglês é feita pelo Kagerou Scanlations.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Boku no Koi no Hanashi Himegoto

Como eu acho que falei numa outra postagem de um trabalho dessa autora, a Shinba Rize não é uma das minhas autoras favoritas. Na verdade, eu acho que os trabalhos dela costumam ser bem medianos e fraquinhos. Boku no Koi no Hanashi Himegoto é o meu trabalho favorito entre os mangás dela, mas isso não significa muito...

Umehara, um membro do clube de artes, acaba esbarrando em Mizue enquanto corre. Os dois acabam sendo punidos por correrem nos corredores fazendo detenção depois da escola. Umehara não se dá muito bem com Mizue, ou melhor, ele nunca falou com Mizue, mas não vai muito com a cara dele por causa de sua má reputação como ladrão de namoradas. Entretanto, Umehara se surpreende com Mizue, que se mostra um cara muito legal e simpático. Além disso, esses rumores não parecem ter muito fundamento. Assim, os dois começam a se dar bem e a andarem juntos mais frequentemente na escola. 

Não tarda para que Umehara perceba que está se apaixonando por Mizue, mas ele mantém seus sentimentos em segredo. Mizue, inclusive, passa a ajudá-lo no clube de artes, servindo como modelo, por querer ver uma pintura sua feita por Umehara. As coisas complicam quando Mizue comenta que se Umehara fosse uma garota ele com certeza o pediria em namoro.

O grande ponto positivo desse mangá é que os personagens têm uma boa química entre eles e desenvolvem uma amizade legal ao longo da história. Além disso, as atitudes e falas dos personagens fazem sentido, fazendo com que os personagens pessoas de verdade. Nada no nível Seven Days de verossimilhança e delicadeza, mas ainda assim é um mangá que proporciona uma leitura agradável, com dois personagens perfeitamente simpáticos e um romance bem bonitinho. 

  

Entretanto, eu digo que fiquei um pouco decepcionado. Antes, só havia os dois primeiros capítulos e um extra disponíveis na internet. Eu pensei em comprar a versão americana pra saber como acabava, mas no fim acabei nunca comprando e li hoje em espanhol. Olha, digo que fico feliz por não ter comprado. É um mangá agradável, sim, mas nada demais. A arte é bonitinha, preciso dizer. Gostei bastante das cenas em que os dois personagens discutem música e arte. Vou dar nota "7".

Os dois primeiros capítulos podem ser encontrados em inglês com tradução do Aarinfantasy, bem como esse mangá foi licenciado e publicado pela Juné, com o título Intriguing Secrets. Há também uma tradução em espanhol do grupo Neko's Love.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Hitorimi Haduki-san to.

Eu me sinto um pouco mal por não ter gostado tanto de Hitorimi Haduki-san to.... Na verdade, lá pela metade da história, me deu vontade de pular direto pro final, porque eu não aguentava mais ler. Isso sou só eu, porque Kazama Ayami escreveu um mangá perfeitamente bonitinho.

Masaka Haduki tem 25 anos e trabalha num empresa, mas não tem um pingo de interesse em romance. Seus passatempos são ler mangá e jogar videogame, ela não se importa com a sua aparência e não podia ser mais bagunceira. Sua irmã, Miya, decide que Haduki precisa arranjar um namorado e começa a procurar um namorado para ela. Assim, Haduki acaba saindo num encontro com um colega de escola de Miya, chamado Iwai Yukimaru, de 17 anos. 

Nem Haduki e muito menos Yukimaru têm experiência no que se trata de relacionamentos românticos. Inicialmente, Haduki tenta fazer de conta de que é uma adulta responsável e experiente, fingindo saber do que está falando, mas logo ela não consegue manter mais o fingimento e mostra sua verdadeira personalidade para Yukimaru. Os dois começam a namorar e é mais fácil contar os quadrinhos em que eles não estão com o rosto vermelho, porque, céus, como esses dois são tímidos e envergonhados! A irmã de Haduki começa um mangá chamado Hatsukiai (que é uma referência a um trabalho anterior da autora) para incentivar sua irmã, no qual ela fala sobre a experiência do primeiro amor. Haduki também faz amizade com outras mulheres, que, apesar de também serem adultas, estão em seu primeiro relacionamento amoroso.

De um modo geral, esse mangá é bonitinho, fofo e meigo. Eu comecei a ficar cansado da história porque era sempre a mesma coisa. Haduki e Yukimaru saem juntos, ficam vermelhos o tempo todo por qualquer motivo, Haduki acaba fazendo alguma trapalhada, etc. Sempre a mesma coisa. Cheguei a ficar interessado quando, no penúltimo capítulo, temos mais sobre o Yukimaru, falando sobre as dificuldades familiares dele (algo que era mencionado só de passagem nos capítulos anteriores) e o real motivo para que ele tivesse tricotilomania (i.e a compulsão de arrancar os cabelos quando fica ansioso). Ao mesmo tempo, isso me frustrou, porque os capítulos anteriores foram sempre mais do mesmo, e a história acaba assim que aparecem novas questões interessantes. Pra mim, até pareceu que ficou faltando um capítulo na história!

  

Recomendo para os que gostam desses mangás bonitinhos que fazem vomitar arco íris. Para os que são diabéticos metafóricos como eu e não toleram tanto açúcar, talvez seja melhor ler esse mangá em doses homeopáticas, ao invés de ler tudo de uma vez. Acho que é mais fácil de apreciá-lo lendo aos poucos. A arte é bonitinha, mas não é muito do meu gosto. Nota '7" pra esse mangá.

A tradução em inglês foi feita pelo Ciel Scans.