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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Happiness

Apesar do título significar "felicidade", Happiness não é nem um pouco alegre. É um mangá sobre vampiros que usa de elementos clássicos para retratá-los: brutais e sedentos por sangue. Está apenas no comecinho, mas já tem muito, muito potencial de ser uma excelente leitura.

Okazaki Makoto é um aluno do colegial tímido e retraído. Ele tem apenas um amigo próximo e acaba sofrendo bullying de seus colegas, especialmente Yuki e sua namorada Nao que o forçam a fazer tarefas para eles. Uma noite, ele decide sair para devolver um DVD à locadora e vê uma pessoa no topo de um prédio. A pessoa, do nada, o ataca, mordendo-o no pescoço, e pergunta para ele se ele quer morrer agora ou se quer ser um monstro como ela. Okazaki, antes de desmaiar, diz que não quer morrer ainda...

Assim, ele acorda no hospital. Mesmo estando tudo bem com ele, apesar de ferimentos leves, e de receber alta, Okazaki não se sente nem um pouco bem. Constantemente com sede, ele também sente um cheiro delicioso vindo de algumas pessoas. Ele só se dá conta do que é quando, irritado com os colegas que fazem bullying com ele, dá um soco na cara de Yuki. Okazaki sente o impulso de lamber o sangue e aí percebe que há algo muito, muito errado com ele. Procurando um local calmo para se esconder dos colegas, ele conhece Gohou, uma menina tímida e excêntrica que diz que Okazaki é parecido com o irmãozinho dela. Os dois acabam fazendo amizade, sendo um momento de paz em que Okazaki pode se distrair da sede de sangue e vontade de matar que sente constantemente.

Okazaki deseja reencontrar a pessoa que o atacou, uma menina que ele conhece apenas como Nora. Surpreendentemente, ele também faz mais alguns amigos na escola, Yuki e Nao, que até pouco tempo o maltratavam. Eu achei que esse mangá fosse ficar por aí, com Okazaki tentando esconder dos amigos e de sua família que é um vampiro e tentando descobrir mais sobre os vampiros. Entretanto, esse momento de calmaria dura pouco e logo a história avança rapidamente, ficando progressivamente mais brutal e tensa.

  

Geralmente, histórias de vampiro modernas me decepcionam, sobretudo mangás. Happiness é a exceção a regra. Até o momento está muito boa a história. Okazaki precisando aprender como viver com um vampiro e tendo de decidir se deve ficar com sua família e amigos ou ir para um lugar longe, já que agora ele se alimenta de sangue. Também aparece uma agência aparentemente do governo que caça vampiros. São elementos clichê, mas que foram muito bem empregados nessa história. Os personagens são interessantes e parecem realistas, mas o grande ponto é o estilo de desenho do autor. A forma que captura momentos dramáticos e o jeito que ele decidiu ilustrar como é a visão de um vampiro, com branco cegante durante o dia e formas pitorescas a noite. Nota "9" e estou muito interessada em ver como as coisas irão se desenvolver. Quem gosta desse tipo de história, como Tokyo Ghoul também, irá gostar de Happiness.

Tradução do MangaStream em inglês.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Gentei Kareshi

Ai, ai... Ultimamente eu só tenho lido coisas que nem tem muito o que comentar, por isso, desculpa por ter sumido. Gentei Kareshi foi um mangá que eu li o primeiro capítulo há muito tempo, quando o grupo lançou, e achei bem legal. Mas ontem, quando eu li o mangá completo, já não fiquei com a mesma impressão.

Daiki é um estudante universitário. Ele acaba esbarrando num colega muito quieto chamado Mitsui e fica interessado por ele, por achá-lo atraente. Porém, Mitsui é antisocial e não parece estar interessado por Daiki. Um dia, ao sair de um goukon, Daiki encontra uma pessoa que parece muito ser Mitsui. Ao falar com ele, descobre que Mitsui trabalha como "namorado de aluguel" e que estava esperando uma cliente. Entretanto, a presença de Daiki ali atrapalha o encontro que Mitsui tinha, então Mitsui propõe que Daiki o contrate.

Com o tempo, Daiki vai gostando cada vez mais de Mitsui, porém Mitsui, por ter passado por uma má experiência romântica, tem dificuldades de se abrir e de acreditar nos sentimentos de Daiki, inclusive se recusando a beijá-lo. Daiki segue contratando os serviços de Mitsui como namorado de aluguel, com a incerteza de aonde o relacionamento deles irá chegar.

Ai, gente. Eu gostei muito do primeiro capítulo. As personalidades do Daiki (extrovertido, alegre, humilde) e do Mitsui (sério, desconfiado) faziam um contraste legal. E foi interessante como o Mitsui, tão quieto na escola, era autoconfiante em relação ao seu trabalho, apesar de ao mesmo tempo se mostrar tímido com questões de sentimentos. Mas não sei, depois de terminar de ler eu achei bonitinho, mas não gostei mais tanto desse mangá. Acho que tinha potencial pra ser mais do que foi.

  

Mas não é uma história ruim. Várias cenas de sexo, ilustrações bonitas, personagens agradáveis... É uma leitura pra quem só está procurando um mangá simples e rapidinho para passar o tempo, mas não é muito além disso. Vou dar nota "7", acho. Eu me sentiria mal dando uma nota menor a um mangá que cumpre o que promete, mas ainda assim acho que é uma nota alta demais.

Tradução pelo Canis Major Scanlations em inglês.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Orange

Eu sempre quis ler esse mangá, porque todo mundo dizia que era super bom! Agora, o anime foi o empurrãozinho que eu precisava para ler Orange. E realmente, as pessoas têm razão, esse mangá é excelente. Estou terminando de ler o terceiro volume e já quis vir aqui falar o que achei dele para não dar spoilers demais! Acho que consegui, pois tudo aqui é dos primeiros capítulos (que já acontece muita coisas neles!). 

Em Orange, Naho recebe uma carta, endereçada a ela e cujo remetente é ela mesma! Ao ler a carta, vê que quem a escreveu foi ela mesma no futuro, precisamente dez anos no futuro. Na carta, é dito que Naho tem vários arrependimentos no futuro e pede a seu eu de 16 anos para fazer as coisas de uma forma diferente e, dessa forma, não se arrepender. Seus arrependimentos são focados no aluno transferido Kakeru, que entra em cena enquanto Naho está lendo a carta. Como a carta realmente prediz o que irá acontecer e se mostra verdadeira, Naho promete a seu eu futuro que irá dar seu melhor para cumprir a promessa de mudar o futuro.

Assim, Naho e seus amigos se aproximam de Kakeru. O grupo é composto por Suwa (um menino atlético e gentil), Hagita (um menino aparentemente sério que gosta de não ser popular), Chino (uma menina super alta e intimidadora, que na verdade é super legal com seus amigos), Azusa (uma menina alegre, cujos pais são donos de uma padaria e é através da padaria que Kakeru é convidado para fazer parte do grupo), Kakeru e Naho, é claro. Os relacionamentos de amizade nesse mangá são tão legais quanto o romance que está se desenrolando. Ao mesmo tempo, temos "flashfowards" para o futuro, mostrando como o grupo está agora. Quer dizer, sem Kakeru.

     

A missão de Naho é, além de não ter arrependimentos menores (como deixar de jogar softball com as amigas), também é salvar Kakeru, pois, no futuro, ele já é falecido, vítima de um acidente que todos desconfiam ter sido um suicídio. Naho também logo descobre que a mãe de Kakeru se suicidou no primeiro dia de aulas, no primeiro dia que Kakeru saiu junto ao grupo. Ao mesmo tempo que tem sentimentos amorosos por Kakeru, Naho também se esforça muito para salvá-lo de si mesmo, de sua própria tristeza e arrependimentos. E, apesar de gostar de Naho, Suwa também está lá para ajudar Kakeru, como todos os outros amigos. Eu gostei muito do papel e das atitudes do Suwa, pois, apesar de ser o "rival" na história, ele também é amigo de Kakeru e se esforça para ser um bom amigo.

Em fóruns de recomendação de mangás, um pedido muito frequente é a protagonista ficar com "o segundo cara" num mangá shoujo. Ou seja, ela não ficar com o cara que ela inicialmente gostava (que costuma ser aquele cara malvado típico dos shoujo) e sim ficar de um cara que apareça depois ou que gostava dela em segredo (geralmente o cara bonzinho e legal, apesar de talvez ser meio frio com a protagonista). Em Orange, eu fico encantada de ver que o pessoal está super dividido nas discussões. É bem igual a divisão do pessoal que torce pelo Suwa e pelo pessoal que é time Kakeru. Nenhum dos dois é o "segundo cara". Ambos os personagens são escritos com tanta maestria que é impossível de decidir qual o leitor quer que fique com a Naho! O Kakeru precisa muito dela, pois a Naho pode ser realmente o que irá salvá-lo. Mas o Suwa ama a Naho há tanto tempo e é altruísta o suficiente para priorizar a felicidade do Kakeru. Eu realmente não sei o que quero que aconteça!

A única coisa que eu quero é que a autora siga escrevendo esse mangá com tanta delicadeza e profundidade. Quero ver essa história se desenrolar. Quero que a Takano Ichigo parta meu coração mais vezes e me faça chorar que nem um bebê. Quero que todos eles, todos os seis personagens, sejam felizes, apesar de se arrependerem de algumas coisas (pois uma vida sem arrependimentos não existe). 

  

Talvez seja trivial comentar isso, mas achei muito legal a autora tirar um tempo para fazer seus personagens discutirem as teorias de viagens no tempo, dessa forma ambientando e explicando sua história, dando veridicidade a ela. Ok, talvez seja só a fã de Doctor Who em mim falando (adoro viagem no tempo). Não sei mais o que dizer, além de que esse mangá é incrível! Nota 10!!!

Eu li em inglês no MangaFox, mas parece que esse mangá foi licenciado no Brasil e pode ser comprado na banca! Vou procurar pra comprar assim que for no shopping, porque um mangá bom desses vale  a pena de se ter em casa!

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Ever After

Contos de fadas com yaoi. É da est em. Uma versão surpreendentemente criativa de contos de fadas clichê. Leiam. É isso. Fim da resenha! Só que não, claro. 

São seis histórias, que são reimaginadas daquele jeito inusitado que só a est em consegue fazer! Vou comentar as três primeiras.

- Cinderella: ao invés da gata borralheira com as irmãs malvadas, temos apenas um cara normal atolado de trabalho que vai a uma festa com temática BDSM numa boate e encontra um príncipe, que se apaixona por ele ao ser dominado por ele. Como o príncipe Albert vai encontrar seu amado Ellard? Através do sapato, é claro.

- Chapeuzinho Vermelho: Akazukin é o único de sua família que visita a avó doente. Na verdade, todos estão esperando a velhota morrer de uma vez para ficarem com a herança. E a avó tem consciência disso. Ela conhece um homem que ela sabe que só quer o dinheiro dela, mas como ela odeia a própria família mais ainda, decide deixar toda a grana pra ele. Entretanto, Akazukin sabe como se vingar do cara... Essa história eu achei perturbadora e brilhante. Fiquei de queixo caído.

- Pequena Sereia: Um empresário que está planejando a construção de um resort encontra um rapaz que diz ser uma sereia e que está ali para fazê-lo desistir da construção. Claro, o empresário não acredita muito no que ele diz, mas o comportamento misterioso dele e suas ambições o fazem ficar inclinado a acreditar...

As outras três são Bela e a Fera, Princesa Kaguya (ou Princesa do Bambu) e Carmen. São muito legais também, mas as três primeiras são demais. Até porque eu não conheço as fábulas originais das duas últimas, mas, mesmo assim, não acho que tenha atrapalhado a leitura. Gostei bastante delas. Adorei como a autora pegou a ideia básica de cada uma dessas histórias super conhecidas e as transformou em oneshots modernas e interessantes. Chapeuzinho Vermelho me surpreendeu muito, de como foi macabra e bizarra, mas de um jeito fascinante! Não sei se é um mangá que todo mundo iria apreciar (os mangás da est em são bem polarizantes, pelo que eu vejo), mas eu achei um exercício criativo muito interessante da autora.

  

Acho que não tenho o que dizer... Simplesmente digo que recomendo muito a leitura, pela simples razão de proporcionar algo diferente do que a grande maioria dos mangás que tem por aí. Vou dar nota "9", porque é impossível dar uma nota baixa para um trabalho dessa autora. Ela faz mangás que podem não agradar a todos, mas ela é tão talentosa que é preciso reconhecer o quanto as histórias dela são excelentes... Mesmo num tema como "contos de fadas"!

Tradução em inglês por Seraphic Deviltry. Eu li no aplicativo Manga Rock para celular de algum leitor online. Fácil de achar por aí.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Jackass! - Sawatte Ii tte Dare ga Itta yo?

Não sei muito bem o que comentar desse mangá. Eu gostei de Jackass!. Não é nenhuma história brilhante, mas é um mangá yaoi com várias cenas safadas e com personagens divertidos. O que mais que uma fujoshi pode querer?

Hara Keisuke é um estudante do ensino médio. Apesar da sua aparência um tanto intimidadora, na verdade, ele é um rapaz dedicado aos estudos e ao seu trabalho. Ele vive somente com sua irmã há vários anos, desde que seus pais faleceram, e ele não quer dar incomodá-la mais do que ele considera que já incomoda. Katsumi e Shinoda Masayuki são seus grandes amigos. Katsumi é abertamente gay e sofre bullying por causa disso na escola, o que não o impede de tentar um relacionamento com o enfermeiro da escola, já Shinoda é um rapaz rico, bonito e despreocupado que volta e meia troca de namorada, por não querer nada muito sério.

Um dia, quando Keisuke está se vestindo para a aula de educação física, ele se vê vestindo uma meia-calça, pois, pelo visto, a meia-calça de sua irmã foi parar no meio das coisas dele. Shinoda percebe e consegue causar uma distração, para os outros colegas não perceberem o que houve com Keisuke. Só que quando Shinoda olha bem para Keisuke de meia-calça, ele fica extremamente interessado... É assim que o romance dos dois começa. Keisuke está relutante desde o começo, justo por conhecer bem o quão volátil Shinoda é. Já Shinoda diz ter visto as pernas perfeitas e quer vê-las mais e mais vezes!

Enquanto esses dois têm cenas lindas de smut e brigam pra caramba, também há um subplot que eu achei muito bonitinho sobre o Katsumi. A história dele vai se desenrolando concomitantemente com a história principal. Katsumi está tentando desenvolver um relacionamento com o enfermeiro da escola, como eu já comentei, e há um colega dele, Miyoshi que fica atrapalhando, chegando ao ponto de tentar chantagear Katsumi para terminar com o enfermeiro. Como Katsumi é um personagem auto-confiante que não se abala com nada, esses breves momentos sobre ele foram muito divertidos! 

  

Eu gostei do mangá. Não é nada demais. É só um yaoi safado, cheio de cenas explícitas, com o bônus de ter personagens muito legais e uma história agradável. Se eu for pensar bem, há algumas coisas que eu não curti muito, mas não quero pensar demais. É um mangá yaoi pra não se pensar muito profundamente sobre, apenas aproveitá-lo. Por isso, nota 9!

A tradução dos primeiros capítulos em inglês foi feita pelo grupo Sals Scans e o grupo Bro Scans finalizou a tradução.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

All Out!!

All Out!! é o mangá de esportes básico. Tem tudo que um mangá de esportes precisa. Um protagonista determinado que tem algum tipo de desvantagem no esporte que ele joga? Check! Um amigo talentoso no esporte para fazer contraste? Check! Treinamentos insanos e bizarros que dão ótimos resultados? Check! Uma gerente bonitinha pra oferecer fanservice e apoio moral? Check! Um batalhão de personagens carismáticos e diferentes uns dos outros? Check!!

Acho que é justo por isso que eu achei All Out!! meio genérico demais. Vi imagens do mangá circulando pelo tumblr, porque parece que haverá um anime em outubro desse mangá e me interessei pela quantidade de bishounens musculosos. E por ser de rugby e eu não ter nem ideia de como se joga isso. Com os primeiros sete capítulos do mangá, continuo sem saber direito o que é rugby e All Out!! continua parecendo um anime de esportes genérico. É divertido, se você gosta do gênero esportes, mas não dá pra querer ler com altas expectativas!

Basicamente, temos dois protagonistas. Iwashimizu Sumiaki, um cara extremamente alto, jogava rugby desde o ginasial, mas ele ficou traumatizado quando acidentalmente machucou um amigo durante um jogo e está decidido a não jogar no ensino médio. Já Gion Kenji é um cara bem baixinho e implica com Iwashimizu por ele ser alto, apelidando-o de "Udo" (uma planta que cresce muito). No fim, os dois acabam sendo convencidos a entrarem no clube de rugby. Gion porque ele acha que deve ser muito legal poder derrubar caras mais altos que ele e Iwashimizu porque Gion insiste que ele entre no clube, basicamente. O capitão do clube Sekizan Takuya é extremamente exigente, especialmente com Gion que é um total amador no esporte. Sekizan também sempre foi um ótimo jogador em um time medíocre, por isso ele tem como objetivo ter um time decente para finalmente poder competir de verdade. O personagem que mais me interessou dentre o time protagonista foi Ooharano Etsugo, um cara que vem jogando rugby há muito mais tempo que seus companheiros de equipe e por isso é bastante arrogante. E ajuda que ele provavelmente é o personagem mais bonito.


Comentário aleatório, mas, nossa, em rugby são 15 jogadores em cada time ao mesmo tempo. Estou com medo de quando começarem os torneios nesse mangá! Não imagino que eu vá conseguir memorizar tantos jogadores assim... Pelo menos, as partidas e os momentos que os personagens estão praticando o esporte são muito legais. O estilo dessa autora fica muito dinâmico nas cenas que precisam, o que é sempre bom num mangá de esportes, para passar a emoção das jogadas!

  

Eu não sei como avaliar All Out!!, pois está muito no começo ainda e os personagens principais mal começaram a serem apresentados. Vou esperar mais capítulos antes, mas já deixo minha recomendação aqui para os fãs de mangás de esportes. All Out!! até o momento é uma leitura suficientemente divertida para manter lendo, apesar de não ser nada demais. Fangirls como eu vão gostar também, porque há um elenco de bishounen e aquelas cenas de bromance que são combustível para fanfics/doujinshi. De um modo geral, é uma boa leitura!

Tradução em inglês por Megchan's Scanlations & Anima Regia.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Koakuma no Sanctuary

Minha primeira postagem aqui! Eba! Ainda queremos mais gente pra ajudar a tocar esse blog, então se alguém estiver interessado é só escrever pro Faust (ele demora, mas eventualmente ele responde). Então, o mangá de hoje se chama Koakuma no Sanctuary. São dois volumes que trazem histórias sobre quatro casais, com uma companhia de cosméticos como pano de fundo.

Serizawa Reiji nunca esqueceu Kagami Takahito, por quem foi apaixonado há dez anos. Kagami era amigo de seu irmão e alguns anos mais velho que ele. Quando Reiji confessou seus sentimentos por Kagami, os dois acabaram na cama, só para Kagami dizer que foi um erro e que não queria mais se envolver com  Reiji. Essa rejeição ainda atormenta Reiji, mesmo muitos anos depois. Ele acaba reencontrando Kagami por acaso e decide se aproximar dele só para seduzi-lo e partir seu coração, como Kagami fez com ele antes. Só que Reiji - como quase todos os ukes com planos malignos - ainda está apaixonado por Kagami e acaba só se humilhando e literalmente implorando  de joelhos pro Kagami ficar com ele. Achei essa história tão clichezinha e entediante. Bocejos.

O segundo casal eu achei mais interessante (ou menos desinteressante). Moriwaki Luciano é modelo para a companhia de cosméticos que Munakata Yoshiomi é presidente. No primeiro volume, vemos como Luciano tem ciúmes de Munakata e acha que seu namorado anda frio e interessado demais no novo modelo da empresa, o que o faz se aproximar do designer Saotome Daito, deixando Munakata com ciúmes (alguém dê um prêmio pro Saotome. Esse cara é um santo). Clichê? Yep. Porém, no segundo volume, temos uma maior explicação da origem do relacionamento deles: como Munakata convidou Luciano para ser modelo dos produtos masculinos da empresa e como o início do relacionamento foi complicado no início. E a terceira história é sobre o Saotome Daito (eba!) e seu novo editor, Shibasaki Minami. Essa história não tem muita lógica, não: Shibasaki descobre que Saotome tem um amor não correspondido pelo Luciano e resolve que beijá-lo é a solução pra isso e tal. Porque yaoi. 

Por fim, uma história sobre o colega de trabalho super simpático do Serizawa, o Hoshino. Ele é amigo de Tokunaga, um escultor, e do cachorro de estimação dele, Jack, que é apaixonado pelo Hoshino. Essa história me ganhou só pelo dog, que é uma fofura! Em função do cachorro tentando brincar com ele, Hoshino acaba caindo e quebrando o pulso. Tokunaga se sente responsável e decide ajudá-lo nas tarefas domésticas. Clichê? Sim também. De qualquer forma, Tokunaga adora esculpir homens nus e decide que Hoshino é o modelo que ele sempre quis! Mas Hoshino não é gay e recusa Tokunaga... Felizmente, o cachorro ajuda os dois a ficarem juntos. É, não é a história mais grande coisa ever, mas foi a melhor dos dois volumes (o que já diz muito).

  

Eu gostei muito do estilo dessa artista! A arte é um pouquinho antiquada para o meu gosto (afinal, ela já desenha mangás há vários anos), mas é bem bonita. Adorei os rapazes que ela ilustrou, um mais bonito que o outro. Não são tão "bishounen" (ainda que o Luciano e o Reiji estejam beirando ao bishounen), o que eu sempre gosto! Quanto as histórias, uma palavra: clichê. Elas não têm grandes dramas, reviravoltas, ou revelações. Só caras se apaixonando, de uma forma forçada, conveniente e apressada, e transando. Só isso mesmo. Não seria exagero dizer que o personagem mais interessante é o cachorro. Nota "5" porque foi superficial demais.

Tradução em inglês do Fantasy Shrine. Eu li no My Reading Manga.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Complex

Eu não ando lendo muitas coisas ultimamente (traduzir e editar tem tomado muito do meu tempo...), mas vi que alguém upou Complex num site e resolvi reler. Eu tenho um carinho muito grande por esse mangá, porque foi um dos primeiros mangás yaoi que eu li. É uma montanha russa emocional pra mim. Eu rio, eu choro, eu reviro os olhos, eu fico com raiva... Gente, quatro volumes que têm muito a contar!

Primeiramente, o sumário básico de Complex em sites como o Baka Updates não faz justiça à história. A maior parte desses sumários se refere somente ao primeiro capítulo e passa uma idéia muito errada do que o leitor deve esperar ao ler esse mangá. Complex é uma série que, apesar de não ser muito longa, acompanha seus personagens ao longo de suas vidas, começando em sua infância até suas vidas adultas, sendo o último capítulo com os personagens já na velhice. É uma história complexa. Sobre amor, sobre homossexualidade, sobre gênero, sobre aceitação, sobre amizade, sobre família... Uma diversidade de temas são abordados nessa história. 

O sumário pouco explicativo básico dessa história é esse aqui, que eu vou complementar depois: Tatsuya e Junichi são alunos da quinta série que são amigos desde que eles conseguem se lembrar. Tatsuya é um menino alegre e atlético, sendo muito querido pelos colegas. Junichi o admira e gostaria de ser como ele, bem como o tem como um amigo muito querido. Entretanto, na escola que eles estudam, há um professor pedófilo que está interessado em Tatsuya. Ele, com a ajuda de uma outra aluna da escola, Yumi, sequestra Junichi para atrair Tatsuya e poder molestar os meninos. Sim, eu sei o que vocês estão pensando. Esse capítulo realmente assusta, mas felizmente os dois conseguem se livrar do professor. Eles ficam traumatizados pelo incidente, o que é abordado a seguir.

  


Nos próximos capítulos, a história melhora MUITO de nível. Agora, os dois estão no ginasial, no início da puberdade, e sofrendo todas as confusões que essa fase da vida causa. Junichi se sente deixado para trás por Tatsuya, que está crescendo mais rápido que ele e mudando de voz. Em contrapartida, Tatsuya não quer crescer, porque ele considera que são os adultos os que fazem coisas cruéis como o que o professor fez com ele quando criança. Por ter também muita raiva de Yumi, a menina que manipulou os dois no primário, ele fica com raiva de mulheres de uma forma geral e cada vez mais se vê obrigado a confrontar seus sentimentos por Junichi.

Essa parte da história de quando os personagens são adolescentes é muito legal de ler, em função dos conflitos, temores e sentimentos típicos dessa fase da vida. Apesar de coisas trágicas acontecerem, como o acidente que impede que Tatsuya volte a jogar futebol, a amizade e o amor que um tem pelo outro faz com que eles consigam passar por esses momentos. Já quando os dois estão na faculdade, eu diria que eles estão em lua de mel... Porque é a fase mais alegre e divertida do mangá. Os dois estão curtindo as amizades, as aulas e o tempo um com o outro, apesar de as decisões para o futuro estarem pairando a vida deles, conforme eles se aproximam de se tornarem, de fato, adultos - como eles ansiaram a história toda.

Quando eu era uma fujoshi besta de 14 anos e li esse mangá pela primeira vez, eu desgostei muito do rumo que a história tomou. Mas hoje, quase dez anos depois, relendo a história, eu gostei muito do que a autora fez aqui. Foi um grande sofrimento para os personagens? Foi. O romance deles foi interrompido e passou por grandes dificuldades? Sim. Os dois personagens precisaram tomar rumos diferentes e não necessariamente tomaram as decisões certas nesse ponto da história... Mas quem toma decisões 100% corretas o tempo todo? Esse mangá é tão real para mim. As burrices que as pessoas cometem, as coisas que precisam fazer mesmo que não queiram, como destroem as próprias vidas para depois reconstruí-las... Não quero dar spoilers, mais do que já dei, mas essa parte do mangá, para mim, foi a mais difícil de ler - porque é amarga, triste, complicada, sem um resultado em que todo mundo possa ser totalmente feliz -, mas também a que soa muito real. Conforme a história evolui, entretanto, vai se tornando progressivamente mais agradável e doce (os capítulos do ponto de vista do Kenta, uma criança e um dos protagonistas da história em seus dois últimos volumes, são muito legais).

  

Eu diria que esse mangá é uma tentativa de mostrar um amor de uma forma real, enfrentando diversas dificuldades plausíveis e possíveis de acontecer. Essa história não tem heróis nem vilões, somente personagens cheios de qualidades e defeitos. Eu gosto muito de como os personagens mudam, crescem e amadurecem conforme a história progride. A história tem seus momentos tristes, felizes, românticos... E é muito bem balanceado. Se eu tivesse que apontar algo negativo para dizer, eu diria que a arte é algo que incomoda. Como é um mangá de 1996, a arte é antiquada. Eu acho que a história é tão boa que a arte, apesar de seus problemas e inconsistências, se torna tolerável. Vou dar nota "9", porque esse mangá é, com certeza, uma leitura interessante, no mínimo. O final do mangá é lindo (e daí se é clichê? Chorei litros e amei) e o último capítulo é como se fosse um álbum de fotos, mostrando vários momentos da vida de todos os personagens. Os comentários da autora sobre as decisões que ela tomou enquanto escrevia a história também são legais de ler e vários deles explicam e justificam várias reclamações dos fãs.

A tradução em inglês foi feita há milênios pelo Obsession. 

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Ame Nochi Hare

Esse mangá foi um que eu estava postergando a leitura, porque eu sabia que ia ser muito bom e que eu ia sofrer esperando capítulos novos... Bem, fiquei dois dias sem internet, então acabei lendo tudo que eu tinha baixado... Inclusive os seis volumes de Ame Nochi Hare que foram traduzidos pro inglês.

A escola Amagai Gakuen é muito prestigiosa e famosa. Ela é uma escola só para meninos, mas ao seu lado há uma escola-irmã só para meninas. No dia da recepção aos novos alunos, cinco meninos do primeiro ano são afetados por um fenômeno estranho durante uma tempestade: todos eles são transformados em meninas. Não demora muito a eles descobrirem que a transformação vai e volta dependendo do clima. Sempre que chove, algumas horas depois eles se transformam em meninas. Quando para de chover, eles voltam a ser meninos. Felizmente, um funcionário da escola que gerencia os dormitórios acredita neles quando eles falam o que ocorreu e os ajuda a esconderem esse segredo. Então, fica organizado que, sempre que chover e eles se transformarem em meninas, eles irão estudar na escola feminina. Essa situação, naturalmente, faz com que os personagens mudem sua forma de pensar e sentir.


Então vamos aos personagens! Yamanoi Hazuki é o protagonista e, de fato, a situação dele é a mais interessante. Ele sempre sofreu por ser a sombra de seu irmão gêmeo, Natsuki, que é mais extrovertido que ele, por isso optou por estudar nessa escola. Ele se apaixona por uma menina da escola feminina, Asumi, e faz amizade com ela, quando está na sua forma feminina. O mais interessante é que o irmão dela, Houjou, que o trata super-mal quando ele é um menino, se apaixona pela forma feminina de Hazuki. Então essa situação é a mais legal e a que eu fico mais curiosa de ver como irá se desenrolar! Como a fujoshi que sou, fico torcendo para que Hazuki fique com o irmão da Asumi, mas estou duvidando que a Bikke fará isso. Kisaragi Touma, outro dos cinco meninos afetados por esse fenômeno, se torna muito amigo de Hazuki, ao ponto que ele começa a se apaixonar por ele também. Então ainda tem mais o Touma para deixar essa história com o Hazuki interessante!

Os outros três meninos estão envolvidos demais em seus próprios problemas, digamos assim, para se envolverem no polígono amoroso. Goromaru Junta é um menino baixinho e afeminado, mas ele é apaixonado por karate e é muito bom nisso! Ele tem uma queda por Sakurako, mas ela é apaixonada por sua melhor amiga, Asumi. Também tem o Maki Yuusuke, que, acho, foi o que mais demorou a se abrir e mostrar o que estava lhe incomodando: ele é apaixonado por uma menina, Ryouko, que todo mundo sempre disse que devia casar com o irmão dele. Apesar de Ryouko gostar de Maki também, ele se sente culpado, porque, além de ficar feliz com o amor dela, ele também sente prazer em "triunfar" sobre seu irmão. Por fim, Sakonji Madoka é o filho de uma calígrafa famosa e é de uma família tradicional, então sua esposa já foi decidida: Azusa, uma menina de 11-12 anos. A maior dificuldade dele é vê-la como algo mais que sua irmãzinha. Apesar de os momentos do Madoka com a Azusa serem um amor, ele, infelizmente, pra mim é a parte menos interessante da história (não que ele não seja legal, porque ele é, mas é que tem várias coisas mais interessantes com os outros personagens, então eu sinto que ele acaba "sobrando").

  

Sério, eu vou chorar porque a tradução ainda não foi concluída... Esse mangá é envolvente demais! Eu fui, inclusive, procurar para baixar em japonês para dar uma espiada, mas o pessoal só disponibiliza o último volume e não o penúltimo! Aí complica!! Ame Nochi Hare é um mangá gender bender feito do jeito certo. Atrocidades como Boku to Kanojo no XXX tentaram fazer algo similar ao que a Bikke faz aqui, mas sem a mesma maestria e sensibilidade. Vou dar nota "10", porque esse é um mangá verdadeiramente excelente.

A tradução é do Girls Generation Scanlations em inglês.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Nijiiro Days

Está para sair em breve um anime de Nijiiro Days, como eu achei as imagens bonitinhas (quatro bishounen! Como não amar?), eu resolvi ir dar uma olhada no mangá e ver se valia a pena... E vale! Muito!! Muito mais que eu imaginei!!!

Esse mangá acompanha as vidas de quatro meninos que são amigos. O primeiro deles é o protagonista, Hashiba Natsuki. Ele levou um fora de sua namorada na noite de Natal e nesse mesmo dia ele encontrou seu novo amor: uma menina vestida de Papai Noel que estava distribuindo panfletos e foi gentil com ele. Natsuki entregou o cachecol, que originalmente era um presente para sua ex, para ela e achou que sua história tinha acabado aí... Mas a menina é uma estudante da mesma escola: Kobayakawa Anna. Então, Natsuki está determinado a conquistá-la... Os seus amigos frequentemente tiram sarro dele e o consideram um menino com um coração de menina, porque ele se empolga muito com romance!

O segundo personagem, por ordem de aparecimento no mangá, é Matsunaga Tomoya. Ele é um menino super popular na escola e que acha muito trabalhoso namorar, então ele se diverte com várias meninas diferentes. Ele tem uma irmã mais nova que ele adora e, recentemente, ele tem se visto interessado pela melhor amiga de Anna, Tsutsui Mari, que é uma grande tsundere, violenta, odeia homens, cospe na cara do Matsun sempre que pode, e diz ser apaixonada pela Anna. Então ele tem uma jornada bem trabalhosa pela frente!

Depois, temos o Katakura Keiichi que é um cara super gentil, doce e amigável... À primeira vista, na verdade, ele é um super-sádico que sempre traz um chicote portátil para a escola. Ele gosta de mulheres mais velhas, que o deixem puní-las e dominá-las. Ele também é irmão de um dos professores e é o alvo do amor da irmãzinha do Matsun, a Nozomi. As histórias do Keiichi são as que mais me fazem rir, porque ele é o personagem mais absurdo dentre todos esses personagens absurdos.

Por fim, o quarto menino é o Naoe Tsuyoshi, um otaku que raramente mostra expressões faciais. Ele já tem uma namorada, Asai Yukiko, que é uma cosplayer. Os dois são um casal muuuito fofo e eu adoro as interações deles entre si e com os outros personagens. O Tsuyopon é o mais sério e menos absurdo dos meninos (apesar de ser o cara que esculpe Gundams de chocolate!), então é muito divertido vê-lo interagindo e zoando com os outros.

  

Eu não sei nem como explicar o quanto eu estou apaixonada por esse mangá!! Além da arte ser linda (as páginas coloridas me fazem babar), os personagens são todos hilários e interessantes, inclusive os personagens secundários (adoro os colegas dele de aula, os meninos do clube de basquete, até o rival do Natsuki é um amor!). Um mérito da autora foi pegar vários clichês que são mandatórios nos mangás escolares (dia dos namorados! Natal! Viagem da escola! Verão na praia!) e sempre conseguir dar um toquezinho inesperado ou diferente. Estou apaixonada, nota "10" e quero maaaais.

A tradução em inglês é feita pelos grupos Chibi Manga e Freewheeling Scanlations.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Beauty Bunny

Eu tinha deixado uma notinha me lembrando de falar desse mangá (e de uns outros shoujo que eu li), mas eu fico um pouco desanimada de escrever sobre Beauty Bunny. Não tenho uma opinião muito formada ainda sobre esse mangá... Ou melhor, a que eu tenho até o momento não é muito boa, então eu tenho esperanças que ainda possa melhorar... Apesar de ser improvável.

Yuzuhara Kohane é uma colegial sem muito interesse por beleza e maquiagem, apesar de (ou, talvez, por causa disso) sua mãe ser uma mulher muito bonita e que compra compulsivamente cosméticos. Quando ela se transfere para uma nova escola, ela fica apreensiva de não conseguir fazer amigos, mas ela logo conhece Maruyama An, que se torna sua nova melhor amiga, e Yuge Otohiko, um colega muito gentil e bonito. Porém, nem tudo é tão maravilhoso assim: outro colega bonito e popular, Yashima Iori, chama Kohane de feia sempre que pode.

Um dia, sua mãe é demitida do emprego e Kohane decide implorar ao empregador dela para aceitá-la de novo na empresa. Lá, o ex-chefe de sua mãe diz que ela é feia e nem dá bola pra ela. Mas nesse lugar ela também conhece Himiko, uma modelo famosa, que é irmã de Iori. Himiko chama Iori, que faz um make-over em Kohane e a deixa muito bonita. Isso faz com que o chefe da mãe dela se derreta e a admita de volta no trabalho... Porque, vocês sabem, né, ser bonita resolve todos os problemas que uma mulher possa ter (/sarcasmo). E é basicamente isso que esse mangá nos diz em seu primeiro capítulo. Bem, Kohane logo escuta um boado perturbador: Iori tem suas "coelhinhas" que são meninas que trocam favores sexuais para que ele as deixe bonitas. Kohane fica morrendo de medo de quando Iori virá cobrar a dívida que ela tem com ele... Aí que fica confuso: no início, parece que isso é só um boato e que o Iori está tirando com a cara da Kohane, mas em seguida vemos ele beijando uma mulher desconhecida e discutindo sobre suas coelhinhas com Otohiko. Não sei o que a autora pretende com isso...

Também logo descobrimos que Himiko, a irmã de Iori, na verdade é o próprio Iori travestido. Como sua irmã sofreu um acidente, ele assume a identidade dela e segue seu trabalho de modelo. O que ainda não foi muito explicado. Eu achei que a grande questão da história ia ser aí: Kohane adora Himiko e faz amizade com ela, mas ela morre de medo de Iori, então Iori usaria Himiko para se aproximar de Kohane... Só que... Não... Na verdade, a Kohane descobre que Himiko = Iori super-rápido.

  

O ponto mais legal desse mangá é a relação de amizade/competição/triângulo amoroso entre Otohiko, Iori e Kohane. É bonitinho. Os três têm vários momentos fofos juntos, mas também super clichês. E, na verdade, esse triângulo se resolve (aparentemente) super-rápido. Eu não sei o que a autora pretende com esse mangá... E isso, nesse caso, não é algo muito bom. Ela pega vários clichês dos mangás shoujo (menino se veste de menina! Menina faz amizade com identidade secreta do menino! Menina nova na escola faz amizade com bonitões! Menino ajuda a menina e demanda favores sexuais como pagamento! Triângulos amorosos! Etc!!) e parece que não sabe o que fazer com eles, ou não quer fazer algo óbvio com eles, mas acaba não fazendo absolutamente nada com nada. Esse mangá me deixou mais confusa do que qualquer outra coisa! Ainda não sei se vou continuar lendo pra ver se melhora ou não. Vou dar nota "6", pelo simples fato de, pelo menos, a autora estar tentando fazer coisas diferentes e inesperadas.

Os dois primeiros capítulos estão disponíveis em inglês pelo Paperdolls Project, mas há mais capítulos disponíveis em espanhol, com tradução do grupo Soul Craft Fansub.