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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Revendo Resenhas / Atualizações

Gente, uma coisa que eu nem percebi! O blog fez dois anos no dia 25 de janeiro! Nunca imaginei que conseguiria manter um blog por tanto tempo... Bem, tive alguns tropeços pelo caminho e alguns meses sem atualização, mas cá estamos! Meta para esse ano? Ahn, atualizar com a frequência que estou tentando manter e, se eu tiver saco e descobrir como, mudar o template do blog para algo mais relacionado a quadrinhos. Vamos ver como vai ser!

Watashi ga Motete Dousu n da: Wooooow! Agora que o circo vai pegar fogo!! Infelizmente, acho que esse mangá deve estar se encaminhando para o fim, em função de desenvolvimentos recentes. Mas espero que não termine, pois é uma história muito divertida.

Ten Count: E aqui as coisas também estão se encaminhando para uma resolução. Ou, pelo menos, para uma explicação. Nesse último capítulo, Takarai Rihito começa a nos mostrar uma situação traumática no passado que pode estar relacionada a misofobia de Shirotani. Sigo impressionado pelo quanto a autora deve ter pesquisado para escrever esse mangá, pois a explicação que ela está insinuando (apesar de talvez ser meio simplista) faz muito sentido. Fun fact: eu estava fazendo propaganda desse mangá para minha ex-R2 (i.e residente veterana) e depois lembrei que tinha cenas de sexo bem explícitas... E que o grupo gringo está descensurando... Faz algum tempo que eu não falo com ela e estou com medo de saber se ela chegou a procurar esse mangá ou não... 

Blue Sky Complex e Colorful Line: ambos chegaram ao fim. Por um lado, fico feliz de saber a conclusão dessas histórias. Ao mesmo tempo, entretanto, um pouco triste. Especialmente em relação a Blue Sky Complex, que eu achei que iria estender, por pelo menos mais um volume, sua história. Mas não estou reclamando. O final de ambos os mangás foi satisfatório, especialmente o de Blue Sky Complex.

Magi - Sinbad no Bouken tem beirado o absurdo ultimamente, mas eu estou gostando muito da leitura, pois está sendo explicado não somente como Sinbad conheceu seus generais, mas também sobre os países e culturas diferentes que ele visitou e que lhe ajudaram a formar seu próprio país, Sindria. Confesso que estou realmente gostando mais da leitura desse mangá aqui do que do próprio Magi. 

Uma notícia excelente que eu nem imaginava: Yu Yu Hakusho está sendo publicado no Brasil novamente!!! Dessa vez, numa edição bonitinha e nada de meio-tanko. Fico feliz por isso, pois eu colecionei a edição antiga e as páginas de várias edições estavam caindo. Além disso, nunca consegui comprar as edições 3, 4, 10 e 27, porque a distribuição de mangás era horrível naquela época e não existiam lojas especializadas em Porto Alegre. Minha única crítica quanto ao relançamento é que eles optaram por escrever "Raygun" ao invés de "Leigan". Sim, eu sei que "raygun" é o certo e que "leigan" deriva da pronúncia japonesa de "raygun". Mas eu cresci escutando e lendo "leigan", então a nova versão me incomoda. Mas enfim! Junto com Sakura Card Captors e Rurouni Kenshin, outros dois sucessos clássicos que estão sendo republicados, Yu Yu Hakusho pode ser adquirido nas bancas e tal.


Bem... É isso. Eu estava na dúvida se valia a pena fazer esse post ou não, por achá-lo meio irrelevante, mas... Meh, o blog é meu e eu tenho de aprender a ser menos obsessivo e restritivo com o que posto nele ou não.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Revendo Resenhas: Watashi ga Motete Dosunda, Interval Zero e Ten Count

Vou fazer um tipo de postagem diferente. Assim como eu tenho postagens falando do primeiro capítulo de algumas séries e comento outras cujo final ainda não vi, acho que é importante atualizar meus comentários. Como eu não tenho tempo ou ânimo para refazer essas resenhas, bem como acho que seria estúpido e contraproducente, vou fazer de tempos em temos uma postagem atualizando minha opinião, sobretudo quanto às séries mais longas.

Watashi ga Motete Dosunda: Acho que nos capítulos mais recentes, a Junko finalmente tomou coragem de falar sobre algo que perturba muito alguns leitores desse mangá. Em outras palavras, a perda de peso milagrosa da Kae e o fato dos quatro caras só terem se interessado por ela agora que ela é magrinha. Lá pelas tantas, a Kae recupera o seu peso inicial, depois de passar algum tempo comendo muito chocolate. Aí os sentimentos dos rapazes são postos à prova: é amor de verdade ou eles só estavam atraídos pela aparência física da Kae? O Mutsumi-senpai não muda (claro), mas o Nanashima e o Shinomiya ficam extremamente perturbados e decidem que a Kae precisa emagrecer de novo. Já o Igarashi é quem confronta os próprios sentimentos em relação à Kae: inicialmente ele fica chocado pela aparência dela, mas depois conclui que ele é apaixonado pela Kae como um todo, não só pela aparência física, e decide que não vai mais incomodá-la para que emagreça. O Mutsumi-senpai não vê problema nenhum com qualquer que seja o peso da Kae e diz que emagrecer ou não tem de ser uma decisão dela. Já o Nanashima e o Shinomiya percebem que foram longe demais. Acho que esses capítulos do mangá foram importantes para estabelecer os sentimentos dos rapazes pela Kae. Os do Shinomiya e os do Nanashima ainda não ficaram muito claros, para mim. Atualmente, o mangá está endereçando os sentimentos do Mutsumi-senpai pela Kae, algo que eu realmente quero ver. Como esse é um mangá cômico e a Kae está mais preocupada em ver cenas moe entre os meninos do que em ter um romance para ela mesma, não imagino como esse mangá pode terminar. Apenas acho que, pelo que foi exposto até agora, o Igarashi é quem está com a vantagem pelo coração da Kae (ou pelo menos é o favorito da Junko) e o Mutsumi é o meu favorito. Estou curtindo bastante esse mangá e o acompanho pelo Crunchyroll desde que foi licenciado!

Interval Zero: a Naelyan me disse que o Yaoi Home traduziu esse mangá completo e eu corri para ler. Não tenho muito mais a acrescentar ao que eu tinha inicialmente: foi uma decepção. Enquanto Junketsu Drop une dois personagens carismáticos, uma arte fofíssima e uma história divertida, Interval Zero falha em todos esses quesitos. Não gostei nem um pouco do Kima e não me senti convencido com ele junto do Kadokura como um casal. Pelo contrário, tive pena do Kadokura do início ao fim... E achei o final bem "meh".

Ten Count: Gente, esse mangá está me deixando com TANTOS conflitos. Por um lado, eu adoro a arte linda e as cenas smut são fantásticas. A Takarai Rihito sempre no shounen ai, com algumas poucas cenas mais explícitas... E aí em Ten Count ela mostra que sabe, e muito bem, ilustrar cenas de sexo (aliás, ou as revistas estão ficando mais relaxadas em relação à censura ou os scanlators estão ficando melhores em descensurar...? Se for o segundo caso, wow, meus parabéns!). Por outro lado... Eu estou preocupado com esse mangá. Não sei se gosto do caminho que está tomando. Eu espero muito que haja uma reviravolta e que descubramos que o Kurose tenha alguma intenção maquiavélica ou algo assim, porque não sei se gosto do relacionamento dele com o Shirotani do jeito que está. Ele está curtindo o controle que tem sobre o Shirotani, que está numa posição de vulnerabilidade (em vários sentidos). Se a autora tentar passar isso como "apenas mais uma história de amor fófis tee-hee", eu vou ficar muito irritado. Quero ver essa relação dos dois se arrumando e o Shirotani conseguindo se impor mais. Do jeito que está, não está saudável... Especialmente pro Shirotani.

Tenho muito mais opiniões para revisar, mas esse post ficaria gigante demais (e já está bem grande) se eu fosse falar de todos. Vou encerrar por aqui. Por hoje é só, pessoal!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Recipe no Ouji-sama

A Junko é uma das minhas autoras favoritas, e acho que todos os trabalhos dela são bons. Recipe no Oujisama foi um que me deixou muito animado quando começaram a traduzir, pelas ilustrações super-coloridas e os personagens com aparências muito diferentes.

Sakai Kei é um estudante de Gastronomia muito sério e dedicado. Seu sonho é abrir um pequeno restaurante em que sua comida possa deixar as pessoas felizes. Para realizá-lo, todos os dias ele viaja três horas de trem até sua universidade para estudar. Por mais dedicado que seja, é difícil fazer esse percurso diariamente. Eis que surge a oportunidade de ir morar numa casa muito barata com outros três rapazes. Todos seus problemas pareciam estar resolvidos, mas ele acaba com novos problemas. Seus três colegas não podiam ser mais bagunceiros e sobra pra ele arrumar tudo e cozinhar!

Honda Yasuhira é o dono do local e passa a maior parte do tempo dormindo ou jogando pachinko (adorei o desing meio punk dele!). Sogawa Tsubasa é um estudante de Direito muito calmo e tranquilo (apesar de não ajudar em nada). Por fim, Nioka Shouhei é um aspirante a ator que faz diversos trabalhos. Logo de cara, rola uma tensão entre os dois (e dá pra perceber que há alguma coisa entre o Tsubasa e o Yasuhira também). 

Para mim, esse cenário com quatro personagens tão diferentes entre si morando juntos, cada qual com seu sonho/objetivos (ou falta de, no caso do Yasuhira), e, ainda por cima, atrações mútuas e tensão sexual parecia muito promissor e renderia um bom mangá por vários e vários capítulos. O problema é que acabou. De repente. Do nada. Deixando milhões de questões sem resolver (e o extra que ela escreveu pro tanko só criou mais perguntas!)!

  

O Kei conseguiu ir bem na tal competição culinária com sua receita? Ele vai conseguir abrir seu restaurante? Tsubasa vai conseguir ser honesto e expressar o que sente por Yasuhira? Yasuhira vai aceitar os sentimentos de Tsubasa? Como o Kei vai lidar com o possível sucesso do Shouhei na novela? O QUE VAI ACONTECER?! É muito angustiante quando uma boa história acaba sem mais nem menos! Arte linda, personagens divertidos e bem estabelecidos, um enredo interessantíssimo... E acabou do nada. Suspeito que ou a Junko tenha terminado para se dedicar a outras coisas, ou que a revista tenha decidido interromper a publicação dela por algum motivo e fez com que ela apressasse um final. Espero que ela faça uma sequel, para transformar essa nota "8" em um dez.

A tradução foi feita pelos grupos SuzakuTheKnight Scanlations e  Hoshi Kuzuu em inglês.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Watashi ga Motete Dousu n da

Mais um mangá da Junko hoje! Dessa vez, vou comentar um shoujo que ela está publicando atualmente e que, com certeza, irá interessar as fãs de yaoi. Eu vi que já há várias resenhas, tanto em português como em inglês, para esse mangá, o que me deixa super-feliz! Adoro quando as pessoas gostam do trabalho de uma autora que eu adoro. O título é Watashi ga Motete Dousu n da, que, de acordo com o MangaUpdates, pode ser traduzido como "Meninos, por favor, o beijem ao invés de mim". 

Serinuma Kae é a protagonista da história. Ela é uma menina gordinha, muito querida pelos colegas, amiga de vários meninos bonitos... E uma grande fujoshi. Ou seja, ela é fã de yaoi, chegando ao ponto de shipar dois colegas de aula. Ela comenta sobre seus animes favoritos e sobre, é claro, seus casais favoritos com sua melhor amiga, Aa-chan. Seu personagem favorito (e maior obsessão) é o Shion, sendo que ela tem uma coleção de produtos sobre ele. Tudo vai muito bem, até que o Shion morre no episódio mais recente do anime. Kae fica muito deprimida e passa uma semana reclusa de luto, preocupando seus colegas e familiares. Quando ela consegue se recuperar (graças a um empurrão nada delicado de seu irmão), percebe que esse período de depressão a fez emagrecer um monte.

Ok, muita gente não curtiu isso da história. Kae era bem cheinha e passa a ser um palito em uma semana, assim, do nada. Eu tomei como a situação cômica que é e não me incomodei muito. De qualquer forma, ela volta a ir nas aulas e chama a atenção de todos. Igarashi e Nanashima, o potencial casal de colegas que Kae adora, ficam boquiabertos logo de cara. Até o kouhai super-certinho, Shinomiya, que costumava ser bem rude com a Kae muda de atitude. O único que não muda seu jeito de agir, porque ele sempre foi um querido com a Kae, é o Mutsumi-senpai. Ainda assim, esses quatro caras agora disputam as atenções da Kae!

É muito engraçado que mesmo cercada de caras atraentes a Kae fica mais preocupada em babar nos momentos Igarashi x Nanashima, ou em perceber o potencial que há em um novo casal Mutsumi x Shinomiya. Ela, inicialmente, tenta esconder seus hábitos de otaku e de fujoshi, mas os meninos acabam descobrindo de qualquer forma. O Mutsumi-senpai a encoraja a ser ela mesma e os outros meninos concordam que gostam da Kae e aceitam os hobbies dela! Como que a Junko sempre consegue fazer cenas tão fofas?!

  

Eu estou adorando o mangá! É muito engraçado, sobretudo as cenas que a Kae está fangirlando, mas também cheio de momentos bonitinhos e fofos. Todos os meninos têm o seu próprio charme, tanto individualmente quanto como casais! A Kae também é uma protagonista bem divertida e querida, apesar de haver vários clichês na personalidade dela (não é tão diferente assim da protagonista também gordinha que perde peso e consegue um harém para si em Otometeki Koi Kakumei Love Revo, apesar de essa outra série ser bem mais mal escrita). A arte é aquela arte tipicamente Junko, ou seja, muito bonita. Cada personagem tem um rosto bastante único e é fácil saber quem é quem na história. Ao contrário de certas autoras que só mudam o cabelo dos personagens. Bem, vou dar uma nota "9" para o mangá. Ah, e eu já escolhi com quem eu quero que a Kae fique no final. Mas eu posso acabar mudando de opinião. 

Em português, temos a tradução do Kokoro Nin-Nin. Já em inglês, a tradução é dos grupos Summer Rain e Phoenix Serenade Scans.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Abarenbou Kareshi

Hoje é mais uma vez o dia "Faust-exalta-as-qualidades-de-uma-das-mangakas-favoritas-dele"! A escolhida da vez, como já foi algumas vezes e ainda será novamente, é a Junko-sensei! Aplausos, por favor, para essa autora maravilhosa. Resolvi reler o segundo mangá dela que eu li e me apaixonei de novo por ela. Abarenbou Kareshi foi o primeiro ou um dos primeiros mangás dela a ser traduzido e divulgado no exterior. Apesar de ser o trabalho mais antigo dela (excetuando doujinshis), ele apresenta muitas qualidades e características recorrentes nos trabalhos da Junko.

Abarenbou Kareshi é composto por três histórias curtas. A primeira dela, que ilustra a capa e dá título ao mangá, é sobre dois amigos de infância. Naoto tem uma aparência adorável que chama a atenção, mas sua personalidade é o oposto disso. Ele é violento, rude e homofóbico. Isso é um grande problema para Hajime, que se descobriu apaixonado por seu amigo. Esse resumo também é comum a outros mangás, mas o modo que Junko executou é inusitado. Novamente, ela consegue combinar sua arte linda com personagens fazendo expressões faciais convincentes e, ainda, adicionar aqueles diálogos que poderiam ser brega, mas acabam sendo adoráveis. 

A segunda história trata sobre irmãos. O pai do personagem A casa com a mãe do personagem B e, mesmo não sendo relacionados por sangue, começa o "mimimi" de não podemos ficar juntos porque, oh céus, somos irmãos. Esse cenário já foi feito e refeito toneladas de vezes por várias autoras diferentes, mas a Junko consegue dar uma pitada de inovação. Shinji descobre que seu irmão mais novo está afundado em dívidas. Ele fica ainda mais chocado ao descobrir que Haruki contraiu essas dívidas por gastar dinheiro com profissionais do sexo. Apesar de eu não estar esperando por isso, achei a idéia interessante, mesmo que eu não tenha gostado tanto dessa história. O grande destaque desse capítulo foi a arte da Junko nas cenas "calientes". 

Por fim, para encerrar esse mangá com chave de ouro, temos a história de dois meninos que se conheceram quando pequenos e voltam a se encontrar. Isso também já foi feito e refeito, mas, novamente, Junko traz alguns elementos diferentes. Dessa vez ela sai completamente vitoriosa e faz a melhor das três histórias. Hara Shuuji, após o divórcio de seus pais, precisou trocar de escola. Ele se esforça para causar uma boa impressão em seus colegas, mas tudo acaba indo por água abaixo quando reencontra Yoshie Kennichi. Apesar de ter sido, aos olhos de Shuuji, um menino bonitinho e chorão na infância, Yoshie é, agora, um delinquente temido. Shuuji fica perdido ao ver uma pessoa completamente diferente do que lembrava. Só digo isso: essa história é hilária.

  

Junko é uma das minhas autoras favoritas, se não for a minha "grande favorita". Tenho um carinho muito grande pelos trabalhos dela e esse não é exceção. Acho que pela combinação de "arte bonitinha", "humor", "elemento clichê revisitado" e "diálogos e monólogos bem-escritos", ela ganha uma nota "10" de mim.

Esse mangá foi traduzido há alguns anos pelo grupo Corrupted Fetishes para o inglês. Não sei se foi traduzido para o português, mas também é fácil achá-lo em espanhol. 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Oneshot: Youthful Love

Sim, eu vou continuar proclamando meu amor pela Junko! Dessa vez, vim comentar uma oneshot dela que foi traduzida não faz muito tempo. O nome que o tradutor deu foi Youthful Love e, apesar de possuir vários elementos clichê, eu adorei.

Só achei triste um dos protagonistas não receber um nome. Até o figurante recebeu um nome. Bem, vou chamá-lo de Kouhai. A combinação é que Itou, o namorado mais velho de Kouhai, sempre o encontre para tomar café da manhã juntos. Recentemente, Itou tem estado distante e muito atarefado, o que acaba preocupando muito seu namorado. Kouhai se sente inseguro, especialmente pela diferença de idade, o que o faz sempre ser visto e tratado como uma criança. Uma conversa com um colega, que adiciona mais caos à situação ao afirmar que o amor dos dois está terminado (devido ao comportamento distante de Itou), acaba perturbando mais ainda Kouhai, que começa a ficar mais e mais incomodado por Itou não responder as ligações e nem aparecer mais para tomarem café da manhã juntos.

Quando Murai, um colega de trabalho de Itou, atende o telefone dele por engano, a confusão está armada. Kouhai toma uma atitude precipitada e decide confrontar Itou, sendo que, por sua imaturidade, acaba dizendo várias coisas sem pensar. Itou decide que não quer mais falar com ele até que se acalme e, por sua vez, Kouhai acha que é Itou quem está errado, também passando a o ignorar. Nesse período distantes um do outro, começam a reavaliar seus sentimentos e pensar a relação que têm. 

Eu vou parar de contar agora, porque, afinal, essa história tem só 32 páginas. É incrível como a Junko, nesse número reduzido de páginas, conseguiu contar uma história adorável e envolvente. É fácil de se identificar com os personagens e de compreender seus sentimentos. Apesar de serem personagens de uma história tão curta, Itou e seu kouhai são surpreendentemente complexos. 

  

Eu amo a Junko até a morte, então eu sou suspeitíssimo para avaliar qualquer coisa escrita por ela. Ah, mas tem de se admitir: a arte dela fica melhor a cada trabalho. As últimas páginas dessa história contiveram o habitual "diálogo que derrete o coração do Faust", acompanhado por ilustrações maravilhosas e comoventes. É Junko. É nota "10". Ponto.

Essa história foi traduzida primeiramente para o espanhol pelo grupo Sentimiento Yaoi e, posteriormente, para o inglês pelo scanlator BakeNeko. 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Kasa no Shita, Futari

Eu amo, amo, amo a Junko e tudo que ela faz. Esse mangá não é exceção. Eu tenho uma cópia japonesa de Kasa no Shita, Futari e quase morri de felicidade quando foi traduzido para o inglês. Essa história é muito bonita e tocante. Não sei como a Junko consegue escrever esses diálogos e monólogos que simplesmente derretem o meu coração. 

Mio Keisuke é um aluno do colegial que vive uma vida entediante. Ele não consegue manter uma namorada por muito tempo, porque ele nunca se entrega em um relacionamento, não conseguindo se apaixonar e, assim, agradar as garotas. Apesar de ter decidido dar um tempo antes de se envolver romanticamente de novo, ele acaba conhecendo Yugi Kakeru quando tenta roubar (pegar emprestado sem pedir permissão, na verdade) o guarda-chuva dele. Keisuke se sente atraído pelo solitário Yugi e acaba se aproximando dele e de seu grupo de amigos. 

Tem uma certa passagem nessa história que simplesmente me fez derreter: "eu não sabia que era possível se sentir tão solitário depois de dormir com a pessoa que você ama". É interessante como as coisas são complexas nessa história. Nada é resolvido com meia dúzia de palavras ou com um gesto carinhoso. Os sentimentos sentidos pelos personagens dessa história vão muito além disso. Gostei do "time-skip" que houve nessa história, sendo que foi interessante ver como os anos afetaram (ou não) os personagens.

  

De qualquer forma, eu simplesmente amo esse mangá. Não me importa que não faça sentido, eu apenas amo. Por isso, é uma nota "10". Eu tenho um viés gigante, porque eu me identifico com essa história, então é apenas natural que eu goste tanto dela.

Eu achava que só havia sido traduzido para o inglês pelo September Scanlation, mas fiquei feliz ao descobrir com uma rápida pesquisa que um grupo o trouxe para o português. Esse mangá foi completamente traduzido pelo Addictive Pleasure. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Kimi Note

A minha vida como leitor de yaoi seria bem menos feliz se eu nunca tivesse ouvido falar da Junko. Simplesmente amo todos os mangás dela. Dizer "todos" nesse caso não é exagero, porque eu li e gostei de todos os mangás dela. Por isso, vou começar hoje falando de Kimi Note, porque foi o primeiro mangá dela que eu li. 

A história principal fala sobre Miyasaka, um menino que, por algum motivo, adora o cheiro de seu colega, Sawatari. Mesmo quando ele tenta usar o mesmo perfume, não é o mesmo aroma. Essa história é muito simples, mas é muito fofa. A cena em que há a declaração de amor é um das mais adoráveis que eu já vi: Miyasaka é colocado na parede por Sawatari e o vendo sopra forte, fazendo com que o lugar seja inundado pelo cheiro de Sawatari. Miyasaka, então, diz "sempre que eu sinto isso... O seu cheiro... O meu coração fica tão confuso e tudo fica uma bagunça... Meu peito fica tão apertado... Dói tanto". Urgh, não sei como a Junko consegue escrever esse tipo de coisa tão demodê sem ficar tosco.

Adoro o relacionamento desses dois também, especialmente porque o Sawatari é bem mais maduro do que o Miyasaka. Um ponto que acontece muito nos mangás é um personagem se sentir inferior ao outro. Quando isso ocorre em Kimi Note, a seguinte resposta vem "eu acho que você é muito fofo. E muito bonito. E eu não quero que a pessoa que eu amo fique se diminuindo dessa forma. Eu vou ficar bravo com você". É legal ver isso em um mangá, porque mesmo nos shoujo ou shounen sempre tem o personagem supremo e o personagem que não está a altura dele. É legal ver um relacionamento assim. 

Além dessa história principal, tem mais três oneshots. Eu adorei a forma como a Junko narrou todas as histórias: bonitinhas, com uma arte muito agradável e uma dose de humor.

"Replay" é sobre dois caras que eram um casal durante a escola, mas acabaram se separando. Eles se encontram novamente depois de alguns anos. Esse plot é bastante comum, mas a forma que a Junko sensei mostra as várias coisas que não foram ditas e outras que foram mal interpretadas é muito bonita.

"Whisper of King" é a mais engraçada. Eu ri, ri e ri sem parar. Nunca tinha visto um uke tão cara-de-pau; achei que só a Honjou Rie conseguisse fazer isso tão bem, mas a Junko não fica muito atrás. Nessa história, Kugayama quer fazer seu senpai, Ashiya, ficar um pouco envergonhado, já que ele é sempre tão autoconfiante. Além disso, o seu relacionamento com o senpai o deixa confuso, porque eles não estão exatamente namorando.

Por fim, em "Go Home" temos Nakano que está muito desconfortável por seu senpai ter se mudado para a sua casa. Isso acontece porque ele é apaixonado pelo Katsuragi-senpai. Apesar de tolerar a preguiça e o egoísmo de seu senpai, acaba sendo a gota d'água quando ele chega em casa e dá de cara com seu senpai junto de uma garota.

  

Eu gostei tanto desse mangá... Dei nota máxima para ele quando o li há alguns anos, segundo minha lista no MyAnimeList. O que eu posso dizer? Minha opinião não mudou: é nota "10". Esse não é um mangá com grandes objetivos. Na verdade, ele nem tenta ser sério. Faz graça de si mesmo. Por isso, acho que todas as histórias cumpriram bem sua proposta.

Esse mangá é encontrado facilmente em inglês (traduzido pela totomomo) ou em espanhol (feito pelo fansub barjeydrow). Em português, foi traduzido pelo Sukinime e pelo Yaoi Home.