segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Oneshot: Hananusubito

Uma coisa que eu aprendi é que não adianta eu tentar fazer estimativas de quando vou postar. Vou postar quando me der na telha. E ponto. Hoje foi um dia de tédio enquanto eu matava tempo para ir a um lugar e resolvi explorar uma categoria do MangaUpdates: con-man. Esse termo pode ser traduzido como "vigarista" ou "golpista". Me chamou a atenção haver uma oneshot shoujo nessa categoria, Hananusubito. Por isso, resolvi começar minha exploração por esse mangá da Tsukuba Sakura (autora de Penguin Revolution, um gender bender legalzinho).

Hagiwara Arima é um vigarista que faz com que mulheres solitárias e ricas se apaixonem por ele para que ele possa usar e abusar do dinheiro delas. Ele conta com a ajuda de um amigo de infância que morava no mesmo orfanato que ele, Tsunashi, para seus golpes. Apesar do rosto bonito, Arima é bem atrapalhado e abobado, fazendo com que suas vítimas se "desapaixonem" por ele bem rápido. Por isso, a carreira dele como golpista não está dando muito certo. Tsunashi dá a Arima mais uma indicação de uma mulher que ele possa enganar. Ele acaba confundindo o lugar de encontro, mas conhece uma outra garota rica... E completamente imune aos charmes dele. Nihonmatsu Miyako é uma garota séria e quieta que sempre está lendo sozinha no café. Arima sente-se atraído por ela, sem ao menos saber o porquê. Enquanto isso, Tsunashi investiga e descobre que a menina é neta de um yakuza poderoso.

Parece uma história legal, né? Mas acaba aí. Todas as personagens apresentadas foram interessantes e carismáticas, com um enredo com bastante potencial de se desenvolver de uma forma legal... Mas, como era uma oneshot, acabou aí. 

  

Oneshots sempre deixam um gostinho de "quero mais", mas essa aí deixa o leitor sedento por mais. E aí? Arima e Miyako vão ficar juntos? O que o vovô yakuza vai achar disso? Tsunashi pareceu ter aceitado bem a idéia, mas como vai ser pra ele dividir seu melhor amigo? Miyako se permitirá se apaixonar por Arima? Tanto a ser explorado! Nada foi explorado! Nota "7" pelo potencial!

Em inglês, a tradução é do Aerandria Scans.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Koi Nante Shinai!

Esse foi um mangá que não me despertou grandes sentimentos. Não achei Koi Nante Shinai! nem bom nem ruim. Foi o tipo de história, que como dizem por aí, "falhou" em causar uma impressão. O que é uma pena, pois a arte de Shiina Akino é bem bonita.

O protagonista da história é Udou Ryuuji que, embora não consiga explicar o motivo, simplesmente detesta Kujou Ritsuki. Kujou é bonito, popular e está sempre flertando com as garotas, o que irrita muito Ryuuiji. Em certa ocasião, ele acaba descobrindo que Kujou trabalha secretamente em um host club. Apesar de que isso poderia ter se tornado um meio para Ryuuji ameaçar e chantagear Kujou (escolas japonesas jamais permitiriam esse trabalho), no fim é ele quem acaba metido até o pescoço no mundo dos host clubs, yakuza e outras organizações.

Ern, a premissa até não parece ruim olhando assim. Eu diria que a autora foi ambiciosa, jogou vinte elementos diferentes em capítulos corridos e falhou em cativar com a história ou com os personagens. Claro, essa história ainda está em andamento no Japão e os próximos acontecimentos podem ajudá-la a se tornar mais interessante. A arte é bem bonita e agradável, o que considero um ponto forte desse mangá. O último capítulo traduzido para o inglês foi o primeiro a de fato me interessar e fazer com que eu ficasse curioso pelo desenrolar da história. Estou aguardando o próximo capítulo com expectativas, ainda que pouco altas.

  

Assim, vou atribuir nota "6". É um mangá com potencial, com uma arte bonitinha e dois personagens que podem se tornar interessantes, mas por enquanto só me faz vagamente querer continuar a ler. Acho que esse vai ser o meu post mais curto, porque eu não tenho muito o que falar sobre esse mangá. Um fun fact: a capa me fez imaginar uma história completamente diferente, com elementos de rivalidade e competição constante.

O grupo September Scanlations está traduzindo esse mangá para o inglês.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Suki, Kamo

Outro mangá que eu não sei porque eu gostei. Na verdade, era para eu NÃO ter gostado de Suki, Kamo. É o tipo de mangá que eu não gosto! O tipo de personagem que eu não gosto! Não sei o que aconteceu, mas simplesmente adorei esse mangá da Hakutou Noriko.

A história principal é sobre dois estudantes universitários que são vizinhos. Ooshima é sério e frio, enquanto Mukai é muito simpático e frequentemente tenta fazer amizade com o outro. Outra coisa que é frequente é Mukai conseguir escutar os "encontros românticos" de Ooshima com Shousuke. Esse relacionamento pré-existente, na verdade não tem muito de romântico. Ooshima se sente usado por Shousuke e acredita que ele não está interessado pelo relacionamento, só pela facilidade em poder fazer sexo. Assim, quando ele começa a se aproximar (ocasionado inicialmente por Ooshima estar bêbado e com raiva de Shousuke) de Mukai, ele encontra alguém carinhoso e disposto a ser um ombro amigo. Mukai oferece a Ooshima tudo que Shousuke não ofereceu. Então o grande conflito é Ooshima tentar investir em um novo relacionamento ou manter o atual... Que na verdade nem é um conflito tão grande assim. É resolvido bem rápido.

Essa história não é profunda nem séria. Na verdade, ela apela mais para o lado cômico e moe. Não que seja um problema: eu curti muito! Eu adorei o desenvolvimento da relação de Mukai e Ooshima, e, mais importante, o que essa relação representou na vida de Ooshima. Acima de tudo, também, o Mukai é o tipo de seme que eu mais gosto, enquanto o Shousuke é um dos que eu mais odeio. Enquanto isso, o Ooshima é simplesmente adorável e eu adorei como ele parecia ser super-frio no início, mas acabou sendo apenas uma pessoa que reprimia suas emoções...

Bem, também tem duas oneshots curtinhas. Também não são profundas ou super-elaboradas, mas não são ruins. A primeira se chama Pink na Kajitsu e é sobre um cara que tem um namorado que gosta de, ern, brincar com os mamilos dele. Por isso, os mamilos ficaram maiores e inchados, o que deixa ele com vergonha quando vão para a praia. Puro moe e PWP. Mas é bonitinha. A segunda, Aigan Kareshi, é sobre um médico recebendo uma visita de um ex-namorado logo após ter se divorciado. Ahn, nada demais a história. Muito curta e apressada também.

  

Em suma, essa história é para quem está procurando alguma coisa suave e pouco dramática para ler. Eu gostei bastante e um dos pontos fortes é as cenas ero. Pela capa (que foi o que me atraiu muito a primeira vista), eu nunca ia imaginar que esse mangá era tão pervertido. De qualquer forma, eu adorei essa história e considero um mangá nota "9"!

Quem traduziu para o inglês foi o Aurora Scans. Quem tiver livejournal, conseguirá achar.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Ezakike e Youkoso

Eu gostei desse mangá e nem sei muito bem o porquê. É uma pena que sua autora, Yuzuki Ichi, tenha entrado em hiatus. Dessa forma, Ezakike e Youkoso está parado em seu primeiro volume desde 2008 e parece ter poucas chances de que um dia venha a ser terminado.

De qualquer forma, a história não é muito original. O casal Ezaki resolveu realizar seu grande sonho e foram para a África trabalhar, deixando seus quatro filhos para trás. O mais velho, Shuu, se tornou o responsável pelos gêmeos, Itsuki e Futaba, e pelo menorzinho Masaya. Sem terem pais por perto, esses quatro irmãos sofreram muito preconceito e enfrentaram várias dificuldades. Assim, Shuu se dedica a cuidar dos seus irmãos e permitir que tenham ótimas lembranças da vida. 

Tudo parece estar na mesma paz de sempre, mas o novo professor, Kayaba, da turma de Shuu declara que se apaixonou a primeira vista por ele... O que se torna um grande incômodo para Shuu. As cenas dos dois juntos são bem engraçadas e eu acho legal o contraste que a personalidade alegre e despreocupada desse professor causa com o jeito sério e estoico de Shuu. Enquanto isso, Itsuki tem uma queda por seu irmão gêmeo Futaba, que nem parece perceber. 

Esse mangá tem várias histórias se desenrolando simultaneamente, com cada um dos irmãos tendo suas experiências e sentimentos. Achei legal a proposta, apesar de tudo ser bem simples nesse mangá, inclusive a arte. Acho uma pena a autora tê-lo colocado em hiatus, porque tinha bastante potencial de escrever uma série divertida.

  

Vou atribuir uma nota "7" a esse mangá, pelo potencial que tinha. Vou ficar na torcida para que algum dia, apesar de ser muito improvável, essa autora resolva retomar seu trabalho.

Esse mangá era traduzido pelo Bliss em inglês, que também não existe mais. Duvido que algum outro grupo decida trabalhar em um mangá em hiatus, mas, se a autora retomá-lo, há uma chance!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Oneshot: Plastics

Depois de passar um tempo no fundo do poço, cá estou eu listando novamente minhas leituras e impressões sobre elas. Enquanto eu vasculhava a categoria "Relacionamento Professor-Aluno", procurando por um mangá que tinha lido há alguns anos, achei essa oneshot de Naba Chiharu. O título Plastics não tem muito a ver com a história, que é curtinha e bem legal.

Na verdade, alguns elementos dessa história são parecidos com os de uma oneshot da Junko que eu comentei aqui. Na real, tem milhares de mangás por aí que tratam sobre a temática de diferença de idade e de um dos rapazes achar que ama mais do que é amado. Nesse caso, temos o relacionamento de um aluno do último ano do colegial, Fujimoto Hajime, com seu professor, Nakajima Keigo. Eles já vem namorando por uns bons meses, mas Hajime sente que Nakajima não está tão comprometido com o relacionamento como ele está. O grande ponto da história é que o aniversário de Nakajima está chegando e ele não permite que Hajime lhe dê um presente (dizendo coisas como "você não tem dinheiro", ou "eu quero um carro novo, então"). Assim, Hajime passa a acreditar que o namoro só vai durar até ele se formar, porque acha que Nakajima não está mais interessado em manter o relacionamento.

Gostei bastante dessa história. Os dois personagens são bem construídos e eu achei as atitudes de ambos bastante realistas. Como todas as oneshots, é uma pena que a história seja tão curtinha, mas achei que a autora desenvolveu uma boa história e bons personagens apesar das páginas serem limitadas.

  

Vou dar uma nota "9" para essa oneshot, pois gostei bastante dela. Eu gostaria muito de ver mais trabalhos dessa autora por aí, mas que eu saiba ela só tem uma outra série sendo publicada e ilustrações de uma novel (que eu vou ler em breve).

Quem traduziu há muito, muito tempo foi a duplas okaeshi e pinklotus89. É fácil de achar para baixar e ler online em inglês.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Ochibure Shinshi ni Ai no Uta

Ochibure Shinshi ni Ai no Uta me foi recomendado como sendo um mangá "ruim", especificamente descrito como um "mangá que tinha potencial e falhou". Como vão ver com meus comentários, eu discordo plenamente de quem me recomendou esse mangá: Yukimura escreveu uma história com pontos bem interessantes.

A história começa com Asada que estava se esforçando para realizar seus sonhos profissionais, mas acaba tendo-os frustrados. Ele sai para beber com um amigo, enche a cara e acaba dormindo em uns arbustos. Nisso, um cara o acorda para pedir informações, pois está perdido, e, muito agradecido quando Asada o ajuda, diz para que ele o visite em sua nova confeitaria. Esse cara é Nao, um jovem confeiteiro, que ainda está passando trabalho para aprender a fazer as coisas direito. Asada tem um gosto apurado, então ele começa a auxiliar Nao, experimentando os doces feitos por ele e oferecendo críticas. Os dois, logo, vão se aproximando e ficando amigos. Nao decide, então, fazer um curso de dois anos na França para aprimorar suas técnicas e, assim, Asada percebe que, apesar de querer apoiar o sonho de Nao, não quer que ele vá, pois está apaixonado por ele. Infelizmente, Asada decide não expressar seus sentimentos e acaba sendo muito rude com Nao.

Temos, então, um timeskip de três anos. Nele, Asada está, finalmente, trabalhando com o que gosta (planejamento de eventos) e seu chefe pede que ele avalie uma confeitaria para o evento que está por vir, que, é óbvio, acaba sendo a confeitaria de Nao, que já está de volta da França. Nao não está nem um pouco interessado em trabalhar junto com Asada e retomar a amizade antiga, enquanto Asada está arrependido pelo que disse há três anos. A partir daí, se iniciam as tentativas de Asada em ganhar a confiança de Nao novamente.

Uma coisa que um monte de gente detestou (inclusive a amiga que me recomendou esse mangá), mas eu achei bem legal foi o quanto os sentimentos tanto de Nao como de Asada (mas especialmente do segundo) são ambivalentes. Eles sofrem para admitir as coisas mais simples e criam problemas onde não há, simplesmente por não conseguirem ser sinceros um com o outro. Eu acho a arte agradável, não é a melhor que há por aí, mas é bem bonitinha. Outro "plus" para mim é que esse mangá tem vários momentos cômicos bem feitinhos.

  

Eu curti esse mangá. Ele foca muito, muito e muito no desenvolvimento do relacionamento dos dois personagens e até soa como sendo uma história de amor convincente. Não é tipo "Oi, prazer em conhecê-lo... acho que te amo!". Os sentimentos são construídos. Por isso, vou dar uma nota "8", porque o Asada é dramático demais para o meu gosto.

Esse mangá está disponível para ser adquirido em inglês sob o título A Love Song for the Miserable e editado pela Juné

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Shounen Oujo

Eu estava resistente quanto a ler Shounen Oujo porque me disseram que era uma história sobre traps. Traps são meninos vestidos como meninas e ficam tão bonitos assim que se tornam uma "armadilha" para homens. Já li mangás sobre crossdressing e acho que há uns bem legais, mas tive medo que essa história da dupla Yukihiro Utako e Musashino Zenko fosse besta e cheia de fanservice.

Albert é um menino órfão que vive sob os cuidados de uma senhora junto com seu amigo Theodore. Os dois resolvem sair escondidos para ver a celebração de aniversário da rainha do país, mas acabam sendo capturados por um mercador de escravos. Um homem, chamado Gil, propõe de comprar os meninos por um milhão de dinheiros do país e os leva... Para dentro do palácio. Lá, Albert fica sabendo que ele é a cara da princesa herdeira do trono, Alexia. No estilo de "O Príncipe e o Plebeu", Alexia pede que ele a ajude servindo de dublê para ela em alguns momentos. Albert inicialmente recusa, mas, quando a vida de Theodore é colocada em risco, acaba concordando para salvar a vida de seu amigo. Esse início foi bobo e até monótono. Algum fanservice, piadas sobre Gil ser um lolicon, Alexia descobrindo mais sobre o povo de seu reino... Chatinho. 

Mas então! Tudo muda. Alexia sucederá sua mãe no trono, que é a rainha desse país dominado por mulheres. Explico: a rainha criou uma lei determinando que somente as mulheres podem trabalhar, dessa forma dando o poder financeiro a elas. A maior parte delas é abusiva em relação aos homens, que ficam retidos a tarefas do lar e são comumente vendidos como escravos. Dessa forma, é esperado que Alexia suceda sua mãe, sendo, também, uma rainha poderosa que consiga ter uma filha (claro!) logo para garantir a sucessão. Não é isso que ocorre, pois Alexia é assassinada subitamente durante uma cerimônia importante. Durante o caos, Albert grita que quem morreu foi uma dublê e que ele é a verdadeira princesa. Assim, ele assume definitivamente o papel de princesa Alexia.

Aí começa a avalanche de plot twists. Como dizem por aí, "trust no bitch". Ninguém é confiável nesse mangá. Um personagem inusitado começa uma revolução querendo dar poder aos homens! Piratas aparecem! O assassino de Alexia está de volta! Traidores surgem! Que mangá imprevisível e divertido!

  

Eu adorei Shounen Oujo. A arte é bonita, a história começa devagar e depois fica cada vez mais envolvente, há uma surpresa a cada capítulo, cheio de bishounens, Albert cresce muito como personagem... Enfim, super-recomendo esse mangá. Uma nota "9", porque tenho algumas implicâncias menores que seriam spoiler ao mencionar.

Esse mangá está em hiatus no Japão, porque uma das autoras está trabalhando no mangá de Uta no Prince-Sama. Como o grupo Hachimitsu só traduz para o inglês a partir dos volumes (tankoubon), vai demorar ainda muitos meses até traduzirem o terceiro volume... Vamos torcer que a autora termine rápido!