quarta-feira, 16 de abril de 2014

Sakamoto Desu ga?

Vou dar uma pausa na Chitose Piyoko, porque esse último mangá dela me deixou muito irritado. Por isso, hoje temos um seinen cômico: Sakamoto Desu ga?. Esse mangá é muito engraçado e, de certa forma, incrivelmente único. Muitos kudos para Sano Nami!

A história é sobre o aluno do primeiro ano do colegial, Sakamoto. Ele é simplesmente O Cara. Todos ficam completamente boquiabertos e encantados por Sakamoto: as meninas o amam e a os garotos o admiram. Alguns invejosos tentam pregar peças nele, mas Sakamoto sempre consegue vencê-los, com facilidade e graça. Sakamoto é incrível e perfeito, sendo que tudo que ele faz é da forma mais fantástica o possível. Tudo que pode dar errado se torna maravilhoso nas mãos de Sakamoto, que age com a maior naturalidade do mundo. Ainda que pareça meio distante, ele ajuda os outros se lhe pedirem

Esse mangá é ridículo no lado bom da palavra. Sakamoto consegue fazer as coisas mais simples de uma forma super-épica... É tão épico que chega a ser ridículo e engraçado. O mangá é episódico e narra as mais diversas situações na vida escolar desse cara perfeito. Ele consegue dobrar as vendas do M*Donalds! Ele faz delinquentes pararem de fumar para soprarem bolhas de sabão! Ele luta esgrima com uma abelha! Em um momento, o Sakamoto diz que "observar a humanidade é interessante". Me pergunto se ele possui alguma origem misteriosa e oculta... Mas não acho que o (a) autor (a) pretende explorar isso. O Sakamoto é o Sakamoto e isso é suficiente para manter a graça da história.

Eu adoro a arte. Ela ilustra muito bem as cenas cômicas e as situações absurdas. O Sakamoto, também, tem um design bem típico, mas ele é um super-bishounen (claro, afinal, ele é o Sakamoto!). Eu adoro o estilo de humor desse mangá: recheado de situações absurdas. De certa forma, também, esse mangá satiriza os personagens perfeitos que povoam outras séries e fazem coisas igualmente absurdas.

  

Gostei muito dessa história como um todo: arte, personagens, humor... Tudo funciona muito bem. Eu sofri muito para escolher quais ilustrações usar no post, porque várias páginas são fantásticas. Minha única reclamação é que pouquíssimos capítulos estão disponíveis por enquanto! (Ou, se eu quisesse ser chato, eu poderia reclamar da representação estereotipada de Brasil que aparece... Mas como a piada me fez rir, eu vou calar a boca e encerrar o post logo). Recomendo muito essa série: nota "10"!

A tradução para o inglês é do Cursive Scans.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Zenryousei Ginsei Gakuen Monogatari

Não sei se é evidente para os leitores, mas as minhas postagens são feitas com meses de antecedência. Por isso alguns posts de "primeiro capítulo" se referem a séries com mais de um capítulo traduzido, por exemplo. Eu tenho postagens sobre outros mangás já agendadas para as próximas semanas, mas eu estava empacado na minha quest de ler mangás da Chitose Piyoko. Resolvi continuar e escolhi Zenryousei Ginsei Gakuen Monogatari para hoje.

É uma coleção de oneshots. Todas as histórias se passam na (ou estão relacionadas a) Escola Interna Ginseigakuen, começando pela história de um menino rico, Atsuya, e o seu servo/amigo de infância, Kyousuke. O problema é que agora, no colegial, Atsuya se descobre apaixonado por Kyousuke, que, por sua vez, parece desinteressado romanticamente, mas diz que faria qualquer coisa por ele. Atsuya, assim, diz que quer transar com ele e essa é a única coisa que Kyousuke diz que não fará. O que acontece? Surpresa, surpresa: estupro que leva a declarações de amor. Clichê e de mau gosto. A seguinte é tão besta quanto. O professor substituto Nakatani fica preocupado quando vê que que um aluno Takamori tem muitas faltas e tenta convencê-lo a ir para a aula. Takamori eventualmente concorda (lê-se: depois de smut). E é isso. Um pouco de drama por o Nakatani achar que é só um brinquedo sexual nas mãos do Takamori... O que é resolvido em, tipo, meia página depois e aí temos MAIS smut.

Na terceira história, Ayusawa corre atrás de Miyako para lhe fazer um singelo pedido... "Por favor, me deixe transar com você!". Miyako é um amigo de Takamori, da história anterior, e, por ser tímido e pequeninho, tem se sentido "desprotegido" desde que Takamori se tornou mais ocupado (por causa do Nakatani). Apesar das maluquices iniciais do Ayusawa, eles acabam se aproximando em função da solidão do Miyako. Achei fantástico que o Miyako desmaia por deixar uma das bocas do fogão abertas (isto é, com o gás saindo). Tipo, eu já fiz isso e quase tive um troço quando percebi (até porque eu podia ter riscado um fósforo e explodido minha cozinha), mas... Desmaiar? Depois de tão pouco tempo? Ok, então. Licença poética, eu suponho. Na próxima, o guarda noturno Kurafuji tem medo de fantasmas, então patrulhar os corredores escuros é uma situação complicada para ele. Ele faz amizade com Ooga, o professor de artes, que sempre fica até muito tarde desenhando na escola. Eu estava gostando da história até que uma mulher aleatória pede pro Kurafuji entregar um presente pro Ooga, que vê isso e acha que a mulher estava se declarando pro Kurafuji. Resultado? Kurafuji acaba sendo estuprado pelo Ooga enquanto patrulha a escola, sem saber que é ele. No fim, Ooga confessa o que fez para o Kurafuji e a autora tenta passar a mensagem de que "ah, ok. Eu fui violentado no meio do escuro, algo horrível e traumático... Mas, já que era o Ooga, tudo bem! Eu amo você! Yaaay!".

Por fim, o pai de Shiro pede a ajuda dele para acertar um negócio com o príncipe de um país aleatório. Esse príncipe, Remul, só está interessado por uma coisa: Shiro. O príncipe insiste que Shiro precisa se lembrar de uma coisa e o mantém no palácio para tal. Quando Shiro se lembra da tal coisa (por ter passado um tempo fritando nas areias do deserto), sobre quando conheceu Remul na infância, ele se vê profundamente apaixonado pelo Remul. Assim, tipo, do nada. O cara que mentiu para ele e o manteve em cativeiro. Do nada ele o ama. Ok. Santa babaquice, Batman.

  

Céus, que mangá RUIM. Uma história pior que a outra, com personagens uns piores que os outros. Todos os semes de alguma forma tentaram ou efetivamente abusaram sexualmente e/ou psicologicamente de seus ukes. Todos! Em maior ou menor grau!! Sem exceção!!! E a autora tenta passar essa idéia de "tudo bem, porque eles se amam". Não, não está tudo bem. Esse só não é o pior mangá que eu já li, porque eu já li Okane ga Nai e alguns da Kayono. Mas é uma nota "1". Céus, as histórias são ruins e clichê, os ukes são todos capachos, os semes são abusadores... Nada se salva nesse troço. Até o smut não é lá grande coisa.

Traduzido pelo Attractive Fascinante em inglês.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Yumemiru Otokonoko

Eu não consigo nem explicar com palavras o quanto eu ando obcecado por Yowamushi Pedal. O mangá fica cada vez melhor e o anime é muito bom também. Por isso, é meio esquisito, agora que eu não tenho mais nada de YowaPedal para ler, voltar a ler um mangá yaoi... E ruim ainda por cima. Ok, eu acho que estou sendo meio duro demais com a Chitose Piyoko, então vou ler Yumemiru Otokonoko.

O grande problema da Chitose Piyoko, além da arte (que eu não curto, se ainda não ficou claro), é que para ela a história é toda focada no sexo/smut/como queiram. Ela até tem boas idéias... Mas as acaba desperdiçando por não saber desenvolver o enredo e as personagens. Os dois primeiros capítulos desse mangá ilustram bem: Takanori está apaixonado por um colega, Akikawa, que é muito lindo, puro e angelical. Por isso, apesar de já estar há anos apaixonado, ele não consegue se declarar. Ele sempre tem o apoio (ainda que relutante) de Mioki, seu amigo de infância, nesse amor. Quando ele consegue juntar coragem para se declarar, ele acaba dando de cara com Akikawa em um momento muito íntimo com um professor. Há algumas sementes de diálogo interessante ("você só estava apaixonado pela idéia que tinha dele, não por quem ele realmente é, blablabla") e uma nova bomba é jogada para Takanori: Mioki, na verdade, é apaixonado por ele. Olha só! Que interessante! Mas aí a Chitose Piyoko enlouquece, porque ainda não teve smut o suficiente no mangá, e coloca a carroça na frente dos bois... No caso, ela faz Mioki acreditar que Takanori, que passou cinco anos apaixonado por outro cara, olha só, agora o ama e quer fazer o mesmo que o Akikawa estava fazendo com o professor de química... Estava indo muito bem, mas aí ela se atrapalhou com o ritmo da história...

Bem, aí vem a história que eu tinha esquecido que existia, apesar de ter lido esse mangá há algumas poucas horas atrás: Tokura admira o diretor da escola, Shiraizumi, à distância. Ele pretende continuar só stalkeando o diretor, mas aí um professor pervertido, Sasamori, diz que está a fim do diretor, forçando Tokura a tomar uma atitude. Não é nada demais essa história, mas quem gostar da arte da Chitose Piyoko e de smut vai se divertir. Na próxima história, eu achei que até que a autora conseguiu fazer algo que preste: Hanamura é um aluno bolsista muito esforçado e ambicioso, pretendendo ser o melhor da escola, mas aí o filho do diretor/dono da escola/algo assim consegue ser melhor que ele. Ele não curte muito isso, é claro, e curte menos ainda ser encarregado de ajudar Soushi... Até ele descobrir que Soushi tem uma fraqueza e acaba decidindo usá-la contra ele. Não, o enredo não é lá grande coisa, mas os personagens são interessantes e acabam sendo imprevisíveis.

Na última, Orihara acorda pelado numa cama ao lado de outro cara, Miyagi, e sem lembrar do que aconteceu na noite anterior. Miyagi acaba confirmando suas piores expectativas e decide que irão namorar. Orihara sempre teve uma queda por Miyoshi, então ele até não fica muito insatisfeito com a idéia de sair com ele, mas ter um namorado que nunca quer beijá-lo acaba se tornando uma preocupação. É uma história bonitinha, mas só isso. Não tem nada especificamente ruim ou bom nessa história.

  

Esse foi o melhor mangá da Chitose Piyoko que eu li até agora, mas isso não significa muita coisa, porque é um mangá yaoi mediano. Vou dar uma nota "5" pela semente de boas idéias e porque eu gostei da terceira história. Minhas reclamações são as de sempre: não gosto da arte, muito smut e pouco enredo, personagens rasos, etc.

A tradução em inglês é do Attractive Fascinante, é claro.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Yowamushi Pedal

Ninguém é de ferro e eu já enchi o saco de ler Chitose Piyoko. Vamos falar de um mangá realmente bom hoje. Um shounen que tem tudo que um mangá shounen precisa e mais um pouco, conseguindo, ainda assim, ter vários aspectos originais. Estou falando de Yowamushi Pedal, um mangá sobre ciclismo, escrito por Watanabe Wataru.

Eu assisti ao anime primeiro e curti. Algumas coisas me incomodaram no anime, mas não me incomodaram no mangá. No caso de Yowamushi Pedal, acho que vale a pena acompanhar os dois. De qualquer forma, como eu já disse, esse é um mangá shounen sobre esportes, especificamente sobre ciclismo. Possui um grupo de personagens principais forte e várias outras escolas rivais (como já é o padrão do gênero) com personagens igualmente carismáticos. 

Temos como protagonista Onoda Sakamichi, um otaku. Para ele, a bicicleta é apenas um meio de transporte barato que lhe permite economizar dinheiro para gastar em seus hobbies. Assim, toda semana, ele vai de bicicleta de sua escola até Akihabara para comprar coisas, pedalando cerca de 60km. Certo dia, Imaizumi, um grande gênio do ciclismo, vê Onoda subindo uma lomba íngreme em uma bicicleta pesada e velha enquanto sorri e canta o tema de um anime. Imaizumi fica chocado por aquilo e desafia Onoda para uma corrida, apostando que se perder entrará para o clube de anime que Onoda está tentando montar. Isso é suficiente para motivar Onoda, pois ele sempre quis ter amigos, sobretudo alguém que tivesse o mesmo hobby.

Infelizmente, seus melhores esforços não são suficientes para derrotar Imaizumi, que fica, de qualquer forma, impressionado com o potencial que Onoda demonstrou. Kanzaki, uma menina cuja família possui uma loja de bicicletas, também incentiva Onoda durante a corrida contra Imaizumi. Por fim, Onoda conhece Naruko, um estudante que se transferiu de Osaka para Chiba, em Akiba e faz amizade com ele, descobrindo que Naruko também curte ciclismo e pretende entrar no clube de ciclismo da escola. Com tanta gente o incentivando e por ter se sentido bem enquanto corria contra Imaizumi, Onoda decide entrar para o clube de ciclismo

Então começam os treinamentos impossíveis, corridas tensas e superação de limites, temas já bem batidos dos mangás sobre esportes. Os veteranos do terceiro ano do clube de ciclismo, Kinjou, Tadokoro e Makishima, são personagens muito interessantes por si só. Mas eu, particularmente, gostei da dupla do segundo ano, Aoyagi e Teshima. Sério, eles são uns amores. Enfim! Também aparecem vários rivais de outras escolas, cada qual com sua especialidade... E esquisitice também. Eu chorei de rir com o cara, Izumida, que batizou os próprios peitorais. O character design de Yowamushi Pedal é muito esquisito (o Midosuji me dá medo), podendo rivalizar com as bizarrices de Inazuma Eleven, ao ponto de causar estranheza quando um personagem de aparência normal, como o Manami, aparece! 

  

Algo que eu curti muito foi o quanto os personagens vão evoluindo ao longo da história. Fiquei curioso e fui fuçar os volumes mais recentes lançados no Japão e dá para ver várias mudanças nos personagens. A arte pode incomodar alguns, mas eu achei legal ver um mangá de esportes que não é recheado de bishounens para variar (ao contrário de Tennis no Oujisama e Kuroko no Basuke, não que haja um problema com bishounens!), além do que, as cenas de corrida mesmo são muito bem desenhadas. O humor é sempre presente e funciona muito bem. Eu não tenho nenhum problema com Yowamushi Pedal, sendo praticamente perfeito para mim. Darei nota "9" por enquanto. Algumas coisas que me irritaram no anime - como os gritos/gemidos do Onoda e o Naruko como um todo - foram bem mais toleráveis no mangá. Até por não ter som.

No inglês, há dois grupos principais que estão traduzindo: sukikatte e Sleeping Dragons.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Kimi ga Ichiban Soba ni Iru

É apenas o terceiro mangá da Chitose Piyoko e eu já comecei a cansar... Para hoje, eu escolhi Kimi ga Ichiban Soba ni Iru. Como a maior parte dos trabalhos dela, se trata de uma coleção de oneshots.

Nas duas primeiras, temos Minato e Ozumi. Os dois são melhores amigos e vizinhos e, assim, estiveram sempre juntos. Ozumi tem achado Minato meio distante ultimamente, mas acaba conhecendo um cara mais velho e se dá muito bem com ele, assim encontrando uma companhia durante o distanciamento de Minato. Eventualmente, ele descobre que o cara mais velho só estava enganando-o para usá-lo para pagar uma dívida (i.e dando o Ozumi para o agiota curtir). Um ponto positivo dessa história é que o Ozumi, apesar de ser facilmente enganado, não é um completo inútil e, na real, consegue tomar a iniciativa e resolver seus problemas sozinho. Na segunda parte dessa história, o Minato se torna um grande babaca, porque "mimimi não consigo proteger o Ozumi então, mimimi, vou ir embora". O Ozumi não precisa de proteção, até porque ele é mais forte em lutas que o Minato, e sempre foi assim... Então pra que tanto drama? Bem, eventualmente tudo dá certo e temos um final feliz.

Na próxima, dois caras, que aparentemente se conhecem há bastante tempo e parece que um deles pratica boxe ou algo assim, transam em um dia de chuva. Só. Na seguinte, um cara quebra uma miniatura de coleção de outro cara e paga com seu corpo. Aparentemente quebrar miniaturas é só uma desculpa para ficarem juntos e mimimi. Ah, além de miniaturas, ele coleciona sex toys. Notaram a falta de nomes? Pois é, a Chitose Piyoko nem se deu ao trabalho de batizar os personagens desses capítulos. São só pelo smut. Voltam os nomes na penúltima: Kasumi é um cara estudioso, mas seu colega de quarto, Mochiduki, fica sempre brincando e incomodando. Os dois apostam que se Kasumi for melhor que seu colega nas provas, Mochiduki vai sair do quarto. Quando Mochiduki ganha, ele decide ensinar um jogo para Kasumi e, como estamos falando de um mangá yaoi, é fácil deduzir a qual jogo ele se refere.

A última foi a que eu mais gostei: Sekiya se apaixonou por Shidou a primeira vista, mas foi rejeitado... E, apesar de sua insistência, continua sendo rejeitado. Até que ele descobre que Shidou está para se mudar, então decide convidá-lo para ir, com um grupo de amigos, até as fontes termais para ter uma última memória junto com ele e uma última chance de mostrar seu amor. Não, essa história não é nada demais. Mas ela é a menos pior nesse volume cheio de histórias ruins pra caramba. Digamos que seja uma oneshot yaoi medíocre, mas acabou sendo a menos ruim.

  

De um modo geral, eu não curti esse mangá. Reforço: se o leitor está procurando um mangá cheio de cenas eróticas e gosta do estilo de arte que a Chitose Piyoko tem, provavelmente vai gostar desse mangá. Agora, se você quer ler algo com uma história, de fato, ou não gosta da arte, recomendo que passe longe desse mangá. Vou dar nota "4", só porque eu meio que curti a última história (sabe quando as suas expectativas estão tão baixas que acaba se surpreendendo?).

Muitos grupos trabalharam nas oneshots: Liquid Passion, Atlantis Dream, Fushichou e Attractive Fascinante.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Chou Dakaretai Otoko

Meu segundo mangá da Chitose Piyoko! Para verem como gostei desse mangá, eu o li ontem para escrever sobre ele hoje e já tinha esquecido da história. Tive de dar uma olhada rápida para relembrar. Chou Dakaretai Otoko é bom desse jeito! 

História? Pra que história? Tem meninos bonitos transando em metade das páginas. De que mais você precisa em um mangá yaoi? Enredo? Personalidades para os personagens? Pfff, coisas supérfluas. Ok, vou desativar meu sarcasmo (em parte) e vamos falar sério desse mangá...  Asakura Shinobu é um ilustrador novato, ainda estando na escola. Ele mora com Kouki, seu primo, que age como um cuidador, cozinhando e limpando para ele. Ocasionalmente, Kouki pede beijos para Shinobu em troca de sua ajuda, sendo sempre negado (Kouki até diz "eu vou te estuprar~" como resposta a Shinobu). Enfim, Shinobu encontra Riku, um ex-vizinho e amigo de infância, que o convida para sair e tal. Os dois acabam na cama, mas não chegam a transar, porque Shinobu pensa constantemente em Kouki

Eventualmente, o Riku consegue para Shinobu uma entrevista com um autor famoso, Shirakura Yuushi, que convida o ilustrador para seu apartamento e começa a dar em cima dele. Aparentemente, Riku não só sabia disso como armou tudo para Shirakura e Shinobu ficarem juntos. Chegando em casa, ele não consegue dizer nada para Kouki sobre o que aconteceu... Mas Kouki descobre de qualquer forma, quando Riku volta à casa de Shinobu para se desculpar e dizer que está atraído por Shinobu. Esse, também, acabou sendo o estopim para o relacionamento de Kouki e Shinobu evoluir, os dois ficam juntos, etc. Shinobu, sei lá o porquê, continua fazendo mimimi e não querendo admitir seus sentimentos por Kouki. Podia ter acabado aí, mas a história segue por mais três capítulos, que só servem para proporcionar mais cenas de smut.

Também tem uma oneshot. Lembra outro mangá que eu li antes. Um artista, Haru, por algum motivo, acaba se perdendo na selva e é resgatado por um (cara que parece ser) nativo. Ele começa a sentir uma conexão com esse cara, apesar de não conseguirem se comunicar verbalmente, especialmente depois de ter sido salvo (novamente) por ele. Em certo momento, ele expressa vontade de voltar ao Japão, mas diz preferir ficar com Lebu na ilha. 

Esse mangá é tão ruim quanto o primeiro que eu li. A arte da Chitose Piyoko é uma questão de extremos: ou você gosta ou você odeia. Eu estou no segundo grupo. Quem gosta da arte dela e também curte bastante sexo sem enredo, vai gostar desse mangá. Muitos dizem que esse mangá é "fofo" ou "meigo". Me pergunto EM QUE parte enxergaram meiguice. O Shinobu é um baita capacho e foi abusado duas vezes, tanto pelo Riku como pelo Yuushi, não parecendo ser capaz de entender que não dá pra confiar nesses malucos. A única meiguice que consigo imaginar ser possível é, talvez, os sentimentos do Kouki para com o Shinobu e talvez o casal da oneshot. Mas mesmo assim, isso é forçar a barra.

   

O tão falado smut presente nos mangás dela foi mais perturbador do que qualquer outra coisa nesse mangá. Especialmente no quarto (acho) capítulo, com um apetrecho que fez com que eu me arrepiasse de dor imaginária. Alguns momentos foram mais ou menos engraçados, tipo o autor de mangás no capítulo... 3? Acho. Não tem como, não consigo encontrar razões para esse mangá merecer uma nota maior que "3". 

Tradução do Attractive Fascinante, of course.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Zankokuna Kimi to Tomoni

Já me disseram que eu deveria dar uma segunda chance para os autores, antes de afirmar que não gosto deles. Caí na bobeira de dizer um fórum que não gostava da Chitose Piyoko e as fujoshi me apedrejaram. Por isso, vou ler 13 mangás de autoria dela. Por quê 13? Porque sim. A bola da vez é Zankokuna Kimi to Tomoni. Esse foi o único mangá dela que eu já li, antes de começar essa série de comentários, e foi o suficiente para me fazer decidir que não gosto dela. 

Narushima (nem lembro o primeiro nome dele) é o presidente de uma empresa que está prestes a falir. Estranhamente os bancos e empresas que costumavam fazer negócios com ele repentinamente pararam. Isso o faz ir à última empresa pedir ajuda, que, para a surpresa dele, é de propriedade de seu "irmão" mais novo, Isami Soushi. Na verdade, os dois não são irmãos: a mãe de Soushi casou com o pai de Narushima. Narushima, entretanto, nunca aceitou Soushi como seu irmão e o maltratou muito, até o falecimento da mãe de Soushi, momento que ele foi "abandonado" pela família e seguiu seu próprio rumo, acabando bem-sucedido.

A falência da empresa de Narushima foi obra de Soushi, que queria ter Narushima sem nenhuma opção a não ser ele para salvar a empresa. Eu achei interessante e estava preparado para ver uma história de tortura e humilhação, por causa de uma vingança. Só que de cara o Soushi já diz que nunca culpou nem odiou o Narushima por nada, tendo se esforçado tanto para se tornar um irmão ideal para o Narushima. Hmm. Ok. Apesar disso, ele rapidamente estupra o Narushima, em troca de auxilia-lo financeiramente. Eu achei que isso fosse se arrastar mais, mas não. Soushi perde o cargo, tipo 15 páginas depois. E esse é o argumento perfeito que a Chitose Piyoko criou: agora Narushima não precisa mais de auxilio financeiro, mas percebe seus sentimentos por Soushi e os dois ficam felizes para sempre, fazendo kinky sex.

Ah, é. Tem uma oneshot também. Haruki tirou o primeiro lugar nos exames nacionais (tipo o ENEM japonês do ginasial) e, por isso, foi convidado a entrar numa escola chique. Em troca de entrar na escola, ele diz que quer que o diretor, Fuchigami, se torne dele. Wow! Sexo em troca de favores! Nunca vi nada assim antes... Nem parece com a idéia básica da primeira história. Ao contrário do capacho do Narushima, o Fuchigami meio que dá o troco em Haruki. Foi a semente de um enredo legal que a Chitose Piyoko podia ter desenvolvido um pouco mais. 

Primeiro motivo pelo qual não gosto desse mangá: ele é adepto da idéia de que estupro resulta em amor. Segundo: detesto personagens abusivos e o Soushi é abusivo pacas desde o início do mangá, apesar de ficar mais ameno depois. Terceiro: inconsistência da autora na forma de retratar o Soushi, que como até meio (?) perturbado mentalmente e passa a ser mostrado de uma forma super simpática, tímida e carinhosa. Quarto: tentativas esdrúxulas em justificar o comportamento do Soushi, porque, afinal (sarcasmo on), se ele sempre foi apaixonado pelo Narushima, nada mais justo do que estuprá-lo na primeira oportunidade, né? 

  

Vocês vão me ver escrevendo isso MUITAS vezes ainda, mas aqui vai a primeira vez: eu acho a arte dessa autora simplesmente pavorosa. É horrível. O traço dela não é bonito, os personagens são estáticos, os corpos são esquisitos, a anatomia mandou lembranças... Odeio a arte dela. Além disso, ela é a favorita das fujoshi em termos de fazer cenas de sexo muito quentes. Pfff. Não me façam rir. Não tem nada demais. O único ponto ""favorável"" é que as cenas são pouquíssimo censuradas e muito explícitas. Ainda assim, as cenas acontecem tão frequentemente que perde a graça e o interesse. Não tenho como dar uma nota maior que "3" para esse mangá, mesmo pensando nele como um PWP escrito somente por essas cenas pornográficas.

Como praticamente todos os mangás da Chitose Piyoko, a tradução para o inglês é do Attractive Fascinante.