quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sekuhara Shiokinin

Esse foi um dos primeiros mangás yaoi que eu li, lá por 2006 ou 2007. Sekuhara Shiokinin não é o tipo de história a ser levada a sério e nem tenta ser. É um mangá cômico e muito, muito pervertido. Oumi Shinano parece ter escrito essa história despretensiosamente. 

Esse mangá é conhecido mais comumente pelo título que o tradutor americano lhe deu, Sexual Harassment Punisher. A autora no epílogo se desculpa por ter ficado confuso: é uma história sobre um cara que pune gente que comete assédio sexual. Só que ele usa assédio sexual também, aí que está a confusão. Em uma certa empresa, Mikuriya, há o boato que se deixar um bicho de pelúcia em certo lugar esse Justiceiro aparecerá para punir os abusadores. O misterioso Justiceiro nada mais é do que Sakakibara, o pacato e atrapalhado chefe de uma certa divisão. Ao longo da história, o mimado Mikuriya Mahito e o misterioso Yamane Iori se juntam a ele.

Se fosse mais longo, esse mangá teria caído no clichê do "inimigo da semana",  no qual vários mangás  episódicos caem. Como só tem quatro capítulo, no último temos uma avalanche de informações e um final muito apressado. A história é simplista e descompromissada, mas parece que a autora quis deixá-la séria e complexa só no final. Vi uma crítica por aí que dizia que esse mangá "não é sexy o suficiente ou engraçado o suficiente para ser bom em qualquer um desses gêneros". Infelizmente, tenho de concordar. Apesar de engraçado, não consegue ser um verdadeiro mangá cômico. E, mesmo sendo recheado por cenas eróticas, a arte antiquada acaba prejudicando-as. Eu acho que a arte da Oumi Shinano é até agradável, mas muito, muito fora de moda. 

  

De um modo geral, é um mangá que ajuda a passar um tempo. Uma história engraçada e quente que não vai incomodar muito o leitor típico de yaoi. Não dá para decidir ler esse mangá com grandes expectativas ou querendo uma história séria e profunda. Não foi feito com esse objetivo. Ainda assim, nota "6" por não ter conseguido atingir plenamente o que se propôs a fazer.

Quem traduziu para o inglês, há muitos anos, foi o Attractive Fascinante. Imagino que deve ser possível achá-lo em espanhol, mas não sei se alguém o traduziu para o português.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Doujinshi: Risou no Koibito e Taiyou to Tsuki no Ingaritsu

Dessa vez, queria apresentar um doujinshi original, publicado em dois volumes, escrito por Tennouji Mio. Cada volume é ridiculamente curto, com menos de vinte páginas. O primeiro deles se chama Risou no Koibito (chamado nos sites gringos de "An Ideal Lover") e é seguido por Taiyou to Tsuki no Ingaritsu

Basicamente, nessa história temos Tsukishiro, que quer descobrir se, na verdade, é gay. Ele há algum tempo vem pensando que não tem um interesse especial por mulheres, apesar de achá-las bonitas, e mal consegue lembrar as vezes que transou com uma mulher. Dessa forma, ele vai a um bar gay e lá encontra seu subordinado, Asahina. Quem já leu mangá yaoi já imagina onde isso vai acabar: Tsukishiro conta para Asahina sobre seus pensamentos e os dois acabam juntos na cama. Porque sim. Aliás, por que não? Isso é um mangá yaoi, ora bolas.

No segundo volume, Tsukishiro começa a ficar preocupado sobre o que, afinal, seu relacionamento com Asahina é e sobre seus hábitos sexuais. Por isso, ele volta ao bar gay para coletar informações dos outros frequentadores. Em seguida ele confronta Asahina sobre isso e tudo fica feliz. Fim.

Esse vai ser um mangá que não vai incomodar muito, mas também não vai mudar a vida de ninguém. A autora comentou que estava pensando em escrever uma sequência, sobre outros personagens. Acho que talvez seja mais interessante, porque muito da falta de sal (ou seria de pimenta?) dessa história se deve às personalidades dos protagonistas, que são rasas e ordinárias.

  

Essa história pode ser definida da seguinte forma: clichê em cima de clichê com uma arte bonita. E é isso. Não é ruim, mas também não é grande coisa. É um mangá yaoi genérico. Nota "5", talvez, então. 

Os dois volumes desse doujinshi foram traduzidos pelo Attractive Fascinante, para o inglês, há alguns anos. Não sei se é possível de encontrar em outros idiomas.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Blossom Period

Acho que o melhor termo que eu consigo pensar para descrever esse mangá é montanha-russa. Shimaji nos engana durante os primeiros capítulos de Blossom Period, fazendo com que os leitores acreditem que a história é uma coisa para depois nos apresentar algo bem diferente. Eu li esse mangá "meio naquelas" em japonês e estou muito feliz por haver um grupo brasileiro traduzindo-o!

Enfim, sobre o que é essa história? Abe é um aluno do colegial que acaba falando com Mitsuya, um colega seu muito quieto. Apesar de não estarem se falado há anos, os dois foram amigos durante algum tempo no ginasial. Abe não lembra muito desse período e resolve se reaproximar de Mitsuya, ficando feliz quando o outro é receptivo. Ele também acha que seu amigo pouco mudou desde o ginasial, mas aos poucos vai percebendo sutis mudanças. Abe também, eventualmente, lembra que se afastou de Mitsuya por ter ouvido alguns rumores sobre ele.

Nos primeiros capítulos, o desenvolvimento que o leitor prevê é: amigos se reencontram  reaproximação  amor  felizes para sempre. E é exatamente isso que o início da trama faz pensar. Aos poucos, porém, é possível notar que a situação de Mitsuya é muito, muito mais complicada do que parece e os sentimentos que os personagens têm um pelo o outro não são nada simples. Não quero revelar demais e estragar a surpresa, mas durante muito tempo é difícil de entender as motivações de Mitsuya. O que ele realmente quer. Na verdade, parece que o próprio personagem está confuso quanto a isso. 

Há um certo momento na trama que certos sites de resenha chamaram de "uma volta de 180º", "plot twist" e "ataque de yandere". É tudo nisso em uma cena só. Ainda assim, é uma cena muito triste e dramática, o que permite uma maior compreensão dos personagens.

  

Essa não é uma história levinha para se folhear rapidamente. Os diálogos são importantíssimos e o subentendido deve ser capturado pelo leitor, para que a história possa ser, de fato, apreciada. Eu realmente gostei muito desse mangá e da atmosfera que a Shimaji conseguiu traçar. A arte dela também é bastante agradável e limpa, sendo que a preferência por não usar retículas (sombreamentos em cinza) em algumas cenas contribui para o efeito dramático. Por isso, acho que uma nota "9" é bastante adequada para essa história.

Blossom Period está sendo traduzido para o português pelo grupo Addictive Pleasure. O trabalho deles é excelente e eu recomendo muito que deem uma olhada nessa série. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Romance no Hakoniwa

Na primeira vez que vi uma imagem desse mangá, achei que se tratava de um doujinshi de Persona 4, porque o protagonista desse jogo é bem parecido com um dos rapazes da capa. Hoje, entretanto, eu estava fuçando o tumblr e vi algumas ilustrações dessa autora, Ito Natsuo. A arte dela é simplesmente belíssima e eu fui obrigado a ler Romance no Hakoniwa, o único mangá dela sendo traduzido para o inglês no momento.

É uma coleção de oneshots, sendo que só duas delas foram lançadas até o presente momento pelo grupo americano. Pelo que eu ouvi falar, as outras também são ótimas, o que só me deixa mais ansioso para ler.

Masataka Chiyo é o protagonista da primeira oneshot, um rapaz inteligente, mas com dificuldades de mostrar sua criatividade nos projetos exigidos por seu professor. Assim, ele tenta encontrar inspiração para desenhar e, para sua surpresa, seu colega de quarto irá ajudá-lo nisso. Apesar de dividir um quarto com Kunitachi Hiromi, eles pouco se falam, por terem rotinas opostas. Esse outro rapaz, ao contrário de Chiyo, é um poço de idéias e criatividade.

Já na segunda história, existe um designer de tapeçarias muito renomado e recluso, conhecido como "Professor". A casa na qual ele vive é vazia e pouco acolhedora, o que é em geral atribuído a personalidade do próprio Professor. A empresa responsável por produzir os designs do professor envia seu mais novo empregado, Inne, para lidar com ele. Assim, ele acaba descobrindo o curioso processo criativo do Professor.

As duas histórias são interessantes e têm uma atmosfera envolvente, mas o grande destaque nesse mangá é sua arte. Não consigo expressar em palavras o quanto a arte dessa autora é maravilhosa. Simplesmente sublime. As ilustrações coloridas dela são ainda mais de tirar o fôlego! 

  

Só pela a arte já vale a pena ler esse mangá. Eu repito: é simplesmente incrível. As outras histórias que ainda não foram traduzidas também parecem interessantes, mesmo que pareçam não se focarem em um clima de fantasia como as duas primeiras. Nota "9" para esse mangá.

A arte desse mangá, como eu repeti tantas vezes, é linda e extremamente detalhada. Por isso, scans de qualidade são necessárias para apreciar o trabalho dessa autora. O Echochi, que está traduzindo para o inglês, como de costume, fez um trabalho de altíssima qualidade com esse mangá. 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Oneshot: Lily Colored Lovers

Eu tenho não uma queda, mas um tombo por tudo feito pela Kojima Lalako. Por isso, devorei essa oneshot em minutos. Acho que essa história não entrou em nenhum dos volumes publicados dela e o título que o grupo americano deu em inglês foi Lily Colored Lovers.

O protagonista da história, Adachi, começa se descrevendo como uma pessoa inútil (saúde fraca e cheio de medos), mas esperançoso de que consiga mudar agora que está apaixonado por Yuusuke. Isso se deve a Yuusuke ter elogiado uma celebridade que admira, afirmando que parecia ser alguém maduro e confiável. Isso fez com que Adachi ficasse mais e mais desesperado por mudar seu jeito de ser para poder impressionar Yuusuke. Ele acaba ficando tão estressado que sua saúde deteriora e acaba desmaiando na frente de Yuusuke. Adachi acha que todos seus esforços foram por água abaixo...

Eu não tenho o que dizer dessa história, além de alguns ruídos inteligíveis e "fofa, adorável, lindinha". É tão, tão bonitinha. Eu queria que a autora fizesse mais capítulos sobre esses dois, apesar de reconhecer que a história está completa e perfeita desse jeito. Os dois personagens são completamente adoráveis, o que só combina mais com a arte muito bonitinha da Kojima Lalako! 

  

Não tenho mais o que dizer, só vou ficar me repetindo, reafirmando que essa história é bonitinha, lindinha, fofinha... É aquela dose de açúcar e fofura que você precisa depois de um dia estressante. Nota "10" por ter cumprido bem o seu objetivo, sendo adorável na medida certa!

Essa oneshot pode ser encontrada em inglês no tumblr, traduzida pelo scanlator Peek-a-Yaoi. Não foi traduzida para outros idiomas, até onde eu sei. 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Gakuen Babysitters

Gakuen Babysitters é a perfeita definição da palavra "adorável". Durante todos os capítulos traduzidos, quase quarenta até o momento, você tem uma sensação agradável e um sorriso bobo no rosto. Tokeino Hari acertou em cheio nesse mangá, conseguindo desenvolver uma história simples, mas muito bonitinha, com maestria.

A história começa de uma forma um tanto trágica: o protagonista e seu irmão mais novo ficam órfãos, pois seus pais faleceram em um acidente de avião. Uma senhora, que perdeu o filho e a nora no mesmo acidente, promete cuidar dos dois até ficarem adultos, dando a eles uma casa e a chance de estudarem em uma escola de elite, da qual ela é diretora. O único porém é que Kashima Ryuichi, o irmão mais velho, deverá trabalhar na creche da escola durante os períodos em que não está na aula. Dessa forma, Ryuichi se torna o único membro do "Clube de Babás" e cuida dos filhos dos professores da escola e de seu irmãozinho, Kotarou. O único outro funcionário da creche é Usaida Yoshihito, um cara preguiçoso, mas que, muitas vezes, acaba auxiliando os dois irmãos, mesmo que nem percebam isso. Outro protagonista da história é Kamitani Hayato, o irmão mais velho de uma das crianças na creche. Fica um destaque para a diretora da escola e seu secretário/mordomo, Saikawa, por terem momentos hilários.

Esse é o tipo de história que eu mais gosto: um slice of life (história sobre o cotidiano) semi-episódico. A cada capítulo esse mangá foi ficando mais fofo, se é que é possível. Logo no primeiro volume, achei a história sobre a filha da professora de teatro e a idéia de Ryuichi sobre as crianças encenarem uma peça muito lindinha. O que me preocupou foi a aparição de Inomata, uma estudante de honra da escola, e a possibilidade de Ryuichi vir a se tornar uma vítima de bullying. Felizmente, isso não ocorreu. Esse mangá é uma leitura leve, tranquila e muito feliz. Além disso, a arte da Tokeino Hari é muito fofinha e combina perfeitamente com a história!

  

Eu super-recomendo Gakuen Babysitters para qualquer um que esteja procurando um mangá tranquilo e divertido para ler. Não é uma leitura séria, mas é muito agradável. Nota "9" para Gakuen Babysitters! Se continuar evoluindo bem, como está, pode ser que eu mude para um dez.

Em inglês, esse mangá começou a ser traduzido pelo grupo Ashitaka x Taiyou, mas agora segue sendo traduzido, com bastante frequência, pelo grupo captainba. Em português, esse mangá está sendo traduzido em conjunto pelos grupos Otaku no Yume e Koisei Scans.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Dame BL

A ideia por trás dessa antologia é simplesmente brilhante. Ela reúne histórias para as quais, com certeza, um editor diria "nem pensar!" ("dame") quando a mangaka quisesse publicá-las. Por isso, é uma obra, muito, muito diversa em termos de temática. Além disso, justo por ser uma antologia, várias autoras estiveram envolvidas no projeto. Algumas escreveram histórias curtas que jamais seriam aprovadas por um editor, outras apenas apresentaram meia dúzia de ilustrações e uma proposta de história. Dessa forma, eu vou abordar nessa postagem apenas as oneshots. Não vou me aprofundar falando das colunas aqui, até porque o grupo que está traduzindo a antologia ainda não traduziu todas.

A primeira história é de autoria da Kumota Haruko, que também ilustrou a capa, e acho que é a minha favorita da antologia inteira. Senpai (sério, nem o nome nem o sobrenome dele apareceram nessa história!) está lavando o rosto no banheiro da casa de um colega de trabalho, após terem bebido muito em uma festa, quando se dá conta que o lugar é estranhamente familiar e tem um par de sapatos de salto igualmente familiares em uma prateleira. Ele, então, se dá conta que esse banheiro é igual ao da casa de Uraeri, a dona de um blog para fetichistas por pernas e pés que posta fotos de suas lindas pernas. Dessa forma, Senpai descobre que seu kouhai no trabalho, Machida, é Uraeri. Assim, um descobre o segredo do outro. Senpai fica sabendo que Machida tem um corpo muito feminino e mantém um blog com fotos de suas pernas. Por sua vez, Machida descobre o grande fetiche de seu senpai. Eu adorei essa história porque ela é ridiculamente inusitada. Não existem muitos trabalhos yaoi que lidem com fetiche (salvo os que falam sobre BDSM), quanto mais um fetiche específico desses. Além disso, essa história vale a pena não só pelo tema inusitado e pelo enredo bobinho e fofo, mas também pelo eye-candy. Kumota Haruko se superou nas cenas quentes!

Achei que ia ser difícil ter mais alguma coisa tão boa quanto essa nessa antologia, mas a segunda história, de Morozumi Sumitomo, também me encantou. Se passando em tempos primitivos, o chefe de uma tribo, Ikaru, que está sofrendo por não haver alimentos disponíveis, acaba acolhendo Shigi, um homem amaldiçoado, que ele encontra na beira do riacho. O que eu mais gostei é que os dois parecem não ter nada a ver a primeira vista, mas são, na verdade, muito similares. A história é inusitada pelo cenário. Não conheço muitos mangás que se passem na pré-história além desse e de Wild Rock, então é uma mudança de ares muito bem vinda. O final dessa história foi fantástico e comovente. Simplesmente adorei. 

  

Depois dessas toneladas de fofura, vem uma história séria e sombria escrita por est em. A história fala de kick-boxing e tem a atmosfera típica das histórias dessa autora. Fala de um campeão que foi obrigado a perder uma partida e agora está determinado a ganhar a próxima luta carregada de tensão sexual. Ou algo assim. Eu curto as histórias da est em, mas essa me deixou confuso. Depois de algumas colunas e ilustrações, vem a história de Umematsu Machie que é ridiculamente deprimente. Boa para caramba, mas deu aquele aperto no coração. Não foi a primeira história falando de velhinhos que são um casal há muitos anos, mas essa foi muito triste e poética. Após derramar algumas lágrimas, chega a história Locas! de Okayada Tetuzoh, que mostra um cenário com um bar gay e drag queens! A história é bem boba, mas muito engraçada: dois caras que se conhecem por correspondência resolvem se encontrar, mas no fim um deles acaba ficando com a pessoa errada.

A história da Chiba Ryouko me deixou decepcionado. A arte dela é linda, como sempre, mas a história sobre robôs foi bem, bem esquisita. Em suma, um cara briga com seu namorado e aluga um robô que é basicamente igual ao namorado. Os mangás dessa autora costumam ser bem clichê, então é legal vê-la tentando fazer algo inusitado, mesmo que não tenha dado muuuito certo. Depois de uma coluna um tanto bizarra (sobre o amor de um coveiro? e um cadáver), vem uma história igualmente bizarra, mas menos perturbadora. Escrita por Uno Jinia (de quem eu nunca ouvi falar), temos a história do amor de um cara por um ventilador. É. Nem sei o que comentar. Foi surpreendente. 

  

A próxima história, de Zin, é sobre um prisioneiro num campo de concentração e um nazista sádico. Não é o tipo de cenário que me atrai, então eu meio que passei por essa história correndo. Depois disso, tem algumas colunas que eu adoraria ver se transformando em oneshots ou mangás de verdade. Sobretudo a proposta de história da Psyche Delico, que é sobre o amor de um homem e de um homem transgênero (um homem que nasceu mulher e passou por uma transição para adequar seu corpo à sua identidade de gênero). Aí vem a história da Mochimeko, com uns yakuza esquisitos e um cara, herdeiro de um grupo rival, sendo sequestrado. 

A antologia se aproxima do fim, com a história de Rutta Ikumi, que fala sobre dois otakus apaixonados. Ok, na verdade, um deles tem um fetiche por coisas gorduchinhas e, consequentemente, está interessado em um amigo seu, que é bem rechonchudo. Eu não conhecia essa autora, mas a arte dela é tão bonita e a história foi tão adorável, que estarei atento para os próximos lançamentos dela. O final desse capítulo é hilário! A última história, então, é sobre ciclistas. Momoyama Naoko fala sobre dois ciclistas profissionais, as competições e tal. Eu achei essa história meio chata e o aspecto BL dela ficou em segundo plano, já que a autora focou nas nuances de ser um ciclista.

  

Dame BL deveria ser lido por qualquer pessoa que diga estar de saco cheio do gênero yaoi ou que yaoi é tudo igual. Todas essas histórias tem um quê de revolucionárias e trazem uma nova proposta. Por favor, editores, parem de recusá-las! Nota "9" pelo conjunto da obra, porque é uma antologia fantástica. Como o hazukashiikedo escreveu, a maior parte dessas histórias não "esquisita demais para publicação", apenas não tem os pontos "moe" que em geral as mangás yaoi têm. Essas histórias, por isso, fogem do padrão comum encontrado nos mangás yaoi.

O maravilhoso grupo acme está quase terminando de traduzir essa antologia para o inglês. Eles traduziram todas as oneshots e estão quase terminando as colunas.