segunda-feira, 1 de julho de 2013

Watashi ga Motenai no wa Dou Kangaete mo Omaera ga Warui

Quem me fez a sugestão de ler esse mangá foi um primo meu que não costuma ler mangá. Por isso, eu não sabia o que esperar de Watashi ga Motenai no wa Dou Kangaete mo Omaera ga Warui!. Aliás, eu tenho uma implicância profunda com esses mangás e novels de títulos ridiculamente grandes. Costumo evitar. Só que minha curiosidade me fez ler esse mangá de Tanigawa Nico.

O mangá é sobre uma garota anti-social (no sentido de "introvertida", não no sentido de psicopata) chamada Kuroki Tomoko, que deseja se tornar mais popular, fazer amigos e arranjar um namorado, agora que está no ensino médio. Ela lembra muito a Konata de Lucky Star, mas de um jeito mais real e mais assustador. Tomoko se descreve como uma "Mojo" (garota que não é popular ou atraente, continua virgem e nunca namorou), sendo também uma otaku e viciada em otome games e jogos eróticos. Ainda assim, ela decide tentar várias coisas ao longo do ensino médio para tentar se tornar popular e arranjar um namorado. Ela conta com a ajuda (relutante) de seu irmão, Tomoki, em alguns momentos e com a de Naruse Yuu, uma ex-colega do ginasial que se tornou bonita e arranjou um namorado no ensino médio.

As tentativas de Tomoko para se tornar popular são estranhas e nem um pouco ortodoxas. Dessa forma, esse mangá é uma comédia episódica, sendo cada capítulo uma tentativa de Tomoko em fazer algo de novo. Não é incomum, também, a protagonista achar que subiu mais um degrau em direção à popularidade e nós, leitores, ficarmos sabendo que ela pisou na bola mais uma vez e apenas não sabe disso. Tomoko também não é flor que se cheire, digamos assim. Ao ler os capítulos em que ela tenta e fracassa em ser uma pessoa melhor, pode ser que dê pena dela... Esse sentimento logo se dissipa quando vemos Tomoko trapaceando nos jogos, desejando que seus colegas morram ou mentindo a torto e a direito para Yuu ou sua prima para tentar parecer alguém melhor. Apesar desse comportamento dar uma idéia para o leitor de outros motivos que podem contribuir para ela ser pouco popular, além de sua aparência e sua personalidade quieta, é interessante observar como Tomoko continua fazendo suas tentativas, nem que seja para rir do quão patética ela acaba sendo. É difícil não se identificar em algum grau com ela, ainda que seja apenas por ela ser "socialmente estranha". Quem nunca fez uma trapalhada e quis se enterrar em um buraco após isso?

Acho que essa história tem apelo para os leitores que estejam buscando um mangá engraçado e episódico para ler. Não é o meu caso. Rapidamente fiquei cansado por Tomoko simplesmente não fazer progressos. Quando você acha que ela está crescendo como personagem ou que vai conseguir sair vitoriosa de alguma situação... Não. Tudo volta à estaca zero. A arte também é incômoda para mim, sendo bem simples e difícil de se acostumar. O ponto positivo é que o autor consegue mostrar muito bem as emoções de Tomoko com seus desenhos. 

  


TL;DR: Esse mangá é divertido, mas tem um apelo específico. Boa parte dos leitores irá se identificar com Tomoko, mas esse mangá pode ser frustrante aqueles que buscam um mínimo de desenvolvimento na história. Eu não pretendo voltar a ler essa história, mas não acho que seja ruim. Nota "6".

Em português, os lançamentos parecem estar parados, mas é fácil achar esse mangá em inglês traduzido pelo grupo de anônimos World Three.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Diamond Game

Eu sou suspeito para falar desse mangá, porque ajudei a traduzi-lo para o português. Não gosto da autora, Byaku Kotora, o suficiente para me permitir ficar enviesado ao comentar essa história. Diamond Game tem uma arte belíssima, um título que não faz muito sentido e uma história meia-boca. Ok, vamos por partes...

Daia é um vampiro que nunca atacou um ser humano. Ele está sob a constante vigilância de Kuro, um caçador de vampiros, desde que se encontraram há dez anos. A regra seria eliminar Daia imediatamente, mas Kuro decidiu lhe dar uma chance: ele não será morto, a não ser que ataque ou morda um humano. Daia, apesar de obedecer seu pacto com Kuro, tenta escapar dessa vigilância. Eventualmente, ele acaba no Japão, onde conhece Shishou, um mercador que lhe oferece um emprego e um teto sobre sua cabeça. Daia começa a se sentir atraído pelo gentil Shishou, sentindo-se cada vez mais tentado a beber seu sangue e a transformá-lo em um ser como ele.

Vou enumerar os pontos dessa história que eu não gostei: a) Daia é afeminado pra caramba; b) O romance é bem sem fundamento; c) várias coisas foram mal explicadas; d) as orelhas de gato/cabelo do Daia me deram nos nervos (ok, isso é muito bobo, mas, seriously, que character design besta. Por que há tantos autores japoneses que fazem os personagens vampiros se assemelharem a gatos!? Não tem nada a ver!); e) o Daia é ridiculamente fraco para um vampiro. O propósito desse mangá parece ser apenas o moe, sendo que a história não parece ser importante. O epílogo é até legal, mas o Daia... Não consegui gostar dele como personagem. O que eu gostei? A arte é muito bonita e o character design (do Kuro e do Shishou) é bem legal. 

  

Definitivamente, como dizem os gringos, esse mangá "is not my cup of tea" (não é do meu gosto). A arte é bonita, como eu já enfatizei, e ele é baseado em "moe". Quem estiver procurando algo do tipo, vai gostar. Eu, particularmente, não sou fã desse tipo de coisa. Nota "6".  

Quem traduz para o português é o grupo BL Scanlations

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Kimi ni Koishite Ii desu ka

Eu conheço outros mangás shoujo com o plot bem parecido com o de Kimi ni Koishite Ii desu ka. A diferença é que esses mangás que eu li antes tinham uma garota que enfrenta os mesmos problemas do menino desse mangá de Shiiba Nana. Até Kimi ni Todoke tem uma premissa parecida. Ainda assim, gostei dessa história que vou comentar por ser simples, engraçada e divertida.

Chigira Ruiji é um garoto que nasceu com o rosto de um demônio. Ele é muito assustador e intimidador, então ele está sempre metido em confusões. Os professores acham que ele está ameaçando os colegas, os delinquentes acham que ele está procurando brigas, as garotas fogem dele... Enfim, ele nunca teve amigos ou namoradas em toda sua vida. Apesar do rosto que tem, tudo que Chigira quer é ter uma vida tranquila no ensino médio e, com sorte, fazer alguns amigos. Logo de cara, entretanto, ele se apaixona por uma colega, Wakatsuki, que tem muito medo dele. 

Ele também, eventualmente, descobre um segredo de uma menina popular, Kibayashi, e, dessa forma, consegue a ajuda dela para ensiná-lo como agradar as garotas e conquistar Wakatsuki. O relacionamento dos dois é muito legal, sendo Kibayashi a primeira amiga de Chigira. Na oneshot que originou esse mangá (que é hilária), a Wakatsuki é bem mais interessante e simpática, enquanto no mangá eu senti que ela foi ofuscada pela Kibayashi, que é uma personagem muito mais interessante. Só um volume foi publicado por enquanto, então acho que há grandes chances de isso se desenvolver melhor.

  

Eu gostei bastante dessa história. Tem vários shoujo com protagonista homem que eu adoro, mas esse recebe um destaque por trazer um garoto não-atraente, o que é raro em mangá shoujo. Nos shounen, é super-comum o protagonista feioso/assustador/sem-graça ficar com uma menina, mas nos shoujo nunca a protagonista se apaixona por alguém que seja menos do que um príncipe encantado. Bem, estou gostando; quero ler mais desse mangá. Nota 8!

A oneshot que precedeu o mangá foi traduzida pelo grupo Bluebird Scans em inglês, já a série é traduzida por dois grupos diferentes Chibi Manga e asdf scans. Em português, a oneshot foi traduzida pelo grupo Kamereon Manga e o mangá, pelo Otaku Sekai.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Masamune-kun no Revenge

Vi esse mangá sendo recomendado em um fórum, mas não lembro exatamente a troco de quê. Masamune-kun no Revenge é outro mangá que tem um título perfeitamente descritivo, apesar de ser bem mais cômico do que eu achei que seria quando li sobre ele nesse fórum. Foi escrito pelo autor Takeoka Hazuki e ilustrado pela mangaka Tiv. Não se preocupe, também não tenho a mínima idéia de quem eles são (apesar de eu já ter lido outras coisas da Tiv).

Como o título já diz, essa é uma história sobre Makabe Masamune, que está em busca de vingança. Esmiuçando mais: quando ele era criança, costumava ser gordinho e, um dia, foi chamado de "porquinho" por uma menina, Adagaki Aki. O apelido pegou e Masamune foi vítima de bullying. Seu avô, envergonhado por ter um neto tão fracote, o treinou e o transformou em "alguém melhor". Masamune se transfere para uma nova escola objetivando se vingar da tal menina. Agora, muito mais atraente, Masamune quer fazer com que Aki se apaixone por ele para depois rejeitá-la, como ela sempre faz com os rapazes que se declaram para ela.

Como todo bom shounen romântico, esse é recheado de clichês. O mais perturbador, para mim, foi a mãe do Masamune ser uma lolita. Sério. Quando eu digo lolita, é exatamente isso. A mãe dele de 42 anos parece mais nova que a filha de 12 anos. Também tem o amigo "trap" (i.e menino que parece menina) dele, que não chega ser ao nível Baka to Test to Shoukanjuu de trap, mas é quase. Já que a Aki não tem peitos grandes, tem a amiga calada e inexpressiva dela que cumpre essa cota dos shounen. Ela também é o grande alvo de fanservice desse mangá. Apesar disso, a amiga calada tem alguns pontos interessantes em si. Logo de cara, também, Masamune descobre um segredo de Aki e cai nas graças dela por salvá-la de um otaku assustador (outro clichê!). Esse mangá tá se desenvolvendo ridiculamente rápido.

A Aki é incrivelmente insuportável. Eu adoro tsunderes e aceito yanderes. Em shounen romântico, é comum o cara ser o saco de pancada das garotas (Keitaro em Love Hina, por exemplo), mas a Aki não tem nada de atrativo. Ela não é legal nem com as amigas dela (ao contrário da Naru, de Love Hina, que era uma boa pessoa, apesar dos ataques de raiva). O nível de maldade dela com tudo e todos me lembrou boa parte das meninas que a Morinaga Ai desenha. Eu acho até positivo ver personagens femininas em posições de poder, porque isso é raro nos mangás, mas ver personagens completamente cruéis não é exatamente legal. Reforço o "mimimi" que volta e meia eu faço nos posts sobre yaoi: detesto personagens abusivos.

  

Esse mangá é bem engraçado e eu estou curioso para saber como a história vai se desenvolver. Nota "7", porque a Aki é irritante demais para eu conseguir gostar desse mangá mais do que isso.

O grupo Japanzai está trabalhando na tradução para o inglês.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Cirque Arachne

Fiquei surpreso por ainda não ter comentado sobre um mangá yuri. Não é por nada, eu nem notei que não tinha. Baixei de um fórum um mangá chamado Cirque Arachne, simplesmente porque a arte é adorável. A autora, Saida Nika, tem outras histórias interessantes publicadas, que entraram para a minha lista de coisas que tenho de ler.

Teti acabou de ser aceita como membro de um circo. Quando era mais jovem, viajou com seu pai trabalhando em vários outros circos e aprendendo técnicas diversas. Agora, ela irá fazer parte desse circo, onde ainda terá muito que aprender. Teti, logo que entra, vê uma acrobata fazendo uma performance muito bonita. Dessa forma, ela é apresentada à Charlotte, uma menina gentil, mas séria e perfeccionista. Para variar um pouco, Lenny, um dos chefes do circo, decide que as duas irão performar juntas, por terem estilos contrastantes. Enquanto Teti é super-empolgada e se diverte, Charlotte não se permite errar. 

Charlotte começa a perceber que seus sentimentos por Teti são românticos. Ela fica incomodada por isso, porque nunca permitiu que outra pessoa invadisse seu espaço. Sempre dançou e fez acrobacias sozinha, em "um mundo livre de outras pessoas". Agora, com a proximidade da outra, Charlotte fica confusa.

Eu gostei bastante desse mangá... Só achei que o "conflito" (i.e a apreensão da Charlotte) foi resolvido rápido demais e de uma forma muito simplória. Combinou com a atmosfera do mangá e com a personalidade da Teti, mas acho que poderia ter sido melhor explorado... Outro ponto que eu tenho para me queixar é que não tem cenas de performance o suficiente. As duas fazem algumas acrobacias no treino, mas a grande performance das duas não é mostrada. Achei decepcionante. 

  

De um modo geral, esse mangá é bem legal. A arte é bem bonitinha e as duas protagonistas são simplesmente adoráveis. Em uma palavra: fluffy. Acho que uma nota "7" é adequada, levando em consideração o enredo e a atmosfera geral da história.

Em inglês, foi traduzido pelo Lililicious. Como quase todos os yuri que têm por aí. 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Okurete Kita Renjou

Eu comecei a ler esse mangá simplesmente porque gostei da capa. Achei que Okurete Kita Renjou era uma história sobre um executivo e um playboy ou algo assim, por conta da ilustração da capa. Só que não. Kiriyu Kiyoi, de quem eu não sou um grande fã, conta uma história bem diferente do que eu esperava, só que igualmente clichê. 

Em outro post, discuti um cenário como esse, comum nos mangás yaoi. Nesse caso, temos Tomoki, um cara que nunca se apaixonou na vida. Ele vai para bares procurar parceiros, porque gosta de sexo, mas nunca procurou se envolver em um relacionamento. Em uma noite, conhece Kazushi, um cara que é bem do seu tipo, e passa a noite com ele. No dia seguinte, vai trabalhar e encontra esse cara de novo... Para descobrir que Kazushi, na verdade, ainda é um estudante do ensino médio (o terno que me enganou na capa era um uniforme escolar!). Tomoki fica perturbado um pouco por sua descoberta, o que logo se resolve e ele volta a se divertir com Kazushi. 

Certo dia, Kazushi revela para Tomoki estar apaixonado por ele. Tomoki, que nunca esteve a fim de um relacionamento sério, arranja outro cara para sair e esnoba Kazushi. Nisso, ele chega à conclusão que realmente gosta de Kazushi, que quer ficar com ele, etc. A partir disso, começa o período de lua-de-mel, com Tomoki confuso por estar apaixonado pela primeira vez, pensando em como dizer isso pra Kazushi... 

Depois disso, tem mais uma história sobre Kiriyama, o presidente do conselho estudantil, e Toujou, o secretário, que é apaixonado por ele. Kiriyama é super-sério e rígido, sendo que Toujou acha isso lindo. Quando o primeiro quebra os seus óculos, Toujou se oferece para dar um par novo para ele de presente. Toujou termina a primeira parte da história se perguntando se deve falar sobre seus sentimentos para Kiriyama... Não sei como essa história termina, mas estou curioso para ver. Uma conhecida que tem o mangá disse que o final dessa, ao contrário da primeira, é super-imprevisível.

  

De um modo geral, esse foi um mangá bem razoável. O tipo de história que dá para ler tranquilamente, sem maiores enredos, diálogos interessantes... A arte é bonita (mas bem inconsistente), combinando com essas histórias. Não é ruim, mas também não tem nada de grande coisa. Nota "6", então.

Eu estava acompanhando esse mangá através de um grupo que não gosta que falem deles, por isso vou usei imagens do original japonês para ilustrar o post. Outro grupo que não gosta que falem deles fez upload dos dois primeiros capítulos no Manga Fox, então não é impossível de achar.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Machi no Denkiya-san

Esse mangá foi traduzido e publicado como uma oneshot. Na verdade, Machi no Denkiya-san é uma das várias oneshots que compõem esse volume publicado por CJ Michalski. Vou comentar mais detalhadamente as três que estão disponíveis em inglês. 

Tetsuya trabalha como um reparador (mais como um eletricista, na verdade) em uma loja em sua cidade pequena. Um dia, duas crianças entram na loja pedindo que ele ajude, porque um dos cômodos da casa está sem luz. Ele estava prestes a negar, pois a loja estava fechada, mas conhece o irmão mais velho dessas crianças, Ryoji, e resolve ajudar. Ryoji é o responsável por cuidar de seus irmãozinhos, enquanto sua mãe trabalha para pagar algumas dívidas do divórcio, e também trabalha em outra loja. Tetsuya, se sentindo atraído por Ryoji, oferece de presente vários eletrodomésticos que ele conserta por hobby. No início, Ryoji se mostra incomodado, não querendo ser alvo de pena, mas logo acaba se afeiçoando mais a Tetsuya. Os gêmeos são uns amores e o Tetsuya é um personagem divertido, mas o Ryoji tem a personalidade de uma porta fechada. Sério, ele é querido, dedicado aos irmãos, etc. Mas não tem nenhum apelo enquanto personagem. Senti falta de uma "química" entre os protagonistas dessa história.

Depois, vem uma oneshot que eu gostei ainda menos. É o clássico cenário "enfermeiro da escola" e "aluno". Ao descobrir que vai ter de se mudar para outro país, Tomoki decide reafirmar seus sentimentos por Ryouji, já que foi rejeitado antes. Ele sempre gostou do sensei, eram vizinhos, se conhecem há séculos, o relacionamento mudou, etc. Ryouji vai lá, após aceitar os sentimentos, e pede que o pai de Tomoki o deixe com ele. E a outra oneshot é sobre Miyamoto, que costumava jogar basquete, mas nunca foi grande coisa, e o kouhai que ficou melhor que ele, Mikata. Um pouco de inveja aqui, "eu sempre te amei" ali, umas cenas quentes intercaladas... É. 

Sabe aquele mangá que você esquece no momento que termina de ler? Incrível como não tem nada memorável nessa história. Absolutamente, nada. A arte da CJ Michalski é bonitinha, claro, mas as histórias são cheias de clichê e nem um pouco interessantes.

  

Duas das histórias que não foram traduzidas ainda (e tudo indica que nunca serão) parecem interessantes, então é uma pena que eu não possa ler... Bem, essas três que foram apresentadas trazem cenários super-rotineiros, não acrescentam nada de novo... O melhor termo para descrever esse mangá é "meia-boca". Nota "5", portanto.

Quem traduziu para o inglês foi o Liquid Passion. Traduziram a história do título como "Our Town's Electrician" e lançaram como uma oneshot. Os dois capítulos seguintes são o quarto e quinto capítulos do volume, lançados com o título de Machi no Denkiya-san.