segunda-feira, 1 de abril de 2013

Oneshot: Transform, Childhood Friend!


Se eu dissesse que conheço a obra da Koiwazurai Shibito, estaria mentindo. Li todos os doujinshis de Bleach dela que foram traduzidos, mas nunca dei muita bola. Por isso, fiquei surpreso ao constatar que quase todos os mangás dela estão na minha lista de desejos. Infelizmente, poucos estão disponíveis em inglês. Por isso, hoje, comentarei a oneshot Transform, Childhood Friend!, que faz parte do mangá Sukitte Iwarenai. 

Eu gosto desse tipo de premissa: personagem que estava insatisfeito com sua imagem decide mudar completamente quando volta para seu lugar de origem. No caso, temos Uji Satoshi, um menino sério e estudioso, que era o alvo de bullying favorito de Kamogawa Takashi. Depois de muito sofrer, Satoshi resolve mudar sua imagem durante o ginasial em uma escola diferente para depois fazer uma “estréia” no ensino médio. Lá ele, surpreendentemente, encontra Takashi, que age da mesma forma abusiva de antes. Satoshi, entretanto, não está interessado em permitir que a história se repita.

Sinto que tudo se resolveu rápido demais. Claro, é uma oneshot de, o quê, trinta páginas. É claro que os acontecimentos devem ser rápidos. Mas, sei lá, os personagens soaram tão simplistas em resolverem toda a situação em três ou quatro páginas com meia dúzia de diálogos. 

  

Ainda assim, curti bastante essa história, o que me faz ansiar mais e mais por alguém traduzir esse mangá inteiro. Nota “7” para a oneshot, com possibilidade dessa nota mudar quando eu puder ler o volume todo.

Esse capítulo foi traduzido pelo grupo Peek-a-Yaoi para o inglês. Não acho que tenha sido traduzido para outros idiomas, salvo o chinês.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Paradise Baby

Esse é o perfeito exemplo de mangá que, quando eu olho a capa, penso sempre: "será que eu li? Conheço a autora, mas será que eu já li esse...?". Sempre. Li hoje pela quarta vez, porque eu não tinha nem idéia sobre o que Paradise Baby tratava, apesar de a autora, Ootsuki Miu, não me ser estranha. Não sei que tipo de bloqueio mental eu tenho, porque sempre esqueço da história desse!

E, o pior, é uma história que eu acho muito boa: Shiroi, finalmente, está junto da pessoa que ama, mas mesmo assim não está completamente tranquilo. Isso acontece porque Sawa, seu namorado, tem um amigo muito, muito próximo chamado Micchan. Shiroi tenta agir de forma madura, sendo mais novo do que os outros dois, mas se sente incomodado toda vez que Sawa convida Micchan para sair junto com eles, sempre que planeja algo para ficarem sozinhos. 

Ootsuki Miu ilustrou muito bem os sentimentos de Shiroi. Dá pra sentir e entender o desespero dele. A necessidade de afirmação e o medo que ele sente. Por isso, a relação dele com o Micchan, como cúmplices e "rivais" (unilateralmente) ao mesmo tempo, é muito bonita. Shiroi reconhece a importância que Micchan tem para Sawa e não quer interferir nisso, mesmo que a proximidade dos dois o acabe magoando. Nas palavras dele, "eu não quero abrir mão do Sawa-san para o Micchan-senpai, mas eu também não quero roubar o Sawa-san do Micchan-senpai". Mais legal do que a história de amor em si são essas relações não-românticas igualmente importantes.

Depois, há dois capítulos que contam a história de Kotera Akira. Certa vez, na escola, ele recebeu uma carta de amor, seus colegas descobriram e foram junto com ele no lugar marcado para a confissão. Chegando lá, quem queria declarar seus sentimentos era um outro menino. Kotera diz que não lembra do rosto do menino, mas que seus colegas riram muito dele por ter se declarado. Anos no futuro, ele relembra esses eventos e acaba descobrindo que esse menino do passado é Azuma Hideomi, um colega de trabalho. Então, ele decide consertar o que aconteceu e ser aberto quanto aos seus sentimentos. O que eu mais gostei nessa história é que Azuma não consegue acreditar em Kotera, depois de ter sofrido tanto sendo alvo de chacota no colégio. Não é fácil convencê-lo e ganhar uma segunda chance.

  

De um modo geral, esse mangá é bom. Não é revolucionário, nem nada, mas tem histórias interessantes. Nota "8", porque eu gostei muito da forma que as relações de amizade foram exploradas na primeira história e da forma que o personagem do Azuma foi construído.

Esse mangá foi traduzido para o inglês pelo grupo Tears and Rainbows. Dei uma olhada e o Yaoi Home o está traduzindo para o português.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Slow Starter

Sempre quando pego um mangá cujo título original é em outra língua que não japonês, fico me perguntando por que diabos a autora o escolheu. No caso de Slow Starter, o título é perfeito e combina perfeitamente com a história. Se foi premeditado ou não (as autoras costumam escolher títulos tão aleatórios para seus mangás), mas Ichikawa Kei acertou em cheio com essa.

Então, como o título indica, esse é um romance de progressão lenta e que tem um início tardio. Achei fantástica a atmosfera tranquila que a autora conseguiu criar nessa história, que se passa, na maior parte, dentro de um trem. Kiyo e Ino são dois rapazes que pegam o mesmo trem para ir para a escola, mas estudam em escolas diferentes. Conforme o tempo passa, todos os dias se vendo dentro do trem, eles começam a perceber mais a presença um do outro, sem nunca se falarem. Certo dia Kiyo adormece no trem e quem o acorda, para avisar que perdeu sua estação, é Ino. Desse momento em diante, começam a se falar sempre e se tornam bons amigos, ambos começando a apreciarem mais e mais esses momentos juntos no trem.

Como se conheceram em um trem e não são colegas, durante vários momentos os dois rapazes se perguntam que liberdades podem tomar e o que é cabível dizer ao outro. Os sentimentos afloram lentamente, fazendo com que fiquem mais ansiosos por se verem e mais decepcionados quando não se encontram no trem. Essa história é muito singela e delicada, sendo que o capítulo extra, que os mostra algum tempo após o colegial, encerra com chave de ouro a história. A minha parte favorita nessa história é quando há a declaração de amor. Em mangás, as declarações de amor podem ser desesperadas, fofas, românicas, tristes... Essa é simplesmente desajeitada! É tão desajeitada que se torna adorável. Os diálogos desse mangá, de um modo geral, são excelentes. 

  

Não que seja parecida em enredo, mas essa história lembra um pouco a atmosfera criada por Takarai Rihito e Tachibana Venio em "Seven Days". Essa sensação sutil, lenta e real. É interessante como os dois protagonistas passam a maior parte da história sem interagir diretamente um com o outro, apenas trocando olhares, e, mesmo quando interagem, não entendem a dimensão de seus sentimentos um pelo outro até o tempo ir passando. Nota "9" para Ichikawa Kei, que conseguiu dar um tom melancólico a esse mangá sem deixá-lo exageradamente dramático. 

Quem o traduziu para o inglês recentemente foi o grupo Moi-xRyu Scanlations. Esse mangá também está na lista de projetos futuros do BL Scanlations

segunda-feira, 25 de março de 2013

Yume Yume Shinjuu

Eu fiquei um bom tempo pensando em como eu poderia sumarizar Yume Yume Shinjuu. A história é mais complexa do que parece ser e os capítulos são curtinhos, sendo que os três que pude ler até agora não revelaram muito da trama. Kojima Lalako é uma mangaka da qual eu gosto muito e que vem ficando mais popular ultimamente, então todos os trabalhos dela que consigo encontrar são muito bem-vindos.

A sensação que eu tive com os capítulos traduzidos que eu li é que eles estão fora de ordem. Em outras palavras, a narrativa dessa história não é linear. De qualquer forma, temos Yuzuru, um menino que não tem lembranças de sua infância antes de sua mãe casar de novo com o pai de Ryosuke. Ele só tem alguns sonhos vagos sobre brincar com outro menino em um santuário. Infelizmente, ele não consegue lembrar quem esse menino é. A vida segue até que ele conhece Takumi, um colega de Ryosuke, que ele identifica como sendo seu amigo de infância e primeiro amor, apesar de não lembrar nitidamente disso. Takumi fica feliz por Yuzuru se lembrar dele e os dois logo se tornam um casal. Ryosuke não aceita isso, pois, além de estar apaixonado por seu "irmão mais velho", tem suas suspeitas a respeito de Takumi. 

Como eu não entendi nada desses capítulos, pois as informações são apresentadas ao leitor de uma forma muito vaga, fui caçar resenhas e outros comentários na internet. Como as scans disponíveis desse mangá estão em chinês, achei que era culpa da tradução, que algumas informações tivessem se perdido... Mas não. O mangá é vago mesmo. Um ponto importante é a sensação desconfortável que o Takumi passa em suas aparições e falas. Estou curioso para ver que tipo de segredo ele esconde em seu passado, porque boa coisa não parece ser. 

A arte é lindinha e bonitinha, como sempre. É Kojima Lalako! Arte fofa é o usual. Por isso, causa estranheza ler um mangá estranho, obscuro, vago e (pelo que li nas resenhas) perturbador ilustrado com um estilo tão adorável. 

  

Não sei que nota dar para essa história... Ela é confusa demais! De qualquer forma, apesar de não ter gostado dos personagens (salvo, talvez, o colega de trabalho do Takumi), a arte é adorável e despertou minha atenção. Nota "8" provisoriamente. Vamos ver o que acontece.

Esse mangá é traduzido pelos grupos SuzakuTheKnight e Hoshi Kuzuu em inglês. Não ouvi nada sobre estar sendo traduzido para outra língua. 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Kasa no Shita, Futari

Eu amo, amo, amo a Junko e tudo que ela faz. Esse mangá não é exceção. Eu tenho uma cópia japonesa de Kasa no Shita, Futari e quase morri de felicidade quando foi traduzido para o inglês. Essa história é muito bonita e tocante. Não sei como a Junko consegue escrever esses diálogos e monólogos que simplesmente derretem o meu coração. 

Mio Keisuke é um aluno do colegial que vive uma vida entediante. Ele não consegue manter uma namorada por muito tempo, porque ele nunca se entrega em um relacionamento, não conseguindo se apaixonar e, assim, agradar as garotas. Apesar de ter decidido dar um tempo antes de se envolver romanticamente de novo, ele acaba conhecendo Yugi Kakeru quando tenta roubar (pegar emprestado sem pedir permissão, na verdade) o guarda-chuva dele. Keisuke se sente atraído pelo solitário Yugi e acaba se aproximando dele e de seu grupo de amigos. 

Tem uma certa passagem nessa história que simplesmente me fez derreter: "eu não sabia que era possível se sentir tão solitário depois de dormir com a pessoa que você ama". É interessante como as coisas são complexas nessa história. Nada é resolvido com meia dúzia de palavras ou com um gesto carinhoso. Os sentimentos sentidos pelos personagens dessa história vão muito além disso. Gostei do "time-skip" que houve nessa história, sendo que foi interessante ver como os anos afetaram (ou não) os personagens.

  

De qualquer forma, eu simplesmente amo esse mangá. Não me importa que não faça sentido, eu apenas amo. Por isso, é uma nota "10". Eu tenho um viés gigante, porque eu me identifico com essa história, então é apenas natural que eu goste tanto dela.

Eu achava que só havia sido traduzido para o inglês pelo September Scanlation, mas fiquei feliz ao descobrir com uma rápida pesquisa que um grupo o trouxe para o português. Esse mangá foi completamente traduzido pelo Addictive Pleasure

quarta-feira, 20 de março de 2013

Primeiro capítulo: Sawattemo Ii Kana

Ok, na verdade eu já li esse mangá inteiro e não só o primeiro capítulo. O ponto é que o meu japonês é muito ruim e eu não entendi direito várias coisas, que irei entender agora que estão traduzindo Sawattemo Ii Kana para o inglês. Tenho uma queda - ou melhor, um tombo - pela arte da Matsumoto Miecohouse e amei a capa quando a vi há dois anos, sendo que comprei o mangá em japonês na hora.

Essa história fala sobre Shirou e Masami, dois amigos de infância, no último ano do ginásio, cujos irmãos também são muito amigos. Um dia, quando vão a casa de Masami, acabam vendo seus irmãos em uma situação íntima. Os dois ficam surpresos pelo que vêem, mas Shirou é o mais perturbado. Quando ele conversa com o seu irmão sobre aquilo, recebe como resposta "se contar para alguém, eu te mato e depois me mato". Logo após, quando Masami conversa com seu próprio irmão sobre a situação, tem um outro tipo de resposta, mais tranquila e despreocupada, apoiando a teoria que Masami já havia traçado sobre os irmãos mais velhos estarem apaixonados um pelo outro. Shirou, em contrapartida, fica ansioso perto de Masami e não aceita nem ser tocado por ele. É assim que se encerra o primeiro capítulo.

Na continuidade da história, temos dois "time-skip", um para quando estão no colegial e outro para quando já se encontram na universidade. Durante esse longo período, Shirou se afasta mais e mais de Masami, temendo os sentimentos que sente. Ele chega a arranjar uma namorada para tentar evitar seus sentimentos por seu amigo. Eu fiquei com pena dessa menina, Mako, que vai ficando cada vez mais desesperada por ver que a pessoa que ama só a está usando para reafirmar a própria masculinidade e heterossexualidade. O mais interessante desse mangá é o contraste entre a aceitação dos sentimentos por Shirou e por Masami, porque cada um deles reage de forma diretamente proporcional ao modo que seus irmãos trataram os próprios sentimentos. Além disso, tem o modo como Shirou, apesar de se esforçar para alienar Masami, não o consegue por completo, sempre estando consciente de Masami.

  

Eu gosto muito, muito desse mangá, apesar de não ter entendido completamente a história. Agora que está disponível em uma língua menos "moonspeak", recomendo a todos que o leiam. Nota "10" para a Matsumoto Miecohouse, por ter conseguido escrever uma história dramática, sem ser exagerada e brega.

Como eu propagandeei ao longo do post, esse mangá está sendo traduzido para o inglês pelo grupo Echochi. No caso do português, sei que o BLScanlations o tem como um possível projeto.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Koi ni Tsuite

Mais uma aquisição minha. Comprei simplesmente porque gostei da capa. Até porque se eu tivesse ligado o nome a pessoa, jamais teria comprado um mangá escrito pela Konohara Narise. Não gostei de nenhuma das novels dela. Nunca tinha ouvido falar da ilustradora, Ootake Tomo, então essa compra foi um tiro no escuro. No fim, comprar Koi ni Tsuite foi uma boa idéia. Porque esse é o tipo de mangá que eu gosto e não costuma ser popular o suficiente para que alguém resolva escanear sua cópia ou fazer uma scanlation. Se eu não tivesse comprado, não teria lido.

Asaka é um organizador de casamentos que ama o trabalho que faz. Ele lembra com carinho do primeiro casal para quem organizou o casamento, os Sasagawa, os considerando como um casal perfeito. Mesmo que tenha se atrapalhado durante a organização e, por isso, não tenha ficado satisfeito com algumas coisas, esse casal foi muito gentil com ele. Anos mais tarde, Asaka encontra o senhor Sasagawa de novo, por acaso, e fica feliz de saber que ele ainda está casado. Dessa forma, os dois acabam se aproximando e ficando amigos. Conforme a história se desenvolve, mais é revelado sobre o senhor Sasagawa. Ele é uma pessoa gentil e, apesar de parecer sério, é atrapalhado e sensível. 

A história é muito bem feita e eu não poderia falar mais sobre ela sem dar spoilers demais. Eu adorei a premissa e gostei do desenvolvimento lento, conforme os personagens vão ficando mais próximos e as mudanças no relacionamento deles. Muita gente resenhou esse mangá e criticou a arte. É verdade, a arte é muito simples. Até os vestidos de noiva são simples! Vestidos de noiva! Essas coisas pomposas e espalhafatosas! Apesar disso, a arte combina muito com a história. Um ponto que eu gostei muito, e que a arte ajuda a expressar com fidedignidade, é que os dois personagens são caras normais, que não são especialmente bonitos ou atraem a atenção de muitos rivais amorosos. 

  

Eu gostei desse mangá. Como eu já disse, tenho o hábito de gostar dos mangás que eu compro. Não é uma leitura fácil e leve, sendo que esse deve ser lido lentamente. Não fala sobre triângulos amorosos ou mudanças bruscas de enredo, mas sim de pessoas ordinárias e comuns se apaixonando. Nota "9", porque a história me convenceu, mas eu ainda assim não gostei de alguns detalhes.

Acho que esse mangá não está disponível feito por nenhum scanlator e nunca estará, pois não é o tipo de coisa que tem apelo ao grande público. Ainda assim, pode ser comprado em inglês editado pela Juné, com o título About Love.