sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Collectors

Eu leio bem menos mangá yuri do que eu gostaria, por algum motivo... E existem muitos que são ótimos! Collectors é um mangá em 4-koma e é um dos mangás mais reais que eu já li. A autoria é de Nishi Uko.

A história básica é simples: Shinobu e Takako estão em um relacionamento, mas brigam muito em função de seus hábitos de compra. Shinobu é uma professora de literatura, não se importa muito com sua aparência e compra livros compulsivamente, nem chegando a ler suas aquisições mais recentes. Takako, em contrapartida, só lê revistas e compra roupas e mais roupas. As duas brigam bastante, mas, ao mesmo tempo, são muito similares e apaixonadas. O grupo de amigas delas também é bem legal. Adorei a Naomi, que é uma querida e ajuda bastante as duas, sendo ela quem serviu de cupido inicialmente. 

Esse mangá me lembrou o shounen ai Kinou Nani Tabeta? por dois motivos: 1) slice of life e 2) o realismo do mangá. Collectors realmente passa a sensação de que poderia acontecer. Os conflitos são reais e fáceis de se identificar. Apesar disso, o baixo drama torna esse mangá uma leitura tranquila e relaxante.

  

Se você está esperando um mangá 4-koma daqueles de chorar de rir, esse não é pra você. É engraçado? Sim, mas mais num estilo de o leitor esboçar um breve sorriso e seguir a leitura. É, como eu disse, um mangá bem real, então até a comédia é bem comedida. A arte é bonita e simples. Gostei bastante como a autora conseguiu dar uma cara diferente para cada personagem (ao contrário de só mudar a cor e o comprimento do cabelo, como muitas fazem por aí). Vou dar nota "8".

A tradução em inglês, como não podia deixar de ser, é do Lililicious.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Switch Girl!!

Ao contrário de Heroine Shikkaku, que eu comecei a ler com muitas expectativas, Switch Girl!! foi um mangá que eu baixei só pra ler no ônibus enquanto vou pro hospital e comecei a ler sem esperar nada da história. Só por subverter as heroínas de shoujo, com seus olhos gigantes, inocência e personalidade de uma porta fechada, a autora Aida Natsumi já ganha um thumbs up meu. 

A protagonista da história é Tamiya Nika. Ela é bonita, carismática e popular na escola. A aparência dela é elogiada pelos colegas e ela está sempre na moda. O que seus colegas nem imaginam é que ela, na verdade, dá muito duro para manter essa imagem perfeita. Em casa, ela não podia ser mais relaxada... Ela usa óculos, usa um penteado esquisito, fica atirada por aí de pijama e jogando video-game. Ela é "vulgar" (na falta de um termo melhor) de um jeito que a faria ser imediatamente aceita pelos personagens de Gintama como um do time. Sério, algumas coisas que ela faz me fizeram rir mais de constrangimento do que por achar graça. Em contrapartida, eu acho isso positivo, porque mesmo que existam mangás abordando essa diferença da aparência com a personalidade da protagonista (por exemplo, Horimiya), acho que nenhum tinha se arriscado a retratar uma personagem de shoujo de uma forma tão... Porquinha. De certa forma, isso até é possível de criar uma identificação com o leitor, mais do que uma heroína perfeita, porque acho que até a mais arrumada das garotas tem um momento que "desliga" sua perfeição e relaxa em casa de pijama, descabelada, de cara lavada e come brigadeiro de colher direto da panela, enquanto assiste uma novela mexicana bem trash (qualquer semelhança com a minha irmã não é coincidência. Ainda bem que ela não lê esse blog!).

Ok, voltando ao ponto: o título desse mangá vem dessa mudança de atitude de Nika: Switch On é quando ela liga o modo perfeito e Switch Off é sua aparência relaxada em casa. Ela acaba conhecendo alguém que também tem uma personalidade Switch On/Off: Kamiyama Arata, o aluno transferido em sua escola. A questão é que a personalidade dele é reversa: a aparência dele é relaxada na escola, justo pra evitar as meninas, e ele é muito bonito quando está fora da escola. Além disso, ele descobre o segredo de Nika (é claro). O Arata começa a história como um típico protagonista de shoujo: arrogante, indiferente e lobo solitário. Em defesa dele, em nenhum momento ele é babaca como a grande maioria por aí e quando ele age mal (tipo em relação a peça de teatro) ele tem a noção e a decência de se desculpar. O relacionamento que ele estabelece com a Nika é divertido, sendo que é hilário ver como o Arata acaba preso no furacão que a Nika pode ser, especialmente na sua personalidade "Off" (o capítulo que ele vai comer com a família dela é de chorar de rir... Pena do Arata!). 

  

Esse mangá é tão divertido que até os vilões que aparecem são toleráveis e engraçados. A arte é bonita e vai ficando cada vez mais refinada ao longo do mangá. Assim como Heroine Shikkaku e outras comédias por aí, a autora muda constantemente o estilo para fazer graça, especialmente quando a Nika está no modo Off. Ainda não terminei de ler, mas estou curioso para ver onde essa história vai acabar. Acho que nota "7" é adequada, mas posso mudar de idéia.

Quem traduz esse mangá para o inglês é o Transcendence. Descobri que existe um J-Drama baseado nesse mangá. Apesar de eu raramente assistir J-Drama, acho que vou TER de assistir a esse. Estou curioso para ver, porque parece muito bom.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Brother x Brother

Acho, às vezes, que eu devia renomear esse blog para "minhas opiniões pouco populares" ou algo auto-explicativo assim. Brother x Brother é bastante elogiado pelos leitores de yaoi, eu, entretanto, pra variar não curto muita essa série. Sempre fui meio relutante para ler, em função do título, mas, apesar de creepy em alguns momentos, esse mangá de Kisaragi Hirotaka não mostra incesto de facto.

Sonooka Souichirou recebe a notícia que seu pai faleceu. Desde o divórcio de seus pais há 8 anos, Souichirou não teve mais contato com ele e esteve morando com sua mãe. Entretanto, como seu pai, Shirakawa Kaoru, era um famoso e importante diretor de cinema, Souichirou volta à casa de sua infância, para ver as questões referentes a herança. Entretanto, lá ele dá de cara com dois irmãos mais velhos, Masato e Kaname. O pai dos três deixou em seu testamento que a casa será de quem viver lá durante um mês. Logo, os três "irmãos" passam a co-habitar a mansão, todos eles desejando a casa para si... Ou é o que Souichirou pensa, até surpreender Masato beijando Kaname e entender que o relacionamento de seus outros dois "irmãos" é mais complexo do que inicialmente parece.

Eu digo "irmãos", porque esses três não são irmãos nem por sangue e nem por convívio (eles só se conheceram depois de adultos). Masato é filho da segunda esposa de Kaoru, sendo, assim, enteado dele. Kaname é filho de uma parente distante de Kaoru, a talentosa e excêntrica atriz Nioka Sakurako. Assim, o único filho legítimo de Kaoru é Souichirou. Com isso dito, aos poucos a história vai nos apresentando mais sobre os dois "irmãos" de Souichirou... Masato sempre foi apaixonado por Kaoru, nunca o amando como um pai. Por isso, ele se aproximou de Kaname, que é muito parecido com Kaoru, e começou um relacionamento sexual com ele. Kaname, por sua vez, viveu uma vida traumática quando morava com sua mãe. Emocionalmente distante e sempre ocupada com o trabalho, Nioka Sakurako não dava amor a Kaname ou a seus vários maridos. Esses "padrastos" de Kaname o abusavam fisicamente e emocionalmente, o que faz que Kaname, agora, tenha "episódios" em que perde a consciência e busca conforto através de um relacionamento sexual com a coisa que estiver mais perto dele (ou seja, Masato), em decorrência de um Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Faust, psicólogo, se pergunta o PORQUÊ de personagens fictícios nunca procurarem um atendimento psicológico/psiquiátrico, especialmente numa situação grave como essas. Mas né. Ficção é assim mesmo. Masato e Kaname desenvolvem esse relacionamento doentio buscando conforto mútuo.

Entretanto, a chegada de Souichirou acaba perturbando esse situação. Junto com ele, também surge Ogi, um diretor de cinema que está interessado em fazer um remake do mais famoso filme de Shirakawa Kaoru, que também estrela Nioka Sakurako. Nesse filme, ele deseja reunir os três irmãos: Masato como diretor de arte, Souichirou como o ator principal, e Kaname revivendo o papel que sua mãe interpretou originalmente. O problema é que os traumas de Kaname são todos em relação a sua mãe e ele justamente buscou um emprego fora do show business para escapar disso. As questões psicológicas de Kaname, os problemas que os irmãos encontram em função do filme e da casa, e os relacionamentos que eles estabelecem entre si são os principais assuntos que esse mangá aborda.

  

A arte é lindíssima. Sem reclamações quanto a esse quesito. Eu adoro autoras que conseguem desenhar de uma forma expressiva e Kisaragi Hirotaka consegue o raro casamento de "arte linda" com "expressiva". Meus dois maiores problemas com essa série são: o desenvolvimento dos personagens e o "comprimento" da série. Honestamente, esse mangá podia ter acabado no segundo volume. Ou, talvez, no quarto, porque o quinto volume foi completamente desnecessário. O desenvolvimento (ou falta de) dos personagens também está vinculado a essa questão. Tudo bem uma série ser superficial se ela será mais curta, mas quando se tem cinco volumes de um mangá acaba sendo frustrante que os desenvolvimentos sejam tão bobos e fracos. O Souichirou tem como papel na história ser perfeito e consertar os outros personagens, sendo que as próprias questões pessoais dele, que pareceram importantes no início (a raiva dele em relação ao pai, a preocupação por ser um ator amador, seus sentimentos em relação a mãe, etc), simplesmente somem para dar espaço a todo o amor dele em relação ao Kaname (que surge bem do nada). Uma coisa que as pessoas tendem a fazer é considerar qualquer coisa que seja triste/dramática como boa e profunda. Não necessariamente. Esse mangá é a prova disso. Se eu acho que esse mangá vale a pena de ser lido? Sim. Nem que seja só pela arte, que é muito bonita, ou pelo princípio de boas idéias. Vou dar nota "6".

A tradução em inglês é do Forever More e do Dangerous Pleasure.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Doushitemo Furetakunai

Resolvi reler Doushitemo Furetakunai antes de assistir ao filme, já que fazia muito tempo desde a ultima vez que li e não me lembrava mais da história (por algum motivo, eu confundo com esse mangá aqui, que não tem nada a ver). É um trabalho da Yoneda Kou que, acho que não é exagero afirmar, é uma das autoras favoritas da maior parte dos leitores de yaoi por aí. E não é sem razão.

Esse foi o primeiro trabalho original da autora, que também tem uma publicação considerável de doujinshi, mas ela já chegou estreando muito bem. Shima começa a trabalhar numa nova companhia. Seu chefe, Togawa, é bebum, fumante e rude. À primeira vista, Shima não gosta muito de Togawa, mas, em contrapartida, Togawa se interessa muito pelo jeito inexpressivo e quieto de Shima. Logo no primeiro jantar com os colegas de trabalho, Shima começa a perceber que por trás de seu jeito rude e descuidado, Togawa é, na verdade, muito gentil. Não demora, então, para que os dois comecem a se encontrar mais vezes fora da empresa e comecem um relacionamento sexual.

Shima passa a história com o conflito de estar se apaixonado por um homem heterossexual. Ele deixou seu emprego anterior por ter começado um relacionamento que não deu certo com outro colega de trabalho e agora está "prestes a repetir o erro" com Togawa. Devido a essa sua experiência anterior, ele tem certeza de que seu relacionamento com Togawa não irá durar muito. Especialmente após Togawa comentar sobre sua história de vida e dizer que sempre sonhou em ter uma família de verdade com filhos, Shima passa a se culpar por estar tirando isso de Togawa e teme que no futuro, se Togawa ficar com ele, possa se arrepender da decisão. Complexo, não é? Pois fica mais.

A história é incrível e muito bem construída. Eu comentei há algum tempo que eu estava ficando cansado de romances escolares. Pode ser porque faz uns bons sete anos que eu terminei a escola. Esses mangás, apesar de eu gostar de ler, às vezes não fazem muito sentido. Em contrapartida, mangás como Doushitemo Furetakunai são muito reais. Há muita gente por aí com conflitos similares ao do Shima, com certeza. E essa autora soube como escrever bem uma história que tenha uma essência tão real e humana.

   

Adoro a arte da Yoneda Kou. Expressiva. Bonita. Limpa. Os cenários que ela desenha são fantásticos, ao ponto de eu parar de ler o mangá para admirar os planos de fundo. Os personagens secundários também são agradáveis (farei em breve uma postagem sobre os doujinshi que são uma sidestory de Doushitemo Furetakunai). Vou dar nota "10" e super-ultra-mega recomendo a leitura. O filme? Não curti tanto, mas também é bom.

Tradução em inglês foi feita pelo Dangerous Pleasure. Como esse mangá foi licenciado pela Juné, com o título No Touching At All, pode ser meio chatinho de achar.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Honto Yajuu

Como eu ainda não falei de nenhum mangá da Yamamoto Kotetsuko? Eu sempre me esqueço se já li ou não os mangás dela... Como eu não tive tempo de reler os outros mangás dela que, de fato, precisam de um comentário para que eu não os esqueça, vou falar do mangá dela que eu acho que é mais memorável e divertido, Honto Yajuu.

Mangás que mostram uma visão mais amena da yakuza não são raros... Só que Yamamoto Kotetsuko foi muito feliz nesse mangá. Ueda Tomoharu é um policial. Ele sempre gostou de conhecer e observar outras pessoas interessantes, mas nunca se atraiu especialmente por alguém. Um dia, ele acaba ajudando na captura de um ladrão de roupas de baixo. O alvo desse ladrão e a pessoa que ele ajudou é Gotouda Aki, herdeiro de uma família yakuza. Aki se sente automaticamente atraído por Ueda, seu salvador, e se declara por ele. Apesar de um pouco relutante no início, Ueda acaba se envolvendo num relacionamento super-apaixonado por Aki, mesmo sendo um policial. Ele, assim, acaba também envolvido nos perigos de conviver com um yakuza. Aki, sendo o yakuza que é, está longe de ser uma donzela indefesa. Na verdade, em vários momentos, é ele quem ajuda Ueda. Ele é forte... E muito pervertido. Não tem um capítulo desse mangá (ok, deve ter tipo dois ou três) em que os dois não acabem na cama. 

O elenco de apoio desse mangá cresce com o passar dos capítulos... A maior parte deles é relacionado ao Aki: membros de seu grupo da yakuza, familiares, ex-amantes, etc. Também vemos a família do Ueda e seus colegas de trabalho. Uma coisa que me preocupa um pouco é que nos capítulos mais recentes temos a aparição de outros casais. Hidaka e Koyama, dois estudantes que acabam tomando Aki e Ueda como seus conselheiros amorosos. Eu não me interesso tanto pelo relacionamento dos dois, pessoalmente. Não acho lá grande coisa. Também aparece alguém, Kisaragi, interessado pelo senpai de Ueda na polícia, Yamase. Estou levemente interessado no romance deles, até porque o senpai sempre foi um personagem bastante secundário na história, mas que gradualmente tem se tornado mais "personagem" e menos "elemento decorativo do cenário". O que me preocupa em relação a isso é 1) a retirada do foco dos personagens que queremos ver e 2) o relacionamento de Ueda e Aki é tão estável e apaixonado que os conflitos que surgem acabam sendo irrelevantes, o que faz a autora ficar inventando coisas repetitivas para movimentar a história (enfiando mais personagens/casais na trama e repetindo os mesmos conflitos). Não sei, por mais que eu adore Aki e Ueda, estou ficando com a sensação de que esse mangá já pode acabar. Ou melhor, já poderia ter acabado. E parece que a autora também está com a mesma sensação, pois entre o capítulo 15b e o capítulo 16a teve um hiato de quase um ano...

  

Em suma, eu acho que Honto Yajuu é bom, mas overrated e arrastado. Ri muito com Aki e Ueda no início, mas agora vejo cada vez mais as coisas se repetindo e ficando enjoativas. A arte da Yamamoto Kotetsuko é uma gracinha e isso não é novidade.... Esse mangá também é bem explícito, como eu já apontei, até porque o Aki tem um apetite sexual inesgotável. Eu recomendo a leitura, sim, mas estou ficando preocupado com o futuro desse mangá. Nota "8".

Tradução em inglês está sendo feita atualmente pelo September Scanlations.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Junketsu Drop

Eu já afirmei algumas vezes que acho Junketsu Drop infinitamente melhor do que o outro mangá que fez parte desse projeto, mas ainda não tinha parado para falar dele. Já li esse mangá algumas vezes e sempre me derreto com a arte fofíssima da Kisaragi Manami e a forma como a Watarumi Naho escreveu os personagens dessa história. 

Na escola Aosaka, há uma grande rivalidade entre os alunos do programa normal e do programa de esportes. Kusakabe faz parte do conselho estudantil e detesta a arrogância dos alunos esportistas da escola, sobretudo do representante deles, seu kouhai, Misato. Misato é popular, atraente, talentoso como jogador de tênis e arrogante. Os dois são notórios na escola por estarem sempre batendo boca. Um dia, Kusakabe vê Misato fugindo de suas fangirls e o ajuda a se esconder. Com um contato a sós com Misato, Kusakabe descobre que ele é tímido e inexperiente com mulheres. O que começa como um beijo e provocação acaba sendo o gatilho para que os dois comecem a se encontrar mais frequentemente para uma exploração sexual. Enquanto Kusakabe toma a frente como um "professor" e debocha de Misato por ser inexperiente, ele também é virgem e também não tem muita idéia do que está acontecendo. 

Eu lembro que eu quase morri de ansiedade enquanto esperava capítulos novos... Apesar de simples, essa história é muito bem construída, estabelecendo personagens interessantes e uma tensão sexual deliciosa, enquanto você fica muito curioso para ver como o relacionamento deles vai se resolver. Boa parte da história é contada pela perspectiva de Kusakabe, que oscila entre achar Misato uma fofura, um mala arrogante, e assustador. Entretanto, alguns momentos posteriores contam com o ponto de vista do Misato.

Misato, apesar de o "relacionamento" ter sido iniciado por Kasukabe, é quem faz com que os dois se encontrem nas salas vazias, mesmo sem explicar seus motivos, e é quem implora para que Kasukabe o ajude. Aquele momento em que Misato, chorando de frustração, implora para que Kasukabe o deixe tocá-lo é fofíssimo. Ele merece algum tipo de prêmio por ser tão fofo. Durante boa parte do mangá, eu não conseguia nem imaginar quem seria o seme e o uke dessa história... Ou se haveria alguma coisa desse tipo, porque o relacionamento dos dois é bem equilibrado. 

  

A relação desses dois é fantástica! As cenas explícitas são muito boas, em função, sobretudo, da arte da Kisaragi Manami, que é fantasticamente adorável. Me pergunto se Interval Zero seria menos ruim se tivesse sido ilustrado pela Kisaragi Manami. Acho que eu continuaria sentindo pena do Kadokura, mas me derreteria com o moe da arte. Não que a Suzukura Hal não desenhe bem, mas é que a arte dela é definitivamente menos fofa, moe e expressiva do que a da Kisaragi Manami. E, como eu já deixei claro nos meus posts sobre a Aniya Yuiji, eu tenho uma queda um tombo por expressões faciais. Suzukura Hal faz parte daquele clube fundado pela Minase Masara: artes lindíssimas, mas estáticas e com pouquíssima expressão. Com isso dito, Juketsu Drop foi onde esse projeto teve mais sucesso, proporcionando uma leitura divertida, bonitinha e muito pervertida! Não tenho do que reclamar: nota "10".

A tradução para o inglês foi feita pelo Echochi, enquanto a versão em português é feita pelo BL Scanlations.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Magi - Sinbad no Bouken

E mais uma vez eu estou quase sem postagens! Bem possível que eu não poste nada nas próximas semanas, em função da combinação fatal de excesso de trabalho e problemas pessoais. Eu ando mais lendo os capítulos novos de séries que eu acompanho há bastante tempo, como Magi - Sinbad no Bouken, do que lendo coisas novas... Magi, um trabalho de Ootaka Shinobu, é, na minha opnião, um dos melhores shounen na atualidade. Nessa prequel, contamos também com a arte de Ootera Yoshifumi.

É uma falha minha ainda não ter comentado Magi (parei no capítulo 100 e preciso reler antes de falar sobre), até porque é difícil falar de Sinbad sem falar de Magi. Apesar de Sinbad no Bouken ser um mangá bem legal por si só, ele só se sustenta para os leitores que já tenham lido/assistido Magi e estejam familiarizados com seu setting, até porque não há muitas explicações na história. 

Nesse mangá, temos a história de Sinbad, o grande rei dos setes mares que conquistou sete dungeons e fundou um país por conta própria, antes de ele ter conseguido tais façanhas e durante suas aventuras para se tornar a primeira pessoa a capturar uma dungeon. As dungeons são construções misteriosas que abrigam gênios que dão poderes ilimitados à pessoa que suportar os testes. Na oneshot e nos primeiros capítulos, Sinbad é forçado pelo exército de seu país, Parthevia, a acompanhar o capitão que Sinbad apelida de Drakon na captura da primeira dungeon, Baal. Temos explicações a respeito de convicções suas que surgem mais tarde em Magi, cerca de 14 anos depois e que o fizeram fundar o país de Sindria.

Vemos também como Sinbad conseguiu seus aliados: sua relação difícil com Drakon, que se mostra como rival em boa parte dos capítulos disponíveis; a amizade que fez com Hinahoho e seu povo gigante; e a forma como conseguiu tocar Ja'far, um assassino enviado para acabar com Sinbad, que se torna seu mais fiel aliado em Magi. Isso é legal para alguém que já leu Magi: ver explicações sobre alguns personagens que ficam meio apagados na história principal, pois não teria como abordar tudo isso (e com tantos detalhes) no meio da história de Aladdin, Alibaba e Morgiana. Estou curiosíssimo para ver explicações sobre a aparência futura de Drakon. Acho que logo, logo isso será mostrado!

   

Eu gosto de Sinbad no Bouken porque gosto de Magi, de sua ambientação, sua magia e seus personagens expressivos. Mas é difícil apreciar esse mangá por si só. Recomendo a leitura de Magi primeiro. Se não fosse pelo MangaUpdates, eu jamais imaginaria que o artista é diferente do de Magi... Ootera Yoshifumi realmente consegue emular bem a arte de Ootaka Shinobu, de uma forma que é imperceptível que mudou a arte. As lutas são muito detalhadas e os cenários são muito bonitos. Vou dar nota "8".

A tradução em inglês foi feita pelo Sense-Scans.