Eu tenho uma relação de amor e ódio com os trabalhos de Homerun Ken, porque os personagens das histórias desse duo em geral me dão nos nervos. Os trabalhos solo da Akira Norikazu são beeem melhores. Maigo é uma exceção a essa regra. Não é exatamente o mangá mais memorável que existe por aí, mas é uma leitura agradável.
Temos quatro histórias diferentes sendo contadas. Na primeira, intitulada Lost Children, somos apresentados aos amigos de infância Koyo Tomohiko e Fukube Naoto. Quando Naoto se envolve num comitê estudantil e arranja uma namorada, ele passa a não ter mais tanto tempo assim pra passar com Tomo. A história é bem bonitinha, mas também não é nada demais. Na próxima, Diamonds are Forever, Taki Chisato e Kamitori Taichi recebem uma punição de seu tutor quando não vão bem nas provas: precisam se beijar. Chisato, aos poucos, decide que gosta de beijar Taichi e começa a errar de propósito. Ele também acaba descobrindo seu tutor e primo, Atsushi, está envolvido num relacionamento com um homem mais velho ao fuçar no celular dele. Atsushi resolve punir Chisato... Abusando-o sexualmente, o que é visto por Taichi. No final desse capítulo, descobrimos as razões de Atsushi para estar agindo desse jeito, mas, na minha opinião, não justifica o modo que ele agiu com o Chisato. O que me incomodou foi o Taichi dizendo que o Chisato mereceu ter recebido a punição (i.e abuso sexual), pois ele mexeu no celular do Atsushi... Tipo, oi?! Lógica de mangá yaoi! Essa história continua por mais um capítulo. Atsushi some desse, mas Taichi e Chisato estão aprofundando seu relacionamento.
Em Golden Star, temos o Murakami, membro de um coral no ginásio, que está sempre admirando o colega que toca piano pro coral, Takahashi. Ele imagina que a voz do Takahashi seja muito bonita cantando, mas como não existe ninguém que possa substituí-lo no piano, ele acaba nunca participando do coro. Murakami, entretanto, pretende fazer com que isso mude. Por fim, Flower Scented fala sobre um bruxo que ensina magia para crianças, Mushano Kouji, mas que aceita um aprendiz de 36 anos, Sakurada Tsukihito. Sakurada não é muito talentoso, mas acaba ajudando bastante Kouji ao fazer as tarefas domésticas. O problema é a motivação dele para estudar magia...
A arte é bonitinha, agradável e, em alguns momentos, super-detalhada. Todas as histórias são razoavelmente interessantes, mas a minha favorita foi a última. O cenário estabelecido pela autora foi muito legal e eu gostaria de ver mais sobre esse mundo mágico criado por ela. As outras todas se passam no colegial, sendo que as duas primeiras são muito parecidas, por falarem sobre amigos de infância. O único ponto que eu ativamente desgostei nesse mangá foi as atitudes do Atsushi e o modo como os outros personagens "deixaram para lá" isso.
Apesar de eu ter desgostado apenas desse ponto e de mais um ou dois detalhes, todas as histórias são tão básicas que não vão me fazer ter uma impressão duradoura desse mangá, por isso que estou escrevendo sobre ele. Vou esquecê-lo logo. Tirando a última história e, talvez, a penúltima, as outras já foram feitas antes. Mais de uma vez. Vou dar uma nota "7", porque esse mangá é mais bom do que ruim, ainda que não seja particularmente bom ou memorável.
A tradução em inglês foi feita pelos grupos Biblo Eros e DokiDoki.